O Noivado

Denominamos "noivado" o compromisso formal e público através do qual um homem e uma mulher empenham um ao outro sua vida e amor, de forma mútua, responsável e voluntária, num voto e promessa de fidelidade com vistas ao preparo e planejamento do casamento. A palavra "promessa" é chave neste conceito. Noivos são aqueles que estão prometidos, que fizeram promessa solene de casamento.

Hoje em dia muitas pessoas se casam sem passar pelo noivado, pode ser porque já moram juntas há algum tempo ou mesmo por uma opção do casal de ir direto do namoro ao casamento. É bom lembrar que esse é um período muito importante, durante o qual os noivos poderão conhecer melhor os hábitos e o temperamento um do outro, compartilhar os sonhos, planejar o futuro, ale de ser uma fase de preparação para um compromisso maior que é o casamento.

Não existe um tempo ideal de ficar noivo Nenhum casal deve noivar até que os dois estejam seguros de que seu propósito é permanente. O noivado não deve se constituir em instituição leviana, mas séria e responsável. Qualquer pessoa que tome um juramento autorizado pela palavra de Deus deve considerar devidamente as implicações de um ato tão solene, para que nada afirme senão aquilo que ela sabe que é verdade, porque juramentos temerários, falsos ou em vão, constituem uma provocação ao Senhor, e por causa deles a terra se lamenta. (Lv 19.12; Jr 23.10).

A seriedade do noivado nos tempos bíblicos, embora nos padrões culturais dos judeus, vê-se exemplificada na seleção da noiva, confirmada por formalidades e juramentos (Gn 34.12; Ex 22.16; 1 Sm 18.25); no fato de que o noivado era virtualmente uma forma de casamento – a noiva podia ser chamada "mulher" porque, segundo as leis judaicas do casamento, a noiva já era considerada esposa, faltando ao casal apenas as núpcias (Dt 20.7; 22.23; MT 1.18-20, 24-25); o ato de infidelidade (fornicação) dava o direito de romper o compromisso.

Antes de noivar, o casal deveria buscar a orientação e aprovação de Deus recorrendo-se das direções bíblicas para o casamento, e, tanto quanto possível, da boa literatura cristã a respeito, e do aconselhamento com servos de Deus habilitados para tanto.

O noivado deve pressupor e expressar amor prático e evidente entre o casal. E acerca desta qualidade de amor, uma palavra pode ser dita. Não deve o amor ser confundido com um engano de sentimentos, ou mera paixão romântica, ou influência de atração puramente sexual (1 Co 13); no relacionamento entre o casal, é, acima de tudo, uma disposição e uma atitude. A mera paixão, o desejável romance ou a atração sexual podem cumprir papel de aproximar o casal, mas não se constituem em alicerce sólido para estabelecer um casamento. O amor pode ser expresso como um ato de dar. Para amar devemos dar de nós mesmos, de nosso tempo, de nossa essência, pois dar é o fundamento do conceito bíblico de amor. (Jo 3.16; Gl 2.20).

Portanto, antes de um casal decidir noivar, cada um tem a oportunidade de observar se esta determinação de entrega, de renúncia e de dedicação ao outro já está presente, ou se, ao contrário, as motivações para o casamento são egoístas e autocêntricas, em que cada um apenas "busca os seus próprios interesses". Será o espírito amadurecido de entrega e dedicação que propiciará o ambiente necessário ao futuro lar. Um ambiente que gera um clima em que a comunicação pode crescer e se desenvolver.

O CRENTE E AS BENÇÃOS DA SALVAÇÃO
Texto Áureo: Fp. 2.12 - Leitura Bíblica em Classe: I Jo. 3.6-11


Objetivo: Mostrar que o crente não mais se encontra sobre o poder do pecado, por isso, pode viver em santificação.

INTRODUÇÃO
Conforme estudamos em lições anteriores, o pecado é uma realidade. Ainda que tentem negá-la, ela é evidente não apenas na Bíblia, bastar atentar para a vida cotidiana, ler os jornais para constatá-lo. Tão evidente é o pecado que G. H. Chesterton, famoso escritor cristão britânico, argumentava que entre as várias doutrinas cristãs, a do pecado é a mais fácil de ser comprovada. Ciente da relevância desse assunto, estudaremos, na aula de hoje, a origem do pecado. Em seguida, veremos que o pecado ainda pode atingir o cristão, mesmo que esse não mais viva sob a prática do pecado. Pelo Espírito e pela Palavra, é chamado a uma vida de santificação, e essa, certamente, é uma das bênçãos da salvação.

1. O PECADO E SUA ORIGEM

Para João, "todo aquele que pratica o pecado, também transgride a lei; porque o pecado é a transgressão da lei" - anomia no grego (I Jô. 3.4). Com essa verdade, o Apóstolo indica que o pecado, por sua própria natureza, é ilegalidade. Não podemos esquecer que os adeptos do espírito do Anticristo defendiam uma prática de vida imoral. Iam além, argumentando que poderiam cumprir os desejos da carne, pois não estariam transgredindo qualquer lei. Esses são os seguidores do antinomismo, os que se opõem a todo tipo regra. Buscam subterfúgios na Psicologia Moderna para justificarem suas práticas pecaminosas. Esse espírito já atuava nos tempos de João, que se opôs a tal movimento, explicitando que o pecado não é apenas um "errar o alvo" (hamartia) ou injustiça (adikia), antes a transgressão da lei do Senhor que é santa. Portanto, todo aquele que pecado não pode se eximir da culpa. A origem do pecado remete ao Diabo, pois este vive pecando desde o princípio (Jo. 8.44), desde sua rebelião contra Deus (Is. 14.14,15). Por outro lado, se a obra do Diabo é roubar, matar e destruir (Jo. 10.10), Cristo veio ao mundo para destruir suas obras (I Jo. 3.8).

2. O CRENTE E O PECADO

Em relação ao pecado do crente, João destaca que esse "não vive na prática do pecado". Algumas traduções dizem "não peca", mas a versão anterior é mais apropriada, principalmente quando atentamos para o verbo grego que se encontra no presente. Além disso, essa afirmação não se coadunaria com a declaração joanina (I Jo. 1.8-10) que o crente pode pecar, ainda que não deva (I Jo. 2.1). O motivo para que o crente não viva em pecado é que "permanece nele a divina semente e porque é nascido de Deus". É a semente de Deus no interior do crente que faz com que ele ou ela não mais continue vivendo em pecado (II Co. 5.17; II Pe. 1.4). Essa mensagem de João é contrária a que era defendida pelos adeptos do gnosticismo. Tal doutrina tem se instaurado no seio de determinadas igrejas evangélicas atuais. Há quem defenda que Deus perdoa a todos, portanto, o pecado não é problema. Muitos "evangélicos" hoje em dia defendem uma vida desregrada entre os cristãos, assumindo que a graça de Deus cobre todos os pecados. Aqueles que têm a semente – a Palavra de Deus – não se deixam corromper, o pecado não mais os atrai, pois foram gerados de Deus e investem na santificação (I Pe. 1.23)

3. O CRENTE E A SANTIFICAÇÃO

João, ao longo de toda sua Carta, conclama os crentes à santificação. Isso porque a fé cristã não se coaduna com a prática do pecado. Por isso é preciso escolher entre uma vida santa e uma vida pecaminosa. Cientes que aqueles que vivem no pecado não podem dizer que são filhos de Deus, antes são filhos do Diabo (I Jô. 3.7). Não podemos esquecer que o Diabo é o Pai da Mentira e Jesus, com muita ousadia, revelou que aqueles que são escravos do pecado são filhos do Diabo (Jo. 8.44). Não existe, por assim dizer, um meio termo, ou se é filho de Deus – nascido de cima, pela Palavra – ou se é filho do Diabo – quando se vive na constante prática do pecado. Devemos observar também que a manifestação da filiação divina se dá através da prática do amor (I Jo. 3.10). Aquele que diz ser filho de Deus só manifesta ódio, discórdia e desavença pelos irmãos ainda está nas obras da carne (Gl. 519-21). Uma vida de santificação é resultado de uma caminhada no Espírito (Rm. 8) que produz em nós o Seu fruto (Gl. 5.22). Essa é uma transformação que ocorre paulatinamente, resultante de um processo de vivência controlado pela experiência com Deus (Gl. 5.16). Esse é o caminho sobremodo excelente do qual Paulo falou aos crentes de Corinto (I Co. 13).


CONCLUSÃO

Como resultado da Queda (Gn. 3), o ser humano tornou-se pecador. Todo, portanto, pecaram (Rm. 3.23) e o salário do pecado é a morte, mas a dom da vida eterna se manifestou gratuitamente em Cristo Jesus (Rm. 6.23). Por que Ele nos deu a vida, nos tornou filhos de Deus (Jo. 1.12), agora, recebemos o Espírito de Adoção (Gl. Rm. 8.15; Gl. 4.5), por meio do qual clamamos Aba, Pai. Como filhos amados de Deus, somos chamados a viver nas boas obras que Ele designou para que andássemos nelas (Ef. 2.10). Somos salvos pela fé, não pelas obras da lei, mas, pela fé, obedecemos a Palavra de Deus, vivemos em santificação (R. 6.19,22; II Co. 7.1; I Ts. 4.3-7; Hb. 12.14).


BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.STOTT, J. R. W. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

LIÇÃO 07/ A CHEGADA DO ANTICRISTO/ SUBSÍDIOS

 

 

A CHEGADA DO ANTICRISTO
Texto Áureo: I Jo. 4.3 - Leitura Bíblica em Classe: I Jo. 2.18-26 II Jo. 1.7


Objetivo: Mostrar que através do conhecimento bíblico é possível discernir os espíritos a fim de saber se eles de fato são de Deus ou do Anticristo.


INTRODUÇÃO


Nos últimos dias o Anticristo será levantado para atuar sobre a terra. Em suas epístolas João fala a respeito do espírito do anticristo que já impera. No início da aula trataremos sobre a revelação geral na escatologia bíblico sobre a figura do anticristo. Em seguida, analisaremos o ensinamento a respeito do anticristo nas epístolas de João. Ao final, mostraremos a relevância do discernimento escriturístico das manifestações espirituais anticristãs.

1. ANTICRISTO, UMA REVELAÇÃO ESCATOLÓGICA


Existem várias passagens bíblicas que nos oferecem um vislumbre da atuação escatológica do anticristo (Dn. 7.24,25; II Ts. 2.3-6; I Jô. 2.18; Ap. 13.1-8). A partir de Dn. 11.36, inferimos que o Anticristo será um homem, guiado por Satanás, que se passará por Deus. Será uma personagem com habilidade para inflamar as massas (Ap. 13.5) e exercer influências sobre as nações. Ele é chamado nos textos bíblicos de Homem da Iniqüidade ou do Pecado (II Ts. 2.3), Chifre Pequeno (Dn. 7.8), Príncipe que há de vir (Dn. 9.27) ou o Assírio (Mq. 5.5). Segundo Paulo, em I Ts. 5.3, o Anticristo providenciará um tempo de prosperidade e paz aparente na terra. João, em Ap. 13.1,17,18 diz que seu número será 666 e que ninguém comprará ou venderá a menos que seja detentor desse número. No período da Tribulação o Anticristo será recebido como dominador dos povos (Jô. 5.43). Ele fará um pacto com Israel que será posteriormente rompido (Dn. 9.27; Mt. 24.15; II Ts. 2.4; Ap. 11.2; 13.1-8). O poder do Anticristo será por fim vencido quando Cristo vier em glória (Dn. 2.34; Mt. 24.30), como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.11-16). Nessa ocasião, o Anticristo e o Falso Profeta serão lançados no Lago de Fogo e Enxofre (II Ts. 2.8; Ap. 19.20).


2. O ESPÍRITO DO ANTICRISTO NAS EPÍSTOLAS DE JOÃO
A palavra específica – anticristo – ocorre na Bíblia somente nas epístolas de João (I Jo. 2.18,22; 4.3; II Jo. 7), ainda que essa temática, conforme demonstramos no tópico anterior, possa ser encontrada em outras passagens. Na escatologia joanina, o aparecimento do anticristo é uma demonstração da proximidade do fim. O Apóstolo argumenta que, embora seja fato que vem o anticristo, como ouvistes, contudo, já agora muitos anticristos têm surgido. Isso quer dizer que o espírito do anticristo" já está em ação no mundo (I Jo. 4.3). Esse anticristo é um adversário de Cristo que se opõe ao Senhor Jesus. Essa oposição é manifestada através da negação dos ensinamentos de Cristo e respaldada em argumentos humanos. Certamente João está se referindo aos hereges que se instauraram no seio da igreja. A proteção contra esses anticristos está na "unção" (v. 20) recebida de Deus. Essa unção se refere ao Espírito Santo (I Co. 1.21,22). A iluminação do Espírito Santo, na direção da Palavra, é o antídoto contra o veneno dos falsos mestres. A gnosis – conhecimento – cristã está fundamentada no Espírito da Verdade, cujo fundamento é a Escritura, a Palavra de Deus (Cl. 1.28). O Espírito confirma pela Palavra a verdade que os cristãos já sabem (Rm. 15.14,15). Aqueles que conhecem a verdade não se deixam enganar pelo espírito da mentira (Jo. 8.44).


3. O DISCERNIMENTO DO ESPÍRITO DO ANTICRISTO


Em I Jo. 4.1, o Apóstolo recomenda aos cristãos que discirnam os espíritos a fim de saber se esses procedem de Deus ou se são falsas profecias. O verbo grego aqui utilizado é dokimazo e significa testar, examinar, provar e verificar. O espírito do anticristo já opera no mundo, até mesmo dentro de algumas igrejas. Diante de tal realidade, o discernimento desse espírito é condição necessária para a bem estar espiritual. A apologética – a defesa da fé – depende de duas armas com as quais os crentes precisam saber lidar:

1) a Palavra de Deus – isso diz respeito ao evangelho, aos ensinamentos expostos pelos apóstolos (I Jo. 2.22). A esse respeito, atentemos para a recomendação de Paulo a Timóteo. Não devemos nos apartar daquilo que fomos ensinados na Bíblia. A Escritura divinamente inspirada por Deus é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça e para que o homem e a mulher de Deus sejam perfeitos e perfeitamente instruídos para toda boa obra (II Tm. 3.14-17);

2) o Espírito Santo – somente os ensinamentos apostólicos não são suficientes para os crentes permanecerem na verdade. É o Espírito Santo quem instrui os cristãos pela Palavra. Não existe outro ensinamento necessário à igreja de Cristo, não precisamos de ensinamentos humanos, pois recebemos dos apóstolos, através da inspiração do Espírito, a revelação de Deus (I Jo. 2.27; II Pe. 1.20,21).

 



CONCLUSÃO


No período da Tribulação o Anticristo estabelecerá seu governo literal sobre a terra. Enquanto isso não acontece, seu espírito impera já através do sistema mundano. A igreja de Jesus precisa estar atenta às manifestações do espírito do anticristo. O investimento no ensinamento da Palavra de Deus, sob a orientação do Espírito Santo, é o antídoto necessário para responder com sabedoria e mansidão (I Pe. 3.15) contra toda doutrina que venha de encontro à fé que uma vez foi entregue aos santos (Jd. 1.3).


BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STOTT, J. R. W. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

ESCAPA-TE, POR TUA VIDA, NÃO OLHES PARA TRÁS

ESFORÇAI-VOS E SEDE FORTES

Salmo 31:24

                    A vida é uma peregrinação que, para ser  terminada, precisa de fé, determinação e trabalho. Sem estas qualidades nunca chegaremos ao fim vitoriosos.

                    Os preguiçosos e os conformados com o que a vida lhes proporciona, nunca irão muito longe. Jesus adverte-nos de que no mundo teremos aflições e que, por isso, precisamos ser animosos, fortes e operantes para vencer na carreira.

                    Não podemos viver a sonhar, mas temos que viver cada dia a lutar e a trabalhar para que a vitória nos seja propícia nesta peregrinação, que é a vida.

                    Todos os que esperam no Senhor têm diante de si um maravilhoso porvir, mas, para o alcançarem,  não podem deixar de lutar ao lado de Jesus. No final, ao que vencer,  Ele dará a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.

                    Não esqueçamos que as maiores e mais doces vitórias só serão alcançadas depois das pelejas mais duras e dos maiores sacrifícios na batalha.

                    A vitória é certa, mas o trabalho, o empenhamento, a fidelidade e a pontualidade nas fileiras do Mestre são indispensáveis.

ESCAPA-TE, POR TUA VIDA, NÃO OLHES PARA TRÁS

Genesis 19:16-26                                             Genesis 19:17, 26

                   Deus apressava Lot e sua família para que deixassem rapidamente as terras corruptas de Sodoma e Gomorra. "Escapa-te, por tua vida!" Escapa-te já, não olhes para trás, porque, caso contrário, também tu serás destruído.

                 Nesta triste história vemos que a mulher de Lot olhou para trás e ficou transformada numa estátua de sal (Genesis 19:26).

                Este apelo exortativo é também para nós. "Este mundo está à beira de um julgamento de Deus, pois o dia do Senhor virá como um ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo e os elementos, ardendo, se desfarão e a terra e tudo quanto nela há se queimarão" (II Pedro 3:7-10).

                  Escapa-te por tua vida. Põe-te a salvo, crendo no sacrifício remidor do Senhor Jesus, e, quando o dia chegar, tu estarás a coberto desse castigo. Estarás salvo por Jesus. Escapa-te, por tua vida, e não olhes para trás! Aceita Jesus enquanto é tempo, porque dias chegarão em que não haverá mais oportunidade.

                   Apressa-te,  tu e a todos os que estão contigo, para que não morram em vossos pecados. Não queiras ser como a mulher de Lot. Toma agora uma decisão e sai do meio da corrupção do pecado e refugia-te em Cristo Jesus. O caminho do mundo é a ruína. O caminho da fé em Jesus, a salvação da vida e da alma.

Como flechas na mão do valente

"Como flechas na mão do valente, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta". - Salmo 127:4,5

   

Flechas na mão do valente. Esta é uma afirmação bíblica profunda. Vejo nesta frase um princípio a ser aplicado na criação dos nossos filhos, e acredito que o mesmo também se aplique aos nossos filhos espirituais, nossos discípulos.

   

Antes de tudo, quero reconhecer o contexto em que a afirmação é feita; o versículo seguinte fala do homem que enche deles (flihos-flechas) a sua aljava e não será envergonhado diante do inimigo à sua porta. Portanto, isto fala de filhos literais ajudando um pai a se proteger; neste sentido, podemos vê-los como parte da defesa diante do inimigo e como uma família deve aprender a lutar junta.

   

Mas também vejo outra aplicação para esta frase. Precisamos aprender a criar e liberar nossos filhos para a vida. O que um valente (outra versão usa o termo guerreiro) fazia com uma flecha? Ele a atirava para longe de si. Ele a lançava para atingir um alvo.

   

Nós pais (e falo como pai de dois filhos) temos uma inclinação natural a sermos super-protetores. Nunca entendi a preocupação de meus pais comigo enquanto eu era criança. Não entendia porque tudo parecia ser tão perigoso aos olhos deles. Achava que muitas vezes eles me sufocavam com suas preocupações, orientações, conselhos, advertências, etc. Mas alguns segundos depois que meu filho primogênito nasceu, eu imediatamente os entendi. Algo inexplicável tomou conta de mim! Era um amor e preocupação que só um pai ou mãe entende. Ficava imaginando que se ele fizesse tudo que fiz quando criança eu me preocuparia demais...

   

É engraçado isto. Você promete para si mesmo que quando crescer e for pai fará tudo diferente do que seus pais fizeram com você, mas quando chega a sua vez, sua visão muda! E você se lembra das palavras que eles proferiam (e você não suportava ouvir): "Quando você crescer e estiver no meu lugar vai entender".

   

Na infância e na condição de filhos, abominávamos a super-proteção. Achávamos que os pais não tinham que participar de determinadas escolhas, como relacionamentos de amigo(a)s, namorada(o)s ou mesmo a escolha da profissão. Agora depois de adultos, acabamos por concluir que os pais estavam certos, deveriam mesmo proteger seus filhos. Mas acho que quando chega a nossa vez de exercer a proteção, acabamos nos esquecendo de algo importante: o cuidado paterno (ou materno) não pode ser egoísta.

   

Às vezes, interferimos na escolha de relacionamentos (amizade, namoro) como se estivéssemos escolhendo alguém para nós. Às vezes, planejamos a vida profissional de nossos filhos querendo compensar nossas próprias frustrações. A verdade é que temos que preparar nossos filhos para a vida. Uma hora eles terão que sair de casa e viver sua própria vida. E, se os protegermos deste momento, não apenas criaremos problemas para eles, mas também teremos problemas!

   

Flechas na mão do valente. Um valente atira suas flechas com força, para atingir o alvo de longe. Se quisesse atingir o inimigo de perto, um guerreiro daquela época provavelmente usaria uma espada. Precisamos aprender a lançar nossos filhos para a vida, e desejar lançá-los longe. Isto não significa que vamos nos afastar ou que queremos distância, mas que precisamos pensar grande a respeito deles. Nossa criação não deve ser egoísta, centrada em nós mesmos. Não podemos querer que nossos filhos fiquem somente por perto. Talvez uma vida melhor só será provada por eles em outra cidade, estado ou mesmo país.

   

Como pais, precisamos ajudar nossos filhos a entenderem sua vocação e aptidões profissionais. Meu pai dizia desde que eu era criança que eu seria um filósofo. Sempre que me via pensativo, ele declarava isto. E de fato, sempre gostei de pensar e questionar tudo. Meu pai reconheceu depois de muitos anos que o palpite dele estava correto, e me encorajou a ser um pensador e questionador do comportamento cristão em meu ministério de ensino. Os pais devem ajudar seus filhos a entender seu alvo a ser alcançado e, em acordo com eles, lançá-los em direção a este alvo!

   

Meus pais sofreram quando aos meus dezoito anos de idade passei a estar longe deles viajando para pregar o Evangelho, e logo depois, quando me mudei para outro estado onde me casei e tive meus filhos. Eles preferiam que eu morasse e vivesse por perto, mas entenderam que Deus tinha um plano para a minha vida (um alvo) e me atiraram em direção a este plano. Há o tempo em que as flechas (filhos) ficam na aljava e há também o tempo em que devem ser atiradas para o alvo.

   

Quando pedi a Kelly em casamento, cada um de nós morava num estado diferente; eu no Paraná e ela em São Paulo. Eu já estava pastoreando e a Kelly estava entrando na Universidade. Conversei seriamente com ela que a única forma de levarmos adiante nosso relacionamento era com ela vindo para o Paraná, e ela decidiu isto. Lá em São Paulo, ela tinha passado no vestibular da Universidade e curso que queria fazer, mas decidiu fazer outro curso no Paraná apostando não só no nosso relacionamento, mas no chamado de Deus para nós no sul do país. Foi uma decisão difícil. Eu sei disto, saí cedo de casa, e não cresci planejando isto.

   

Nesta fase difícil de decisão, a Kelly conversou com seus pais. O pai dela perguntou se era isto que ela queria e, ao saber que sim, disse-lhe que a amava e como queria o melhor para ela, então ele a abençoava. A mãe dela sofreu mais, pois elas sempre foram muito ligadas. Minha sogra não conseguiu ser racional como meu sogro, uma vez que as mulheres são mais emocionais mesmo. Mas ela foi orar a respeito, e naqueles dias teve um sonho. Sonhou que a Kelly estava diante de um trem que passava em velocidade, sem parar e, de repente, pulava dentro dele. Era uma questão de vida ou morte; acertar ou não a porta aberta do trem poderia por fim a tudo, e ainda havia a questão da queda no interior do vagão que passava em velocidade. Porém, no momento em que a Kelly pulou, a cena ficou como um filme em câmera lenta; minha sogra viu a sua filha passando direitinho pela porta aberta do trem, viu que o vagão era todo almofadado – o que fazia com que soubesse que ela não se machucaria ao cair dentro – e quando a Kelly caiu dentro do vagão tudo voltou a ficar depressa e ela viu o trem indo embora. Minha sogra entendeu que a filha estava diante de uma oportunidade única, e ainda que decidindo de forma repentina e não planejada Deus estava no controle e tudo iria ficar bem – apesar da Kelly estar sendo levada para longe dos pais. Então ela entendeu o alvo e atirou sua flecha; abençoou a partida da filha (e eu agradeci muito a Deus).

   

Foi o que os pais de Rebeca fizeram. Quando o servo de Abraão saiu atrás de uma esposa para Isaque, encontrou Rebeca e lhe fez a proposta, tanto a ela como à sua família (Gn.24:15-49). E o que o relato bíblico diz que fizeram? Ouviram o que Rebeca desejava, concordaram que Deus estava naquilo e a abençoaram para que vivesse o melhor de Deus! Observe:

   

"Disseram: Chamemos a moça e ouçamo-la pessoalmente. Chamaram, pois, a Rebeca e lhe perguntaram: Queres ir com este homem? Ela respondeu: Irei. Então, despediram a Rebeca, sua irmã, e a sua ama, e ao servo de Abraão, e a seus homens. Abençoaram a Rebeca e lhe disseram: És nossa irmã; sê tu a mãe de milhares de milhares, e que a tua descendência possua a porta dos seus inimigos. Então, se levantou Rebeca com suas moças e, montando os camelos, seguiram o homem. O servo tomou a Rebeca e partiu". - Gênesis 24:57-61

   

O mesmo vale para nossos filhos espirituais. Há líderes que querem ter consigo para sempre os ministérios que os auxiliam. Mas não podemos ser egoístas, não podemos pensar somente em nós e nosso conforto. Devemos lançar nossos filhos para atingirem o alvo. Temos exemplos bíblicos disto:

   

"Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes, o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram". - Atos 13:1-3

   

Quando chega o momento de alguém seguir o plano de Deus para a sua vida, precisamos ter a coragem de tomá-los como flechas e atira-los em direção ao alvo do seu chamado em Deus. Não acredito numa mesma equipe ministerial envelhecendo junta. Alguém sempre será enviado a realizar algo mais. Faz parte da dinâmica do Reino de Deus. As flechas não existem para permanecerem sempre na aljava. Ficam ali só até que a hora de serem lançadas chegue.

   

A PREPARAÇÃO DAS FLECHAS

   

As flechas naqueles dias eram feitas manualmente. Exigiam trabalho artesanal e personalizado. Se o guerreiro quisesse ser bem-sucedido ao atirar suas flechas, deveria antes ter investido nelas. Também vejo um paralelo nesta verdade. Acredito que os filhos devem aprender a trabalhar com seus pais. Mesmo antes de sair de casa, nossos filhos devem aprender a trabalhar e a não serem preguiçosos:

   

"O que ajunta no verão é filho sábio, mas o que dorme na sega é filho que envergonha". - Provérbios 10:5

   

Também vemos numa parábola contada por Jesus (que usava ilustrações do dia-a-dia do povo) que um pai pede a seus filhos que o ajudem no trabalho da vinha:

   

"E que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha. Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi. Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Mas este respondeu: Não quero; depois, arrependido, foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram: O segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus". - Mateus 21:28-31

   

Nos tempos antigos, era normal que um filho aprendesse o ofício de seu pai. Por exemplo, Jesus foi chamado de carpinteiro do mesmo modo como José, seu pai (adotivo) também foi; em Mt.13:55 ele é chamado de o filho do carpinteiro, enquanto que em Mc.6:3 é chamado de carpinteiro. Mas alguns filhos, ao crescerem, vão desenvolver aptidões próprias dos dons e talentos que Deus deu a eles; portanto, acredito que não devemos apenas ensiná-los a fazer o que fazemos, mas tudo o que for bom e importante para seu futuro. A Bíblia fala de Lameque, que teve três filhos e cada um desenvolveu uma aptidão diferente, embora depois passassem a ensinar as mesmas atividades aos seus filhos:

   

"Lameque tomou para si duas esposas: o nome de uma era Ada, a outra se chamava Zilá. Ada deu à luz a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e possuem gado. O nome de seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta. Zilá, por sua vez, deu à luz a Tubalcaim, artífice de todo instrumento cortante, de bronze e de ferro; a irmã de Tubalcaim foi Naamá". - Gênesis 4:19-22

   

Os filhos devem ser ensinados e preparados a serem auto-sustentáveis antes de estabelecerem a própria família. Este também é um princípio bíblico:

   

"Cuida dos teus negócios lá fora, apronta a lavoura no campo e, depois, edifica a tua casa". - Provérbios 24:27

   

Ninguém deve se casar sem ter condições de se manter. O texto sagrado revela que os negócios devem ser preparados, o campo deve estar em ordem para somente depois se edificar a casa!

   

Muitos se casam ainda dependendo de seus pais para se manter. Isto é errado. O cordão umbilical deve ser cortado! Deus estabeleceu isto desde o princípio; o homem deve DEIXAR seu pai e sua mãe e constituir nova família com sua mulher:

   

"Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne". - Gênesis 2:24

   

A palavra hebraica traduzida como "deixar" é "azab" e, segundo a Concordância de Strong, significa: "deixar, soltar, abandonar, afastar-se de, deixar para trás". Não é difícil entender isto. Criamos nossos filhos para que eles nos deixem, para que sigam suas vidas e devemos prepara-los (e também a nós) para tal.

   

Acredito que com a mesma mentalidade devemos formar os filhos espirituais e ministeriais. Devemos prepara-los para serem enviados e para encontrarem o melhor de Deus para si. Nossos filhos são flechas. E os valentes responsáveis por atira-los somos nós. Que Deus nos dê graça para isto!

QUANDO TUDO DÁ ERRADO

QUANDO TUDO DÁ ERRADO

Existem alguns momentos na vida em que parece que tudo dá errado. Não importa o que façamos para contornar a situação, mesmo assim não conseguimos ver o resultado dos nossos esforços e até mesmo de nossas orações. Nesses momentos nos sobe um desânimo e paramos de acreditar que as circunstâncias podem ser melhores.

Era essa sensação que o povo de Israel estava sentindo quando entra no cenário profético um homem chamado Zacarias. Pertencente a uma linhagem sacerdotal, Zacarias viu a fé dos seus irmão e concidadãos israelitas escorrer pelo ralo. Nem a notícia de libertação do cativeiro provocol algum alento no coração do povo que não agüentava mais tanto sofrimento.

Permitam-me nesta noite fazer menção de outro livro bíblico para ilustrar o motivo do povo andar tão desanimado e desesperançado. Acompanhem comigo alguns trechos do livro de Lamentações e tentemos sentir o drama vivido pelos judeus no cativeiro.

"Os que vão passando zombam de você. Eles sacodem a cabeça, dão risadas e perguntam: "É esta a cidade que era chamada de 'Beleza Perfeita'? É esta o orgulho do mundo inteiro?"

Todos os seus inimigos falam contra você e zombam. Com ódio, eles dizem: "Nós destruímos Jerusalém! Chegou o dia que estávamos esperando! Nós vimos tudo o que aconteceu"! (Lm 2:15-16 NTLH).

Tentem imaginar dias seguidos de zombaria. Quem passava por um hebreu com a cabeça menosprezava e soltava insultos. A repetição dessa ação jogou a autoestima do povo na sarjeta. Os babilônicos pediam que os israelitas cantassem musiquinhas para diverti-los. E a cada afronta recebida, maior ainda o desgosto e o desânimo do povo cativo.

Contudo, esse não era o maior problema do povo. O verso 20 do mesmo capítulo aponta uma coisa infinitamente mais grave que a zombaria diária:

"Olha, ó SENHOR Deus, e pensa: Alguma vez trataste alguém assim? Será que as mães deviam devorar os filhinhos que elas tanto amam"? (NTLH)

Já não fosse duro demais ver as crianças que com fome tombavam mortas pelas ruas, as mães eram forçadas pela necessidade de sobrevivência a comer a carne de seus próprios filhos. Quem contemplaria uma cena como essa sem vislumbrar também o desespero.

Há vários anos cantavam uma música (que quando eu a mencionam ninguém se lembra, mas) que dizia assim: "se você perdeu tudo aqui, menos a fé em Deus; se você perdeu tudo nessa vida menos a fé, você não perdeu nada". Mencionei esse trecho da música para falar de algo que vocês já me ouviram falar repetidas vezes: ESPERANÇA.

Eu já perdi as contas de quantas vezes já mencionei essa palavra e acredito que me ouvirão falar dela até o fim de minha vida, porque a palavra de Deus fala de esperança para o ser humano.

Agora não pensem que esse tema é algo exclusivo meu. Muito pelo contrário. Eu apenas sou um repetidor de idéias alheias. E quem não é? O pregador da palavra de Deus é por natureza um propagador de idéias que não são suas, mas do seu Senhor e Salvador. Então, nesta noite falo a vocês mais uma vez de esperança, pois em meio a todo esse quadro de desgraça, pelo qual passava o povo de Israel um profeta (que ainda não era o Zacarias) levanta a sua voz e diz, "Quero trazer à memória o que me pode dar esperança" (Lm 3:20-21).

Trazer à memória esperança é continuar a ter fé. E fé é a certezas das coisas que não temos em mãos, mas que no tempo de Deus se concretizarão (Hb. 11:1).

Mais um pouco à frente na história de Israel é que entra em ação mais o profeta Zacarias. Embora mudasse o profeta o drama da nação ainda era o mesmo. A descrença e o desespero ainda assombravam de tal modo o povo, que parecia que não sairiam vivos da Babilônia.

Zacarias vem trazer ao povo uma mensagem de esperança e fé. Uma mensagem que levantaria de uma vez por todas a autoestima da nação, uma mensagem de conforto e fortalecimento. Porque assim é nosso Deus: ele transforma cinzas em riso; pranto em alegria; pega o necessitado e o faz se assentar em altos lugares; devolve o animo àqueles que estão abatidos. Amém!

A seqüência do livro mostra que o profeta lança mão das dificuldades enfrentadas no cativeiro e apresenta promessas de vitória para o povo que se chama POVO DE DEUS. Aos que sofriam zombaria, Deus promete considerá-los como a menina dos seus olhos (Zc. 2:8) e ai daquele que tentasse qualquer coisa contra os eleitos do Senhor.

No que se refere à perseguição, Deus afirma que cada um poderia convidar o seu próximo para sentar-se debaixo de uma videira ou figueira sem sentirem medo algum (Zc. 3:10). Os fracos e temerosos seriam revestidos de força (Zc. 8:13).

Mas acredito que uma das maiores e mais significativas promessas de Deus nesse livro é para aquelas mães que passavam fome e viam seus filhos caírem mortos nas ruas da Babilônia. No capítulo 8:4-5, o profeta diz: "Mais uma vez, os velhinhos e as velhinhas, com as suas bengalas na mão, vão se sentar nas praças de Jerusalém. E as praças ficarão cheias de meninos e meninas brincando".

Não haveria mais fome e todos chegariam a uma idade tão avançada que precisariam de bengalas para se apoiar; as crianças não mais cairiam mortas por inanição, mas brincariam felizes nas praças de Jerusalém alegrando quem as visse.

Quando meditamos nas palavras de Deus reveladas ao profeta Zacarias, nos lembramos também das palavras de Deus revelada aos apóstolos Paulo e Pedro que respectivamente nos dizem:

"Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar" (1co. 10:13)

"O Deus de toda graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terem sofrido durante pouco tempo, os restaurará, os confirmará, lhes dará forças e os porá sobre firmes alicerces" (1pe 5:10).

E isso nos enche de esperança. Amém!

Não desfaleçam as vossas mãos

Não desfaleçam as vossas mãos

O maior inimigo da fé é o desânimo. Ele começa como um simples cansaço e depois se espalha por todo corpo causando danos tão sérios que podem causar a morte. Por favor, entendam a palavra morte como ela realmente deve ser entendida; morte significa separação, separação de Deus.

No jardim do Éden, o pecado de Adão e Eva gerou a morte. Desde o momento em que preferiram acreditar em uma serpente e não em Deus, eles selaram o seu destino e de toda a humanidade, já que o próprio Deus havia determinado que cada ser reproduziria conforme a sua espécie. As leis de Deus são absolutas e o diabo conseguiu estragar a matriz dos homens. Resultado, todo homem nascido da matriz (Adão e Eva) passou a carregar essa morte, a separação com Deus.

 

"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor" (Romanos 6.23).

 

Como ninguém poderia pagar esse preço, o próprio Deus, esvaziou-se da sua glória, deixou o seu trono, nasceu de uma semente incorruptível, fez-se homem e pagou o preço, morrendo na cruz por mim, por você, por Osama Bin Laden, por George Bush e por tantos quantos o quiserem reconhecer: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (João 1.11:12).


Pronto. O tratado da dívida que era sobre nós foi pago, já não há mais condenação para todos que estão em Cristo Jesus (Romanos 8.1) e ninguém intentará acusações contra os eleitos do Senhor porque fomos justificados, certo?


Certo! Mas e o desânimo?


"Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (1 Pedro 5.8).


O diabo é o pai da mentira. Quando Jesus triunfou na cruz e arrancou as chaves do inferno e da morte das mãos do diabo, e a única arma que restou a satanás contra os homens foi o engano. "E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz" (Colossenses 2.15).


O diabo não é onipotente, não é onisciente e nem onipresente, mas ele é inteligente. Ele sabe que para destruir a sua fé, o seu relacionamento com Deus, ele pode contar com uma boa dose de desânimo.

Primeiro, dizendo que as promessas de Deus NUNCA vão acontecer (ele adora essa palavra – nunca – acho que no dicionário dele essa palavra é a mais usada), depois ele diz que Deus não lhe ama e que não vai te livrar dessa vez (essa, então, é clássica).

 

A estratégia dele é sempre a mesma, desde Adão e Eva até os últimos 5 minutos da sua vida. Ele quer matar, roubar e destruir toda a sua fé em Deus até chegar ao ponto de você não crer mais na sua salvação.


Buscando sinônimos de roubar, matar e destruir encontramos: tomar por violência o alheio, o que não lhe pertence; privar da vida, fazer murchar, secar, desacreditar, prejudicar; desfazer, desmanchar, assolar, arruinar, aniquilar e fazer com que desapareça. O diabo que fazer com que desapareça qualquer fé que você tenha em Deus.

 

Ele bem sabe que já está julgado e condenado, ele só não quer ir sozinho para o buraco. Além disso, ele é movido por inveja e ele não aceita o fato de que você pode cair sete vezes, mas ao se arrepender, Deus lhe levantará ("porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os perversos são derribados pela calamidade" - Provérbios 24.16), mas na queda que ele teve, não houve perdão.



Bom, mas Deus é um Deus de boas notícias, SEMPRE; e existem 3 coisas que o diabo não pode impedir.


1 – Ele não pode impedir que Deus lhe ame

2 – Ele não pode impedir que Deus lhe escute

3 – Ele não pode impedir que Deus lhe responda.


Aleluia! Dá vontade de pular da cadeira.

 

Deus sabe o quanto a semente do desânimo, quando plantada em meio ao trigo, consegue produzir tanto joio que pode estragar toda a plantação. Por isso, vemos tantas e tantas vezes palavras de encorajamento na Bíblia. Prosseguir e prosseguir, mesmo em meio às adversidades.

 

Jesus disse: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (João 16.33).

 

No Velho Testamento encontramos a todo momento, palavras de ânimo:
"E dize-lhe: Acautela-te, e aquieta-te; não temas, nem se desanime o teu coração por causa destes dois pedaços de tições fumegantes" (Isaías 7.4).

 

Não podemos deixar que a semente do desânimo ganhe terreno em nossos corações e em nossas mentes. Levante-se agora mesmo, encha a boca de riso e dê um Glória a Deus a plenos pulmões!

 

"Mas sede fortes, e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra terá recompensa" (2 Crônicas 15.7).

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