A relevância da Escola Dominical para a Igreja na pós-modernidade

A relevância da Escola Dominical para a Igreja na pós-modernidade

O texto abaixo foi produzido para um Seminário de Obreiros, ocorrido nos dias 9 e 10 de novembro de 2002, na cidade de Campo Mourão (PR). O evento foi promovido pela Quinta Região Eclesiástica da CIEADEP  (Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Estado do Paraná), e não está de acordo com a Nova Ortografia e nem sofreu nenhuma revisão, mantendo até mesmo o contato que possuía no Estado do Paraná. Sua finalidade é instrumentalizar os internautas amantes da Escola Dominical que por aqui passam. 

INTRODUÇÃO

A fusão dos “mundos” contemporâneo e moderno, deu origem ao que os sociólogos chamam de pós-modernidade. Apesar do título dessa nossa reflexão ser uma obviedade, as tendências mundiais “valorativas” da pós-modernidade têm nos surpreendido, e muitas vezes, não temos fundamentação teórico-bíblica para refutarmos os modismos e separarmos o “joio do trigo”, ou seja, nos tornamos extremamente “modernos” para algumas áreas minimalistas e periféricas, e nos esquecemos de questões arteriais de primeira grandeza.
Em todas as épocas e em qualquer organização ou civilização, o ensino jamais foi desprezado e esquecido, essa regra se deve ao fato de que, o sucesso ou insucesso de qualquer uma delas, depende diretamente da educação dos seus membros ou povos.
A educação para os judeus era uma das questões basilares, mesmo porque ela foi instituída por Deus: “Guardai-os, pois, e fazei-os, porque esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que ouvirão todos esses estatutos e dirão: Só este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt 4.6).
No versículo supra, observa-se a “preocupação” de Deus em atrair outras nações através dos princípios educacionais que visavam regimentar e comportamentalizar a vida do seu povo, nas esferas: espiritual, religiosa, social, moral, afetiva etc.
É importante frisar que a educação desde aquela época se dividia em dois principais momentos: Informal (Dt 6.6-9, 20-25) e formal (Dt 1.5; 30.10; 31. 11-13).


  • Educação informal ? Surgiu primeiro, ocorre espontaneamente, é a que mais nos ensina, pois é “onipresente”. Aqui entra a nossa preocupação, ou seja, informalmente nós, nossa família e a igreja, somos “educados” nas conversas, no colégio, na faculdade, nos relacionamentos diários (com crentes e “não crentes”), através do rádio, televisão e internet, nas leituras de jornais, revistas, livros etc. Enfim, o meio ambiente nos é apresentado com uma grande “sala de aula”, e se não soubermos (permita-me a repetição) separar o “joio do trigo”, com certeza os nossos padrões religiosos e familiares serão (se é que já não estão) degenerados.



  • Educação formal ? Compreende o ensino laico e o religioso. No nosso caso, estamos nos referindo a Educação Cristã e seus principais locais de difusão: Seminários, faculdades teológicas e a Escola Dominical. Sendo esta última o objeto do nosso estudo, visto que é o local onde todos ? crentes e “não crentes” ?, sem distinção de idade ou nível escolar, encontram o ensino da Palavra de Deus acessível ao seu entendimento.
Nessa oportunidade enfocaremos somente (possui muito mais) oito relevantes dimensões de atuação da Escola Dominical dentro do contexto de algumas das principais tendências mundiais da pós-modernidade.1
I – RELEVANTE PORQUE É UM DECRETO DE DEUS
Relevante é tudo aquilo que se destaca dentro de um mesmo as, ou seja, um tema é importante mas existe uma de suas partes que se sobressai, que é “saliente”, dizemos então que esta parte é relevante.
Dentro da Educação Cristã, segundo a nossa visão, a Escola Dominical é relevante porque cumpre cabalmente o decreto do Senhor e seu principal ideal, conjugando as duas maiores ordenanças dadas por Jesus Cristo, as quais são: evangelizar e ensinar (cf. Mt 28.19,20; Mc 15.15,16). E nesse aspecto, nenhuma instituição de ensino religioso da face da terra está mais habilitada do que a Escola Dominical, ela é a principal agência de Educação Cristã que a Igreja dispõe, contemplando todas as pessoas indistintamente.

 Alguém poderá dizer: “Mas a Escola Dominical não possui mais de 224 anos, e como pode ser um decreto de Deus?”
A resposta é simples. Pastor Antonio Gilberto diz que a Escola Dominical, como a temos atualmente, é uma instituição moderna, mas tem suas raízes aprofundadas na antiguidade do Antigo Testamento, nas prescrições dadas por Deus aos patriarcas e ao povo de Israel. Portanto, a Escola Dominical nos moldes que a possuímos hoje não havia mesmo, mas havia o princípio fundamental ? o do ensino bíblico determinado por Deus aos fiéis e aos povos ao seu redor. “Sempre pesou sobre o povo de Deus a responsabilidade de ensinar a lei divina”.
Dessa forma, a Escola Dominical é simplesmente a “fase atual da instrução bíblica milenar que sempre caracterizou o povo de Deus” (Antonio Gilberto, 1999).
A ordem de Jesus Cristo foi obedecida e praticada pela Igreja primitiva: “E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo” (At 5.42, grifo meu).

Todo o sucesso da Igreja primitiva estava consignado na obediência a ordem do Senhor, pois nada é melhor do que seguir “a risca” o plano do Mestre.
No último trimestre do ano 2000, abordamos esse assunto em um artigo publicado na revista Ensinador Cristão (CPAD) Nº4, e transcrevemos um trecho para a nossa reflexão:
Depois do mandato do nosso Senhor Jesus Cristo à Grande Comissão (da qual eu e você fazemos parte): “Portanto, ide ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém!” Mt 28.19,20, ficou subentendido que os discípulos são ensinadores.
Independentemente dos diferentes dons concedidos pelo Supremo Mestre (Ef 4.11), a Grande Comissão deve ser homogênea na tríplice tarefa de evangelizar, discipular (ensinar) e batizar. Este tripé não é para a Igreja algo opcional, é uma ordem imperativa e compulsória.
(…) A parte “a” do versículo 20 diz “ensinando-as a guardar todas as coisas que vos tenho mandado…” As “coisas” às quais o Senhor Jesus se refere, tratam de Doutrinas da Salvação, que são as mais fáceis de se entender (Glória a Deus por isso).

Porém, há algumas coisas que merecem ser analisadas antes de sairmos a discipular. Dentro dessa linha de doutrina, existem outras ramificações que formam a Soteriologia (estudo sistemático das verdades bíblicas que tratam da salvação, regeneração, justificação, adoção e santificação do ser humano com base na obra vicária de Cristo). Na atual realidade, é inviável o comissionado sair para sua missão, sem antes se preparar e obter o devido conhecimento do plano de salvação estipulado por Deus desde a queda do homem (2000, p.12).
II – RELEVANTE PORQUE PROMOVE A COESÃO DOUTRINÁRIA

Este é um assunto de quinta-essência, pois dele depende não só a subsistência da comunidade evangélica, mas também a sua própria salvação.
A igreja de Corinto vivia dissensões de níveis e proporções diferentes, no entanto, a de maior intensidade estava relacionada a questões doutrinárias, ou seja, cada um via as coisas de seu jeito (1 Co 1.17-31; 2.1-16; 3.18-20 e 4.5).
O mesmo assunto é inferido em outros dois versículos que se encontram na segunda epístola aos Coríntios. O curioso é que a mesma palavra de recomendação que o apóstolo dá no início da primeira epístola, é reiterado no antepenúltimo versículo da segunda carta, isso indica a importância do assunto: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (1 Co 1.10, grifo meu).
“Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco” (2 Co 13.11, grifo meu).

Ninguém aqui está sugerindo que todos devam ser iguais, o próprio apóstolo Paulo reconhecia que deveria haver diversidade entre os irmãos (1 Co 12.12-27), não obstante, após exemplificar o valor dos membros do “corpo místico”, assevera; “para que não haja divisão no corpo, mas, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros” (1 Co 12.25).
A única forma de sermos todos de um mesmo parecer é nos reunir e aplanarmos as arestas das nossas diferenças doutrinárias, e isso só se consegue quando estudamos a Bíblia paulatinamente, isto é, toda a igreja discutindo concomitantemente na mesma hora o mesmo assunto.

Um dos grandes problemas enfrentado atualmente, refere-se aos mega-eventos. Pregadores que na empolgação, emitem determinada palavra no afã de ver o povo vibrar, e após receberem seus vultuosos “cachês”, vão embora deixando o rastro de seus aleijões doutrinários. A posição de liderança ocupada por um pregador é de extrema importância, e como tal, ele passa a ser um formador de opiniões que nortearão a vida de muitas pessoas.
Desnecessário seria dizer, que nem sempre o pregador avivalista deixa de conjecturar, o que para o membro menos avisado (principalmente se ele admira o pregador) pode soar como verdade bíblica, causando não poucos prejuízos a sã doutrina.
Com esse exemplo, queremos dizer que a questão em apreço só pode ser resolvida com muito amor e paciência, mas, ao mesmo tempo, com determinação e rigorosidade (Ef 4.14).
No plano bíblico jamais devemos aceitar pluralidade doutrinária acerca de um mesmo assunto. Se abrirmos mão dessa peculiaridade especial, logo nos descaracterizaremos, transformando-se em “Babel” indecifrável, onde ninguém mais se entenderá.

Em nota explicativa da Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD), Donald Stamps comenta sobre o seguinte texto: “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3.3); escreve o teólogo: “Nenhuma comunhão genuína pode existir entre duas pessoas, no terreno espiritual, a não ser que ambas concordem entre si quanto as verdades fundamentais. Não podemos, portanto, ter qualquer relacionamento autêntico com Deus, senão aceitarmos a sua palavra, e concordarmos com ela. É impossível alguém se dizer crente, e ao mesmo tempo, não crer na Palavra de Deus” (1999, p.1300).
III – RELEVANTE PORQUE HABILITA O CRENTE PARA O SERVIÇO CRISTÃO
A Escola Dominical, ao contrário do que muita gente pensa, é uma instituição dinâmica, onde o crente é incentivado a fazer missões.
Quando o apóstolo Paulo fala de cinco ministérios dados por Deus à Igreja (Ef 4.11), ele nos esclarece que esses são necessários não apenas para servir, mas principalmente para formar o povo de Deus para um propósito especial (Ef 4.12). O último ministério (doutores ou mestres) está diretamente relacionado com a Escola Dominical e têm em vista um objetivo nobre que é o “aperfeiçoamento dos santos”. Para quê? Só para sermos perfeitos? Não, mas “para [efetuarmos] a obra do ministério”; e “para edificação do corpo [Igreja] de Cristo”, pois “crente que não trabalha só dá trabalho!”

Através da Escola Dominical podemos fazer um amplo trabalho de missões, para isto, basta obedecermos a ordem expressa do Senhor Jesus (Mt 28.19,20). Ele mesmo nos deu exemplo e foi o primeiro a acreditar na idéia de um ensino universal que abarcasse todas as nações. É de bom alvitre, ressaltar que o texto sugerido para leitura, deixa implícita uma “grade curricular” extensa e continuada tal qual possuímos na Escola Dominical, pois afinal de contas, devemos ensinar não apenas algumas partes da Bíblia, mas “todas as coisas”.

Não seria exagero afirmar que o segredo do crescimento exponencial experimentado pela Igreja primitiva, se deu pelo fato dos primeiros crentes serem não só amantes, mas estudiosos e professores da Palavra de Deus (At 5.42), vemos claramente isso em textos como o de Atos 6.7: “E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande partes dos sacerdotes obedecia a fé” (grifos meus).
Observamos nesse texto sagrado que “crescia a Palavra de Deus”, ou seja, a cada dia Ela tinha mais prioridade na didática vivencial dos apóstolos. Outro fator importante que destacamos, é que diferentemente do “valor” que atualmente atribuímos ao ensino, os cristãos primitivos sabiam que o ministério do ensino, não é um ministério da mediocridade e nem da simples adição, mas de transformação e multiplicação (cf. At 12.24 e 19.20).
Isso significa que se a Escola Dominical tiver primazia para trabalhar a Palavra de Deus com os alunos, com certeza a conscientização acerca da obra missionária se dará naturalmente, e como em qualquer outra escola que forma pessoas, não será diferente, pois esse é o grande objetivo do ensino.
O apóstolo Paulo sabia que o ensino é um ministério da multiplicação, tanto que ao enviar sua segunda carta a Timóteo, uma de suas recomendações foi que, o conhecimento que o jovem pastor havia adquirido do apóstolo, fosse então ensinado a outros, que por sua vez deveriam ser fiéis, ou seja, não retentores, para também ensinar a outros, e assim sucessivamente num interminável “efeito dominó” (2 Tm 2.2).
No livro Manual de Ensino para o Educador Cristão (CPAD), o grande professor e catedrático, Howard Hendricks, diz: “Nenhum ser humano está completamente cônscio do poder residente no ensino. Toda a vez que alguém ensina, desencadeia um processo que, idealmente, nunca acaba” (1999, p.6).

IV – RELEVANTE PORQUE A MULTIPLICIDADE RELIGIOSA NÃO É MAIS UM DADO2
A afirmação de que a multiplicidade religiosa não é mais dado, e sim um fato, é comprovada pelas estatísticas que neste ano3 indicaram os cristãos evangélicos como o segundo maior grupo religioso do país, com mais de 26 milhões de adeptos, e o que mais cresce. A informação é do IBGE, e foi divulgada em 8 de maio de 2002, por ocasião da publicação da Tabulação Avançada do Censo Demográfico 2000.
Isso muito nos agradou, tanto que nos mobilizamos no intuito de eleger o presidente da República que pertence ao nosso grupo. Apesar da boa vontade, nosso intento foi frustrado e despertou-nos para novamente lembrar que essa cifra considerável de “evangélicos” está dividida entre pentecostais, tradicionais e até seitas que agem dissimuladamente sob o manto do evangelicalismo. Todas essas estão arroladas no levantamento, até porque as pessoas que fazem o censo, em sua maioria não são evangélicas e entendem do assunto tanto quanto “sabem de física nuclear” ? em outras palavras não entendem nada! Para eles quem usa terno é pastor e quem não é católico ou espírita, e carrega um livro preto é evangélico. Lembre-se que os mórmons e as testemunhas de Jeová andam com um livro preto, e estão entre os 26 milhões.
 Outro fator que confirma a multiplicidade religiosa, é a realidade que hoje presenciamos e que era totalmente diferente há apenas uma década. Cidades de 25 mil habitantes possuía cerca de uma igreja para cada 5 mil. Atualmente, existem, para cidades desse porte, cerca de 20 igrejas, ou seja, uma para cada 1.250 habitantes.4
O que é isso? A descoberta de um mercado alternativo? Falta de conhecimento bíblico? Obsessão por liderar? Megalomania?
De fato podemos dizer que todas essas questões e mais algumas que fogem do nosso conhecimento.
Muitos cristãos estão sendo apanhados por chavões do tipo: “Todos os caminhos levam a Deus”; “Placa de igreja não salva ninguém”, e com isso cresce a cada dia mais a “cachoeira de igrejolas” desprovidas de compromissos com a Palavra de Deus.

A idéia de que “igreja não importa, o que importa é o coração”, está fazendo diferença na hora das pessoas optar por membrar em alguma (O termo “membrar”, substituiu o correto que é conversão, palavra esta que está relacionada a renúncia). Por exemplo, a pessoa que quer sair do catolicismo, mas não quer deixar algumas práticas ritualísticas, encontrará, sem problemas, igrejas que possuem liturgias sincréticas. Outra pessoa gosta de igreja onde o cântico tenha prioridade, com certeza não só encontrará igrejas assim, como poderá, até pelo seu gosto musical, optar pelo ritmo que mais lhe agrada!
Estamos vivendo uma verdadeira confusão, onde o principal critério para se fundar uma igreja, é atender o gosto de determinado grupo e com isso “cultuarem” à sua maneira.
Um certo pastor, pioneiro da obra no estado dizia: “O que segura ovelha não é a cerca, mas o pasto!”
Dessa afirmação depreendemos que a maneira mais correta e segura de defendermos os nossos membros do fator opcional, é assegurar o estudo metódico da Palavra de Deus através da maior agência de Educação Cristã que a Igreja possui: A Escola Dominical.
V – RELEVANTE PORQUE O RELATIVISMO E A BANALIZAÇÃO DA SALVAÇÃO E DO PECADO AMEAÇAM NOSSOS PADRÕES
O relativismo e a banalização do pecado e da salvação são tendências seculares que na pós-modernidade encontraram terreno fértil para crescer e se propagar.

O mais nocivo de toda essa problemática é a questão da descaracterização do povo de Deus. Estamos perdendo nossos padrões porque existe uma cultura altamente relativista que apregoa que não existem verdades absolutas, e enfatiza somente assuntos de interesses fechados.
Na cultura relativista cada um é “dono do seu nariz”, e mais ninguém tem obrigação de prestar contas à outrem.
Com essa atitude procura-se ridicularizar o que determina a Igreja, bem como as orientações das lideranças.
As pessoas dizem que ninguém manda em suas vidas, e alegam que “pagam” o dízimo e isso deve ser o bastante para a Igreja. Mas, vejam que “devolver” o dízimo não é nenhuma virtude, e sim obrigação do crente (Mt 23.23 e Lc 11.42)!
Uma das tendências mundiais que contribui para o aumento do relativismo e para a banalização do pecado e da salvação, é o secularismo.
O secularismo é o que em linguagem acadêmica conhecemos por humanismo, isto é, a valorização do homem como a “medida de todas as coisas”, como centro de todo o Universo. Secularismo também seria tudo que se refere ao plano material, ao mundanismo.
Diante dos perigos desses discursos secularistas, é fato que não mudaremos essa realidade, mas temos que, ao menos, advertir a comunidade cristã que está sob a nossa responsabilidade.
É bom lembrar, que a maneira dissimulada como essas idéias valorativas nos chegam aos sentidos, não são facilmente perceptíveis, por isso, temos que nos cuidar para não começar a achar “comum” o pecado, e acabar aceitando-o não mais como uma atitude de rebeldia, mas como uma “oportunidade de aprender” (essa é atualmente a desculpa para quem peca).
Os conceitos doutrinários, e demais preceitos, tradições e autoridade, foram banidos da visão cultural pós-moderna, as pessoas adquiriram uma postura autônoma, ou seja, tornaram-se autodeterminadas e acham que possuem poder para dar a si mesmas, as normas, regras etc. Tudo em contraposição a postura cristã heterônoma, que recebe de Deus os princípios, normas, regras e leis.

Dessa forma, fica fácil entender porque cristãos ao serem contestados por qualquer conduta ou postura não-recomendável, respondem com argumentações “privativas” do tipo: “Cada um tem seu jeito”; “a minha fé não alcança”; “isso é coisa do passado”; “hoje as coisas mudaram, os tempos são outros”.
Outra característica do secularismo pós-moderno, é a banalização do pecado. Só para se ter uma idéia, dia desses, diversas revistas estampavam como manchete central: “Como tirar proveito do pecado”; “O sucesso está em pecar”.
Não é difícil encontrarmos crentes que vivem a questionar (evidentemente influenciado): “Se Deus sabia que o homem iria pecar, então porque o criou?” Esse tipo de interrogação é uma tentativa de justificar seu pecado, pois tudo que é proibido é “desejado”.
A banalização da salvação, ou em outras palavras, o minimalismo que a reduz à trivialidade, a barateação e sucateação as custas do sacrifício alheio. Isso pode ser visto em mensagens positivistas, que dizem sem o menor ressentimento, que nós não precisamos fazer mais nada, que “Jesus já fez tudo”, e que quem estiver nos planos de Deus para ser salvo será, pois o profeta Jonas gritou do inferno (Jn 2.2), e Deus ainda o salvou não é mesmo?
VI – RELEVANTE PORQUE NOS ADVERTE SOBRE OS MALEFÍCIOS DO EXTREMISMO
Uma outra tendência que tem atingido o evangelicalismo, não só no Brasil, mas também em escala mundial, é o extremismo exacerbado, o que fatalmente tem provocado uma polarização. Em outras palavras, os cristãos dividiram-se em dois grupos causando rupturas, julgamentos prematuros e acusações entre si, que não se justificam por nada.
Um dos dons que precisamos pedir ao Senhor com veemência é o de discernimento, pois ouvimos muitas vozes e mensagens de todas as formas, e é claro que não podemos seguir todas elas. Não obstante, na era pós-moderna em que vivemos, as mudanças acontecem em uma velocidade sem igual. Você deve se lembrar de obreiros que pregavam contra determinadas coisas, chegando a excluir pessoas que se foram da Igreja, e nesse ínterim passaram para a eternidade sem Deus. No entanto, hoje esses “zelosos” incidem naquilo que tanto condenavam. E agora? E as pessoas que foram excluídas e partiram sem Cristo?

Por essa causa, o dom de discernimento ? que é a capacidade de julgar as coisas corretamente ? deve ser buscado com fervor, só assim saberemos quando as mudanças são determinadas por Deus (Hb 8.7,13), e quando são levadas a efeito pelos homens afim de benefício próprio (Rm 1.25).
Sabemos que existem pessoas simpatizantes de ambos os grupos extremistas, os quais são: “Fanáticos legalistas” e “Liberais inconseqüentes”.
Logicamente que haverá pessoas interessadas em “abrir” uma igreja para atender a demanda e os gostos dos dois grupos, porém o que deve prevalecer é o que a Palavra de Deus institui como Ética Cristã.
A Ética Cristã são valores absolutos que valem “para todas as pessoas, em todas as épocas e em todos os lugares”, e como as duas formas de extremismo traz em seu bojo uma lista de “pecadinhos” e “pecadões” , devemos ficar atentos e com nossas lentes cristãs de observação (cosmovisão) para não confundirmos verdades bíblicas com verdades culturais e/ou específicas.
Gosto muito de um epigrama citado por Jonh Stott5: “Em coisas essenciais, unidade; nas não essenciais, liberdade; em todas as coisas, caridade”.
Finalizo dizendo que precisamos do Dom de discernimento para identificar os males do extremismo, e uma das maneiras é o estudo da Palavra de Deus, na principal agência de Educação Cristã que a Igreja possui:
Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação, porquanto vos fizestes negligentes para ouvir.
Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento.

Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino.
Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal (Hb 5.11-14, grifos meus).

VII – RELEVANTE PORQUE FUNCIONA COMO “APARELHO IDEOLÓGICO DA IGREJA”6
Em tempos controvertidos como esse da pós-modernidade, um dos principais benefícios da Escola Dominical, é que ela pode funcionar como “Aparelho Ideológico” , e assim, estar alinhavando a Igreja para toda e qualquer eventualidade.

No meio educacional do ensino laico, a escola é pejorativamente chamada de “Aparelho Ideológico do Estado”. Com isso, os cientistas da Educação estão dizendo, que a escola serve para a preservação do status quo, e para manter os políticos capitalistas no poder.
Entretanto, para nós, a Escola Dominical deve ser usada como um aparelho ideológico a fim de manter os bons princípios bíblicos, coesão doutrinária, a manutenção da koiononia, para equacionamento dos muitos problemas que surgem e que venham a surgir etc.
E isso não é para nós algo ruim, pois a Igreja primitiva vivia sob a orientação ideológica dos apóstolos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42).7
O Dicionário Teológico (CPAD), de autoria do pastor Claudionor de Andrade, diz, que doutrina vem “do latim doctrina, do verbo docio, ensinar, instruir, educar” (1998, p.128).

A Igreja primitiva “perseverava” no conteúdo ensinado pelos apóstolos, que é fator primordial para o bom funcionamento da obra.
Evidente que nesse ensino pode ser repassado bons costumes que devemos preservar, isso é bíblico (Ef 2.10), e devemos até ter cuidado em achar que os costumes são conceitos adiáforos, isto é, assuntos não essenciais à fé cristã, pois, no cômputo geral o acúmulo pode resultar em muita coisa. Inicia-se com “um pouquinho disso não faz mal”, “um pouquinho daquilo outro também não”, e quando nos dermos conta ? em sua totalidade ? essas “coisinhas” já atingiram o núcleo doutrinal do Cristianismo.
Por isso, não esqueçamos que “não havendo sábia direção, o povo cai, mas, na multidão de conselheiros, há segurança” (Pv 11.14).
VIII – RELEVANTE PORQUE PROPICIA O AUTÊNTICO E GENUÍNO AVIVAMENTO8
Todos os grandes avivamentos, ou reavivamentos, registrados na Bíblia e até mesmo na História, são resultado direto de uma renovada proclamação da Palavra de Deus e da obediência a Ela.

Basta uma “olhadela” na Bíblia e na História, e constataremos que “barulho” sempre foi efeito e não causa.
Leia Neemias, capítulo 8, versículos 1 a 12.
CONCLUSÃO
Para fazer valer a relevância da Escola Dominical na Igreja, precisamos ter, pelo menos, três requisitos:


  • Professores qualificados;



  • Ensino de qualidade;


  • Lugar apropriado para estudar.
E sobre tudo isso dedicação, é o que nos diz a Palavra de Deus, “(…) se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b, grifo meu), que inclui estudo, oração, zelo etc. De outra forma jamais os membros sentirão vontade de ir a Escola Dominical, e o prejuízo com certeza será coletivo.
NOTAS

1. Esse texto parte do pressuposto de que a sua Escola Dominical possui qualidade, ele visa somente o despertamento de todos sobre a importância da ED. Para outros assuntos temos palestras específicas em nosso curso intitulado SEED (Seminário de Escola Dominical). Contatos (44) 9105 – 0690.
2. Estamos falando de “Multiplicidade Religiosa” sem a abrangência heterogênea que contempla as seitas. Restringimo-nos a abordar somente o Evangelicalismo e grupos dissidentes.
3. Novembro de 2002.
4. Dados estatísticos do município de Goioerê (550 quilômetros de Curitiba), cidade interiorana que possui um perfil bem ameno em comparação com pequenas cidades de Estados como São Paulo e Rio de Janeiro onde a realidade é bem pior.
5. Rupert Meldenius, citado por Richard Baxter e reproduzido por Jonh R. W. Stott in Cristianismo Equilibrado, CPAD. Rio de Janeiro, 1.ed., 1982, p.15.
6. O texto integral desse aspecto da Escola Dominical, está em nosso livro Marketing para a Escola Dominical, a ser lançado pela CPAD.

7. Aqui cabe uma breve explicação da diferença entre “doutrina” e “costume”: “Doutrina bíblica é o “conteúdo da fé cristã”. Ao contrário dos costumes, concebidos ao gosto de cada povo de acordo com sua etnia, a doutrina é uniforme, a mesma em todos os lugares, para todas as pessoas, em todos os tempos. É o ensino bíblico normativo, terminante, final, derivado das Sagradas Escrituras, como regra de fé e prática de vida, para a Igreja através de seus membros. É o ensino sistematizado de um assunto bíblico, de fé e prática. A sistematização de uma doutrina bíblica inclui a devida referenciação bíblica e conceituação continuada do ensino em vista” (Obreiro, 1995).
8. Para maiores esclarecimentos sobre esse assunto leia na Revista Ensinador Cristão (nº 9, jan/março 2002; pp. 44 a 47) o nosso artigo Conhecimento precede avivamento.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD,.1998.
AYRES, Antônio Tadeu. Reflexos da Globalização sobre a Igreja. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

CARVALHO, César Moisés. Revista Ensinador Cristão. Artigo: Ensino/Aprendizagem – Responsabilidade Recíproca. Ano 1. Nº 4. Rio de Janeiro: CPAD, Out/Nov/Dez, 2000.
BUENO, Francisco da Silveira. Minidicionário da Língua Portuguesa. Editora FTD S. A., São Paulo, 1996.
GILBERTO, Antonio. Manual da Escola Dominical. CPAD, Rio de Janeiro. Edição Atualizada e Ampliada, 1999.
Revista Obreiro. Artigo: O que é doutrina?, ano 16, nº 65, Rio de Janeiro: CPAD, Abril/Maio de 1995.

STOTT, Jonh R. W. Cristianismo Equilibrado. CPAD, Rio de Janeiro. 1ª ed., 1982.
__________________, Bíblia de Estudo Pentecostal. Edição Revista e Corrigida. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
__________________, Apostila da 3ª Conferência de Escola Dominical da CPAD. 06 a 08 de Setembro de 2001, Curitiba – PR.
__________________, Apostila do 1º Seminário de Escritores Evangélicos. Rio de Janeiro: CPAD, 30 de Junho a 02 de Julho de 1999.

A FÉ.

Em Hebreus 11.1 temos a melhor descrição do que seja a fé.

O termo fé nos escritos originais da Bíblia Sagrada, em grego-koiné, é pistis. E pistis denota o sentido de um documento de posse (como uma escritura de imóvel devidamente registrada em cartório. Ou seja,a sua fé é igual o documento que comprova que você é a pessoa certa, a única dona daquilo que crê, que a Bíblia Sagrada promete que é seu).

Experimente trocar o termo fé por escritura nas suas leituras bíblicas, orações e vida devocional com Deus. Quem tem uma escritura de imóvel, não tem dúvidas que é o dono daquilo que está lavrado e muito bem documentado em nome dela... .
.
E.A.G.

TV WEB - Ao Vivo e Cultos da AD Recife - TC - Dom e Seg. as 19:oo Hs.

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Avatar e a vindoura religião mundial única



Avatar e a vindoura religião mundial única
O filme Avatar*, de James Cameron, é um fascinante e arrebatador sucesso nos cinemas. Seus
efeitos especiais são tão tremendos que transportam a audiência vividamente
para um outro mundo, no qual adorar uma árvore e ter comunhão com espíritos não
são apenas aceitáveis, mas atraentes. Avatar é também marcadamente
panteísta e essencialmente o evangelho segundo James Cameron. Esse tema
panteísta, que iguala Deus às forças e leis do Universo, é apresentado
claramente pelos heróis e heroínas do filme: todos adoram Eywa, a deusa
“Mãe de Tudo”, que é descrita como “uma rede de energia” que “flui através de
todas as coisas viventes”.

Sobretudo, o filme
é repleto de mágica ritualística, comunhão com espíritos, xamanismo, e descarada
idolatria, de forma que condiciona os espectadores a acreditarem nessas
mentiras do ocultismo pagão. Além disso, a platéia é levada a simpatizar com o
Avatar e termina torcendo por ele quando é iniciado nos rituais pagãos. No
final, até mesmo a cientista-chefe torna-se pagã, proclamando que está “com
Eywa, ela é real” e que ficará com Eywa após sua morte.
Enquanto a
representação fictícia de James Cameron a respeito da religião da natureza
presta-se muito bem à mentira da Nova Era de que as religiões dos nativos
americanos [indígenas] eram favoráveis à vida e inofensivas, a representação
dos sacerdotes maias em Apocalypto (de Mel Gibson), devedores de
divindades sedentas por sangue, que exigiam o sangue de suas vítimas
sacrificiais, estava muito mais perto da verdade. A maneira adocicada e
romântica com que James Cameron mostra os selvagens e os antigos cultos à
natureza em Avatar é oposta aos fatos encontrados em antigos códices e
achados arqueológicos: estes revelam que os astecas, os maias e os incas
estavam todos envolvidos em sacrifícios humanos em massa, inclusive tomando a
vida de criancinhas inocentes para apaziguar seus deuses demoníacos.
O tema panteísta, que iguala Deus às forças e leis do Universo, é apresentado claramente pelos heróis e heroínas De Avatar: todos adoram Eywa, a deusa “Mãe de Tudo”, que é descrita como “uma rede de energia” que “flui através de Todas as coisas viventes”.




Conhecendo o
histórico das obras de James Cameron em atacar o cristianismo, e especialmente
a ressurreição de Cristo no documentário absolutamente desacreditado The
Lost Tomb of Jesus
[exibido no Brasil como “O Sepulcro Esquecido de Jesus”
e lançado em DVD como “O Sepulcro Secreto de Jesus”], não deveria nos
surpreender que ele escrevesse e dirigisse uma propaganda de 300 milhões de
dólares para promover o culto à natureza e aos espíritos.
Claramente,
Hollywood tem tido uma influência persistente em arrancar os EUA [e o Ocidente]
de suas raízes cristãs conservadoras e levá-los a crenças e práticas do
ocultismo da Nova Era. O panteísmo atrai a turma de Hollywood porque ensina que
todos somos Deus e que não precisamos nos preocupar em sermos obedientes ou em
prestarmos conta diante de um Deus pessoal que criou o Universo. Entretanto,
não são apenas os diretores [de cinema] que rejeitam a Cristo que estão
buscando fazer com que o mundo abrace a adoração à Terra sob a máscara de sua
imaginária Deusa-Mãe Terra; é também o próprio líder do movimento do
aquecimento global, Al Gore.
Em seu livro Earth in the Balance, Gore
sugere que voltemos à adoração da natureza e eleva várias seitas de adoradores
da natureza e religiões dos nativos americanos ao status de modelo para nós:

Essa perspectiva
religiosa pan** poderá mostrar-se especialmente importante no que se refere à nossa
responsabilidade pela terra como civilização global. (...) As religiões dos
nativos americanos, por exemplo, oferecem um rico conjunto de idéias sobre
nosso relacionamento com a terra. (...) Todas as coisas estão interligadas como
o sangue que nos une a todos.[1]
Buscando uma síntese da Nova Era que combine
várias tradições do ocultismo, Gore cita e favorece o ensinamento hinduísta,
dizendo: “A Terra é nossa mãe, e nós todos somos seus filhos”.[2]
Incrivelmente, mais adiante Gore afirma que deveríamos buscar novas revelações
a partir dessa adoração da deusa do passado e culpa o cristianismo pela quase
total eliminação da mesma:
O sentido
espiritual de nosso lugar na natureza... pode ser traçado de volta às origens
da civilização humana. Um crescente número de antropólogos e de
arqueomitólogos... argumenta que a ideologia da crença prevalecente na Europa
pré-histórica e em grande parte do mundo estava baseada na adoração de uma
única deusa da terra, que se supunha ser a fonte de toda a vida e irradiadora de
harmonia em meio a todas as coisas viventes. (...) O último vestígio de culto
organizado à deusa foi eliminado pelo cristianismo. (...) Parece óbvio que um
melhor entendimento de uma herança religiosa que precede a nossa própria por
tantos milhares de anos poderia nos oferecer novas revelações.[3]

Não são apenas os diretores [de cinema] que rejeitam a cristo que estão buscando fazer com que o mundo abrace a adoração à terra sob a máscara de sua imaginária deusa-mãe terra; É também o próprio líder do movimento do aquecimento global, Al Gore [ex-vice-presidente dos EUA].



Gore prossegue declarando que precisamos
encontrar uma nova religião baseada na natureza e cita Teilhard de Chardin, o
teólogo da Nova Era, em apoio à “nova fé” do futuro:
Esse ponto foi
sustentado pelo teólogo católico Teilhard de Chardin, quando ele disse: “O
destino da humanidade, assim como o da religião, depende do surgimento de uma
nova fé no futuro”. Munidos de tal fé, poderemos achar possível ressantificar a
terra.[4]
Com os diretores de
vanguarda de Hollywood e as figuras políticas de Washington na liderança, os
EUA [e o Ocidente] estão rapidamente voltando ao paganismo que envolveu o mundo
em trevas espirituais durante milênios. Que Deus nos ajude a prestar mais
atenção à admoestação do apóstolo Paulo, encontrada nas Sagradas Escrituras.
Ele nos ensinou que a adoração à natureza nos tempos da Antigüidade era
resultado do afastamento da adoração ao único e verdadeiro Deus que, para
começar, foi quem criou a natureza:

“Porquanto,
tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças,
antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se
obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus
incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de
quadrúpedes, e de répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências
de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois
mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do
que o Criador, que é bendito eternamente. Amém” (Rm 1.21-25).
(Joe Schimmel – www.goodfight.org - http://www.chamada.com.br)
* Segundo o hinduísmo, avatar é uma
manifestação corporal de um ser imortal. Deriva do sânscrito Avatara, que significa “descida”, normalmente denotando uma encarnação de Vishnu (tais
como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade. Por extensão,
muitos não-hindus usam o termo para denotar as encarnações de divindades em
outras religiões.

** Pan: palavra de origem grega que significa
“tudo, todas as coisas”.
Notas:
  1. Al Gore, Earth in the Balance – Ecology and the
    Human Spirit
    [A Terra em Equilíbrio – A Ecologia e o
    Espírito Humano], 1992, p. 258-259).
  2. Ibid. p. 161.
  3. Ibid. p. 260.
  4. Ibid. p. 263.
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, março de 2010.

O PRINCIPIO BIBLICO DA GENEROSIDADE

TEXTO ÁUREO = “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido”. Gl. 6. 9
VERDADE APLICADA = Deus estimula seus filhos para amar o próximo, situando este preceito como um dos pilares dos mandamentos.
LEITURA BÍBLICA = Ec 11. 1-6

INTRODUÇÃO

Salomão fala da disposição que os cristãos devem ter a fim de praticar atos generosos em favor dos necessitados (Ec 11.1). Devemos contribuir liberalmente, pois é possível que um dia talvez nós mesmos venhamos a enfrentar unia grande necessidade (2 Co 8.10-15). Contribuir, de modo sacrificial, fez parte essencial do ministério de Jesus Cristo aqui no mundo (2 Co 8.9; Lc 12.15).

I. LANÇANDO O PÃO SOBRE AS ÁGUAS

Salomão faz referência à maneira de semear trigo no Egito, quando se espalhavam sementes sobre as águas que inundavam seu território a cada ano, ocasião em que o rio Nilo transbordava. Aparentemente, os grãos semeados ficavam esquecidos e soterrados, mas no tempo exato surgia a colheita. O cristão tem a certeza de que aquilo que hoje semeia com zelo será grandemente abençoado no futuro (Hb 6.10; = Ap 22.12).

a) O generoso receberá ampla recompensa — Eclesiastes 11.1 ensina-nos a estabelecer bons empreendimentos, seja com recursos financeiros ou esforço pessoal. Incentiva-nos, também, a ser generosos para com os que padecem necessidades (GI 6.9,10). A lei moral da colheita está sempre em harmonia com a da semeadura ( Gl 6:7). Por isso, a pessoa generosa granjeia ampla recompensa (Mt 19.29), pois Deus é fiel em cumprir suas promessas para aqueles que investem no seu reino (Fp 4.19; = 2 Co 9.9).
Para se compreender o ensinamento sobre a generosidade recorremos às instruções de Paulo em 2 Coríntios 8, onde primorosamente instrui a igreja de Corinto a respeito da contribuição, citando um belo exemplo da maneira de dar da igreja da Macedônia (2 Co 8.1). Para Paulo, contribuir era urna graça tão grande que ele mesmo usou a palavra grega cinco vezes neste pequeno texto do versículo 1: a graça “charin”; versículo 4: a graça “charas”; versículo 6: esta graça “charin”; versículo 7: abundeis nesta graça “charin”; e versículo 9 a graça “charin” Dar ou contribuir uma questão de graça (At 20.35). O cristão generoso revela possuir a natureza de Cristo. Por isto, será recompensado por Deus (Jo 15.7,8;16).
b) Repartindo com sete e ainda com oito — Salomão faz um apelo à filantropia, ressaltando a prática de distribuir gratuitamente porções aos pobres, em ocasiões festivas (Ec 11.2; = Ne 8.10). “Sete” como diz o sábio, analogicamente pode referir-se à perfeição; “oito” á além da obrigação (Lc 6.38). Jesus disse: “Se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mt 5.41). A primeira milha é a obrigação, a segunda é o amor (1 Co 16.14).
Em Romanos 12.8, o apóstolo Paulo situa o dom de repartir no elenco dos dons:”... o que reparte, faça- o com liberalidade . Outra versão cita repartir como contribuir. E muito provável que Paulo se referia as contribuições pessoais dos integrantes da igreja primitiva, pois era de se esperar que a igreja como fami2ia de Deus tivesse o dever moral e ético de assistir os mais carentes. Ser bondoso também é ser generoso, não devendo ostentar este gesto, mas fazê-lo com discrição (Mt 6.3). Toda contribuição deve ter como origem um coração humanitário, altruísta, jamais provocado por sentimentos egoístas de ser notabilizado pelas pessoas (Lc 6.30-3 6,). No Oriente Médio antigo, a generosidade era considerada um elemento essencial para a formação do caráter de uma pessoa justa e temente a Deus (2 Cr15.7; = Pv 12.14).
c) Sabendo que haverá socorro e providência — Isto fala dos tempos de dificuldade quando se precisa de amigos e investimentos seguros. A necessidade pode vir ao que tem abundância (Fp 4.11-13). O escritor vive movido pela fé e pelo amor fraternal (1 Co 13. 1-8), honrando a Deus e ajudando o próximo. Assim estará preparado para qualquer calamidade ou prejuízo, porque contará com a providência de Deus (Fp 4.19).
Infelizmente, nos dias atuais encontramos maus exemplos como no período bíblico. O filho pródigo somente teve amigos enquanto havia herança (Lc 15,11-32). O apóstolo Paulo foi vítima de desamparo dos amigos (2 Tm 4.10), na sua última defesa (2 Tm 4.16), teve a retribuição do bem praticado pelo mau companheiro (2 Tm 4.14), dentre outros. O próprio Cristo foi traído por alguém que ele tinha na condição de amigo (Mt 26.14). Que estes acontecimentos não se repitam nos dias atuais, mas que a igreja compreenda que é a união que garante a bênção de Deus (SI 133).

II. A BÊNÇÃO DA CONFIANÇA NA PROVISÃO DE DEUS

As nuvens que se enchem de água de chuva, não as guardam para si, mas as deixam cair em beneficio da terra (Ec 11.3). A terra, por sua vez, recebe a umidade e retoma-a para as nuvens, seguindo o ciclo natural. Da mesma forma, a um homem que é abençoado por Deus e enche-se de riqueza, ordena-se não entesourá-la para si, mas a derramar sua riqueza em caridade para os menos afortunados (l Tm 6. 17,18).
a) No lugar que a árvore cair, ali ficará — De uma árvore que não dá fruto ninguém cuida, e onde quer que ela venha cair, ali permanecerá.
Um rabino judaico disse, certa vez:”...Assim acontece com aquele que não distribui caridade: ninguém o ajudará quando necessitar” (Tg 2.13). Em Provérbios 2 1.13 Salomão ressalta: “O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido”. A avareza, ou o apego exagerado aos bens temporais, é abominável ao Senhor, sendo igualado na Bíblia como idolatria (Lc 22.15; = Cl 3.5). Quem se preocupa somente com seu bem-estar, não importando com seu próximo, negou a fé e a eficácia da piedade (1 Trn 5.8). Deus é o maior exemplo de ofertante (Jo 3.16). Este amor sacrificial ele deseja que seja cultivado na rotina da comunidade cristã (1 Pe .1.22-25). Os cristãos primitivos tinham tudo em comum, suprindo as carências uns dos outros (At 2.45-47).
Quem observa o vento nunca semeará— Salomão sabe que a hesitação traz prejuízo. Ele condena a passividade e a falta de iniciativa do preguiçoso (Pv 6.9-11). O lavrador indeciso não semeia nem ceifa, perde tempo. A ilustração da vida agrícola é uma advertência para o cristão indeciso. Quem espera um tempo exatamente propicio nunca agirá e sempre chegará ao fracasso: “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos” (Jr 8. 20) O trabalho honesto dignifica a pessoa (Gn 30. 30). Deus ao criar o primeiro homem, Adão, deu-lhe incumbências e responsabilidades (Gn 2.15). Jesus, desde a infância, sempre trabalhou (Mt 13,54-58). Paulo trabalhou para manter-se no ministério construindo tendas (At 18. 1-3).

III. AS MISTERIOSAS OPERAÇÕES DE DEUS NA NATUREZA

Salomão discorre sobre as misteriosas operações de Deus na natureza, ao dizer: “Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas” (Ec 11.5). Tanto â vento, como a criação da vida são obras da surpreendente sabedoria de Deus: “Então, vi toda a obra de Deus, que o homem não pode alcançar a obra que se faz debaixo do sol ( Ec 8.17).
a) O homem não conhece o caminho do vento — O vocábulo “vento” usado aqui é “neshamah” no hebraico, cujo sentido é “espírito”. Temos aqui uma repetição do ato criativo de Deus, quando o Senhor pós no homem o sopro da vida (Gn 2.7). Este sopro é que alenta o corpo do embrião que se forma no ventre da mãe (Ec 11.5). Em João 3.8, Jesus faz uma referência à relação do vento com o Espírito. “O vento assopra onde quer. Assim como o vento, embora invisível, é identificado por sua atividade e pelo seu sonido, o Espírito Santo também é observado pela sua atividade sobre os cristãos nascidos de novo (Jo 20.22).
b) O homem não sabe como se formam os ossos do embrião — Atualmente, sabemos mais do que sabiam os povos antigos sobre como se desenvolve o embrião humano no ventre materno, entretanto, ainda não se encontrou solução para todos os mistérios da concepção (Sl 139.13,14). Ninguém sabe minuciosamente como Deus faz nosso corpo (SI 139.15). O que sabemos é que o homem é um ser vivo, sendo favorecido pela providência divina, antes mesmo de vir à existência (SI 139. 16).
c) O homem não conhece integralmente as obras de Deus — O mistério sobre a formação do feto humano constitui-se num dos mais belos aspectos da obrado Deus. Daí vários eruditos afirmarem que Eclesiastes 11.5 refere-se ao sopro da vida que anima o corpo do embrião no ventre da mãe (Gn 2.7; = Zc 12.1). A criação da vida é obra da insondável sabedoria e onipotência divina, com a qual Salomão contrasta o fracasso da sabedoria humana (Jó 37.5).
Segundo “Paulo, “..o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura...” (l Co 2.14). O homem natural é o indivíduo sem a presença do Espírito de Deus, o homem ainda não-regenerado. As realidades espirituais, tais como o Evangelho, a redenção que há em Cristo, a iluminação espiritual e a glorificação final são as coisas que têm sido descritas nesta passagem, as quais também só podem ser reconhecidas mediante a operação do Espírito Santo, no íntimo. Por conseguinte, os sábios deste mundo, a exemplo dos filósofos, os escribas, os retóricos e sofistas são destituídos da autêntica sabedoria, porquanto também não têm o Espírito (Tg 3.17). Para nós, essas realidades não são mais “loucura” (1 Co 1.23). Hoje em dia podemos perceber certos aspectos da “mente de Cristo” (l Co 1.15,16)

IV. APROVEITANDO AS OCASIÕES

Cada época da nossa vida cristã traz oportunidades e deveres; nada disto se deve descuidar (Jr 48.10). O apóstolo Paulo nos recomenda a aproveitar o tempo da melhor maneira possível, porque os dias são maus (Ef 5.16).
a) O cristão deve ser um semeador em potencial — Salomão traz a figura de um agricultor ao escrever Eclesiastes 11.6: “Pela manhã, semeia atua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas”. Um agricultor deve manter- se ativo pela manhã e à noite, semeado e efetuando os atos normais envolvidos no plantio, a fim de que tenha uma boa colheita. Assim também deve a igreja, de modo incansável, semear a Palavra de Deus no mundo (Jo 16.15; = 1 Co 9.16).
b) A igreja deve intensificar a sua ação na evangelização — A frase de Salomão: “Não retires a tua mão” tem seu equivalente em “Não seja preguiçoso” (Pv 6. 6). A atividade evangelizadora da igreja deve ser permanente, pois não sabemos qual será a semente que prosperará: “...assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará vazia (Is 55.10,11). Só haverá fruto, se houver semeadura. A igreja precisa entender o que significa ser povo de Deus, o programa eterno do Criador e sua responsabilidade evangelizadora.
Como portadora do poder do Espírito Santo (At 1.8), a igreja precisa reunir todos os recursos a fim de alcançar todas as pessoas desta geração com o Evangelho.
E certa que nossa responsabilidade é muito maior do que a dos primitivos discípulos e missionários. Visto que dispomos de maiores oportunidades, é certo que seremos responsabilizados mais do que eles, que não dispunham de avião, automóveis, rádio, telefone, internet etc. Somos a geração que, com a unção poderosa do Espírito Santo e com os recursos tecnológicos disponíveis, podemos cumprir cabalmente a nossa missão evangelizadora.
c) A igreja que semeia terá boa colheita - Muitos interpretam as frases: “semeia a tua semente” e “não retires a tua mão” (Ec 11.6), como que Salomão esteja fazendo uma alusão profética à responsabilidade da igreja quanto à evangelização e ao discipulado (2 Tm 3.16; 4.2). “Semeia a tua semente” significa pregar a Palavra de Deus aos homens, enquanto “Não retires a tua mão” significa oferecer todo o cuidado necessário aos que receberam a Cristo como Salvador (2 Tm 2.9,10). Sem evangelização e discipulado a igreja fica fadada ao fracasso (Pv 6.9-11).

V - A GRAÇA DA DOAÇAO CRISTA == 2 Coríntios 8.1—9.15

Agora a atenção de Paulo se volta à coleta que ele organizou entre as igrejas missionárias na Galácia, na Acaia e na Macedônia (veja o mapa 1), para o alívio da comunidade cristã de Jerusalém (cf. Rm 15.22-28; 1 Co 16.1-4). Esta oferta parece ter sido muito significativa no ministério apostólico de Paulo, pois ele persistiu no seu piano de entrega pessoal, apesar dos perigos que sabia lhe esperavam em Jerusalém (At 20.3,23; 21.4,10-15; Rm 15.30-32). Além disso, a oferta foi acompanhada por uma delegação (8.16-24; At 20.4; 1 Co 16.3) que superava em muito o tamanho da oferta, ajulgar pela pobreza das igrejas de onde ela veio. O significado teológico da coleta foi resumido da seguinte forma:
1) Um ato de caridade cristã entre companheiros de fé, motivado pelo amor a Cristo; 2) um ato que expressava a solidariedade da comunhão cristã, apresentando uma evidência irrefutável de que Deus estava convocando os gentios à fé; 3) uma peregrinação escatológica dos cristãos gentios a Jerusalém, pela qual os judeus se- riam confrontados com a inegável realidade da dádiva divina da graça salvadora aos gentios, e por meio disso seriam, eles mesmos, levados pelo ciúme para que finalmente aceitassem o evangelho.
Este projeto de coleta estava em conformidade com a ética do concerto do Antigo
Testamento (Lv 19.17-18 e Mq 6.8), e com a caridade do judaísmo (Mt 6.2;At 3.2).2 Estava também de acordo com o ensino de Jesus sobre o auxílio aos pobres (Mt 5.42; 6.2; 25.43-46; Mc 10.21; Lc 19.2-9; J0 13.29). Este ensino, juntamente com a natureza do relacionamento interior do discípulo (Mt 20.24-25; Mc 10.42-45; Lc 22.24-27), atingiu uma realização surpreendente no espírito e na ação de ter “tudo em comum” na igreja primitiva (At 2.44; 4.32; cf. 6.1-8).
Tal amor fraternal espontâneo, efetivado por uma nova relação com Deus por meio do Espírito Santo, era mantido por Paulo no centro da ética cristã (Rm 12.8-13; 13.8-10; Gl 6.6; Fp 4.14-17). Para ele, “a preocupação com as necessidades de um irmão na fé era uma expressão direta da comunhão orgânica peculiar de que os cristãos desfrutavam “em Cristo” (Rm 5.5)
Uma oferta angariada entre as igrejas gentílicas para os cristãos judeus — “os pobres santos que estão em Jerusalém” (Rm 15.16) — daria testemunho da solidariedade da igreja como “um corpo em Cristo” (Rm 5.5; 1 Co 10.17; 12.12-27; Gl 3.28). Se os gentios que compartilharam as bênçãos espirituais dos judeus sentiram a obrigação de lhes serem úteis nas bênçãos materiais (Rm 15.26-29), os judeus se sentiriam obrigados a glorificar a Deus (9.12-41) pela autenticidade da fé dos gentios em Cristo. Eles veriam a realidade do laço de comunhão entre eles como membros igualmente privilegiados do corpo de Cristo. Paulo pediu aos romanos que orassem com ele para que a oferta fosse aceita nesse espírito (Rm 15.30-3 1). Ele sabia que se a igreja de Jerusalém recusasse tal presente, eles estariam negando a soberania de Cristo sobre a igreja (cf. 1 Co 1.13; 10.17; 11.29; 12.27).

VI - PAULO COLETA UMA OFERTA, 8.1-15

Quando a missão de Paulo aos gentios foi reconhecida pelos principais apóstolos de Jerusalém como tendo o mesmo valor da missão deles aos judeus, foram-lhe dadas “as dêstras de comunhão” (koinonias, versão ARA), e lhe pediram somente que “se lembrasse dos pobres” (Gl 2.9-10). Devido a uma escassez de alimentos em Jerusalém, Paulo já tinha, juntamente com Barnabé, trazido uma contribuição de alívio de Antioquia a Jerusalém. Isto ocorreu antes ou durante a visita para a conferência de Jerusalém (At 15.1-31; Gl 2.1-1O). Agora, nesta sua terceira viagem, Paulo se incumbe de uma oferta muito mais ampla, ocasionada — embora não motivada exclusivamente pela necessidade entre os cristãos da Judéia.
Os prováveis fatores responsáveis pela condição de pobreza deles eram:
1) a continuidade da escassez de alimentos,
2) a perseguição econômica,
3) poucos ricos e muitos pobres na composição da igreja, e
4) a dissipação de quaisquer recursos financeiros que possuíssem.
Pelo menos um ano antes de ter escrito esta epístola, Paulo tinha pedido aos coríntios que contribuíssem com a oferta semanalmente, e que tivessem representantes prontos para acompanhá-lo na entrega da oferta (1 Co 16.1-4). Devido aos problemas entre eles, a igreja não tinha feito muito mais do que dar início à coleta (8.10; 9.2), de modo que ele procura reativar o projeto entre eles.
Naquilo que foi chamado de “Uma filosofia da doação cristã”, Paulo primeiramente fundamenta o seu pedido.
1) na “graça de participar do ministério para os santos”, 2) no exemplo de outras igrejas, 1-7; e 3) no exemplo do Senhor de todos, 8-15.

VII - A Liberalidade dos Macedônios (8.1-7)

Com muito tato, o apóstolo passa para o delicado assunto do dinheiro. A sua perspectiva é a da graça (charis, versículos 1, 4, 6, 7; cf. 9, 16, 19; 9.8, 14, 15).
As igrejas de Filipos, Tessalônica e Beréia tinham estado altamente motivadas nas suas doações, e os coríntios deveriam se sentir da mesma maneira. Vos fazemos conhecer (1) significa “nós precisamos informar a vocês” (KJV marg.).
Paulo deseja que os irmãos de Corinto conheçam a natureza da graça de Deus que foi dada às igrejas da Macedônia. Esta graça ou favor gratuito de Deus em
Cristo para os homens (8.9; Rm 3.24) é o âmago da teologia de Paulo, a partir do qual fluem todas as coisas. A resposta da Macedônia à graça divina foi tal que, em meio a muita prova (teste) de tribulação (Fp 1.29; 1 Ts 1.6-7; 2.14; 2 Ts 1.4-10), a abundância do seu gozo e a sua profunda pobreza” superabundou em riquezas da sua generosidade (2).
Este foi um tipo de paradoxo da graça (cf. versículo 9). Sob perseguições, e na pobreza, a graça produziu, na Macedônia, “duas das mais adoráveis flores do caráter cristão: a alegria e a generosidade.” A generosidade (haplotetos, simplicidade, sinceridade) aqui se refere não à dimensão da sua contribuição, mas à atitude de preocupação que motivou a participação deles (cf. 9.11,13; Rm 12.8). Foi o espírito de generosidade genuíno da parte deles, como indicam os versículos 3-5. Aqui havia uma evidência inquestionável da autenticidade da graça e da semelhança deles com Cristo (versículo 9; cf. Mc 12.41-44).
A generosidade dos cristãos da Macedônia estava evidenciada de três maneiras (3-5). Estes versículos são uma única sentença no texto original: Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente, pedindo-nos com muitos rogos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor e depois a nós, pela vontade de Deus. O verbo deram (5) comanda toda a sentença. Primeiramente, eles deram acima do seu poder — acima dos limites da precaução normal para as suas próprias necessidades da vida, e eles o fizeram voluntariamente. Embora o apóstolo tivesse lhes pedido a doação, ele não os tinha pressionado.
Em segundo lugar, eles mesmos pediram ansiosamente a Paulo a graça da comunicação (participação, koinonian) do serviço para com os santos (cf. 1.1). O uso que Paulo faz de koinonia significando a coleta é significativo (cf. 9.13; Rm 12.13; 15.26-27; Gl 6.6; Fp 4.15). Relacionada ao uso desta expressão está a participação comum na vida ressurrecta de Cristo, que constitui a comunidade cristã (cf. 13.14; At 2.42; 1 Co 1.9; 10.16; Fp 1.5; 3.10; Fm 6; 1 Jo 1.37).
Aplicado à oferta, o termo indicava não apenas uma participação comum na oferta, mas também um relacionamento mais profundo “em Cristo”, do qual a participação na oferta é uma expressão essencial. Acrescentado a esta pequena seqüência de palavras espiritualmente significativas (charis, koinonia) com as quais Paulo descreve a coleta, aparece o serviço (tes diakonias; cf. At 6.1-
5; 11.29; 12.25). Esta era a designação favorita de Paulo para o seu próprio ministério (3.6; 4.1; 5.18; 6.3-4; 11.8, 23; cf. Mc 10.43-45). Como serviço (diakonia) ele considerava a coleta “um ato essencial de comunhão cristã realizado a serviço do Senhor” (cf. 9.1, 12).”
A terceira evidência da generosidade da Macedônia foi que, mais do que Paulo tinha esperado ou antecipado, eles a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor e depois a nós. A reação espontânea deles à coleta era um resultado direto do seu comprometimento com Cristo. Isto de acordo com a vontade de Deus, que se tornou conhecida através da graça de Deus em Cristo (versículo 1; cf. versículo 9), e assim deve ser. O amor de uns para com os outros como membros do corpo de Cristo não tinha sido um dos dons mais cultivados entre os coríntios (1 Co 8.1; 13.1). Paulo estava orgulhoso porque eles abundavam em tudo, de modo que certamente também iriam abundar nessa graça. 

VIII - O Desafio da Generosidade de Cristo (8.8-15)

O desafio para que os coríntios completem a oferta continua. A maneira como Paulo procura motivá-los é completamente cristã. Hughes fala sobre a “diplomacia afetuosa” de Paulo. Embora ele tivesse o direito, em virtude da sua autoridade como apóstolo (1.1), Paulo não impõe a oferta como quem manda (8). Isto estaria em contradição com a sua natureza de um presente de amor. Em lugar disso, ele usa a diligência (lit., fervor; cf. versículo 7; 7.11-13) dos cristãos da Macedônia para provar (colocar à prova) a sinceridade da caridade dos coríntios. O amor “genuíno” (RSV) é o amor em ação.
Embora Ele existisse em forma de Deus, Ele não teve por
usurpação ser igual a Deus, Mas aniquilou-se a si mesmo,
tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente
obediente até à morte e morte de cruz.
O nosso Senhor desceu das alturas das riquezas para a profundidade da pobreza. E esta não era apenas uma demonstração geral da essência da graça divina, mas um exemplo pessoal aos coríntios de que Jesus se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis (cf. 1 Co 1.5). Tal graça, similar ao âmago do próprio ministério de Paulo (6.10), deveria certamente ser adequada para motivar os coríntios. Somente o amor de Cristo poderia verdadeiramente tornar genuíno o amor do homem em um projeto assim. Paulo não conhecia nenhuma diferença entre dogma e ética; para ele, as doutrinas mais difíceis entre todas, a Encarnação e a expiação, pertenciam ao âmago da ética prática de todo cristão.
O centro da nossa fé deve ser aplicado ao seu raio de ação, caso contrário seremos servos infiéis.Toda a riqueza é como o maná do Senhor, destinada não à falta de moderação ou ao luxo, mas sim ao alívio das necessidades dos irmãos. A riqueza aproveitada às expensas dos que têm necessidades em breve se estraga como o maná acumulado, e leva às diferenças que são contrárias à natureza da comunidade cristã. Provavelmente não existe lugar para a vaidade na comunhão da igreja; e certamente não há lugar para a fome e a nudez que possam ser aliviadas (cf. Pv 3.27-28; Mt 25.31-46; At 4.34). Hanson se refere aqui ao “amor auto-ajustável de Cristo nos seus membros que satisfaz a necessidade de cada um sem insuficiência nem embaraços”. “O critério da generosidade cristã” que Paulo aplica nestes versículos inclui:
1) a magnitude da graça de Cristo, 1-9;
2) a extensão da bênção material, 10-12; e
3) a dimensão das necessidades do corpo de Cristo, 13-15. 

IX - As Bênçãos da Generosidade (9.6-15)

O tema abordado na última sentença do versículo 5 agora é expandido para mostrar como a generosidade, quando realizada com o espírito apropriado, pode ser uma fonte de bênçãos a todos aqueles que estão envolvidos — aos outros, a Deus, e a nós mesmos. Em primeiro lugar, o apóstolo explica que o cristão generoso é “alguém que semeia”. Não há medo de destituição na generosidade, pois “dar é semear” e semear significa esperar uma colheita. O mundo enriquece tirando dos outros; o cristão enriquece dando aos outros.
Em uma das suas expressões contrastantes (cf. 2.16; 4.3; 6.8; 1O;11-12; 13.3), Paulo sugere que existem duas maneiras de semear pouco e em abundância (6) com as colheitas correspondentes. “Alguns há que espalham, e ainda se lhes acrescenta mais; e outros, que retêm mais do que é justo, mas para a sua perda. A alma generosa engordará, e o que regar também será regado” (Pv 11.24-25; cf. 19.17; Gl 6.7-10). Aquele que semeia com abundância (ep eulogias) semeia “no princípio das bênçãos”, e com base nisto ele colhe. A idéia das bênçãos é o princípio da mordomia cristã (cf. Lc 6.38).
Há outro princípio coerente com este. Cada homem (7) só deve dar aquilo que tenha proposto anteriormente no seu coração (8.3; cf. At 4.32). O ato de dar não deve ser realizado com tristeza (lit.) ou por necessidade (compulsão).
O ato de dar que é motivado basicamente pela compulsão externa é realizado com dor e tristeza, e não pode estar de pleno acordo com a mente de Cristo (cf. 1 Co 2.16; Fp 2.5). Deus ama ao dá com alegria (Pv 22.8). O texto grego enfatiza alegria (hilaron) e em Deus. E da palavra hilaron que obtivemos a nossa palavra “hilariante”. Este versículo implica que o pagamento do dízimo meramente como uma obrigação legalista não é uma atitude cristã. O ato de dar, por parte de cada cristão, deve ser motivado adequadamente ele deriva da graça (8.1; 9.8) e almeja abençoar.
Deus é poderoso (8) para fornecer tanto a motivação quanto os meios para as doações generosas. A palavra-chave é graça, o conceito que fundamenta todo o tratamento que Paulo dá à coleta. E a graça que Deus é poderoso para tornar abundante. Assim o cristão, em tudo, com toda suficiência... pode superabundar em toda boa obra.5° A palavra suficiência ou “auto-suficiência” é a capacidade de ser independente de circunstâncias externas, no sentido de que se possa encarar o que se tem como sendo suficiente para suprir as próprias necessidades. O homem que tem a graça de se satisfazer com menos, tem mais para oferecer aos outros. Deus, através de seus dons de graça, pode prover tudo o que o homem necessita espiritual e materialmente de forma que este seja uma bênção para os outros. A graça de Deus é uma graça que doa, e que é capaz de engordar a alma mais magra e mesquinha.
Paulo ilustra aquilo que está dizendo a partir de, onde o homem que serve ao Senhor espalha a sua riqueza como o fazendeiro espalha as suas sementes, dando aos pobres, a sua justiça permanece para sempre (9; cf. 1, 3). O homem que expressa a sua justiça em atos e dons de bondade nunca terá falta dos meios para fazê-lo. Justiça aqui significaria, então, “dar esmolas, caridade” (cf. Mt 6.1-4). Se a justiça é basicamente uma qualidade da vida, ela resistirá à prova do julgamento. As duas idéias estão provavelmente presentes aqui, como em Mateus.
Assim, para resumir tudo, os coríntios irão enriquecer para toda a beneficência (11; haplot eta, generosidade; cf. 8.2). A “colheita da justiça” é um espírito sincero de generosidade, de onde nasce a doação altruísta para as necessidades dos outros. Este tipo de generosidade na forma concreta da coleta angariada e entregue por meio de Paulo e seus colaboradores aos santos de Jerusalém — irá produzir ações de graças a Deus.
A oferta tem um resultado duplo. Ela não só supre (plenamente) as necessidades (cf. 8.14) dos santos (12), mas também redunda em muitas graças, que se dão a Deus. De maneira interessante, Paulo chama isto de administração (diakonia; cf. 8.4; 9.1,13) desse serviço (leitourgias; cf. Rm 15.27; Fp 2.17). Ele está utilizando a linguagem do sacrifício (cf. Lc 1.23; Hb 8.6), como faz freqüentemente para as obras cristãs (Rm 12.1; 15.16). Aquilo que se faz em nome de Cristo tem parte no caráter do seu serviço sacrificial.
Paulo conclui o tema da coleta com uma explosão de gratidão. Graças (charis) a Deus, pois, pelo seu dom inefável (15). O dom (dorea) éo presente indescritível e soberano de si mesmo em seu Filho. Aqui está a fonte de toda a graça e todo o amor que irão fluir pelas igrejas como resultado da oferta (cf. Rm 8.32). O apelo do apóstolo provou-se eficaz, pois alguns meses mais tarde ele escreveu de Corinto aos romanos: “Pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém” (15.26).
Paulo nos dá (6.15) três “motivos válidos para uma atitude generosa e uma doação com alegria”:
1) doar com um espírito apropriado é uma semeadura que garante uma colheita, 6-7;
2) Deus é poderoso e deseja assegurar tudo o que um homem necessita interior e exteriormente para compartilhar generosa e amorosamente com outros, 8-10;
3) aquilo que é doado faz mais do que simplesmente satisfazer necessidades materiais; tem implicações espirituais emocionantes e bênçãos para todos os lados, 11-15.
Se alguém juntar todos os termos significativos que Paulo aplica à coleta nos capítulos 8 e 9, poderá concluir que a doação cristã é:
1) uma expressão da graça (charis, 8.1,4, 6-7,9; 9.8,14);
2) motivada livre e sinceramente (haplotetos, 8.2; 9.11,13);
3) a implementação da comunhão cristã (koinonia, 8.4; 9.13-15; Rm 15.26-27); 4) uma parte indispensável de um ministério cristão (diakonia, 8.4,19-20; 9.1,12-13);
5) um dom generoso (hadrotes, 8.20);
6) um meio de bênçãos espirituais (eulogia, 9.5-6); e
7) um ministério sagrado (leitourgia, 9.12).
X - NOSSA GENEROSIDADE SERÁ MEDIDA
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. Lucas 6.38 (arc).
Em conformidade com o princípio do amor, devemos dar aos necessitados (ver 2 co. 8.2 nota). O próprio Deus medirá a generosidade do crente e o recompensará. A medida da benção e da recompensa a recebermos será proporcional ao nosso interesse pelos outros e à ajuda que lhes damos (ver 2 Co. 9.6). (bep).
X.1. - SER GENEROSO TRAZ FELICIDADE
Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber. Atos 20. 35 (arc).
Essa é a visão de Paulo a respeito do dinheiro e do ministério. O dinheiro não era sua motivação (v.33). Ele sustentava o seu ministério fazendo tendas (ver 18.3), causando, desse modo, um fardo financeiro pequeno nas igrejas em que ministrava (v.34) Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber refere-se tanto ao nosso tempo quanto ao nosso dinheiro, pois trabalhando assim, auxiliamos os enfermos, os primeiros receptores de nossa doação, os menos afortunados. (bep)
X.2. - O COMPORTAMENTO DA IGREJA PRIMITIVA
Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade. Atos 2.45(arc)
Não há aqui qualquer afetação intelectual! Não há qualquer superioridade social, intolerância racial ou privilégios temperamentais aqui! Estavam todos juntos, ligados em comunhão pelas mesmas idéias (a doutrina dos apóstolos), pelas mesmas práticas (o partir do pão), pelos mesmos hábitos religiosos (as orações) e pelos mesmos direitos e responsabilidades de fundo econômico (o fato de que vendiam suas possessões e bens e distribuíam o produto entre todos, segundo a necessidade de cada um). (nti).
X.3. - FUJAMOS DA MALDIÇÃO
O que dá ao pobre não terá necessidade, mas o que esconde os olhos terá muitas maldições. Provérbios 28.27(arc)
O que dá ao pobre não terá falta. A mensagem da primeira linha deste versículo é a mesma que as duas linhas de Prov. 19.17. É bom negócio ser bondosos com os pobres. Ao homem generoso nada faltará, e o Senhor será o seu benfeitor.
Aquele que usa de misericórdia com os pobres empresta ao Senhor, e o Senhor cuidará para que o homem prospere. (ati).
X.4. - FIQUEMOS NA BENÇÃO
Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. - O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá. Provérbios 11.24 e 25 (nvi)
Deus promete a quem dá com generosidade, receber de volta mais do que aquilo que deu. Ele abençoa os bondosos e generosos que dão dos seus recursos, ou dão de si mesmos. O NT ensina que somos mordomos dos dons de Deus e que devemos usá-los em prol da sua causa e visando o bem dos necessitados (Mt. 25. 26,27; ver 2 Co. 8.2 nota; 9.8 nota). (bep).
X.5. - CONTRIBUIR É UM PRIVILÉGIO
Todavia, assim como vocês se destacam em tudo: na fé, na palavra, no conhecimento, na dedicação completa e no amor que vocês tem por nós, destaquem-se também neste privilégio de contribuir. II Coríntios 8.7 (nvi)
É como se o apóstolo tivesse escrito: "Visto que transbordais em vossas expressões, em todas as outras coisas, cuidai para que também ‘abundeis’ na questão deste ‘serviço gracioso’ (graça) de contribuirdes para as necessidades alheias".
Os crentes coríntios não deveriam permitir que a parcimônia caracterizasse esse aspecto de sua vida cristã, visto que a "abundância" na bondade caracterizava-os em todos os demais aspectos. (nti).
X.6. - QUANTO COLHEREMOS?
Lembrem-se: Aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente. II Coríntios 9.6 (nvi).
O cristão pode contribuir generosamente, ou com avareza. Deus o recompensará de acordo com o que ele lhe dá (Mt. 7. 1,2). Para Paulo, a contribuição não é uma perda, mas uma forma de economizar; ela trará benefícios substanciais para quem contribui (ver 8.2 nota; 9. 11 nota). Paulo não fala primeiramente da quantidade ofertada, mas da qualidade dos desejos e dos motivos do nosso coração ao ofertarmos. (bep).
X.7. - QUEREMOS SER AMADOS POR DEUS?
Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria. II Coríntios 9.7 (nvi).
A idéia que Deus "...ama..." tal pessoa, neste caso, expressa o seu deleite, o seu senso de ser "fortemente agradado" com o indivíduo que dá como Deus quer, isto é, livremente, com singeleza, sem motivos duvidosos. É extremamente duvidoso que, sem alguma espécie de operação na alma, um homem pode ser essa espécie de doador. (nti).
X.8. - O GENEROSO HERDARÁ O REINO
E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. - "Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: 'Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. - Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; - Necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram". Mateus 25. 33 a 36 - Ler vv.31 a 46 (nvi)
Importantíssima em seu alcance é a lição deste texto; e também um tanto perturbadora para uma igreja que tem de tal maneira enfatizado a justificação pela fé que tem perdido de vista o fato de que aquilo que praticamos também se reveste de vasta importância. A ausência de tais obras é prova da ausência de fé. A presença e o desenvolvimento dessas obras, que operam através do princípio do amor, neste texto é considerada como prova de que a pessoa pertence ao grupo das "ovelhas", que ela é um filho autêntico do reino, e que aquele grande e bendito reino será a sua herança.
XI - O CUIDADO DOS POBRES E NECESSITADOS
Am. 5.12-14 “Porque sei que são muitas as vossas transgressões e enormes os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate e rejeitais os necessitados na porta. Portanto, o que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo será mau. Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e assim o Senhor o Deus dos Exércitos, estará convosco, como dizeis.” Neste mundo, onde há tanto ricos quanto pobres, freqüentemente os que têm abastança material tiram proveito dos que nada têm, explorando-os para que os seus lucros aumentem continuamente (ver SI 10.2,9,10; = Is 3.14,15; = Jr 2.34; Am 2.6,7; = 5.12,13; = Tg 2.6). A Bíblia tem muito a dizer a respeito de como os crentes devem tratar os pobres e necessitados.
XII - O ZELO DE DEUS PELOS POBRES E NECESSITADOS.
Deus tem expressado de várias maneiras seu grande zelo pelos pobres, necessitados e oprimidos.
(1) O Senhor Deus é o seu defensor.
Ele mesmo revela ser deles o refúgio (SI 14.6; = Is 25.4),
O socorro (SI 40.17; = 70.5; = Is 41.14),
O libertador (1 Sm 2.8; = SI 12.5; = 34.6; = 113.7; = 35.10; cf. Lc 1.52,53)
E provedor (cf. SI 10.14; = 68.10; = 132.15).
(2) Ao revelar a sua Lei aos israelitas, mostrou-lhes também várias maneiras de se eliminar a pobreza do meio do povo (ver Dt 15.7-11 nota). Declarou- lhes, em seguida, o seu alvo global: “Somente para que entre ti não haja pobre; pois o SENHOR abundantemente te abençoará na terra que o SENHOR, teu Deus, te dará por herança, para a possuíres” (Dt 15.4). Por isso Deus, na sua Lei, proíbe a cobrança de juros nos empréstimos aos pobres (Ex 22.25; Lv 25.35,36). Se o pobre entregasse algo como “penhor”, ou garantia pelo empréstimo, o credor era obrigado a devolver-lhe o penhor (uma capa ou algo assim) antes do pôr-do-sol. Se o pobre era contratado a prestar serviços ao rico, este era obrigado a pagar-lhe diariamente, para que ele pudesse comprar alimentos a si mesmo e à sua família (Dt 24.14,15).
Durante a estação da colheita, os grãos que caíssem deviam ser deixados no chão para que os pobres os recolhessem (Lv 19.10; Dt 24.19-21); e mais: os cantos das searas de trigo, especificamente, deviam ser deixados aos pobres (Lv 19.9). Notável era o mandamento divino de se cancelar, a cada sete anos, todas as dívidas dos pobres (Dt 15,1-6). Além disso, o homem de posses não podia recusar-se a emprestar algo ao necessitado, simplesmente por estar próximo o sétimo ano (Dt 15.7-1 1). Deus, além de prover o ano para o cancelamento das dívidas, proveu ainda o ano para a devolução de propriedades o Ano do Jubileu, que ocorria a cada cinqüenta anos.
Todas as terras que tivessem mudado de dono desde o Ano do Jubileu anterior teriam de ser devolvidas à família originária (ver Lv 25.8-55). E, mais importante de tudo: a justiça haveria de ser imparcial. Nem os ricos nem os pobres poderiam receber qualquer favoritismo (Ex 23.2,3,6; Dt 1.17; cf. Pv 3 1.9). Desta maneira, Deus impedia que os pobres fossem explorados pelos ricos, e garantia um tratamento justo aos necessitados (ver Dt 24.14).
(3) Infelizmente, os israelitas nem sempre observavam tais leis. Muitos ricos tiravam vantagens dos pobres, aumentando-lhes a desgraça. Em conseqüência de tais ações, o Senhor proferiu, através dos profetas, palavras severas de juízo contra os ricos (ver Is 1 .21-25; = Jr 17.11; = Am 4.1-3; = 5.11-13; = Mq 2.1-5; = Hc 2.6-8; = Zc 7.8-14).
XIII - A RESPONSABILIDADE DO CRENTE NEOTESTAMENTÁRIO DIANTE DOS POBRES E NECESSITADOS.
No NT, Deus também ordena a seu povo que evidencie profunda solicitude pelos pobres e necessitados, especialmente pelos domésticos na fé.
(1) Boa parte do ministério de Jesus foi dedicado aos pobres e desprivilegiados na sociedade judaica. Dos oprimidos, necessitados, samaritanos, leprosos e viúvas, ninguém mais se importava a não ser Jesus (cf. Lc 4.18,19; = 21.1-4; = Lc 17.11-19; = Jo4.1-42; = Mt 8.2-4; = Lc l7.11 19; = Lc 7.11-15; = 20.45-47). Ele condenava duramente os que se apegavam às possessões terrenas, e desconsideravam os pobres (Mc 10.17-25; = Lc 6.24,25; = 12.16-20; = 16.13-l5,19, 3I).
(2) Jesus espera que seu povo contribua generosamente com os necessitados (ver Mt 6.1-4). Ele próprio praticava o que ensinava, pois levava uma bolsa da qual tirava dinheiro para dar aos pobres (ver J0 12.5,6; 13.29). Em mais de uma ocasião, ensinou aos que o queriam seguir a se importarem com os marginalizados econômica e socialmente (Mt 19.21; = Lc 12.33; = 14.12- 14,16-24; = 18.22). As contribuições não eram consideradas opcionais. Uma das exigências de Cristo para se entrar no seu reino eterno é mostrar-se generoso para com os irmãos e irmãs que passam fome e sede, e acham-se nus (Mt 25.31-46).
(3) O apóstolo Paulo e a igreja primitiva demonstravam igualmente profunda solicitude pelos necessitados. Bem cedo, Paulo e Barnabé, representando a igreja em Antioquia da Síria, levaram a Jerusalém uma oferta aos irmãos carentes da Judéia (At 11.28-30). Quando o concílio reuniu-se em Jerusalém, os anciãos recusaram-se a declarar a circuncisão como necessária à salvação, mas sugeriram a Paulo e aos seus companheiros “que nos lembrássemos dos pobres, o que também procurei fazer com diligência” (Gl 2.10). Um dos alvos de sua terceira viagem missionária foi coletar dinheiro “para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém” (Rm 15.26). Ensinava as igrejas na Galácia e em Corinto a contribuir para esta causa (1 Co 16.1-4).
Como a igreja em Corinto não contribuísse conforme se esperava, o apóstolo exortou demoradamente aos seus membros a respeito da ajuda aos pobres e necessitados (2 Co 8;9). Elogiou as igrejas na Macedônia por lhe terem rogado urgentemente que lhes deixasse participar da coleta (2 Co 8.1-4; 9.2). Paulo tinha em grande estima o ato de contribuir. Na epístola aos Romanos, ele arrola, como dom do Espírito Santo, a capacidade de se contribuir com generosidade às necessidades da obra de Deus e de seu povo (ver Rm 12.8 nota; ver 1 Tm 6.17-19).
(4) Nossa prioridade máxima, no cuidado aos pobres e necessitados, são os irmãos em Cristo. Jesus equiparou as dádivas repassadas aos irmãos na fé como se fossem a Ele próprio (Mt 25.40,45). A igreja primitiva estabeleceu uma comunidade que se importava com o próximo, que repartia suas posses a fim de suprir as necessidades uns dos outros (At 2.44,45; 4.34-37). Quando o crescimento da igreja tornou impossível aos apóstolos cuidar dos necessitados, de modo justo e equânime, procedeu-se a escolha de sete homens, cheios do Espírito Santo, para executar a tarefa (At 6.1-6). Paulo declara explicitamente qual deve ser o princípio da comunidade cristã: “Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gl 6.10).
Deus quer que os que têm em abundância compartilhem com os que nada têm para que haja igualdade entre o seu povo (2 Co 8.14,15; cf. Ef 4.28; = Tt 3.14). Resumindo, a Bíblia não nos oferece outra alternativa senão tomarmos consciência das necessidades materiais dos que se acham ao nosso redor, especialmente de nossos irmãos em Cristo.
CONCLUSÃO
A igreja deve ser caracterizada por um ministério de serviço. Cada membro deve agir como um servo da Palavra de Deus, compartilhando sua mensagem ousada e corajosamente. Não é uma tarefa fácil, pois a Palavra de Deus enfrenta violenta oposição, mas a igreja do Senhor não pode se acovardar diante dessa sua árdua, porém nobre missão (Mc 16.15). Em João 9.4, Jesus ressaltou:
“Convém que eu faça as obras daquele que me chamou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”.
Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Lições Bíblicas Betel 2004
Bíblia de Estudo Pentecostal
Comentário Bíblico Beacon
www.idbpa.net

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MacArthur Jr *Chaves do Crescimento Espiritual JOHN PAUL JACKSON *Desmascarando O Espírito de Jezabel John Pollock *O Apóstolo John Stott *Batismo e Plenitude do Espírito Santo *Cristianismo Equilibrado *Ouça o espírito, Ouça o Mundo *Contra-Cultura Cristã *Tu Porém *A Cruz de Cristo *Contracultura Cristã *Crer e Também Pensar *Sinais de Uma Igreja Viva JONATHAN EDWARDS *Pecadores Nas Mãos de Um Deus Irado johnson Spencer *O Pai Minuto JORGE LINHARES *Ladrão de Alegria *O Rosário *Satanismo na Igreja *Quem é você Águia ou Galinha * Como Deus te Vê *Campo de Lentilhas JOSAFÁ VALIM DE LIMA *Separando Ficção e Realidade em O Código Da Vinci JOSE ANTONIO CORREA *Caminhos JOSH MACDOWELL *Amar é Sempre Certo Josh McDowell e Norman L.Geisler *Como Conhecer a Deus Josué Gonçalves * A Língua Domando Essa Fera *Introdução ao Aconselhamento de Casais JOYCE MEYER *A Decisão Mais Importante que Você Deve Tomar HARRIS JOSHUA *Eu Disse Adeus ao Namoro KENNETH HAGIN *Voando Como Águias *A Autoridade do Crente *Pensamento Certo ou Errado *Eu creio em Visões *O Nome de Jesus *A Palavra de Deus *Sete Passos Para Receber o Espírito Santo *O Cristão que Intercede *Coletânea Lawrence Olson *O Plano Divino Através dos Séculos leon tolstoi *O Reino de Deus Está em Vós Leonardo Boff *A Águia e a Galinha Leslie D. Weat *As Três Vontades de Deus LUND *Hermenêutica MAGNO PAGANELLI *Conhecedores do Bem e do Mal Madame Guyon *Experimentando as Profundezas de Jesus Cristo Manoel Valentim *Lobo ou Ovelha MARCELO OLIVEIRA DE ALMEIDA *A Unção e o Propósito Profético Marcelo Toledo *Aceitei Jesus e Agora? MÁRCIO VALADÃO *A Embaixada do Inimigo *Vivendo em Santidade *Sexo Benção ou Maldição *Arrependimento Traz Bençãos MARCO ANTÔNIO RIPARI *Fale menos, Faça mais *Muito Carisma, Pouco Caráter *Cadê a Família*Minha Família Meus Discípulos*O Grande Desafio*Obediência*Quem Manda Em Sua Casa*Rir é Coisa Séria*Sabedoria e Caráter*Televisão Babá Eletrònnica MARCO FELICIANO *Chamada de Fogo *O Sonho e o Projeto de Deus*Assassinos de Profetas Marcos de Souza Borges *O Obreiro Aprovado MARTIN LLOYD JONES *Do Temor a Fé *Depressão espiritual MARY K. BAXTER *A Divina Revelação do Inferno *A Divina Revelação do Céu Maurice Lachatre *Os Crimes dos Papas MAX LUCADO *Derrubando Golias *Quando os Anjos Silenciaram *Ele Escolheu Você *A Grande Casa de Deus *Nas Garras da Graça *Aliviando a Bagagem MAXWELL WITHE *Desfazendo os Laços do Diabo MICHELL BARNAUD *Ele Viu os Céus Abertos Michael Walsh *O Mundo Secreto do Opus Dei MICHAEL WILCOCK *A Mensagem de Apocalipse Michael Drosnin *O Código da Bíblia *O Código da Bíblia 2 MICHAEL YOUSSEF*O Estilo de Liderança de Jesus MORRIS VENDEN*Como Tornar Real o Cristianismo *Como Conhecer a Deus *Como Conhecer a Vontade de Deus*Como Jesus Tratava as Pessoas NAASOM SOUSA *Do Deserto ao Oásis*Transformação 1 A Missão *Transformação 2 Reencontros*Transformação 3 Descobrindo a Verdade Nelson Rocha *Cavalos de Fogo NICKY CRUZ *Foge Nicky Foge NORBERTH LIETH *Conheça Jesus Norman Vincent Peale *A Esperança * Seis Atitudes Para Um Vencedor Orlando Boyer *Toda a Família *Heróis da Fé Osmar Balmant * Tirando Forças da Fraqueza PAUL TOURNIER *Culpa e Graça PAUL YONGGI CHO *Soluções Para os Problemas da Vida *Orando com Jesus *A Quarta Dimensão PAULO BUENO *A Síndrome de Pilatos *Ainda que a Figueira não Floresça *Ainda Quando For Velho *Você Está Vivendo ou Sofrendo *As Sete Raposinhas Paulo Romeiro *Supercrentes Peter S. Ruckman *6 Estudos*A Garantia da Salvação Eterna PETER WAGNER *Confrontando a Rainha dos Céus Philip Yancey *Alma Sobrevivente *A Imagem e Semelhança de Deus *Deus Sabe que Sofremos *O Jesus que Nunca Conheci *Decepcionado com Deus *A Dádiva da Dor *Maravilhosa Graça *Feito de Um Modo Especial e Admirável RAIMUNDO DE OLIVEIRA *Seitas e Heresias R. C. Sproul *Eleitos de Deus REBECA BROWN *Ele veio para libertar os cativos *Em Busca da Vontade de Deus *Prepare-se Para a Guerra R. F. Wootton *Muçulmanos que Encontraram a Cristo Rhonda Byrne *O Segredo RICARDO COTTA *Defendendo a Igreja Evangélica Ricardo Meneghelli *O Final dos Tempos RICARDO MIRANDA *Jesus Meu Estandarte RICK JONNES *Por amor aos Católicos Romanos RICK WARREN *Uma Vida Com Propósitos RICHARD J. FOSTER *Celebração da Disciplina RICHARD WURMBRAND *Torturado por Amor a Cristo Rodrigo Romo *A História de Lúcifer RUSSEL SHEDD *O Líder que Deus Usa SAM HINN*Beijando a Face de Deus Schwertley *Catolicismo Romano SAMUEL DOCTORIAN *Os Cinco Anjos do Continente Sergio Scataglini *Fogo Santificador Shekia Cooley *O Porque do Hímen SILAS MALAFAIA *Experiência Com Deus Transforma as Nossas Vidas Stephen Kaung *O Dia das Pequenas Coisas *A Cruz*Eu Edificarei a Minha Igreja*Meditações Sobre o Reino*Pegadas Steve Gallagher *No Altar de Idolatria Sexual S. V. Milton *Símbolos da Nova Era *Conhecendo a CCB T. Austin Sparks *Visão Espiritual *25 Textos Temóteo Ramos de Oliveira *Manual de Cerimônias TIM LAHAYE *Um Homem Chamado Jesus *Como Estudar a Bíblia Sozinho *Temperamento Controlado Pelo Espírito *Deixados para Trás 8 A Marca *Deixados Para Trás *Deixados Para Trás Comando Tribulação *Deixados Para trás Nicolae *Deixados Para Trás A colheita *Deixados Para Trás Apoliom *Deixados Para trás Assassinos *Deixados Para Trás O Possuído *Deixados para Trás 9 T. L. OSBORN *Impacto THOMAS KEMPIS *Imitação de Cristo Tommy Tenney *Os Descobridores do Céu *Os Caçadores de Deus *Os Descobridores de Deus*Fontes Secretas de Poder *Caçando Deus Servindo ao Homem VALTER ALEXANDRE *Escrevendo e Lendo Hebraico VILMA LAUDELINO DE SOUZA *Escalando o Abismo WALTER MARTIN *Como Entender a Nova Era *O Império das Seitas Vol.2 WATCHMAN NEE *A Cruz *O Mensageiro da Cruz *Esmurrando o Corpo *O Poder da Pressão *O Plano de Deus e os vencedores *E a Pedro *Testemunho Cristão *Vida Cristã Equilibrada *O Homem Espiritual *Cristo A Soma de Todas as Coisas *Testemunho Cristão Normal *O Evangelho de Deus*O Poder Latente da Alma W. D. DENNETT *Ganhe os Muçulmanos Para Cristo WILBUR PICKERING*Qual o Texto Original do Novo Testamento ZAQUEL MEDEIROS *A Um Passo do Inferno Revistas *Revista Atos - O Líder de Igreja Eficaz OUTROS *A Bíblia Responde - Edições CPAD *Alcorão *Batalha Espiritual *Bíblia Sagrada *O Livro Negro do Cristianismo *O Leitor de Corações *Adoração *Línguas Estranhas Entre os Crentes *O Dízimo nos Dias Atuais*O Significado dos Nomes Bíblicos*A Veracidade da Bíblia*Documentos Históricos do Protestantismo*Artigos Sobre Catolicismo *Como Obter a Cura *Casamento União Divina*Símbolos Bíblicos*O Poder da Oração*As Mais Belas Frases do Mundo*Curso de Administração Bíblica *o Mártir das Catatumbas