7 Dicas para dar aulas melhores

1 - Incite, não informe
Uma boa aula não termina em silêncio, ou com os alunos olhando para o relógio. Ela termina com ação concreta. Antes de preparar cada aula, pergunte-se o que você quer que seus alunos aprendam e façam e como você os convence disso? Olhe em volta, descubra o que pessoas, nas mais diferentes profissões, fazem para conseguir a atenção dos outros. Por exemplo, ao fazer um resumo de uma matéria, não coloque um “título”; imagine-se um repórter e coloque uma manchete. Como aquela matéria seria colocada em um jornal ou revista? Use o espírito das manchetes, não seja literal, nem tente ser um professor do tipo: Folha: Números Primos encontrados no congresso. 68% dos outros algarismos são contra. IstoÉ: Denúncia: A conta secreta de Maurício de Nassau. Fernando Henrique poderia estar envolvido, se já fosse nascido. Zero Hora: O Mar Morto não fica no Rio Grande do Sul. Apesar disso, você precisa conhecê-lo. Caras: Ferro diz que relacionamento com oxigênio está corroído: “Gás Nobre coisa nenhuma”.
2 - Conheça o ambiente
Você nunca vai conseguir a atenção de uma sala sem a conhecer. Onde moram os alunos e como eles vivem - quem vem de um bairro humilde de periferia não tem nada a ver com um morador de condomínio fechado, apesar de, geograficamente, serem vizinhos. Quais informações eles tiveram em classes anteriores, quais seus interesses. Mesmo nas primeiras séries cada pessoa tem suas preferências e o grupo assume determinada personalidade.
3 - No final das contas (e no começo também)
As partes mais importantes de uma aula são os primeiros 30 e os últimos 15 segundos. Todo o resto, infelizmente, pode ser esquecido se você cometer um erro nesses momentos. Os primeiros 30 segundos (principalmente das primeiras aulas do ano ou semestre) são um festival de conceituação e de cálculo dos discentes. Mesmo inconscientemente, eles respondem às seguintes questões: - Quem é esse professor? Qual seu estilo? - O que posso esperar dessa aula hoje e durante todo o ano? - Quanto da minha atenção eu vou dedicar? E isso, muitas vezes, sem que você tenha aberto a boca.
4 - Simplifique
Você certamente já presenciou esse fenômeno em algumas palestras: elas acabam meia hora antes do final. Ou seja, o apresentador fala o que tinha que falar, e passa o resto do tempo enrolando. Ou então, pior, gasta metade da apresentação com piadas, truques de mágica, histórias pessoais que levam às lágrimas, “compre meu livro” e aparentados, e o assunto, em si, é só apresentado no final - se isso. Por isso, uma das regras de ouro de uma boa aula é - simplifique, tanto na linguagem como na escrita. Caso real: reunião de condomínio na praia, uma senhora reclamava que sua TV não funcionava direito. Explicaram-lhe que era necessário sintonizar em UHF. Ela então perguntou para quê a diferença entre UHF e VHF. Um vizinho prestativo passou a discorrer sobre diferenças na recepção, como uma transmissão poderia interferir na outra, nas características geográficas… Ela continuava com aquela cara de quem não entendia nada. Até que um garoto resumiu a questão em cinco letras: “AM e FM.” “Ahhh, entendi.” Escrever e falar da maneira mais simples possível não significa suavizar a matéria ou deixar de mencionar conceitos potencialmente “espinhosos”. Use e abuse de exemplos e analogias. Divida a informação em blocos curtos, para que seja melhor assimilada.
5 - Ponha emoção
Certo, você tem PhD naquela área, pesquisou o assunto por meses a fio, foi convidado para dar aulas em faculdades européias. Mesmo assim, seus alunos podem não prestar atenção em você. Segundo estudos, o impacto de uma aula é feito de: - 55% estímulos visuais - como você se apresenta, anda e gesticula; - 38% estímulos vocais - como você fala, sua entonação e timbre; - e apenas 7% de conteúdo verbal - o assunto sobre o qual você fala. Apoiar-se somente na matéria é uma forma garantida de falar para a parede, já que grande parte dos alunos estará prestando atenção em outra coisa. Treine seus gestos, conte histórias, movimente-se com naturalidade. Passe sua mensagem de forma intererssante. Para o bem e para o mal, você dá aula para a geração videoclipe. Pessoas que foram criadas em frente aos mais criativos comerciais, em que videogames mostram realidades fantásticas. Entretanto, a tecnologia deve ser encarada como aliada, e não inimiga - apresentações multimídia, aparelhos de som, videocassetes - tudo isso pode ser usado como apoio à sua aula.
6 - A pedra no sapato
Pode ser a bagunça da turma do fundão. No ensino médio e superior, pode ser aquele aluno que duvida de tudo o que você diz pelo simples prazer de duvidar. Ou pode até ser um livro esquecido, ou computador que resolve não funcionar. De qualquer maneira, grande parte do sucesso de sua aula depende de como você lida com esses inesperados. Responda a uma pergunta de maneira rude ou desinteressada, e você perderá qualquer simpatia que a classe poderia ter por você. Seja educado e solícito - a pior coisa que pode acontecer a um professor é perder a calma. A razão é cultural e muito simples: tendemos sempre a torcer pelo mais fraco. Neste caso, seu aluno. A classe inteira tomará partido dele, não importa quem tenha a razão. Se um discípulo fizer um comentário rude, repita o que ele disse e fique em silêncio por alguns instantes - são grandes as chances de ele se arrepender e pedir desculpas. Se for preciso, diga algo como “Estou pensando no que você disse. Podemos falar sobre isso após a aula?” Outra forma de se lidar com a situação é responder a questão na hora, ponderadamente - e para toda a classe, não apenas para quem perguntou. Termine sua exposição fazendo contato visual com outro aluno qualquer, por duas razões - a expressão dele vai lhe dizer o que a turma inteira achou do que você disse, ao mesmo tempo que desistimula outras participações inoportunas do aluno que o interrogou. Não transforme sua aula em um debate entre você e um aluno - há pelo menos mais 20 e tantas pessoas presentes que merecem sua atenção.
7 - Pratique
Sua aula, como qualquer outra ação, melhora com o treino. Muitos professores se inteiram da matéria, e só treinam a aula uma vez - exatamente quando ela é dada, na frente dos alunos. Não é de se admirar que aconteçam tantos problemas com o ritmo - alguns tópicos são apresentados de maneira arrastada, outras vezes o professor termina o que tem a dizer 20 minutos antes do final da aula. Sem falar nos finais de semestre em que se “corre” com a matéria. Só há uma maneira de evitar tais desastres. Treine antes. Dê uma aula em casa para seu cônjuge/filhos ou, na falta desses, para o espelho. Não use animais de estimação, são péssimos alunos - seu cachorro gosta de tudo o que você faz e os gatos têm suas próprias prioridades, indecifráveis para as outras espécies. E o que se busca com o treino é,principalmente, uma crítica construtiva. por Júlio Clebsch Arquivado como:A Escola Dominical

O que é a Escola Bíblica Dominical

O termo "Escola Dominical" foi primeiramente usado pelo jornalista evangélico Robert Raikes, na Inglaterra, a partir de 1780, quando começou a oferecer instrução rudimentar para crianças pobres em seu único dia livre da semana: domingo, pela manhã e à tarde, pois a maioria mesmo tendo pouca idade já trabalhava durante a semana. A Escola Dominical nasceu para servir como o ensino público gratuito, orientado pelos princípios da educação-cristã, vindo posteriormente o governo britânico e de outros países a oferecer o sistema de educação pública e a se responsabilizar oficialmente por ele. O movimento iniciado por Raikes é considerado o precursor desse sistema. Portanto, a Escola Dominical do nosso tempo náo é o mesmo do britânico inicial, mas o tipo de escola que surgiu na América do Norte muito tempo depois oferecendo um conteúdo curricular bíblico não mais objetivando prioritariamente a aprendizagem da leitura e da escrita de seus alunos e sim o conhecimento bíblico, a edificação espiritual, o discipulado e a integração e a evangelização. Por isso, a Escola Dominical é o momento especial da semana para que todos que pertencem a uma igreja local (crianças, adolescentes, jovens, adultos, incluindo os novos convertidos), primeiramente, se reúnam para estudar a Palavra de Deus de forma pedagógica e metódica, e também promovam a comunhão, o discipulado e a integração de novos crentes e a evangelização, cooperando para o cumprimento da Grande Comissão de Jesus registrada em Mateus 28.18-20. HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL Os missionários escoceses Robert e Sara Kalley são considerados os fundadores da Escola Dominical no Brasil. Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país. Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Congregacional no Brasil. Houve, sim, reuniões de Escola Dominical antes de 1855,no Rio de Janeiro, porém, em caráter interno e no idioma inglês, entre os membros da comunidade americana. Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio. Mas ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra. HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO MUNDO As origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos quando o Senhor ordenou ao seu povo Israel que ensinasse a Lei de geração a geração. Dessa forma a história do ensino bíblico descortina-se a partir dos dias de Moisés, passando pelos tempos dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, de Esdras, do ministério terreno do Senhor Jesus e da Primitiva Igreja. Não fossem esses inícios tão longínquos, não teríamos hoje a Escola Dominical. Porém, antes de sumariarmos a história da Escola Dominical em sua fase moderna, faz-se mister evocar os grandes vultos do Cristianismo que muito contribuíram para o ensino e divulgação da Palavra de Deus. Como esquecer os chamados pais da Igreja e lhes seguiram o exemplo? Lembremo-nos de Orígenes, Clemente de Alexandria, Justino o Mártir, Gregório Nazianzeno, Agostinho e outros doutores igualmente ilustres. Todos eles magnos discipuladores. E o que dizer do Dr. Lutero? O grande reformador do século XVI, apesar de seus grandes e inadiáveis compromissos, Ainda encontrava tempo para ensinar as crianças. Haja vista o catecismo que lhes escreveu. Foram esses piedosos de Cristo abrindo caminho até que a Escola Dominical adquirisse os atuais contornos. A Escola Dominical do nosso tempo nasceu de visão de um homem que, compadecido com as crianças de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta Cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinqüência infantil era um problema que parecia insolúvel. Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos. É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna - o inglês. Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus? Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso incondicional. Embora haja começado a trabalhar em 1780, foi somente em 1783, após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira. No dia três de novembro de 1783, Raikes publica, em seu jornal, o que Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos Gloucester. Eis porque a data foi escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical. Mui apropriadamente, escreve o pastor Antonio Gilberto: “Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe”. Tornou-se a Escola Dominical tão importante, que já não podemos conceber uma igreja sem ela. Haja vista que, no dia universalmente consagrado à adoração cristã, nossa primeira atividade é justamente ir a esse prestimoso educandário da Palavra de Deus. É aqui onde aprendemos os rudimentos da fé e o valor de uma vida inteiramente consagrada ao serviço do Mestre. A. S. London afirmou, certa vez, mui acertadamente: “Extinga a Escola Bíblica Dominical, e dentro de 15 anos a sua igreja terá apenas a metade dos seus membros”. Quem haverá de negar a gravidade de London? As igrejas que ousaram prescindir da Escola Dominical jazem exangues e prestes a morrer. Fonte: Escola Bíblica Dominical [escoladominical.com.br]

Lição 06 - DEMANDAS JUDICIAIS ENTRE OS IRMÃOS

Texto Áureo: I Co. 6.2 - Leitura Bíblica em Classe: I Co. 6.1-9 Objetivo: Compreender que o cristão, no exercício do amor cristão, deve aprender a perdoar, portanto, não devem ler seus próprios irmãos aos tribunais descrentes. INTRODUÇÃO Os membros da igreja de Corinto, em decorrência da carnalidade, mais precisamente, da falta de amor, levavam uns aos outros aos tribunais pagãos a fim de disputarem interesses egoístas. Na lição de hoje, aprenderemos que essas atitudes procedem em igrejas que não mais sabem o que significa a comunhão cristã. Por isso, os litígios e as inimizades tornam-se práticas comuns, mais que isso, naturais. Ao final, veremos que a igreja cristã precisa atentar para a dimensão escatológica do seu chamado. Para tanto, faz-se necessário saber solucionar seus conflitos com sabedoria do alto, e, principalmente, com amor cristão. 1. A FALTA DE COMUNHÃO ENTRE OS CRENTES DE CORINTO Os membros de uma igreja carnal deixam-se facilmente levar pelos interesses egocêntricos. Por isso, em Corinto, havia quem tivesse “algum negócio contra o outro” (v. 1), e o pior, levavam uns aos outros aos tribunais pagãos, acionavam os juízes incrédulos para resolverem suas disputas, escandalizando o evangelho de Cristo. Aquela igreja não sabia o significado da palavra comunhão. A koinonia, comunhão em grego, é uma premissa para a congregação que celebra o nome de Cristo. Esse termo significa também a partilha entre os fiéis da igreja. Tal sentimento recíproco é descrito em At. 2.42 em que os cristãos, como discípulos do Senhor, permaneciam juntos em comunhão. A doutrina da comunhão é recorrente nas epístolas paulinas. Para o apóstolo dos gentios a comunhão envolve a partilha de coisas materiais – ao suprimento das necessidades dos santos (Rm. 15.26; II Co. 8.4; 9.13). Para desenvolver o ministério da koinonia é preciso aprender a abrir mão dos interesses próprios em prol dos outros (Fp. 2.1). Somente quando somos guiados pelo Espírito (Gl. 5.19-22), podemos viver a verdadeira espiritualidade, e, assim fazendo, não daremos lugar aos interesses egoístas. Por essa razão João admoesta os crentes para que vivam em comunhão uns com os outros (I Jo. 1.3,7). Tal comunhão está fundamentada no Pai e em Seu Filho Jesus Cristo (I Jo. 1.6). 2. OS LITÍGIOS E AS INIMIZADES ENTRE OS CRENTES DE CORINTO Conforme ressaltamos anteriormente, os crentes de Corinto não sabiam o que era comunhão. Por isso, faziam injustiças uns contra os outros (v. 8). Aqueles que se sentiam penalizados, ao invés de perdoarem e viverem em conciliação, em conformidade com o padrão bíblico (Mt. 5.38-40; Rm. 12.14-21), ia à Corte, demonstrando que, na verdade, alguns deles sequer haviam sido convertidos (I Co. 15.34). A igreja de Corinto se assemelha a algumas igrejas contemporâneas. Estão tão voltadas para o materialismo que os crentes só conseguem ver cifras. Não admitem perder um centavo, acreditam que o dinheiro é a razão da plena felicidade. A doutrina da graça está sendo destruída desses arraiais. Não há lugar para o perdão, a lei do mais forte prevalece. A palavra chave, tomada dos meios empresariais, é o sucesso. Todos que ser vitoriosos, há, inclusive, quem cite Rm. 8.37 “somos mais do que vencedores”, sem atentar para o contexto. Paulo, nessa passagem, está tratando da vitória do crente sobre a natureza pecaminosa. Outros utilizam Fp. 4.13 para defender que podem fazer qualquer coisa, mesmo usurpar o que é do seu irmão em prol de benefícios escusos. Deus nos chamou para a paz, para que vivamos em graça, para o exercício do perdão. A mensagem do evangelho, nesse sentido, é uma espécie de contracultura. O mundo desconhece os princípios do amor cristão, é pelos frutos que somos conhecidos (Mt. 7.18-20), por isso, não podemos esquecer que somos sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13.14). 3. A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS CONFLITUAIS NA IGREJA Ao longo do texto, Paulo apresenta algumas soluções para os problemas dos conflitos da igreja em Corinto, e essas se aplicam muito bem aos problemas interpessoais da igreja hoje: 1) evitar os danos e contendas dentro da igreja, pois o simples fato de existir contendas entre os crentes já é vergonhoso; 2) mas se elas surgirem, os crentes não devam levar seus problemas aos tribunais fora da igreja, pois isso pode ensejar um escândalo (I Co. 6.1,4); 3) buscar dentro da igreja a solução para o problema por meio de um sábio aconselhamento, os conflitos da igreja devam ser resolvidos internamente (v. 5,6); e 4) dispor a sofrer dano, isto é, a sacrificar-se pelo outro, a proposta do apóstolo está focada não no direito e na justiça, mas no exercício do perdão e da misericórdia (v. 7). CONCLUSÃO A justiça dos homens é medida por medida, isto é, olho por olho e dente por dente (Mt. 5.38). Essa também é a lei de Mamon, o deus do dinheiro e da exploração (Mt. 6.24). O cristão, porém, vive debaixo de uma outra lei (Mt. 5.39-42). A lei da graça de Cristo, por isso, é capaz de, por amor, abdicar de seus direitos em prol do evangelho, especialmente quando existe a possibilidade de escândalo (Mt. 18.17). BIBLIOGRAFIA LOPES, H. D. I Coríntios. São Paulo: Hagnos, 2008. PRIOR, D. A mensagem de I Coríntios. São Paulo: ABU, 2006.

Barulho em Excesso, Audição em Perigo

Menos questionada, mas não menos importante por suas implicações sobre a saúde e o bem-estar, a sonora é hoje a terceira maior poluição no mundo. Nas grandes cidades, os mais diversos ruídos estão incorporados ao dia-a-dia das pessoas, dentro e fora de casa. Como resultado disso, aumentam os casos de comprometimento da audição. Os ruídos da rua, principalmente os causados pelo trânsito, incomodam muito, mas dentro de casa o problema também existe, onde o som alto, muitas vezes, é prática corriqueira. Segundo a fonoaudióloga Isabela Gomes, do Centro Auditivo Telex, quem só assiste televisão ou ouve rádio em volume alto corre riscos de ter algum grau de surdez. “As lesões podem ocorrer após exposição rápida ou prolongada ao ruído. Isso vai depender da predisposição de cada um, do tipo e intensidade do som. O ideal é procurar se manter afastado das fontes de ruído.” Em certas regiões de cidades grandes, onde o nível máximo permitido é de 55 decibéis durante o dia e de 50 decibéis à noite, medições mostram índices muito acima, chegando aos 90 decibéis, já no limite do conforto. Nessa intensidade, após quatro horas diárias de exposição, uma pessoa terá sua capacidade auditiva afetada. “Para quem mora em lugares barulhentos, próximos a estações de trem, metrô ou aeroportos, o ideal é usar materiais isolantes como revestimento de paredes e vidros especiais nas janelas. Já para quem trabalha em locais barulhentos, como fábricas, é preciso usar equipamento de proteção”, orienta a fonoaudióloga. Sintomas A percepção de que algo vai mal com a audição, normalmente, só acontece quando a lesão auditiva já é grave, diz o otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, Ricardo Cesar Abissamra. “A perda da audição costuma ser gradativa, dependendo do tempo da exposição e da intensidade do ruído.” De maneira geral, de acordo com o médico, os sons são classificados como agradáveis e os ruídos como incomodativos. Estes últimos são divididos em: ruídos contínuos; ruídos intermitentes - variáveis; e ruídos de impacto, como explosões, show de uma banda de rock, tiro de revólver. “No caso de ruído de impacto, a pessoa pode perder a audição de uma só vez”, diz Abissamra. Quando a questão é ouvir música em volume altíssimo, muitos pais ficam de cabelo em pé. “Tudo depende do tempo de exposição. Ouvir MP3 em volume alto, que até quem está ao lado ouve, durante muitas horas por dia, com certeza vai afetar a audição desse jovem”, alerta o especialista. Segundo ele, até 85 decibéis é permitida uma exposição de 8 horas diárias, sem prejuízo. Com o ruído atingindo 90 decibéis, o tempo de exposição cai pela metade, 4 horas. Com 95 decibéis, esse tempo diminui para 2 horas e acima de 110 decibéis, apenas 15 minutos. A partir de 130 decibéis, a pessoa exposta já sente dor. Abissamra destaca que há uma outra variável a ser considerada na perda de audição: a distância da fonte do ruído. “No caso do MP3, o fone está dentro da orelha, não há nenhuma dispersão do som.” A fonoaudióloga Isabela Gomes lembra que, além da exposição contínua ao ruído, outros fatores levam à perda auditiva: doenças congênitas ou adquiridas, traumas, uso de medicamentos ototóxicos e idade avançada. Os especialistas concordam que a descoberta precoce da perda de audição é o ideal, mas só é possível a partir de exames como a audiometria, que podem ser feitos anualmente. Já para quem trabalha em locais barulhentos, a periodicidade do exame pode ser menor, de seis em seis meses. Existem tratamentos medicamentosos e até mesmo cirúrgicos que podem amenizar o problema. -------------------------------------------------------------------------------- Fonte: Gazeta Marcantil, 10 de Dezembro, 2007 Disponível em http://ultimas-noticias.org/2007/12/10/barulho-em-excesso-audicao-em-perigo/

Entrevista com Daniel Berg - Pioneiro no Movimento Pentecostal

Voz de Daniel Berg, pioneiro no movimento pentecostal no Brasil. Viveu de 1883 à 1963, cristocêntrico, suas palavras revelam mansidão e um grande amor pela obra de Cristo. Juntamente com Gunnar Vin... Vasculhando o site You Tube, achei um material raro e precioso: uma entrevista com Daniel Berg, missionário sueco fundador da Assembléia de Deus, em Belém do Pará. Na entrevista a uma rádio de Santa Catarina, ele fala sobre o seu chamado, da fundação da igreja, das perseguições, do Batismo com o Espírito Santo, na Vinda de Jesus, e no fim, canta o hino 196 - Precioso para Mim é Jesus, da Harpa Cristã. 1ª Parte 2ª Parte Leia Aqui a Biografia de Daniel Berg. Daniel Hogberg, conhecido no Brasil como Daniel Berg, nasceu em 19 de abril de 1884, na pequena cidade de Vargon, na Suécia, ás margens do lago de Vernern. Quando recém-nascido, o padre da cidade visitou inúmeras vezes a casa de seus pais para convence-los a batizá-lo, mas nada conseguiu. Por isso, desde criança, Daniel era mal visto pelo padre, que, desprestigiado, passou a dizer que a criança que não fosse batizada por ele jamais sairia de Vargon. “já naquele tempo pude observar a desvantagem e o perigo de um povo ter uma fé dirigida, sem liberdade. Religião que dominava minha cidadezinha e a redores impossibilitava as almas de terem um encontro com Deus” , conta o pioneiro em suas memórias. Quando o evangelho começou a entrar nos lares de Vargon, seus pais, Gustav Vernern Hogberg e Fredrika Hogberg, o receberam e engessaram na igreja Batista. Logo procuraram educar o filho segundo os princípios cristãos. Em 1899, Daniel converteu-se e foi batizado nas águas. Em 1902, aos 18 anos, pouco antes do início da primara nórdica, deixou seu país. Embarcou a 5 de março de 1902, no porto báltico de Gothemburgo, no navio M. S. Romeu, com destino aos Estados Unidos. “Como tantos outros haviam feito antes de mim”, frisava. O motivo a grande depressão financeira que dominava a Suécia naquele ano. Em 25 de março de1902, Daniel desembarcou em Boston. No Novo Mundo, sonhava, como tantos outros de sua época em realizar –se profissionalmente. Mas Deus tinha um plano diferente e especial para sua vida. De Boston, viajou para Providence, Rhode Island, para se encontrar com amigos suecos, que lhes conseguiram um emprego numa fazenda. Permaneceu nos Estados Unidos por sete anos, onde se especializou como fundidor. Com saudades do lar, retornou à cidade natal, onde o tempo parecia parado. Nada havia se modificado, Só seu melhor amigo, companheiro de infância, não morava mais ali. “vive em uma cidade próxima, onde prega o evangelho”, explicou sua mãe. Logo chegou ao seu conhecimento que seu amigo recebera o batismo no Espírito Santo, coisa nova para sua família. A mãe do amigo insistiu para que Daniel o visitasse. Aceitou o convite. No caminho, estudou as passagens bíblicas onde se baseava a “nova doutrina”. Chegando à igreja do amigo, encontrou-o pregando. Sentou e prestou atenção na mensagem. Após o culto conversaram longamente sobre a nova doutrina. Daniel demonstrou ser favorável. Em seguida, despediu-se e partiu, sua intenção não era permanente na Suécia, mas retornar à América, do Norte. Em 1909, após despedir-se dos pais, em meio à viagem de retorno aos Estados Unidos, Daniel orou com insistência a Deus, pedindo o batismo no Espírito Santo. Como não estava preocupado como da primeira vez, posto que já conhecia os EUA, canalizou toda sua atenção à sua busca da benção. Ao aproximar-se das plagas norte-americanas, sua oração foi respondida. A partir de então, sua vida mudou. Daniel passou a pregar mais a Palavra de Deus e a contar testemunho a todos. Ainda em 1909, por ocasião de uma conferência em Chicago, Daniel encontrou-se com o pastor batista Gunnar Vingren, que também fora batizado no Espírito Santo. Os dois conversaram haras sobre as convicções que tinham uma chamada missionária. Quanto mais dialogavam, mais suas chamadas eram fortalecidas. Quando Vingren estava em South Bend, Daniel Berg estava trabalhando numa quitanda em Chicago, quando o Espírito Santo mandou que se mudasse para South Bend. Berg abandonou seu emprego e foi até lá, onde encontrou Vingren pastoreando a Igreja Batista dali. “Irmão Gunnar, Jesus ordenou-me que eu viesse me encontrar com o irmão para juntos louvarmos o seu Nome”, disse Berg. “Esta bem!”, respondeu Vingren com singeleza. Passaram, então, a encontrarem-se diariamente para estudar as Escrituras e orar juntos, esperando uma orientação de Deus. Após a revelação divina dada ao irmão Olof Uldin de que o lugar para onde deveriam ir era o Pará, no Brasil, Daniel Berg, contra a vontade dos seus patrões, abandonou o emprego. Eles argumentaram: “Aqui você pode pregar o evangelho também, Daniel; não precisa sair de Chicago”. Mas ele estava convicto da chamada não voltou atrás. Ao se despedir, Berg recebeu de seu patrão uma bolacha e uma banana. Essa era uma tradição antiga nos Estados Unidos. Simbolizava o desejo de que jamais faltasse alimento para pessoa que recebesse a oferta. Esse gesto serviu de consolo para Berg, que em seguida partiu com Vingren para Nova York, e de lá para o Brasil em um navio. No Pará, Daniel, que logo se empregou como caldeireiro e fundidor na companhia Port of Pará, recebendo salário de doze mil reis, passou a custear as aulas de português ministradas a Vingren por um professor particular. No fim do dia, Vingren ensinava o que aprendera a Daniel. Justamente por isso Berg nunca aprendeu bem a língua portuguesa. O dinheiro que sobrava era usado na compra de Bíblias. Tão logo começou a se fazer entender na língua portuguesa, passou a evangelizar nas cidades e vilas ao longo da estrada de ferro Belém-Bragança, enquanto Vingren cuidava do trabalho recém-nascido na capital. Como o evangelho era desconhecido no interior do Pará, Berg se tornou o pioneiro da evangelização na região. É que as igrejas evangélicas existentes na época não tinham recursos suficientes para promover a evangelização no interior. Após a evangelização de Bragança, tornou também o pioneiro na evangelização na Ilha de Marajó, onde peregrinou por muitos anos, abordos de pequenas e grandes canoas. Berg ia de ilha em ilha, levando a mensagem bíblica aos pequenos grupos evangélicos que iam se formando por onde passavam. No início de 1920, Daniel visitou a Suécia onde se enamorou com a jovem sara, com quem se casou, em julho daquele ano. Em março de 1921, retornou ao Brasil acompanhado com sua esposa. Em 1927, o casal Berg mudou-se para São Paulo, onde Daniel continuou fazendo o seu trabalho de evangelismo. Daniel Berg sempre foi muito humilde e simples. Em sua pregações e diálogos sempre demonstrou essas virtudes. Ninguém o via irritado ou desanimado. Sempre que surgia algum problema, estas eram suas palavras: “Jesus é bom. Ele salva, batiza no Espírito Santo e cura os enfermos. Ele faz tudo por nós. Glória a Jesus! Aleluia!”. No Ano de Ouro das Assembléias de Deus no Brasil, comemorado em Belém, Berg estava lá, inalterado, enquanto os irmãos faziam referência à sua atuação no início da obra. Para ele, a glória era única e exclusivamente para Jesus. Berg considerava-se apenas um instrumento de Deus. Nas comemorações do Jubileu no Rio de Janeiro, no maracanãzinho, quando o pastor Paulo Leivas Macalão colocou em sua lapela uma medalha de ouro, Berg externou visivelmente em seu rosto a idéia de que não merecia tal honra. Até 1960, Berg recebeu, diretamente de Deus, a cura de suas enfermidades mediante a oração da fé. Em 1963, foi hospitalizado na Suécia. Mesmo assim, ainda trabalhando para o Senhor. Ele saia da enfermaria para distribuir folhetos e orar pelos que se decidiam. A disciplina interna do hospital não lhe permitia fazer aquilo, por isso uma enfermeira foi designada para impor-lhe a proibição. Porém, ao deparar-se com o homem de Deus alquebrado pelo peso dos anos, mas vigoroso em sua tarefa espiritual, não teve coragem e desistiu da tarefa. Berg, então, continuou a oferecer literaturas. Finalmente, em 1963, aos 79 anos, Daniel Berg passou a descansar nas moradas celestiais. Quando a morte chegou, encontrou-o sorridente e feliz. Ele então não temeu. Seu tesouro estava guardado. ______________________ Fonte: Revista Obreiro Ano 23, nº 13, CPAD – Encarte Especial, págs. 5-8

O QUE O LIVRO MAIS SÁBIO NOS ENSINA SOBRE LIDERANÇA?

As sagradas escrituras nos presentearam com diversos exemplos de líderes que souberam guiar pessoas para o fim colimado. Muitos livros são escritos acerca de liderança, os quais trazem bons ensinamentos para os leitores.

A ética e a moral devem ser a marca de quem é lider. Afinal, um bom gestor, antes de tudo, deveria ser um bom exemplo, alguém que inspira e motiva seus liderados ao progresso e ao mútuo respeito, onde todos podem aproveitar seus talentos e capacidades para o bem comum.

O livro mais sábio que existe, a Bíblia, tem várias assertivas sobre as boas práticas de gestão e liderança. Compartilho com você os resultados da minha pesquisa, mencionando algumas passagens correspondentes (as siglas dos livros estão ao final do artigo):

  1. Honestidade e integridade, sem as quais, a liderança é destrutiva e perniciosa – Lc 16.10-12, Mt 24.45-51, Pv 22.1
  2. Trate os que estão sob sua liderança como gostaria de ser tratado – Lc 6.31
  3. Planejar é parte das atividades exigidas de um líder – Lc 14.28-30
  4. Gestão implica em zelo profissional – Pv 22.29, Pv 24.3 e 24.30-34, Ec 9.10
  5. Utilize-se de boas práticas, e da ética – Pv. 28.10
  6. Um bom gestor é alguém que ganha a confiança dos liderados – Pv 28.12
  7. Bajulação não é técnica de administração – Pv 28.23
  8. Emotividade exposta pode indicar problemas de liderança – Pv 29.11
  9. Orgulho é um mau hábito de quem lidera – Pv 29.23
  10. Nunca humilhe alguém em público – Pv 30.10
  11. Tratar a todos com justiça e equidade – Cl 4.1
  12. Abandone práticas arcaicas e incorretas – Pv 4.13-15
  13. Preguiça e negligência são a certeza do insucesso - Mt 25.14-30 - Parábola dos Talentos
  14. Não tente fazer tudo sozinho – delegue tarefas! Ex 18.14-26
  15. Um verdadeiro líder deve servir, e não procurar servir-se dos seus liderados – Mc 10.42-45
  16. Aconselhar-se, quando o assunto é complexo, e ouvir opiniões, não é sinal de fraqueza ou incapacidade, mas de sabedoria – Pv. 15.22.

Em suma, o verdadeiro líder atrai, retêm e inspira seguidores, portanto uma visão de liderança focada nos ensinamentos das sagradas escrituras muito contribuirá para o crescimento do Brasil e da Igreja de Cristo, pois somos o sal da terra.

Siglas dos livros bíblicos utilizados como referência: Cl = Colossenses , Ec = Eclesiastes, Ex = Êxodo, Lc = Lucas, Mc = Marcos, Mt = Mateus, Pv = Provérbios.

A IMORALIDADE EM CORINTO

Texto Áureo: I Co. 6.1 - Leitura Bíblica em Classe: I Co. 5.1-6; 9-11 Objetivo: Compreender que Deus repudia ao pecado, e, por isso, a igreja deve intervir na disciplina com vistas à saúde espiritual. INTRODUÇÃO
A igreja de Corinto, como toda igreja carnal, além das divisões e partidarismos, tinha casos vergonhosos de imoralidade sexual (porneia em grego). Na lição de hoje, estudaremos a respeito da situação imoral na qual se encontrava aquela igreja. Em seguida, mostraremos algumas recomendações bíblicas quanto à disciplina da igreja diante do pecado. Ao final, destacaremos que a disciplina é necessária, e mais que isso, é saudável tanto para a igreja quanto para aquele que é disciplinado. 1. A IMORALIDADE NA IGREJA DE CORINTO
Na igreja de Corinto a imoralidade sexual era comum. Isso acontecia porque a igreja era cúmplice, ou seja, tolerava o pecado. Havia um caso aviltante naquela igreja de relacionamento de um homem com a mulher do seu pai. Paulo deixa claro, em I Co. 5.1,2, que um caso como esse não teria apoio sequer no meio daqueles que não professam a fé cristã. Provavelmente, não se referia a própria mãe, pois se assim o fosse Paulo o teria dito. O ofensor, portanto, teria seduzido a mulher do seu pai, isto é, a madrasta, ainda que não fique explicitado se isso teria acontecido após o divórcio ou da morte do pai. Em todo caso, tratava-se de uma prática sexual ilícita, denunciada pelo Apóstolo e proibida tanto pelas leis romanas quanto judaicas (Lv. 18.8). A esse respeito, destacamos que: 1) não se pode fazer concessão ao pecado (v. 1) – a igreja havia se acostumado com tais práticas (v. 2); 2) é preciso chorar e lamentar o pecado – a palavra grega usada é penthein, cujo sentido é de alguém que pranteia num funeral, ao invés de chorar, a igreja estava ensoberbecida; 3) não se deixar ensoberbecer com o pecado – é triste saber que aquela igreja não apenas apoiava o pecado, mas se jactava dele (v. 6), o politicamente “correto” e a aplicação da tolerância havia chegado ao extremo, é possível que não mais se levasse em conta o absoluto, o relativismo cultural já havia tomado conta da igreja, por isso, essa não mais disciplinava os pecadores (v.2). 2. O VALOR DA DISCIPLINA NA IGREJA
A fim de que não venhamos a entrar pelo caminho do mundo, defendendo que o errado é certo e que o certo é errado (Is. 5.20), a igreja precisa atuar amorosamente na disciplina dos pecados na igreja. Seguindo a admoestação de Paulo para aqueles dias, a igreja deve exercitar a disciplina do transgressor: o referido homem da I Epístola aos Coríntios deveria ser entregue a Satanás (v. 3-5). Essa expressão não é muito comum no Novo Testamento, podemos encontrar relação com I Tm. 1.20. O sentido subjacente em ambos os casos é que fora da igreja se encontra a esfera de Satanás (Ef. 2.12; Cl. 1.13; I Jo. 5.19), por isso, extrair alguém do escopo da igreja seria entregá-lo à região de Satanás. Outra expressão de difícil compreensão, ainda nessa passagem, é a respeito dessa entrega para a “destruição da carne”. Pelo contexto, é possível inferir que Paulo deseja que o ofensor, após a exclusão, tenha consciência das perdas e passe a se lembrar com nostalgia das coisas de Deus, nos tempos que estava na igreja, e, por fim, se arrependa dos seus pecados e se volte para Deus. Para Paulo, a disciplina é um ato de amor, pois, ainda que no momento seja duro tomar a decisão pela exclusão de alguém que tenha pecado, essa atitude pode muito bem redundar em graça e o ofensor poderá vir a ser salvo, e, para maior alegria, poderemos ver aquele que uma vez foi excluído, voltando-se para Deus e a ser encontrado no dia do Senhor, por ocasião do arrebatamento da igreja (v. 5). 3. A ATUAÇÃO DA DISCIPLINA BÍBLICA
Conforme vimos anteriormente, a disciplina tem um valor especial para a saúde da igreja local. Essa, porém, deva ser aplicada a partir de alguns princípios bíblicos: 1) é um ato imperativo – isso quer dizer que não deva ser uma opção, pois é uma ordem de Deus (I Co. 5.2,13; Mt. 18.17); 2) é um ato coletivo – não é apenas uma decisão da liderança, mas de toda a igreja, os membros da igreja devam referendar a disciplina (I Co. 5.4); 3) é um ato restritivo – os crentes estão no mundo, mas não podem pactuar com as coisas do mundo, por isso, devem viver espiritualmente separados das práticas pecaminosas, caso contrário o pecado passará a ser aceito com naturalidade dentro da igreja; 4) é um ato de julgamento – à igreja foi dada a autoridade para discernir, pela Palavra, o certo e o errado, sendo uma agência do reino de Deus, por isso, quando alguém é disciplinado, deixa de fazer parte desse Corpo, expondo-o, caso não se arrependa, à ação de Satanás; 5) é um ato preventivo – se o fermento velho não for lançado fora, a massa toda vai ser contaminada (v. 7), a igreja, por conseguinte, precisa preocupar-se com os membros de dentro, pois os de fora Deus os julgará (v. 13); 6) é um ato de perdão – não se deve excluir a possibilidade do perdão na disciplina, o propósito deva ser sempre o da restauração (v. 5), para tanto, a disciplina deva ser aplicada com lágrimas, e, quando houver arrependimento do ofensor, a igreja deverá amar, consolar e perdoar o pecado, recebendo-o de volta à comunhão. CONCLUSÃO
A igreja de Corinto, como algumas igrejas da atualidade, toleram o pecado, e o pior, em determinados contextos esse é assumido com naturalidade. A fim de que essa não seja uma prática comum naquela e em nossas igrejas, Paulo instrui a respeito da necessidade da disciplina. Ainda que dolorosa, essa precisa continuar sendo atuante, não somente para a saúde da igreja, mas para a possível preservação da alma do ofensor. Para tanto, a disciplina cristã deva ser feita com lágrimas, sobretudo com amor, na esperança que o pecador se arrependa e se volte para o Senhor que é longânimo para perdoar. BIBLIOGRAFIA
LOPES, H. D. I Coríntios. São Paulo: Hagnos, 2008. MORRIS, L. I Coríntios: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007.

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