Doutrinas
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
| A cura divina | Batismo no Espírito Santo |
| A Igreja | O falar em Línguas |
| Dízimos, Ofertas e a Administração | Pastore e seus deveres |
| Dons Espírituais para o Crente | Provas do batismo no epiríto santo |
| Falsos mestres | Qualifiações morais do Pastor |
| Arrebatamento da Igreja |
A CURA DIVINA
Mt 8.16,17 "E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele, com a sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou a todos os que estavam enfermos, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças."
A PROVISÃO REDENTORA DE DEUS.
(1) O problema das enfermidades e das doenças está fortemente vinculado ao problema do pecado e da morte, i.e., às conseqüências da queda. Enquanto a ciência médica considera as causas das enfermidades e das doenças em termos psicológicos ou psicossomáticos, a Bíblia apresenta as causas espirituais como sendo o problema subjacente ou fundamental desses males. Essas causas são de dois tipos: (a) O pecado, que afetou a constituição física e espiritual do homem (Jo 5.5,14), e (b) Satanás (At 10.38; cf.Mc 9.17, 20.25; Lc 13.11; At 19.11,12).
(2) A provisão de Deus através da redenção é tão abrangente quanto às conseqüências da queda. Para o pecado, Deus provê o perdão; para a morte, Deus provê a vida eterna, e a vida ressurreta; e para a enfermidade, Deus provê a cura (cf. Sl 103.1-5; Lc 4.18; 5.17-26; Tg 5.14,15). Daí, durante a sua vida terrestre, Jesus ter tido um tríplice ministério: ensinar a Palavra de Deus, pregar o arrependimento (o problema do pecado) e as bênçãos do reino de Deus (a vida) e curar todo tipo de moléstia, doença e enfermidade entre o povo (4.23,24).
A REVELACÃO DA VONTADE DE DEUS SOBRE A CURA.
A vontade de Deus no tocante à cura divina é revelada de quatro maneiras principais nas Escrituras.
(1) A declaração do próprio Deus. Em Êx 15.26 Deus prometeu saúde e cura ao seu povo, se este permanecesse fiel ao seu concerto e aos seus mandamentos. Sua declaração abrange dois aspectos: (a) "Nenhuma das enfermidades porei sobre ti [como julgamento], que pus sobre o Egito"; e (b) "Eu sou o SENHOR, que te sara [como Redentor]". Deus continuou sendo o Médico dos médicos do seu povo, no decurso do AT, sempre que os seus sinceramente se dedicavam a buscar a sua face e obedecer à sua Palavra (cf. 2Rs 20.5; Sl 103.3).
(2) O ministério de Jesus. Jesus, como o Filho encarnado de Deus, era a exata manifestação da natureza e do caráter de Deus (Hb 1.3; cf. Cl 1.15; 2.9). Jesus, no seu ministério terreno (4.23,24; 8.14-16; 9.35; 15.28; Mc 1.32-34,40,41; Lc 4.40; At 10.38), revelava a vontade de Deus na prática (Jo 6.38; 14.10), e demonstrou que está no coração, na natureza e no propósito de Deus curar todos os que estão enfermos e oprimidos pelo diabo.
(3) A provisão da expiação de Cristo. (Is 53.4,5; Mt 8.16,17; 1Pe 2.24). A morte expiatória de Cristo foi um ato perfeito e suficiente para a redenção do ser humano total - espírito, alma e corpo. Assim como o pecado e a enfermidade são os gigantes gêmeos, destinados por Satanás para destruir o ser humano, assim também o perdão e a cura divina vêm juntos como bênçãos irmanadas, destinadas por Deus para nos redimir e nos dar saúde (cf. Sl 103.3; Tg 5.14-16). O crente deve prosseguir com humildade e fé e apropriar-se da plena provisão da expiação de Cristo, inclusive a cura do corpo.
(4) O ministério contínuo da igreja. Jesus comissionou seus doze discípulos para curar os enfermos, como parte da sua proclamação do reino de Deus (Lc 9.1,2,6). Posteriormente, Ele comissionou setenta discípulos para fazerem a mesma coisa (Lc 10.1, 8,9, 19). Depois do dia de Pentecoste o ministério de cura divina que Jesus iniciara teve prosseguimento através da igreja primitiva como parte da sua pregação do evangelho (At 3.1-10; 4.30; 5.16; 8.7; 9.34; 14.8-10; 19.11,12; cf. Mc 16.18; 1Co 12.9,28,30; Tg 5.14-16). O NT registra três maneiras como o poder de Deus e a fé se manifestam através da igreja para curar: (a) a imposição de mãos (Mc 16.15-18; At 9.17); (b) a confissão de pecados conhecidos, seguida da unção do enfermo com óleo pelos presbíteros (Tg 5.14-16); e (c) os dons espirituais de curar concedidos à igreja (1Co 12.9). Note que são os presbíteros da igreja que devem cuidar desta "oração da fé".
IMPEDIMENTOS À CURA.
Às vezes há, na própria pessoa, impedimentos à cura divina, como: (1) pecado não confessado (Tg 5.16); (2) opressão ou domínio demoníaco (Lc 13.11-13); (3) medo ou ansiedade aguda (Pv 3.5-8; Fp 4.6,7); (4) insucessos no passado que debilitam a fé hoje (Mc 5.26; Jo 5.5-7); (5) o povo (Mc 10.48); (6) ensino antibíblico (Mc 3.1-5; 7.13); (7) negligência dos presbíteros no que concerne à oração da fé (Mc 11.22-24; Tg 5.14-16); (8) descuido da igreja em buscar e receber os dons de operação de milagres e de curas, segundo a provisão divina (At 4.29,30; 6.8; 8.5,6; 1Co 12.9,10,29-31; Hb 2.3,4); (9) incredulidade (Mc 6.3-6; 9.19, 23,24); e (10) irreverência com as coisas santas do Senhor (1Co 11.29,30). Casos há em que não está esclarecida a razão da persistência da doença física em crentes dedicados (Gl 4.13,14; 1Tm 5.23; 2Tm 4.20). Noutros casos, Deus resolve levar seus amados santos ao céu, durante uma enfermidade (cf. 2Rs 13.14,20).
O QUE DEVEMOS FAZER QUANDO EM BUSCA DA CURA DIVINA.
O que deve fazer o crente quando ora pela cura divina para si?
(1) Ter a certeza de que está em plena comunhão com Deus e com o próximo (Mt 6.33; 1Co 11.27-30; Tg 5.16; ver Jo 15.7). (2) Buscar a presença de Jesus na sua vida, pois é Ele quem comunica ao coração do crente a necessária fé para a cura (Rm 12.3; 1Co 12.9; Fp 2.13; ver Mt 17.20). (3) Encher sua mente e coração da Palavra de Deus (Jo 15.7; Rm 10.17). (4) Se a cura não ocorre, continuar e permanecer nEle (Jo 15.1-7), examinando ao mesmo tempo sua vida, para ver que mudanças Deus quer efetuar na sua pessoa. (5) Pedir as orações dos presbíteros da igreja, bem como dos familiares e amigos (Tg 5.14-16). (6) Assistir a cultos em que há alguém com um autêntico e aprovado ministério de cura divina (cf. At 5.15,16; 8.5-7). (7) Ficar na expectativa de um milagre, i. e., confiar no poder de Cristo (7.8; 19.26). (8) Regozijar-se caso a cura ocorra na hora, e ao mesmo tempo manter-se alegre, se ela não ocorrer de imediato (Fp 4.4,11-13). (9) Saber que a demora de Deus em atender as orações não é uma recusa dEle às nossas petições. Às vezes, Deus tem em ente um propósito maior, que ao cumprir-se, resulta em sua maior glória (cf. Jo 9.13; 11.4, 14,15,45; 2Co 12.7-10) e em bem para nós (Rm 8.28). (10) Reconhecer que, tratando-se de um crente dedicado, Deus nunca o abandonará, nem o esquecerá. Ele nos ama tanto que nos tem gravado na palma das suas mãos (Is 49.15,16).
Nota: A Bíblia reconhece o uso apropriado dos recursos médicos (9.12; Lc 10.34; Cl 4.14).
A IGREJA
Mt 16.18: "Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela".
A palavra grega ekklesia (igreja), literalmente, refere-se à reunião de um povo, por convocação (gr. ekkaleo). No NT, o termo designa principalmente o conjunto do povo de Deus em Cristo, que se reúne como cidadãos do reino de Deus (Ef 2.19), com o propósito de adorar a Deus. A palavra "igreja" pode referir-se a uma igreja local (Mt 18.17; At 15.4) ou à igreja no sentido universal (16.18; At 20.28; Ef 2.21, 22).
(1) A igreja é apresentada como o povo de Deus (1Co 1.2; 10.32; 1Pe 2.4-10), o agrupamento dos crentes redimidos como fruto da morte de Cristo (1Pe .18,19). É um povo peregrino que já não pertence a esta terra (Hb 13.12-14), cujo primeiro dever é viver e cultivar uma comunhão real e pessoal com Deus (1Pe 2.5; ver Hb 11.6 nota).
(2) A igreja foi chamada para deixar o mundo e ingressar no reino de Deus. A separação do mundo é parte inerente da natureza da igreja e a recompensa disso é ter o Senhor por Deus e Pai (2Co 6.16-18).
(3) A igreja é o templo de Deus e do Espírito Santo (1Co 3.16; 2Co 6.14-7.1; Ef 2.11-22; 1Pe 2.4-10). Este fato, no tocante à igreja, requer dela separação da iniqüidade e da imoralidade.
(4) A igreja é o corpo de Cristo (1Co 6.15,16; 10.16,17; 12.12-27). Isto indica que não pode existir igreja verdadeira sem união vital dos seus membros com Cristo. A cabeça do corpo é Cristo (Cl 1.18; Ef 1.22; 4.15; 5.23).
(5) A igreja é a noiva de Cristo (2Co 11.2; Ef 5.23-27; Ap 19.7-9). Este conceito nupcial enfatiza tanto a lealdade, devoção e fidelidade da igreja a Cristo, quanto o amor de Cristo à sua igreja e sua comunhão com ela.
(6) A igreja é uma comunhão (gr. koinonia) espiritual (2Co 13.14; Fp 2.1). Isto inclui a habitação nela do Espírito Santo (Lc 11.13; Jo 7.37-39; 20.22), a unidade do Espírito (Ef 4.4) e o batismo com o Espírito (At 1.5; 2.4; 8.14-17; 10.44; 19.1-7). Esta comunhão deve ser uma demonstração visível do mútuo amor e cuidado entre os irmãos (Jo 13.34,35).
(7) A igreja é um ministério (gr. diakonia) espiritual. Ela ministra por meio de dons (gr. charismata) outorgados pelo Espírito Santo (Rm 12.6; 1Co 1.7; 12.4-11, 20-31; Ef 4.11).
(8) A igreja é um exército engajado num conflito espiritual, batalhando com a espada e o poder do Espírito (Ef 6.17). Seu combate é espiritual, contra Satanás e o pecado. O Espírito que está na igreja e a enche, é qual guerreiro manejando a Palavra viva de Deus, libertando as pessoas do domínio de Satanás e anulando todos os poderes das trevas (At 26.18; Hb 4.12; Ap 1.16; 2.16; 19.15, 21).
(9) A igreja é a coluna e o fundamento da verdade (1Tm 3.15), funcionando, assim, como o alicerce que sustenta uma construção.
A igreja deve sustentar a verdade e conservá-la íntegra, defendendo-a contra os deturpadores e os falsos mestres (Fp 1.17; Jd 3).
(10) A igreja é um povo possuidor de uma esperança futura. Esta esperança tem por centro a volta de Cristo para buscar o seu povo (Jo 14.3; 1Tm 6.14; 2Tm 4.8; Tt 2.13; Hb 9.28).
(11) A igreja é tanto invisível como visível. (a) A igreja invisível é o conjunto dos crentes verdadeiros, unidos por sua fé viva em Cristo. (b) A igreja visível consiste de congregações locais, compostas de crentes vencedores e fiéis (Ap 22.11, 17, 26), bem como de crentes professos, porém falsos (Ap 2.2); "caídos" (Ap 2.5); espiritualmente "mortos" (Ap 3.1); e "mornos" (Ap 3.16; Mt 13.24; At 12.5).
Dízimos, Ofertas e a
Administração do Nosso Dinheiro
"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que
haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o SENHOR
dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar
sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança."
Ml 3.10
Ml 3.10
Definição de dízimos e ofertas .
A palavra hebraica para "dízimo" (ma'aser) significa
literalmente "a décima parte".
(1) Na Lei de Deus, os israelitas tinham a obrigação de
entregar a décima parte das crias dos animais domésticos, dos produtos
da terra e de outras rendas como reconhecimento e gratidão pelas bênçãos
divinas (ver Lv 27.30-32; Nm 18.21,26; Dt 14.22-29). O dízimo era usado
primariamente para cobrir as despesas do culto e o sustento dos
sacerdotes. Deus considerava o seu povo responsável pelo manejo dos
recursos que Ele lhes dera na terra prometida (Mt 25.15; Lc 19.13).
(2) No âmago do dízimo, achava-se a idéia de que Deus é o
dono de tudo (Êx 19.5; Sl 24.1; 50.10-12; Ag 2.8). Os seres humanos
foram criados por Ele, e a Ele devem o fôlego de vida (Gn 1.26,27; At
17.28). Sendo assim, ninguém possui nada que não haja recebido
originalmente do Senhor (Jó 1.21; Jo 3.27; 1Co 4.7). Nas leis sobre o
dízimo, Deus estava simplesmente ordenando que os seus lhe devolvessem
parte daquilo que Ele já lhes tinha dado.
(3) Além dos dízimos, os israelitas eram instruídos a
trazer numerosas oferendas ao Senhor, principalmente na forma de
sacrifícios. Levítico escreve várias oferendas rituais: o holocausto (Lv
1; 6.8-13), a oferta de manjares (Lv 2; 6.14-23), a oferta pacífica (Lv
3; 7.11-21), a oferta pelo pecado (Lv 4.1-5.13; 6.24-30), e a oferta
pela culpa (Lv 5.14-6.7; 7.1-10).
(4) Além das ofertas prescritas, os israelitas podiam
apresentar outras ofertas voluntárias ao Senhor. Algumas destas eram
repetidas em tempos determinados (ver Lv 22.18-23; Nm 15.3; Dt 12.6,17),
ao passo que outras eram ocasionais. Quando, por exemplo, os israelitas
empreenderam a construção do Tabernáculo no monte Sinai, trouxeram
liberalmente suas oferendas para a fabricação da tenda e de seus móveis
(ver Êx 35.20-29). Ficaram tão entusiasmados com o empreendimento, que
Moisés teve de ordenar-lhes que cessassem as oferendas (Êx 36.3-7). Nos
tempos de Joás, o sumo sacerdote Joiada fez um cofre para os israelitas
lançarem as ofertas voluntárias a fim de custear os consertos do templo,
e todos contribuíram com generosidade (2Rs 12.9,10). Semelhantemente,
nos tempos de Ezequias, o povo contribuiu generosamente às obras da
reconstrução do templo (2Cr 31.5-19).
(5) Houve ocasiões na história do AT em que o povo de
Deus reteve egoisticamente o dinheiro, não repassando os dízimos e
ofertas regulares ao Senhor. Durante a reconstrução do segundo templo,
os judeus pareciam mais interessados na construção de suas propriedades,
por causa dos lucros imediatos que lhes trariam, do que nos reparos da
Casa de Deus que se achava em ruínas. Por causa disto, alertou-lhes
Ageu, muitos deles estavam sofrendo reveses financeiros (Ag 1.3-6).
Coisa semelhante acontecia nos tempos do profeta Malaquias e, mais uma
vez, Deus castigou seu povo por se recusar a trazer-lhe o dízimo (Ml
3.9-12).
A ADMINISTRAÇÃO DO NOSSO DINHEIRO
Os exemplos dos dízimos e ofertas no AT contêm
princípios importantes a respeito da mordomia do dinheiro, que são
válidos para os crentes do NT.
(1) Devemos lembrar-nos que tudo quanto possuímos
pertence a Deus, de modo que aquilo que temos não é nosso: é algo que
nos confiou aos cuidados. Não temos nenhum domínio sobre as nossas
posses.
(2) Devemos decidir, pois, de todo o coração, servir a
Deus, e não ao dinheiro (Mt 6.19-24; 2Co 8.5). A Bíblia deixa claro que
a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5).
(3) Nossas contribuições devem ser para a promoção do
reino de Deus, especialmente para a obra da igreja local e a
disseminação do evangelho pelo mundo (1Co 9.4-14; Fp 4.15-18; 1Tm
5.17,18), para ajudar aos necessitados (Pv 19.17; Gl 2.10; 2Co 8.14;
9.2), para acumular tesouros no céu (Mt 6.20; Lc 6.32-35) e para
aprender a temer ao Senhor (Dt 14.22,23).
(4) Nossas contribuições devem ser proporcionais à
nossa renda. No AT, o dízimo era calculado em uma décima parte. Dar
menos que isto era desobediência a Deus. Aliás, equivalia a roubá-lo (Ml
3.8-10). Semelhantemente, o NT requer que as nossas contribuições sejam
proporcionais àquilo que Deus nos tem dado (1Co 16.2; 2Co 8.3,12; 2Co
8.2).
(5) Nossas contribuições devem ser voluntárias e
generosas, pois assim é ensinado tanto no AT (Êx 25.1,2; 2Cr 24.8-11)
quanto no NT (2Co 8.1-5,11,12). Não devemos hesitar em contribuir de
modo sacrificial (2Co 8:3), pois foi com tal espírito que o Senhor Jesus
entregou-se por nós (ver 2Co 8.9). Para Deus, o sacrifício envolvido é
muito mais importante do que o valor monetário da dádiva (ver Lc
21.1-4).
(6) Nossas contribuições devem ser dadas com alegria
(2Co 9.7). Tanto o exemplo dos israelitas no AT (Êx 35.21-29; 2Cr 24.10)
quanto o dos cristãos macedônios do NT (2Co 8.1-5) servem-nos de
modelos.
(7) Deus tem prometido recompensar-nos de conformidade
com o que lhe temos dado (ver Dt 15.4; Ml 3.10-12; Mt 19.21; 1Tm 6.19;
2Co 9.6).
DONS ESPIRITUAIS PARA O CRENTE
1Co 12.7: "Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil".
PERSPECTIVA GERAL. Uma das maneiras do Espírito Santo manifestar-se é através de uma variedade de dons espirituais concedidos aos crentes (12.7-11). Essas manifestações do Espírito visam à edificação e à santificação da igreja (12.7; 14.26). Esses dons e ministérios não são os mesmos de Rm 12.6-8 e Ef 4.11, mediante os quais o crente recebe poder e capacidade para servir na igreja de modo mais permanente. A lista em 12.8-10 não é completa. Os dons aí tratados podem operar em conjunto, de diferentes maneiras.
(1) As manifestações do Espírito dão-se de acordo com a vontade do Espírito (12.11), ao surgir a necessidade, e também conforme o anelo do crente na busca dos dons (12.31; 14.1).
(2) Certos dons podem operar num crente de modo regular, e um crente pode receber mais de um dom para atendimento de necessidades específicas. O crente deve desejar "dons", e não apenas um dom (12.31; 14.1).
(3) É antibíblico e insensato se pensar que quem tem um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada, i.e., menos visível. Também, quando uma pessoa possui um dom espiritual, isso não significa que Deus aprova tudo quanto ela faz ou ensina. Não se deve confundir dons do Espírito, com o fruto do Espírito, o qual se relaciona mais diretamente com o caráter e a santificação do crente (Gl 5.22,23).
(4) Satanás pode imitar a manifestação dos dons do Espírito, ou falsos crentes disfarçados como servos de Cristo podem fazer o mesmo (Mt 7.21-23; 24.11, 24; 2Co 11.13-15; 2Ts 2.8-10). O crente não deve dar crédito a qualquer manifestação espiritual, mas deve "provar se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1Jo 4.1; cf. 1Ts 5.20,21).
OS DONS ESPIRITUAIS. Em 1Co 12.8-10, o apóstolo Paulo apresenta uma diversidade de dons que o Espírito Santo concede aos crentes. Nesta passagem, ele não descreve as características desses dons, mas noutros trechos das Escrituras temos ensino sobre os mesmos.
(1) Dom da Palavra da Sabedoria (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do Espírito Santo. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de Deus ou a sabedoria do Espírito Santo a uma situação ou problema específico (At 6.10; 15.13-22). Não se trata aqui da sabedoria comum de Deus, para o viver diário, que se obtém pelo diligente estudo e meditação nas coisas de Deus e na sua Palavra, e pela oração (Tg 1.5,6).
(2) Dom da Palavra do Conhecimento (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo Espírito Santo, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstâncias, ou de verdades bíblicas. Freqüentemente, este dom tem estreito relacionamento com o de profecia (At 5.1-10; 1Co 14.24,25).
(3) Dom da Fé (12.9). Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (13.2) e que freqüentemente opera em conjunto com outras manifestações do Espírito, tais como as curas e os milagres (Mt 17.20; Mc 11.22-24; Lc 17.6).
(4) Dons de Curas (12.9). Esses dons são concedidos à igreja para a restauração da saúde física, por meios divinos e sobrenaturais (Mt 4.23-25; 10.1; At 3.6-8; 4.30). O plural ("dons") indica curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus. Os dons de curas não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo (cf. 12.11,30), todavia, todos eles podem orar pelos enfermos. Havendo fé, os enfermos serão curados.
Pode também haver cura em obediência ao ensino bíblico de Tg 5.14-16 (ver Tg 5.15).
(5) Dom de Operação de Milagres (12.10). Trata-se de atos sobrenaturais de poder, que intervêm nas leis da natureza. Incluem atos divinos em que se manifesta o reino de Deus contra Satanás e os espíritos malignos (Jo 6.2).
(6) Dom de Profecia (12.10). É preciso distinguir a profecia aqui mencionada, como manifestação momentânea do Espírito da profecia como dom ministerial na igreja, mencionado em Ef 4.11. Como dom de ministério, a profecia é concedida a apenas alguns crentes, os quais servem na igreja como ministros profetas.
Como manifestação do Espírito, a profecia está potencialmente disponível a todo cristão cheio dEle (At 2.16-18). Quanto à profecia, como manifestação do Espírito, observe o seguinte: (a) Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo (14.24,25, 29-31). Aqui, não se trata da entrega de sermão previamente preparado. (b) Tanto no AT, como no NT, profetizar não é primariamente predizer o futuro, mas proclamar a vontade de Deus e exortar e levar o seu povo à retidão, à fidelidade e à paciência (14.3). (c) A mensagem profética pode desmascarar a condição do coração de uma pessoa (14.25), ou prover edificação, exortação, consolo, advertência e julgamento (14.3, 25,26, 31). (d) A igreja não deve ter como infalível toda profecia deste tipo, porque muitos falsos profetas estarão na igreja (1Jo 4.1). Daí, toda profecia deve ser julgada quanto à sua autenticidade e conteúdo (14.29, 32; 1Ts 5.20,21). Ela deverá enquadrar-se na Palavra de Deus (1Jo 4.1), contribuir para a santidade de vida dos ouvintes e ser transmitida por alguém que de fato vive submisso e obediente a Cristo (12.3). (e) O dom de profecia manifesta-se segundo a vontade de Deus e não a do homem. Não há no NT um só texto mostrando que a igreja de então buscava revelação ou orientação através dos profetas. A mensagem profética ocorria na igreja somente quando Deus tomava o profeta para isso (12.11).
(7) Dom de Discernimento de Espíritos (12.10). Trata-se de uma dotação especial dada pelo Espírito, para o portador do dom discernir e julgar corretamente as profecias e distinguir se uma mensagem provém do Espírito Santo ou não (14.29; 1Jo 4.1). No fim dos tempos, quando os falsos mestres (Mt 24.5) e a distorção do cristianismo bíblico aumentarão muito (1Tm 4.1), esse dom espiritual será extremamente importante para a igreja.
(8) Dom de Variedades de Línguas (12.10). No tocante às "línguas" (gr. glossa, que significa língua) como manifestação sobrenatural do Espírito, notemos os seguintes fatos: (a) Essas línguas podem ser humanas e vivas (At 2.4-6), ou uma língua desconhecida na terra, e.g., "línguas... dos anjos" (13.1). A língua falada através deste dom não é aprendida, e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala (14.14), como pelos ouvintes (14.16). (b) O falar noutras línguas como dom abrange o espírito do homem e o Espírito de Deus, que entrando em mútua comunhão, faculta ao crente a comunicação direta com Deus (i.e., na oração, no louvor, no bendizer e na ação de graças), expressando-se através do espírito mais do que da mente (14.2, 14) e orando por si mesmo ou pelo próximo sob a influência direta do Espírito Santo, à parte da atividade da mente (cf. 14.2, 15, 28; Jd 20). (c) Línguas estranhas faladas no culto devem ser seguidas de sua interpretação, também pelo Espírito, para que a congregação conheça o conteúdo e o significado da mensagem (14.3, 27,28). Ela pode conter revelação, advertência, profecia ou ensino para a igreja (cf. 14.6). (d) Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto. Quem fala em línguas pelo Espírito, nunca fica em "êxtase" ou "fora de controle" (14.27,28).
(9) Dom de Interpretação de Línguas (12.10). Trata-se da capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. Tal mensagem interpretada para a igreja reunida, pode conter ensino sobre a adoração e a oração, ou pode ser uma profecia. Toda a congregação pode assim desfrutar dessa revelação vinda do Espírito Santo. A interpretação de uma mensagem em línguas pode ser um meio de edificação da congregação inteira, pois toda ela recebe a mensagem (14.6, 13, 26). A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou de outra pessoa. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las (14.13).
FALSOS MESTRES
Mc 13.22: "Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos";.
DESCRIÇÃO. O crente da atualidade precisa estar informado de que pode haver, nas igrejas, diversos obreiros corrompidos e distanciados da verdade, como os mestres da lei de Deus, nos dias de Jesus (Mt 24.11,24). Jesus adverte, aqui, que nem toda pessoa que professa a Cristo é um crente verdadeiro e que, hoje, nem todo escritor evangélico, missionário, pastor, evangelista, professor, diácono e outros obreiros são aquilo que dizem ser.
(1) Esses obreiros "exteriormente pareceis justos aos homens" (Mt 23.28). Aparecem "vestidos como ovelhas" (Mt 7.15). Podem até ter uma mensagem firmemente baseada na Palavra de Deus e expor altos padrões de retidão. Podem parecer sinceramente empenhados na obra de Deus e no seu reino, demonstrar grande interesse pela salvação dos perdidos e professar amor a todas as pessoas.
Parecerão ser grandes ministros de Deus, líderes espirituais de renome, ungidos pelo Espírito Santo. Poderão realizar milagres, ter grande sucesso e multidões de seguidores (Mt 7.21-23; 24.11,24; 2Co 11.13-15).
(2) Todavia, esses homens são semelhantes aos falsos profetas dos tempos antigos (Dt 13.3; 1Rs 18.40; Ne 6.12; Jr 14.14; Os 4.15), e aos fariseus do NT.
Longe das multidões, na sua vida em particular, os fariseus entregavam-se à "rapina e de iniqüidade" (Mt 23.25), "cheios de ossos de mortos e de toda imundícia" (Mt 23.27), "cheios de hipocrisia e de iniqüidade" (Mt 23.28). Sua vida na intimidade é marcada por cobiça carnal, imoralidade, adultério, ganância e satisfação dos seus desejos egoístas.
(3) De duas maneiras, esses impostores conseguem uma posição de influência na igreja. (a) Alguns falsos mestres e pregadores iniciam seu ministério com sinceridade, veracidade, pureza e genuína fé em Cristo. Mais tarde, por causa do seu orgulho e desejos imorais, sua dedicação pessoal e amor a Cristo desaparecem lentamente. Em decorrência disso, apartam-se do reino de Deus (1Co 6.9,10; Gl 5.19-21; Ef 5.5,6) e se tornam instrumentos de Satanás, disfarçados em ministros da justiça (2Co 11.15). (b) Outros falsos mestres e pregadores nunca foram crentes verdadeiros. A serviço de Satanás, eles estão na igreja desde o início de suas atividades (Mt 13.24-28,36-43).
Satanás tira partido da sua habilidade e influência e promove o seu sucesso. A estratégia do inimigo é colocá-los em posições de influência para minarem a autêntica obra de Cristo. Se forem descobertos ou desmascarados, Satanás sabe que grandes danos ao evangelho advirão disso e que o nome de Cristo será menosprezado publicamente.
A PROVA. Quatorze vezes nos Evangelhos, Jesus advertiu os discípulos a se precaverem dos líderes enganadores (Mt 7.15; 16.6,11; 24.4,24; Mc 4.24; 8.15; 12.38-40; 13.5; Lc 12.1; 17.23; 20.46; 21.8). Noutros lugares, o crente é exortado a pôr à prova mestres, pregadores e dirigentes da igreja (1Ts 5.21; 1 Jo 4.1). Seguem-se os passos para testar falsos mestres ou falsos profetas:
(1) Discernir o caráter da pessoa. Ela tem uma vida de oração perseverante e manifesta uma devoção sincera e pura a Deus? Manifesta o fruto do Espírito (Gl 5.22,23), ama os pecadores (Jo 3.16), detesta o mal e ama a justiça (Hb 1.9 nota) e fala contra o pecado (Mt 23; Lc 3.18-20)?
(2) Discernir os motivos da pessoa. O líder cristão verdadeiro procurará fazer quatro coisas: (a) honrar a Cristo (2Co 8.23; Fp 1.20); (b) conduzir a igreja à santificação (At 26.18; 1Co 6.18; 2Co 6.16-18); (c) salvar os perdidos (1Co 9.19-22); e (d) proclamar e defender o evangelho de Cristo e dos seus apóstolos (Fp 1.16; Jd 3).
(3) Observar os frutos da vida e da mensagem da pessoa. Os frutos dos falsos pregadores comumente consistem em seguidores que não obedecem a toda a Palavra de Deus (Mt 7.16).
(4) Discernir até que ponto a pessoa se baseia nas Escrituras. Este é um ponto fundamental.
Ela crê e ensina que os escritos originais do AT e do NT são plenamente inspirados por Deus, e que devemos observar todos os seus ensinos (2Jo 9-11)? Caso contrário, podemos estar certos de que tal pessoa e sua mensagem não provêm de Deus.
(5) Finalmente, verifique a integridade da pessoa quanto ao dinheiro do Senhor. Ela recusa grandes somas para si mesma, administra todos os assuntos financeiros com integridade e responsabilidade, e procura realizar a obra de Deus conforme os padrões do NT para obreiros cristãos? (1Tm 3.3; 6.9,10).
Apesar de tudo que o crente fiel venha a fazer para avaliar a vida e o trabalho de tais pessoas, não deixará de haver falsos mestres nas igrejas, os quais, com a ajuda de Satanás, ocultam-se até que Deus os desmascare e revele aquilo que realmente são.
O ARREBATAMENTO DA IGREJA
1Ts 4.16,17: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor."
O termo "arrebatamento" deriva da palavra raptus em latim, que significa "arrebatado rapidamente e com força". O termo latino raptus equivale a harpazo em grego, traduzido por "arrebatado" em 4.17. Esse evento, descrito aqui e em 1Co 15, refere-se à ocasião em que a igreja do Senhor será arrebatada da terra para encontrar-se com Ele nos ares. O arrebatamento abrange apenas os salvos em Cristo.
(1) Instantes antes do arrebatamento, ao descer Cristo do céu para buscar a sua igreja, ocorrerá a ressurreição dos "que morreram em Cristo" (4.16). Não se trata da mesma ressurreição referida em Ap 20.4, a qual somente ocorrerá depois de Cristo voltar à terra, julgar os ímpios e prender Satanás (Ap 19.11-20.3). A ressurreição de Ap 20.4 tem a ver com os mártires da tribulação e possivelmente com os santos do AT (Ap 20.6).
(2) Ao mesmo tempo em que ocorre a ressurreição dos mortos em Cristo, os crentes vivos serão transformados; seus corpos se revestirão de imortalidade (1Co 15.51,53). Isso acontecerá num instante, "num abrir e fechar de olhos" (1Co 15.52).
(3) Tanto os crentes ressurretos como os que acabaram de ser transformados serão "arrebatados juntamente" (4.17) para encontrar-se com Cristo nos ares, ou seja: na atmosfera entre a terra e o céu.
(4) Estarão literalmente unidos com Cristo (4.16,17), levados à casa do Pai, no céu (Jo 14.2,3), e reunidos aos queridos que tinham morrido (4.13-18).
(5) Estarão livres de todas as aflições (2Co 5.2,4; Fp 3.21), de toda perseguição e opressão (Ap 3.10), de todo domínio do pecado e da morte (1Co 15.51-56); o arrebatamento os livra da "ira futura" (1.10; 5.9), ou seja: da grande tribulação.
(6) A esperança de que nosso Salvador logo voltará para nos tirar do mundo, a fim de estarmos "sempre com o Senhor" (4.17), é a bem-aventurada esperança de todos os redimidos (Tt 2.13). É fonte principal de consolo para os crentes que sofrem (4.17,18; 5.10).
(7) Paulo emprega o pronome "nós" em 4.17 por saber que a volta do Senhor poderia acontecer naquele período, e comunica aos tessalonicenses essa mesma esperança. A Bíblia insiste que anelemos e esperemos contínua e confiadamente volta do nosso Senhor (cf. Rm 13.11; 1Co 15.51,52; Ap 22.12,20).
(8) Quem está na igreja, mas não abandona o pecado e o mal, sendo assim infiel a Cristo, será deixado aqui, no arrebatamento (Mt 25.1; Lc 12.45). Os tais ficarão neste mundo e farão parte da igreja apóstata (Ap 17.1), sujeitos à ira de Deus.
(9) Depois do arrebatamento, virá o Dia do Senhor, um tempo de sofrimento e ira sobre os ímpios (5.2-10; ver 5.2). Seguir-se-á a segunda fase da vinda de Cristo, quando, então, Ele virá para julgar os ímpios e reinar sobre a terra (Mt 24.42,44).
O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
At 1.5 "Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias".
Uma das doutrinas principais das Escrituras é o batismo no Espírito Santo. A respeito do batismo no Espírito Santo, a Palavra de Deus ensina o seguinte:
(1) O batismo no Espírito é para todos que professam sua fé em Cristo; que nasceram de novo, e, assim, receberam o Espírito Santo para neles habitar.
(2) Um dos alvos principais de Cristo na sua missão terrena foi batizar seu povo no Espírito (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.33). Ele ordenou aos discípulos não começarem a testemunhar até que fossem batizados no Espírito Santo e revestidos do poder do alto (Lc 24.49; At 1.4,5,8).
(3) O batismo no Espírito Santo é uma obra distinta e à parte da regeneração, também por Ele efetuada. Assim como a obra santificadora do Espírito é distinta e completiva em relação à obra regeneradora do mesmo Espírito, assim também o batismo no Espírito complementa a obra regeneradora e santificadora do Espírito. No mesmo dia em que Jesus ressuscitou, Ele assoprou sobre seus discípulos e disse: "Recebei o Espírito Santo" (Jo 20.22), indicando que a regeneração e a nova vida estavam-lhes sendo concedidas. Depois, Ele lhes disse que também deviam ser "revestidos de poder" pelo Espírito Santo (Lc 24.49; cf. At 1.5,8). Portanto, este batismo é uma experiência subseqüente à regeneração.
(4) Ser batizado no Espírito significa experimentar a plenitude do Espírito, (cf. 1.5; 2.4). Este batismo teria lugar somente a partir do dia de Pentecoste. Quanto aos que foram cheios do Espírito Santo antes do dia de Pentecoste (e.g. Lc 1.15,67), Lucas não emprega a expressão "batizados no Espírito Santo". Este evento só ocorreria depois da ascensão de Cristo (1.2-5; Lc 24.49-51, Jo 16.7-14).
(5) O livro de Atos descreve o falar noutras línguas como o sinal inicial do batismo no Espírito Santo (2.4; 10.45,46; 19.6).
(6) O batismo no Espírito Santo outorgará ao crente ousadia e poder celestial para este realizar grandes obras em nome de Cristo e ter eficácia no seu testemunho e pregação (cf. 1.8; 2.14-41; 4.31; 6.8; Rm 15.18,19; 1Co 2.4). Esse poder não se trata de uma força impessoal, mas de uma manifestação do Espírito Santo, na qual a presença, a glória e a operação de Jesus estão presentes com seu povo (Jo 14.16-18; 16.14; 1Co 12.7).
(7) Outros resultados do genuíno batismo no Espírito Santo são: (a) mensagens proféticas e louvores (2.4, 17; 10.46; 1Co 14.2,15); (b) maior sensibilidade contra o pecado que entristece o Espírito Santo, uma maior busca da retidão e uma percepção mais profunda do juízo divino contra a impiedade (ver Jo 16.8;
At 1.8); (c) uma vida que glorifica a Jesus Cristo (Jo 16.13,14; At 4.33); (d) visões da parte do Espírito (2.17); (e) manifestação dos vários dons do Espírito Santo (1Co 12.4-10); (f) maior desejo de orar e interceder (2.41,42; 3.1; 4.23-31; 6.4; 10.9; Rm 8.26); (g) maior amor à Palavra de Deus e melhor compreensão dela (Jo 16.13; At 2.42) e (h) uma convicção cada vez maior de Deus como nosso Pai (At 1.4; Rm 8.15; Gl 4.6).
(8) A Palavra de Deus cita várias condições prévias para o batismo no Espírito Santo. (a) Devemos aceitar pela fé a Jesus Cristo como Senhor e Salvador e apartar-nos do pecado e do mundo (2.38-40; 8.12-17). Isto importa em submeter a Deus a nossa vontade ("àqueles que lhe obedecem", 5.32). Devemos abandonar tudo o que ofende a Deus, para então podermos ser "vaso para honra, santificado e idôneo para o uso do Senhor" (2Tm 2.21). (b) É preciso querer o batismo. O crente deve ter grande fome e sede pelo batismo no Espírito Santo (Jo 7.37-39; cf. Is 44.3; Mt 5.6; 6.33). (c) Muitos recebem o batismo como resposta à oração neste sentido (Lc 11.13; At 1.14; 2.1-4; 4.31; 8.15,17). (d) Devemos esperar convictos que Deus nos batizará no Espírito Santo (Mc 11.24; At 1.4,5).
(9) O batismo no Espírito Santo permanece na vida do crente mediante a oração (4.31), o testemunho (4.31, 33), a adoração no Espírito (Ef 5.18,19) e uma vida santificada (ver Ef 5.18 notas). Por mais poderosa que seja a experiência inicial do batismo no Espírito Santo sobre o crente, se ela não for expressa numa vida de oração, de testemunho e de santidade, logo se tornará numa glória desvanecente.
(10) O batismo no Espírito Santo ocorre uma só vez na vida do crente e move-o à consagração à obra de Deus, para, assim, testemunhar com poder e retidão. A Bíblia fala de renovações posteriores ao batismo inicial do Espírito Santo (ver 4.31 nota; cf. 2.4; 4.8, 31; 13.9; Ef 5.18). O batismo no Espírito, portanto, conduz o crente a um relacionamento com o Espírito, que deve ser renovado (4.31) e conservado (Ef 5.18).
O FALAR EM LÍNGUAS
At 2.4: "E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem."
O falar noutras línguas, ou a glossolália (gr. glossais lalo), era entre os crentes do NT, um sinal da parte de Deus para evidenciar o batismo no Espírito Santo ( 2.4; 10.45-47; 19.6). Esse padrão bíblico para o viver na plenitude do Espírito continua o mesmo para os dias de hoje.
O VERDADEIRO FALAR EM LÍNGUAS. (1) As línguas como manifestação do Espírito. Falar noutras línguas é uma manifestação sobrenatural do Espírito Santo, i.e., uma expressão vocal inspirada pelo Espírito, mediante a qual o crente fala numa língua (gr. glossa) que nunca aprendeu (2.4; 1Co 14.14,15). Estas línguas podem ser humanas, i.e., atualmente faladas (2.6), ou desconhecidas na terra (cf. 1Co 13.1). Não é "fala extática", como algumas traduções afirmam, pois a Bíblia nunca se refere à "expressão vocal extática" para referir-se ao falar noutras línguas pelo Espírito.
(2) Línguas como sinal externo inicial do batismo no Espírito Santo. Falar noutras línguas é uma expressão verbal inspirada, mediante a qual o espírito do crente e o Espírito Santo se unem no louvor e/ou profecia. Desde o início, Deus vinculou o falar noutras línguas ao batismo no Espírito Santo (2.4), de modo que os primeiros 120 crentes no dia do Pentecoste, e os demais batizados a partir de então, tivessem uma confirmação física de que realmente receberam o batismo no Espírito Santo (cf. 10.45,46). Desse modo, essa experiência podia ser comprovada quanto a tempo e local de recebimento. No decurso da história da igreja, sempre que as línguas como sinal foram rejeitadas, ou ignoradas, a verdade e a experiência do Pentecoste foram distorcidas, ou totalmente suprimidas.
(3) As línguas como dom. Falar noutras línguas também é descrito como um dos dons concedidos ao crente pelo Espírito Santo (1Co 12.4-10). Este dom tem dois propósitos principais: (a) O falar noutras línguas seguido de interpretação, também pelo Espírito, em culto público, como mensagem verbal à congregação para sua edificação espiritual (1Co 14.5,6,13-17). (b) O falar noutras línguas pelo crente para dirigir-se a Deus nas suas devoções particulares e, deste modo, edificar sua vida espiritual (1Co 14.4). Significa falar ao nível do espírito (14.2,14), com o propósito de orar (14.2,14,15,28), dar graças (14.16,17) ou cantar (14.15; 1Co 14).
OUTRAS LÍNGUAS, PORÉM FALSAS.
O simples fato de alguém falar "noutras línguas", ou exercitar outra manifestação sobrenatural não é evidência irrefutável da obra e da presença do Espírito Santo. O ser humano pode imitar as línguas estranhas como o fazem os demônios. A Bíblia nos adverte a não crermos em todo espírito, e averiguarmos se nossas experiências espirituais procedem realmente de Deus (1Jo 4.1)
(1) Somente devemos aceitar as línguas se elas procederem do Espírito Santo, como em 2.4. Esse fenômeno, segundo o livro de Atos, deve ser espontâneo e resultado do derramamento inicial do Espírito Santo. Não é algo aprendido, nem ensinado, como, por exemplo, instruir crentes a pronunciar sílabas sem nexo.
(2) O Espírito Santo nos adverte claramente que nestes últimos dias surgirá apostasia dentro da igreja (1Tm 4.1,2); sinais e maravilhas operados por Satanás (Mt 7.22,23; 2Ts 2.9) e obreiros fraudulentos que fingem ser servos de Deus (2Pe 2.1,2). (3) Se alguém afirma que fala noutras línguas, mas não é dedicado a Jesus Cristo, nem aceita a autoridade das Escrituras, nem obedece à Palavra de Deus, qualquer manifestação sobrenatural que nele ocorra não provém do Espírito Santo (1 Jo 3.6-10; 4.1-3; Gl 1.9; Mt 24.11-24, Jo 8.31).
OS PASTORES E SEUS DEVERES
At 20.28: "Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue."
Nenhuma igreja poderá funcionar sem dirigentes para dela cuidar. Logo, conforme 14.23, a congregação local, cheia do Espírito, buscando a direção de Deus em oração e jejum, elegiam certos irmãos para o cargo de presbítero ou bispo de acordo com as qualificações espirituais estabelecidas pelo Espírito Santo em 1Tm 3.1-7; Tt 1.5-9. Na realidade é o Espírito que constitui o dirigente de igreja. O discurso de Paulo diante dos presbíteros de Éfeso (20.17-35) é um trecho básico quanto a princípios bíblicos sobre o exercício do ministério de pastor de uma igreja local.
PROPAGANDO A FÉ. (1) Um dos deveres principais do dirigente é alimentar as ovelhas mediante o ensino da Palavra de Deus. Ele deve ter sempre em mente que o rebanho que lhe foi entregue é a congregação de Deus, que Ele comprou para si com o sangue precioso do seu Filho amado (cf. 20.28; 1Co 6.20; 1Pe 1.18,19; Ap 5.9). (2) Em 20.19-27, Paulo descreve de que maneira serviu como pastor da igreja de Éfeso; tornou patente toda a vontade de Deus, advertindo e ensinando fielmente os cristãos efésios (20.27). Daí, ele poder exclamar: "estou limpo do sangue de todos" (20.26; ver nota). Os pastores de nossos dias também devem instruir suas igrejas em todo o desígnio de Deus. Que "pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina" (2Tm 4.2) e nunca ministrar para agradar os ouvintes, dizendo apenas aquilo que estes desejam ouvir (2Tm 4.3).
GUARDANDO A FÉ. Além de alimentar o rebanho de Deus, o verdadeiro pastor deve diligentemente resguardá-lo de seus inimigos. Paulo sabe que no futuro Satanás levantará falsos mestres dentro da própria igreja, e, também, falsários vindos de fora, infiltrar-se-ão e atingirão o rebanho com doutrinas antibíblicas, conceitos mundanos e idéias pagãs e humanistas. Os ensinos e a influência destes dois tipos de elementos arruinarão a fé bíblica do povo de Deus. Paulo os chama de "lobos cruéis", indicando que são fortes, difíceis de subjugar, insaciáveis e perigosos (ver 20.29 nota; cf. Mt 10.16). Tais indivíduos desviarão as pessoas dos ensinos de Cristo e os atrairão a si mesmos e ao seu evangelho distorcido. O apelo veemente de Paulo (20.28-31) impõe uma solene
obrigação sobre todos os obreiros da igreja, no sentido de defendê-la e opôr-se aos que distorcem a revelação original e fundamental da fé, segundo o NT.
(1) A igreja verdadeira consiste somente daqueles que, pela graça de Deus e pela comunhão do Espírito Santo, são fiéis ao Senhor Jesus Cristo e à Palavra de Deus. Por isso, é de grande importância na preservação da pureza da igreja de Deus que os seus pastores mantenham a disciplina corretiva com amor (Ef 4.15), e reprovem com firmeza (2Tm 4.1-4; Tt 1.9-11) quem na igreja fale coisas perversas contrárias à Palavra de Deus e ao testemunho apostólico (20.30).
(2) Líderes eclesiásticos, pastores de igrejas locais e dirigentes administrativos da obra devem lembrar-se de que o Senhor Jesus os têm como responsáveis pelo sangue de todos os que estão sob seus cuidados (20.26,27; cf. Ez 3.20,21). Se o dirigente deixar de ensinar e pôr em prática todo o conselho de Deus para a igreja (20.27), principalmente quanto à vigilância sobre o rebanho (20.28), não estará "limpo do sangue de todos" (20.26; Ez 34.1-10). Deus o terá por culpado do sangue dos que se perderem, por ter ele deixado de proteger o rebanho contra os falsificadores da Palavra (2Tm 1.14; Ap 2.2).
(3) É altamente importante que os responsáveis pela direção da igreja mantenham a ordem quanto a assuntos teológicos doutrinários e morais na mesma. A pureza da doutrina bíblica e de vida cristã deve ser zelosamente mantida nas faculdades evangélicas, institutos bíblicos, seminários, editoras e demais segmentos administrativos da igreja (2Tm 1.13,14).
(4) A questão principal aqui é nossa atitude para com as Escrituras divinamente inspiradas, que Paulo chama a "palavra da sua graça" (20.32). Falsos mestres, pastores e líderes tentarão enfraquecer a autoridade da Bíblia através de seus ensinos corrompidos e princípios antibíblicos. Ao rejeitarem a autoridade absoluta da Palavra de Deus, negam que a Bíblia é verdadeira e fidedigna em tudo que ela ensina (20.28-31; Gl 1.6; 1Tm 4.1; 2Tm 3.8). A bem da igreja de Deus, tais pessoas devem ser excluídas da comunhão (2Jo 9-11; ver Gl 1.9).
(5) A igreja que perde o zelo ardente do Espírito Santo pela sua pureza (20.18-35), que se recusa a tomar posição firme em prol da verdade e que se omite em disciplinar os que minam a autoridade da Palavra de Deus, logo deixará de existir como igreja neotestamentária (12.5).
PROVAS DO GENUÍNO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
At 10.44,45 "E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios."
As Escrituras ensinam que o crente deve examinar e provar tudo o que se apresenta como sendo da parte de Deus (1Ts 5.21; cf. 1Co 14.29). "Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus" (1Jo 4.1). Seguem-se alguns princípios bíblicos para provar ou testar se é de Deus um caso declarado de batismo no Espírito Santo.
(1) O autêntico batismo no Espírito Santo levará a pessoa a amar, exaltar e glorificar a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo mais do que antes (ver Jo 6.13,14; At 2.11,36; 10.44-46).
(2) O verdadeiro batismo no Espírito Santo aumentará a convicção da nossa filiação com o Pai celestial (1.4; Rm 8.15,16), levará a uma maior percepção da presença de Cristo em nossa vida diária (Jo 14.16, 23; 15.26) e aumentará o clamor da alma "Aba, Pai"! (Rm 8.15; Gl 4.6). Por sua vez, um batismo no Espírito Santo que não leva a uma maior comunhão com Cristo e a uma mais intensa comunhão com Deus como nosso Pai não vem dEle.
(3) O real batismo no Espírito Santo aumentará nosso amor e apreço pelas Escrituras. O Espírito da verdade (Jo 14.17), que inspirou as Escrituras (2Tm 3.16; 2Pe 1.20,21), aprofundará nosso amor à verdade da Palavra de Deus (Jo 16.13; At 2.42; 3.22; 1Jo 4.6). Por outro lado, qualquer suposto batismo no Espírito que diminui nosso interesse em ler a Palavra de Deus e cumpri-la, não provém de Deus.
(4) O real batismo no Espírito Santo aprofundará nosso amor pelos demais seguidores de Cristo e a nossa preocupação pelo seu bem-estar (2.38, 44-46; 4.32-35). A comunhão e fraternidade cristãs, de que nos fala a Bíblia, somente podem existir através do Espírito (2Co 13.13).
(5) O genuíno batismo no Espírito Santo deve ser precedido de abandono do pecado e de completa obediência a Cristo (2.38). Ele será conservado quando continuamos na santificação do Espírito Santo (2.40; 2Ts 2.13; Rm 8.13; Gl 5.16,17). Daí, qualquer suposto batismo, em que a pessoa não foi liberta do pecado, continuando a viver segundo a vontade da carne, não pode ser atribuído ao Espírito Santo (2.40; 8.18-21; Rm 8.2-9). Qualquer poder sobrenatural manifesto em tal pessoa trata-se de atividade enganadora de Satanás (cf. Sl 5.4,5).
(6) O real batismo no Espírito Santo fará aumentar o nosso repúdio às diversões pecaminosas e prazeres ímpios deste mundo, refreando-nos a busca egoísta de riquezas e honrarias terrenas (20.33; 1Co 2.12; Rm 12.16; Pv 11.28).
(7) O genuíno batismo no Espírito Santo nos trará mais desejo e poder para testemunhar da obra redentora do Senhor Jesus Cristo (ver Lc 4.18; At 1.8; 2.38-41; 4.8-20; Rm 9.1-3; 10.1). Inversamente, qualquer suposto batismo no Espírito que não resulte num desejo mais intenso de ver os outros salvos por Cristo, não provém de Deus.
(8) O genuíno batismo no Espírito Santo deve despertar em nós o desejo de uma maior operação sua no reino de Deus, e também uma maior operação de seus dons em nossa vida. As línguas como evidência inicial do batismo devem motivar o crente a permanecer na esfera dos dons espirituais (2.4, 11, 43; 4.30; 5.12-16; 6.8; 8.7; Gl 3.5.
(9) O autêntico batismo no Espírito Santo tornará mais real a obra, a direção e a presença do Espírito Santo em nossa vida diária. Depois de batizados no Espírito Santo, os crentes de Atos tornaram-se mais cônscios da presença, poder e direção do Espírito Santo (4.31; 6.5; 9.31; 10.19; 13.2, 4, 52; 15.28; 16.6,7; 20.23). Inversamente, qualquer suposto batismo no Espírito Santo que não aumentar a nossa consciência da presença do Espírito Santo, nem aumentar o nosso desejo de obedecer à sua orientação, nem reafirmar o nosso alvo de viver diante dEle de tal maneira a não entristecê-lo nem suprimir o seu fervor, não provém de Deus.
QUALIFICAÇÕES MORAIS DO PASTOR
1Tm 3.1,2: "Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar."
Se algum homem deseja ser "bispo" (gr. episkopos, i.e., aquele que tem sobre si a responsabilidade pastoral, o pastor), deseja um encargo nobre e importante (3.1). É necessário, porém, que essa aspiração seja confirmada pela Palavra de Deus (3.1-10; 4.12) e pela igreja (3.10), porque Deus estabeleceu para a igreja certos requisitos específicos. Quem se disser chamado por Deus para o trabalho pastoral deve ser aprovado pela igreja segundo os padrões bíblicos de 3.1-13; 4.12; Tt 1.5-9. Isso significa que a igreja não deve aceitar pessoa alguma para a obra ministerial tendo por base apenas seu desejo, sua escolaridade, sua espiritualidade, ou porque essa pessoa acha que tem visão ou chamada. A igreja da atualidade não tem o direito de reduzir esses preceitos que Deus estabeleceu mediante o Espírito Santo. Eles estão plenamente em vigor e devem ser observados por amor ao nome de Deus, ao seu reino e da honra e credibilidade da elevada posição de ministro.
(1) Os padrões bíblicos do pastor, como vemos aqui, são principalmente morais e espirituais. O caráter íntegro de quem aspira ser pastor de uma igreja é mais importante do que personalidade influente, dotes de pregação, capacidade administrativa ou graus acadêmicos. O enfoque das qualificações ministeriais concentra-se no comportamento daquele que persevera na sabedoria divina, nas decisões acertadas e na santidade devida. Os que aspiram ao pastorado sejam primeiro provados quanto à sua trajetória espiritual (cf. 3.10). Partindo daí, o Espírito Santo estabelece o elevado padrão para o candidato, i.e., que ele precisa ser um crente que se tenha mantido firme e fiel a Jesus Cristo e aos seus princípios de retidão, e que por isso pode servir como exemplo de fidelidade, veracidade, honestidade e pureza. Noutras palavras, seu caráter deve demonstrar o ensino de Cristo em Mt 25.21 de que ser "fiel sobre o pouco" conduz à posição de governar "sobre o muito".
(2) O líder cristão deve ser, antes de qualquer coisa, "exemplo dos fiéis" (4.12; cf. 1Pe 5.3). Isto é: sua vida cristã e sua perseverança na fé podem ser mencionadas perante a congregação como dignas de imitação.
(a) Os dirigentes devem manifestar o mais digno exemplo de perseverança na piedade, fidelidade, pureza em face à tentação, lealdade e amor a Cristo e ao evangelho (4.12,15).
(b) O povo de Deus deve aprender a ética cristã e a verdadeira piedade, não somente pela Palavra de Deus, mas também pelo exemplo dos pastores que vivem conforme os padrões bíblicos. O pastor deve ser alguém cuja fidelidade a Cristo pode ser tomada como padrão ou exemplo (1Co 11.1; Fp 3.17; 1Ts 1.6; 2Ts 3.7,9; 2Tm 1.13).
(b) O povo de Deus deve aprender a ética cristã e a verdadeira piedade, não somente pela Palavra de Deus, mas também pelo exemplo dos pastores que vivem conforme os padrões bíblicos. O pastor deve ser alguém cuja fidelidade a Cristo pode ser tomada como padrão ou exemplo (1Co 11.1; Fp 3.17; 1Ts 1.6; 2Ts 3.7,9; 2Tm 1.13).
(3) O Espírito Santo acentua grandemente a liderança do crente no lar, no casamento e na família (3.2,4,5; Tt 1.6). Isto é: o obreiro deve ser um exemplo para a família de Deus, especialmente na sua fidelidade à esposa e aos filhos. Se aqui ele falhar, como "terá cuidado da igreja de Deus?" (3.5). Ele deve ser "marido de uma [só] mulher" (3.2). Esta expressão denota que o candidato ao ministério pastoral deve ser um crente que foi sempre fiel à sua esposa. A tradução literal do grego em 3.2 (mias gunaikos, um genitivo atributivo) é "homem de uma única mulher", i.e., um marido sempre fiel à sua esposa.
(4) Conseqüentemente, quem na igreja comete graves pecados morais, desqualifica-se para o exercício pastoral e para qualquer posição de liderança na igreja local (cf. 3.8-12). Tais pessoas podem ser plenamente perdoadas pela graça de Deus, mas perderam a condição de servir como exemplo de perseverança inabalável na fé, no amor e na pureza (4.11-16; Tt 1.9). Já no AT, Deus expressamente requereu que os dirigentes do seu povo fossem homens de elevados padrões morais e espirituais. Se falhassem, seriam substituídos (Gn 9.4; Lv 10.2; 21.7,17; Nm 20.12; 1Sm 2.23; Jr 23.14; 29.23).
(5) A Palavra de Deus declara a respeito do crente que venha a adulterar que "o seu opróbrio nunca se apagará" (Pv 6.32,33). Isto é, sua vergonha não desaparecerá. Isso não significa que nem Deus nem a igreja perdoará tal pessoa. Deus realmente perdoa qualquer pecado enumerado em 3.1-13, se houver tristeza segundo Deus e arrependimento por parte da pessoa que cometeu tal pecado. O que o Espírito Santo está declarando, porém, é que há certos pecados que são tão graves que a vergonha e a ignomínia (i.e., o opróbrio) daquele pecado permanecerão com o indivíduo mesmo depois do perdão (2Sm 12.9-14).
(6) Mas o que dizer do rei Davi? Sua continuação como rei de Israel, a despeito do seu pecado de adultério e de homicídio (2Sm 11.1-21; 12.9-15) é vista por alguns como uma justificativa bíblica para a pessoa continuar à frente da igreja de Deus, mesmo tendo violado os padrões já mencionados. Essa comparação, no entanto, é falha por vários motivos. (a) O cargo de rei de Israel do AT, e o cargo de ministro espiritual da igreja de Jesus Cristo, segundo o NT, são duas coisas inteiramente diferentes. Deus não somente permitiu a Davi, mas, também a muitos outros reis que foram extremamente ímpios e perversos, permanecerem como reis da nação de Israel. A liderança espiritual da igreja do NT, sendo esta comprada com o sangue de Jesus Cristo, requer padrões espirituais muito mais altos. (b) Segundo a revelação divina no NT e os padrões do ministério ali exigidos, Davi não teria as qualificações para o cargo de pastor de uma igreja do NT. Ele teve diversas esposas, praticou infidelidade conjugal, falhou grandemente no governo do seu próprio lar, tornou-se homicida e derramou muito sangue (1Cr 22.8; 28.3). Observe-se também que por ter Davi, devido ao seu pecado, dado lugar a que os inimigos de Deus blasfemassem, ele sofreu castigo divino pelo resto da sua vida (2Sm 12.9-14).
(7) As igrejas atuais não devem, pois, desprezar as qualificações justas exigidas por Deus para seus pastores e demais obreiros, conforme está escrito na revelação divina. É dever de toda igreja orar por seus pastores, assisti-los e sustentá-los na sua missão de servirem como "exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza" (4.12).
Mostrar blogs
-
Who is Tom Homan, Trump's 'border tsar' deployed to Minneapolis? - The US border tsar has long been a ferocious defender of Donald Trump's immigration policies.Há 4 horas
-
-
O DEUS FILHO - *O DEUS FILHO* *TEXTO ÁUREO* *“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.”* *Mateus 17.5b.* *ENTENDA O TEXTO ÁUREO* *Es...Há 13 horas
-
Razões Pelas Quais os Missionários Deixam o Campo - *Razões Pelas Quais os Missionários Deixam o Campo * * George Verwer* *1.* O mais importante é que Deus as dirigiu para irem para o trabalho mission...Há 17 horas
-
Ephesians 6:12-13 - “For our struggle is not against flesh and blood, but against the rulers, against the authorities, against the powers of this dark world and against the sp...Há um dia
-
JOVENS - Lição 5: O Filho que redime - *LIÇÕES BÍBLICAS CPAD* *JOVENS* *1º Trimestre de 2026* *Título:* Plano Perfeito — A salvação da Humanidade, a mensagem central das Escrituras *...Há 2 dias
-
A BÍBLIA E A PUPILA DOS OLHOS - 1. Em diversas versões, o Sl 17,8 é traduzido assim: “Guarda-me como a menina dos olhos”. Outras preferem “pupila dos olhos”. Bem, a expressão hebraica n...Há 4 semanas
-
-
Modelo de Planner Missionário 2026 - Download grátis - Veredas Missionárias traz, pela graça de Deus, um novo recurso gratuito para você: Um *planner missionário*. Ferramenta cada vez mais presente no dia a ...Há 4 semanas
-
Por que o nome de Saulo mudou para Paulo? - Há uma ideia muito repetida — e quase sempre mal compreendida — de que “Saulo virou Paulo” como se tivesse ocorrido uma troca oficial de nome, no estilo ...Há 5 semanas
-
Montando uma coleção funcional de acessórios para diferentes estilos - Lenços, echarpes e joias podem adicionar cor, textura e personalidade aos looks, enquanto o uso de contrastes destaca os acessórios de forma eficaz Mont...Há 5 semanas
-
-
-
Sai da frente, Tóquio! Jacarta é a nova maior cidade do mundo - Por Jay Ganglani NBC News O mundo tem uma nova cidade mais populosa. A capital da Indonésia, Jacarta, lidera um ranking cada vez mais dominado ...Há um mês
-
Tren #1 LGOACE : Claim Scatter Merah Cuma Disini Resmi - Tren #1 LGOACE : Claim Scatter Merah Cuma Disini Resmi Tren #1 LGOACE : Claim Scatter Merah Cuma Disini Resmi – Permainan slot online kini menjadi salah ...Há 3 meses
-
Os Melhores Poemas de Jorge de Lima - E-book GRATUITO - Jorge de Lima (União dos Palmares–AL, 23 de abril de 1893 — Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1953), médico de formação, foi poeta, romancista, tradut...Há 4 meses
-
Limitações termodinâmicas no surgimento natural de moléculas de cadeia longa: Implicações para a origem da vida - Thermodynamic Limitations on the Natural Emergence of Long Chain Molecules: Implications for Origin of Life James M. Tour, M. C. Parker and C. Jeynes Jul ...Há 5 meses
-
Luciano Bacci usa nome da Record TV e Cidade Alerta para propagação de fake news? - É lamentável ver o nome da Record TV e de um programa dessa emissora ser usado no Facebook para propagar fake news. Os diretores dessa televisão deveriam ...Há 3 anos
-
NT-LATORRE – Nuevo Testamento En Griego Y Español Por Juan José De La torre, S.J. - *Nuevo Testamento En Griego Y Español * *Por Juan José De La torre, S.J.* *Reseña Bibliográfica * *Para el uso didáctico y para educación reglada y con...Há 4 anos
-
NT-LATORRE – Nuevo Testamento En Griego Y Español Por Juan José De La torre, S.J. - *Nuevo Testamento En Griego Y Español * *Por Juan José De La torre, S.J.* *Reseña Bibliográfica * *Para el uso didáctico y para educación reglada y con...Há 4 anos
-
CONSELHOS UTEIS DO APOSTOLO PAULO - Os Sete Teste do Cristão Para iniciar vamos aprender que a falsa doutrina, por mais superior que pareça, mais cedo ou mais tarde, sempre resulta em padrões ...Há 5 anos
-
10 realidades poderosas sobre quem é Deus - vertical-align: inherit;"> Tudo o que é, foi e será, não veio de coincidência espontânea, mas de um único Criador. Este Criador não criou simplesmente par...Há 5 anos
-
Sermão pregado na Manhã de Domingo 24 de Junho de 1877 - por Charles Haddon Spurgeon - *“O justo seguirá o seu caminho firmemente” – Jó 17: 9* *O homem que é justo diante Deus tem um caminho próprio. Não é o caminho da carne, nem tampouco ...Há 5 anos
-
Fazer a Vontade de Deus - Tema do culto de doutrina na Assembleia de Deus na cidade de Galinhos / RN, pelo Pr. Kleber Maia. Todo cristão precisa conhecer a vontade de Deus, revela...Há 5 anos
-
[HD-1080p] Baron Münchhausen téléchargement complet film gratuit streaming en ligne HD - Online Putlocker "Baron Münchhausen" 2012 avec Anglais-Français sous-titres pour téléchargement, Baron Münchhausen 720p bonne qualité [image: Baron Münch...Há 6 anos
-
O Fim da Liderança - *A liderança como a conhecíamos acabou.* O fim da liderança foi decretado com bases empíricas. Não cabe aqui juízo de valores, trata-se de uma constataç...Há 6 anos
-
#816 Divórcio e novo casamento - Marcos 10:10-12 - Leitura: Marcos10:10-12 Vídeo: https://youtu.be/-6w8tss4zac *“Quando estava em casa novamente, os discípulos interrogaram Jesus sobre o mesmo assunto. E...Há 6 anos
-
-
-
How the pursuit of one European peak gave rise to modern mountaineering - Climbers reached the Matterhorn's summit in 1865—then tragedy struck.Há 6 anos
-
Lição 13 - *O SACERDÓCIO CELESTIAL* *Texto Áureo: Hb. 7.26 - Leitura Bíblica: Hb. 9.11-15; Ap. 21.1-4* *INTRODUÇÃO* Nesta última aula do trimestre, estudaremos mais u...Há 6 anos
-
Paulo Freire – Uma avaliação relâmpago - É sempre surpreendente, para mim, ver que a maioria das referências feitas ao professor Paulo Freire (1921-1997) são benevolentes e eivadas de admiração. ...Há 6 anos
-
Vídeo blog: O Inferno é um sofrimento eterno ou finito? - As diferentes visões sobre o inferno. Seria o lago de fogo um sofrimento eterno ou com duração finita?Há 6 anos
-
-
Síndrome do Pânico - Atualmente existem diversos transtornos de Ansiedade. Dentre eles, temos este conhecido com *síndrome do pânico*, que afeta 2% da população brasileira. ...Há 7 anos
-
Parábola no Antigo e Novo Testamento - Introdução O termo grego *parabolē* (parabolh,) é traduzido com diversos sentidos no contexto do Novo Testamento. Depois dos Evangelhos, somente o escrito...Há 7 anos
-
"Mórmons"...Só que não! - Líder da seita determina que eles não se chamarão mais de “mórmons” [image: Liderança dos mórmons] A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ...Há 7 anos
-
Hello world! - Welcome to WordPress. This is your first post. Edit or delete it, then start writing!Há 7 anos
-
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 04 – 1º TRIMESTRE DE 2018. JESUS É SUPERIOR A JOSUÉ – O MEIO DE ENTRAR NO REPOUSO DE DEUS. - *IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM TABULEIRO DOS MARTINS * *ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL * *CLASSE ALFA E ÔMEGA * ALUNO: __________________________________...Há 8 anos
-
-
CALVINISMO NA ASSEMBLEIA DE DEUS - CALVINISMO NA ASSEMBLEIA DE DEUS *Assembleiano e calvinista convicto: uma entrevista com Geremias do Couto* Por *Gutierres Fernandes Siqueira* [...] ...Há 8 anos
-
Nunca! Nunca! Nunca! Nunca! Nunca! | C. H. Spurgeon - "Ele disse: nunca te deixarei, nem te abandonarei." Hebreus 13: 5 Leitura adicional: Apocalipse 21: 1-9. O Senhor ( Deus Pai ) não pode e não vai deixar...Há 8 anos
-
Cristãos como peças de engrenagem - As igrejas evangélicas contemporâneas adotaram uma prática religiosa que limita o crescimento pessoal de seus membros. Essa é a visão do pastor Ed Rocha...Há 8 anos
-
Sumaré (SP) receberá encontro de Líderes das Assembleias de Deus no estado de SP - Cartaz 11º ELAD CONFRADESP *Por Ev. Tiago Bertulino* Jornalista CONFRADESP A Convenção Fraternal das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo (CONFRAD...Há 8 anos
-
Refugiados darão curso de línguas no Brasil - *20 refugiados serão professores de inglês, espanhol, árabe e francês no Rio.* No Rio de Janeiro, vinte refugiados começarão a dar aulas de espanhol, ing...Há 8 anos
-
A coragem de saber "apenas" em parte - “*Agora* conheço *em parte*, mas *depois* conhecerei *plenamente,* assim como também sou plenamente conhecido” (1Co 13.12b). Em 1952, Paul Tillich publi...Há 8 anos
-
Atriz pornô se converte: "Deus mudou minha vida" - Como atriz pornô, a norte-americana Crystal Bassette ganhava cerca de R$ 100 mil reais por mês. Mas, depois de dez anos de carreira e mais de cem filmes...Há 8 anos
-
Download CCleaner for Mac 1.14.451 - [image: Download CCleaner for Mac 1.14.451] While CCleaner has been the most popular PC maintenance tool for over a decade, it is relatively new to the Ma...Há 9 anos
-
Culto de Conclusão dos Discipulado das Cong. da Área de P. de Galinhas - Setor 8 - Culto de Conclusão dos Discipulado das Cong. da Área de P. de Galinhas - Setor 8( Cong. Merepe III, Socó, Salinas e Cupê)... Foi bênção para glória de ...Há 9 anos
-
A Reforma Protestante não tem dono! - Por *Gutierres Fernandes Siqueira* Há um crescente movimento nas redes sociais onde se julga quem tem a devida legitimidade ou não de comemorar a Reforma ...Há 9 anos
-
Mulher começa a vender bolos em casa e muda sua vida criando negócio do zero - Essa aqui pode ser mais uma história de muito fracasso e sucesso de uma Brasileira, trabalhando em casa conseguiu criar um negócio de sucesso em plena cr...Há 9 anos
-
3º TRIMESTRE DE 2016 - LIÇÃO º 03 - 17.07.2016 - "IGREJA, AGÊNCIA EVANGELIZADORA" - ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCANITERÓI - RJ LIÇÃO Nº 03 - DATA 17/07/2016TÍTULO: “IGREJA, AGÊNCIA ENVANGELIZADOR...Há 9 anos
-
Porque não sou devoto de "teologia brasileira" - Nos primeiros anos da minha caminhada teológica, tive bastante entusiasmo pela ideia de construir uma teologia contextualizada à realidade brasileira so...Há 9 anos
-
Gerador de Imagens de versículos bíblicos para ler e compartilhar nas redes sociais - *Meus Versículos Bíblicos* é um app que roda em Android e gera imagens com versículos da Bíblia Sagrada para você ler e compartilhar com seus amigos nas ...Há 9 anos
-
O que Aconteceu com o Rapper Ol’ Dirty Bastard? - O Ol’ Dirty Bastard era conhecido por seu estilo de rap exclusivo, que misturava o rap de Nova York com seu tio bêbado cantando Frank Sinatra as 1h14 da...Há 9 anos
-
-
Daftar Alamat Lokasi Service Center HP Advan di Indonesia - Daftar Alamat Lokasi Service Center HP Advan di Indonesia – Pada dasarnya barang elektronik seperti handphone atau laptop tidak sepenuhnya adalah barang ...Há 10 anos
-
AD de Pernambuco apresenta 250 diáconos do Recife e dos setores no quinto dia de sua EBO - A Convenção da Assembleia de Deus em Pernambuco (Conadepe), presidida pelo pastor Ailton José Alves, anunciou a separação de 250 candidatos ao diaconato ...Há 10 anos
-
Slides: Lição 13 A Manifestação da Graça da Salvação. Professor Érick Freire. - * Lição 13 a manifestação da graça da salvação * from *Ebd Brasil* Para continuar lendo clique aqui...Há 10 anos
-
Love (2015) - Free Streaming Love in Top QualityNow you can enjoy Love in high quality with duration 134 Min and has been launched in 2015-05-20 with MPAA rating is 28....Há 10 anos
-
OS PARADOXOS DE DEUS NO SALMO 23 - *OS PARADOXOS DE DEUS NO SALMO 23* *Salmo 23.1-6* *Introdução:* [image: *] *O pensamento chave*, a mensagem fundamental do Sa...Há 10 anos
-
"SILAS MALAFAIA" Aclamado como “falso profeta” por ativistas gays - O pastor Silas Malafaia passou esta semana pelo Espírito Santo. E não foi sem polêmicas. Um grupo de cerca de 50 pessoas protestaram em frente à igreja on...Há 10 anos
-
-
PÁGINA FORA DO AR! - LAMENTO INFORMAR QUE EM RAZÃO DE ATUALIZAÇÃO E REVISÃO DO CONTEÚDO, ESTE BLOG ESTARÁ INDISPONÍVEL POR TEMPO INDETERMINADO. AGRADEÇO A ATENÇÃO, CONSIDERAÇÃ...Há 10 anos
-
A FÉ - A fé é muito mais que um pensamento religioso, está intrínseca nas nossas relações, nas pessoas como também em nossa causa e maneira de ver o mundo como ...Há 10 anos
-
Informações Sobre Cursos do IBADEJUF - *Curso Básico em Teologia:* *Duração: 2 anos* *Aulas: segundas-feiras de 19:00h até às 22:15h* *Mensalidade: R$ 60,00 sem cobrança de matrícula* *Quem ...Há 10 anos
-
Kiat Membentuk Karakter Mandiri Pada Anak-Mall Mainan Anak, Toko Yang Menjual Mainan Anak Online Murah Di Tangerang - Banyak orang tua zaman sekarang yang memberikan segalanya pada anak dengan begitu mudah. Tapi tahukah Ayah Bunda dengan sikap demikian itu bisa menimbul...Há 11 anos
-
VOTO CONSCIENTE COMEÇA PELA INVESTIGAÇÃO DAS PROPOSTAS DE GOVERNO Caramuru Afonso Francisco* - Estamos a iniciar um novo período de campanha eleitoral, as eleições gerais de 2014, quando deveremos eleger os novos ocupantes de cargos eletivos nos Pod...Há 11 anos
-
Aparelhamento - [image: aparelho] Meu silêncio não significa covardia... muito menos ignorância! Tenho visto os rumos das coisas – em áreas aparentemente sem conexão entre ...Há 11 anos
-
A PRESENÇA DO SENHOR GARANTE FELICIDADE EM TODO TEMPO - QUE A GRAÇA E A PAZ DE CRISTO HABITE PROFUNDAMENTE OS VOSSOS CORAÇÕES. QUERO APROVEITAR ESSE MOMENTO PARA JUNTO REFLETIRMOS E TAMBÉM EXPRESSAR UMA PR...Há 12 anos
-
Desmascarando maldições hereditárias II - O alvo do nosso estudo será a falsa doutrina do Evangelho da Maldição, que é um dos produtos da confissão positiva Neo-Pentecostal, e que é também chamad...Há 12 anos
-
Idéia de renovação em casa - Idéia muito legal pra renovar sua casa. Além de originalidade, fica bonito e barato. Atreva-se a ser artesã, tudo tem um começo. Fonte: Casa e FogãoHá 12 anos
-
agnoia - Substantivo feminino ἄγνοια [ágnoia] de ἀγνοέω [agnoéô] ignorância *4 vezes* ------------------------------ *(01) Atos 3:17* E agora, irmãos, eu sei q...Há 12 anos
-
Subsídios para Lições Cristo para Todos - Mais uma novidade em nosso blog. Postaremos aqui subsídios para auxiliarem professores que utilizam revistas da Editora Cristo para Todos, utilizada por m...Há 12 anos
-
Voltemos ao Evangelho e Ministério Fiel unindo forças pela causa do Evangelho - É com grande alegria e satisfação que anunciamos a união entre o Ministério Fiel e o Voltemos ao Evangelho (VE). O Ministério Fiel visa apoiar o cristão e ...Há 12 anos
-
Olá Pastor, a Paz de Cristo! Seu blog está uma be... - Olá Pastor, a Paz de Cristo! Seu blog está uma benção! Gostaria de convidar a todos para visitarem o website "Ministério Amigos de Cristo": www.ministeri...Há 12 anos
-
Espiritualidade egolátrica - Na espiritualidade ególatra, o sacerdote se confunde com a divindade. A egolatria não é o simples cuidado do indivíduo consigo mesmo. Cuidar de si mesmo, a...Há 13 anos
-
-
Reminiscências rurais - Este texto foi originalmente produzido em meu blog e eu aproveito para reproduzi-lo aqui, uma vez que foram momentos inesquecíveis passados ao lado do irm...Há 13 anos
-
CURSO BÁSICO DE DISCIPULADO - Curso Básico de Discipulado em 13 lições, numa perspectiva pentecostal, para serem aplicadas em grupos de novos convertidos na EBD, em grupos de estudo ...Há 13 anos
-
Pastor que manipulava cobras nos cultos morre picado por uma cascavel - Um pastor pentecostal, nos EUA, que costumava carregar cobras venenosas durante os serviços religiosos morreu após uma picada de cascavel. Mack Wolford, qu...Há 13 anos
-
Esperanza/Esperança - ES - Alegrarse han el desierto y la soledad: el yermo se gozará, y florecerá como la rosa. Florecerá profusamente, y también se alegrará y cantará con júbi...Há 13 anos
-
Páscoa - *PÁSCOA, TEMPO DE LEMBRAR E DE MORRER* Nessa semana, os cristãos do mundo inteiro, sejam católicos ou protestantes comemoram a Semana Santa. Na tradição ju...Há 13 anos
-
NOVO BJC - O BJC agora tem novo endereço e formato. Este espaço vai ficar como registro histórico, mas as atualizações agora serão realizadas no endereço: http://alle...Há 13 anos
-
Encerrando Blog - Aos amigos, que acompanharam até a presente data as postagens aqui publicadas, deixo um grande abraço e os convido a continuar a acompanhar as publicações ...Há 13 anos
-
Aula 06 - NEEMIAS LIDERA UM GENUINO AVIVAMENTO - Texto Básico: Neemias 8:1-18 “E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a congregação [...] E leu nela [...] desde a alva até ao meio-dia, perante homens...Há 14 anos
-
Igreja da Cientologia investigada por tráfico de pessoas nos Estados Unidos - A instituição, de origem americana, é acusada de aprisionar e silenciar dissidentes. Há alegações de espancamento, trabalhos forçados e da existência de “c...Há 14 anos
-
A acusação do Diabo e a justificação de Deus - “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus, é Deus quem os justifica” (Rm 8:33) - Desde o princípio, a acusação sempre foi uma das principais ...Há 15 anos
-
-
Não Seja Igual aos Outros - Por Jorge Fernandes Isah Vi a propaganda de um produto na internet em que a mensagem era exatamente esta: “Não seja igual aos outros”. Havia um apelo à dif...Há 15 anos
-
1.21. Aspiración / Aspiração / Breathing - VII - http://griegobiblico.blogspot.com/feeds/posts/defaultHá 18 anos
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
ESTUDOS E PESQUISAS
Bibliotecas Virtuais
Postagens mais visitadas deste blog
Frases de Motivação
Frases de Motivação - pensamentos de motivação, auto ajuda, auto estima. Porque só o Senhor é Deus 1. "O pior naufrágio é daquele que não saiu do porto" 2. "Só a vida vivida para os outros vale a pena ser vivida" 3. "De tropeços , vitórias e quedas se constrói a experiência" 4. "Acima do homem que salta, Há o homem que voa" 5. "Dói fracassar, mais doloroso ainda é nunca tentar acertar" 6. "Uma pessoa fechada jamais abrirá seus horizontes" 7. "Onde existe fé, sempre brilha a esperança" 8. "Os ventos e as ondas estão sempre do lado dos navegadores mais competentes"
A ORIGEM DOS SÍMBOLOS RELIGIOSOS
A ORIGEM DOS SÍMBOLOS RELIGIOSOS CRUZ (Cristianismo) Símbolos semelhantes já apareciam em culturas pagãs, antes de Cristo. Ela só foi adotada pelos cristãos quando o imperador romano Constantino aboliu as condenações na cruz, no início do século 4. Além de representar a morte de Cristo, a cruz simboliza Deus, Jesus e o Espírito Santo, nas pontas superior, inferior e laterais, respectivamente ESTRELA DE DAVI (Judaísmo) Duas pirâmides - uma apontando para cima e outra invertida - representam a união ou equilíbrio entre o céu e a terra. Diz-se que Davi, importante rei de Israel, mandava gravar o símbolo nos escudos de seu exército como amuleto de proteção. A partir daí, a estrela de Davi passou a ser identificada com o povo israelita LUA CRESCENTE COM ESTRELA (Islamismo) Estudiosos supõem que, mesmo antes do islamismo, árabes nômades cultuavam a Lua por viajarem à noite. Quando o símbolo foi adotado na bandeira do islâmico império turco-otomano, passou a ser identificado co...
PRONOMES DE TRATAMENTO PARA AUTORIDADES
1. AUTORIDADES DE ESTADO Civis Pronome de tratamento Abreviatura Usado para Vossa Excelência V. Ex. a Presidente da República, Senadores da República, Ministro de Estado, Governadores, Deputados Federais e Estaduais, Prefeitos, Embaixadores, Vereadores, Cônsules, Chefes das Casas Civis e Casas Militares Vossa Magnificência V. M. Reitores de Universidade Vossa Senhoria V. S.ª Diretores de Autarquias Federais, Estaduais e Municipais Judiciárias Pronome de tratamento Abreviatura Usado para Vossa Excelência V. Ex. a Desembargador da Justiça, curador, promotor Meritíssimo Juiz M. Juiz Juízes de Direito Militares Pronome de tratamento Abreviatura Usado para Vossa Excelência V. Ex. a Oficiais generais (até coronéis) ...