Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
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LIÇÃO 04 - Despenseiros dos Mistérios de Deus
INTRODUÇÃO
Ser um despenseiro, constitui-se o maior dos privilégios. Nada poderia ser mais honroso ou ter maior significado eterno, que servir a Cristo em sua igreja. Esse privilégio é também a responsabilidade mais pesada que alguém pode assumir. O desencargo dessa responsabilidade exige uma compreensão bíblica da igreja e do ministério, como veremos nesta lição.
I- SIGNIFICADO DO TERMO DESPENSEIRO
1.1 Quem era o despenseiro? - O despenseiro ou mordomo (Gr. Oikonómos) era alguém que administrava uma casa, propriedade, ou negócio de outrem. O cargo envolvia confiança e responsabilidade, pois ele era colocado acima dos outros, e tinha uma grande tarefa a desempenhar. Mas, também estava sujeito ao seu senhor, e tinha que prestar contas de si. Em relação ao seu senhor, ele era um escravo, em relação aos escravos, era um superintendente. Um despenseiro cuidadoso e de plena confiança, aliviava muito o labor administrativo, quando fazia seu trabalho bem feito e de modo apropriado.
1.2 Terminologia - O termo despenseiro, aparece somente no NT, e vem do original grego oikonómos (mordomo da casa). Encontramos o termo nos seguintes textos: Lc 12.42; 16.1,3,8; Rm 16.23; I Co 4.1,2; Gl 4.2; Tt 1.7; I Pe 4.10. Outro vocábulo da língua grega que se insere na idéia de despenseiro, é epítropos (encarregado), que aparece três vezes no NT: Mt 20.8; Lc 8.3; Gl 4.2. No hebraico temos três expressões que se aproximam da idéia, são elas: Ben mesheq (filho de aquisição), termo que Abraão usou para referir-se a Eliezer, conforme Gn 15.2. O segundo termo hebraico é ha-ish asher al (homem que está acima), usado em Gn 49.19. O terceiro é asher al bayit (quem está sobre a casa) que encontra-se em Gn 44.4.
II- IGREJA, O CAMPO DE ATUAÇÃO DO DESPENSEIRO
A igreja é uma comunidade de remidos separados para adorar a Deus, e é nela que o despenseiro desenvolve o seu trabalho. A função do despenseiro no contexto bíblico estava sempre ligada a uma casa ou propriedade. A igreja constitui-se na habitação de Deus, sendo chamada “casa espiritual”, conforme I Co 3.16 e I Pe 2.5. O despenseiro cristão está encarregado de uma grande responsabilidade, porque ele não ministra em uma instituição humana, mas na igreja. Vejamos algumas características do campo de atividades do despenseiro, a igreja do Senhor:
CARACTERÍSTICAS DA IGREJA COMO CAMPO DE ATUAÇÃO DO DESPENSEIRO
1) A igreja é numa instituição divina, que o Senhor prometeu edificar e abençoar (Mt 16.18) 6) A igreja proclama e preserva a verdade divina (I Tm 3.15; Tt 2.1, 15)
2) A igreja reúne os verdadeiros adoradores (Fp 3.3) 7) A igreja é o lugar de edificação e crescimento espiritual (At 20.32; Ef 4.11-16; II Tm 3.16,17; I Pe 2.1,2; II Pe 3.18)
3) A igreja é a assembleia mais importante da terra, uma vez que Cristo a adquiriu com seu próprio sangue (At 20.28; I Co 6.19; Ef 5.25; Cl 1.20; I Pe 1.18; Ap 1.5) A igreja é a plataforma de lançamento para a evangelização mundial (Mc 16.15; Tt 2.11)
4) A igreja é uma expressão terrena, de uma realidade espiritual (Mt 6.10; 18.18) 9) A igreja é o ambiente onde se desenvolve uma liderança espiritual forte (II Tm 2.2)
5) A igreja é a esfera de comunhão espiritual (Hb 10.22-25; I Jo 1.3; 6,7) 10) A igreja triunfará, tanto no âmbito local como universal(Mt 16.18; Fp 1.6)
III- AS QUALIDADES DOS FIÉIS DESPENSEIROS
A visão ministerial da igreja de Corinto, estava sendo deturpada pela influência da sociedade elitista e glamourizada daquela cidade. Entre os coríntios era corrente a idéia de que qualquer pessoa bem sucedida nos negócios, ou capacitada intelectualmente poderia exercer liderança espiritual. Por isso, começou a existir a discriminação ministerial, girando em torno do brilhantismo de cada obreiro. Paulo percebendo essa tendência, como bom missivista que era, tratou de vacinar a igreja coríntia, ensinando-lhe o verdadeiro sentido do ministério: Despenseiro, ou seja, acima de tudo um servo. Paulo queria que a igreja enxergasse a ele mesmo e aos demais obreiros como:
3.1 “Ministro de Cristo” (I Co 4.1) - Aqui o termo ministro (gr. Diakonos), está empregado literalmente como “servo”, ou escravo cujo trabalho era muito pesado. A idéia aqui é o volume de trabalho. Paulo mostra que o obreiro chamado por Deus é um assistente e servidor dEle, ou seja, um diácono de Deus (I Co 3.9). No grego popular ou koinê (comum), o termo ministro (gr. Diakonos), também era chamado de huperetes que caracterizava o escravo das galés grecoromanas que remava no piso inferior do navio. Ao utilizar esses termos, o apóstolo mostrava que o serviço cristão não tinha como propósito, dar visibilidade aos obreiros, mas glorificar o nome do Senhor. João Batista expressou bem esta idéia quando disse acerca de Jesus: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30).
3.2 “Despenseiro dos mistérios de Deus” (I Co 4.1) - Aqui o despenseiro (gr. Oikonómos), dá idéia da qualidade do trabalho que se faz para Deus, aludindo a alguém que se desdobra em sacrifício. Aqui também fala de “mistérios”; que são as verdades doutrinais da redenção, e da igreja do Senhor, reveladas por Jesus nos evangelhos, e também pelo Espírito Santo nas epístolas do Novo testamento (I Co 2.7).
3.3 “Que cada um se ache fiel” (I Co 4.2) - Outra condição essencial do despenseiro é a sua fidelidade. No grego “fé” e “fidelidade” vem da mesma raíz (gr. Pistis), originalmente fiel significa “cheio de fé”. Um despenseiro fiel é aquele cuja vida coaduna com aquilo que ele prega. A metáfora do despenseiro coaduna com o ensino de Jesus de que a fidelidade é uma das bases do cristianismo. Na Parábola dos talentos, o Senhor destacou o mordomo que foi bem sucedido, com esta expressão: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” (Mt 25.21,23). Os despenseiros fiéis são conhecidos pelas seguintes características:
CARACTERÍSTICAS DO DESPENSEIRO
Humildes (At 20.19) Abnegados (I Cor 9.27)
Santos (Ex 28.36; Lv 21.6; Tt 1.8) Sóbrios, justos e controlados (Lv 10.19; Tt 1.8)
Puros (Is 52.11; I Tm 3.9) Hospitaleiros (I Tm 3.2; Tt 1.8)
Pacientes ( I Tm 3.2; Tt 1.7) Aptos a ensinar (I Tm 3.2; II Tm 2.24)
Voluntários (Is 6.8; I Pe 5.2) Estudiosos e meditativos ( I Tm 4.13,15)
Sem cobiça (II Co 12.14; I Ts 2.6) Vigilantes (II Tm 4.5)
Imparciais ( I Tm 5.21) Dedicados à oração (Ef 3.14; Fp 1.4)
Gentis ( I Ts 2.7; II Tm 2.24) Bons governantes de suas famílias ( I Tm 3.4,12)
Dedicados (At 20.24; Fp 1.20,21) Afetuosos com o rebanho (Fp 1.7; I Ts 2.8,11)
Fortes na fé ( II Tm 2.1) Exemplos para o rebanho (Fp 3.17; II Ts 3.9; I Tm 4.12; I Pe 5.3)
IV- A MISSÃO DOS DESPENSEIROS
Nossa missão como despenseiros, é múltipla e difícil, pois, requer dedicação, oração, e renúncia, mas é gloriosa, porque é a realização da obra de Deus. Aqui estão alguns aspectos da nossa missão:
•Adorar a Deus - Deus busca verdadeiros adoradores (Ef 1.12; Ap 5.8,11,13,14; Mt 4.10; Sl 96.8,9).
•Proclamar a salvação - A mensagem da salvação deve ser pregada em todo o tempo, a todos os perdidos, em todo o mundo (Mc 16.15,16; Jo 20.21; I Tm 2.3,4; Ez 3.16,21).
•Discipular os crentes - É fazer de cada crente, um verdadeiro seguidor de Cristo (Mt 28.19; At 14.21,22).
•Restaurar os desviados - Conduzí-los novamente, a fé (Lc 8.13; Hb 3.12; Tg 5.19,20; Jr 3.22; Os 14.1).
•Doutrinar o povo - Combater as heresias e modismos com a palavra (Mt 28.29; I Tm 4.16; Cl 1.28,29).
•Disciplinar e corrigir - A disciplina bíblica, aplicada com amor, visa o bem do transgressor e seu retorno à normalidade da vida cristã (Mt 18.15-17; Hb 12.5-11; Rm 16.17,18; II Ts 3.6-15).
•Treinamento de obreiros - A igreja local também tem como dever o preparo dos obreiros (Mt 4.19; Lc 6.12-16; II Tm 2.2,15,21; Ef 4.11,12).
•Estabelecer igrejas locais - A expansão do Reino de Deus, também se dá pela implantação de igrejas locais (At 9.31; 13.1; Ap 2.7; 22.16).
•Socorro aos necessitados - A ação social é um dos pilares do evangelho (I Jo 3.17; At 11.29,30; Rm 12.13; Mt 15.32; At 4.32-35).
•Assistência às famílias - cabe-nos também o apoio moral e espiritual às famílias, pois, o fortalecimento da família também reflete na edificação da igreja (At 5.42; 2.2,46; Rm 16.5; Cl 4.15).
CONCLUSÃO
No capítulo 4 da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, o apóstolo combateu um problema já existente naquela época: a deturpação do ministério cristão. Ao escrever sobre este assunto, o apóstolo mostrou aos crentes coríntios, que o ministério não é um manto de status como muitos pensavam. Ele defendeu que, dentro do plano que Deus ordenou à igreja, a liderança cristã é uma posição de serviço humilde, feito com amor, e que aqueles que lideraram o povo de Deus, devem acima de tudo, ser um exemplo de sacrifício, devoção, submissão e humildade.
BIBLIOGRAFIA:
Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD,
Lição Bíblica de Jovens e Adultos, 4º trimestre de 1997 - CPAD,
Ministério Pastoral - John Macarthur, Jr. - CPAD,
O Novo Testamento Interpretado Vers. por Vers. - Hagnos,
O Pastor do Século 21 - David Fisher - Vida - 1999
Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação

De acordo com uma pesquisa feita no ano de 2001, pelo Media Awareness Network, cerca de 80% dos pais afirmaram que conversam com seus filhos sobre a Internet. Menos de 25% das crianças entrevistadas, porém, disseram que seus pais realmente conversavam com elas sobre este assunto.
70% dos pais informaram que acompanham as atividades de seus filhos na Internet, enquanto que menos da metade das crianças concordaram com esta afirmação.
Outro dado interessante demonstrou que 66% dos pais afirmaram que seus filhos usam a Internet apenas para fazerem seus trabalhos escolares. Por outro lado, as crianças informaram que usam a Internet para:
57% - baixar músicas56% - enviar e receber e-mails50% - navegar por “pura diversão”48% - baixar jogos40% - realizar trabalhos escolares40% - mensagens instantâneas39% - bate-papo
Os pais vêem a Internet como um meio para pesquisa e informação. As crianças vêem a Internet como um veículo de comunicação interativo.
Você precisa saber!
Das crianças que têm entre 10 e 17 anos de idade e usam a Internet regularmente:
» 1 em cada 5 já recebeu algum tipo de assédio sexual.» 1 em cada 33 recebeu uma solicitação sexual onde o abusador marcou um encontro pessoal em algum lugar, fez contato pelo telefone e/ou enviou alguma carta, presente ou até dinheiro.» 1 em cada 4 foi exposta, sem querer, a algum tipo de material sexual.» 1 em cada 17 foi ameaçada ou assediada online.» De 25% das crianças que receberam algum assédio sexual, apenas 40% delas contou aos pais. Raríssimos casos são levados ao Serviço de Provedores da Internet ou à polícia.
Como agem os abusadores?
Estes “predadores” da Internet fingem ser adolescentes nas salas de bate-papo destinadas a este público. Eles envolvem crianças e adolescentes usando como recursos a atenção, a afeição, o carinho, e até presentes. Eles demonstram simpatia com os problemas das crianças e gastam, se necessário, meses conquistando a confiança da vítima. Aos poucos vão introduzindo conteúdos sexuais em suas conversações.
Alguns abusadores, às vezes, utilizam-se de outras técnicas de aproximação e rapidamente falam explicitamente sobre sexo em seus diálogos com as crianças. Não demoram a marcar encontros pessoais com suas vítimas.
É preciso estar alerta porque eles utilizam-se de muita sutileza e criatividade e, diariamente, modificam suas técnicas. Sabem quais são os interesses das crianças no que se refere a consumo (jogos, roupas, calçados, personagens famosos, filmes e outros) e usam estes recursos para atraílas.
São pessoas que usam a inocência infantil como meio para conseguir o que desejam.
Sinais de que seu filho está sendo abordado
» Passa muito tempo navegando na Internet.» Você encontra algum tipo de material pornográfico no seu computador.» Recebe chamadas telefônicas de pessoas que você não conhece ou faz ligações para números desconhecidos (talvez até para cidades distantes).» Recebe correspondências ou pacotes de pessoas que você não conhece.» Desliga o monitor do computador ou muda a tela rapidamente quando percebe que você entrou no ambiente.» Começa a distanciar-se da família e dos amigos.» Faz uso da máquina fotográfica digital da família sem revelar com que objetivos.
Como proteger o seu filho
Após ler estas informações você já deve estar ansioso para saber como manter sua criança longe deste perigo. Leia os itens a seguir e coloque- os imediatamente em prática:
» Converse abertamente sobre os perigos da Internet.» Gaste tempo ao lado do seu filho navegando seguramente.» Mantenha o computador em um ambiente comum a todos da família e nunca no quarto da criança.» Não permita que seu filho pequeno acesse salas de bate-papo. Crianças maiores podem acessar este recurso apenas quando autorizadas pelos pais e monitoradas por eles.» Se seu filho é pequeno tenha um só e-mail para vocês dois. Se ele já for maior, deixe que tenha seu próprio e-mail, porém, mantenha-o sob o seu controle.» Use filtros com palavras chaves que impeçam acesso a páginas impróprias. Tenha em mente, porém, que esses filtros não bloqueiam tudo. Pesquisas indicam que a média de bloqueios é de 80% para assuntos relacionados com sexo e 40% para assuntos relacionados com violência.» Saiba quais são os recursos de segurança que estão sendo utilizados na escola que seu filho freqüenta e até mesmo na casa de amigos.» Oriente seu filho a não baixar figuras e fotos de páginas ou pessoas desconhecidas.» Diga a seu filho para utilizar apelidos, não usar seu nome verdadeiro e nem revelar sua idade.» Peça a seu filho que nunca forneça informações pessoais sem a sua autorização.» Estas orientações devem ser passadas para toda a família.
E se acontecer, a quem recorrer?
Ninguém em sã consciência levaria seu filho para uma sala onde supostamente iria brincar com outras crianças desconhecidas supostamente de sua idade, mas haveria possibilidade de pessoas maiores muitas vezes más intencionadas pudessem fazer algum mal a ele.