LER! CONSELHO DE ADVOGADO

LER!

CONSELHO DE ADVOGADO

Um advogado fez circular a seguinte informação para os empregados de seu escritório:

1. Não assine a parte de trás de seus cartões de crédito. Em vez disso, escreva 'SOLICITAR RG'.
2. Ponha seu número de telefone de trabalho em seus cheques em vez de seu telefone de casa. Se você tiver uma Caixa Postal de Correio use esta em vez de seu endereço residencial. Se você não tiver uma Caixa Postal, use seu endereço de trabalho.
Ponha seu telefone celular ao invés do residencial.  
3. Tire Xérox do conteúdo de sua carteira. Tire cópia de ambos os lados de todos os documentos, cartão de crédito, etc.

Você saberá o que você tinha em sua carteira e todos os números de conta e números de telefone para chamar e cancelar.

Mantenha a fotocópia em um lugar seguro. 
Também leve uma fotocópia de seu passaporte quando for viajar para o estrangeiro.
Sabe-se de muitas estórias de horror de fraudes com nomes, CPF, RG, cartão de créditos, etc.... roubados.
Infelizmente, eu, um advogado, tenho conhecimento de primeira mão porque minha carteira foi roubada no último mês. Dentro de uma semana, os ladrões compraram um caro pacote de telefone celular, contrataram um cartão de crédito VISA, tiveram uma linha de crédito aprovada para comprar um computador, dirigiram com minha carteira...   
E MAIS.....  
4. Nós fomos informados que nós deveríamos cancelar nossos cartões de crédito imediatamente. Mas a chave é ter os números de telefone gratuitos e os números de cartões à mão, assim você sabe quem chamar. 
Mantenha estes onde você os possa achar com facilidade.  
5. Abra um Boletim Policial de Ocorrência (B.O.) imediatamente na
jurisdição onde seus cartões de crédito, etc., foram roubados. Isto prova aos credores que você tomou ações imediatas, e este
é um primeiro passo para uma investigação (se houver uma).

Mas aqui está o que é talvez mais importante que tudo:
6. Chame imediatamente o SPC (11-3244-3030) e SERASA (11-33737272)e outros órgãos de crédito (se houver) para pedir que seja colocado um alerta de fraude em seu nome e número de CPF.

Eu nunca tinha ouvido falar disto até que fui avisado por um banco que me chamou para confirmar sobre uma aplicação para empréstimo que havia sido feita pela Internet em meu nome.

O alerta serve para que qualquer empresa que confira seu crédito saiba que sua informação foi roubada, e eles têm que contatar você por telefone antes que o crédito seja aprovado..

Até que eu fosse aconselhado a fazer isto (quase duas semanas depois do roubo), todo o dano já havia sido feito.

Há registros de todos os cheques usados para compras pelos ladrões, nenhum dos quais - eu soube - depois que eu coloquei o alerta.

Desde então, nenhum dano adicional foi feito, e os ladrões jogaram fora minha carteira.
Este fim de semana alguém a devolveu para mim.
Esta ação parece ter feito eles desistirem.

Mas se você estiver disposto a passar esta informação, realmente poderá ajudar alguém!

Diná, as jovens crentes e a curiosidade pelas coisas do mundo



Depois de morar por um tempo em Sicote, no vale do rio Jordão, Jacó se mudou com sua família para Siquém. Foi naquela cidade que Abraão, seu avô, havia feito o primeiro acampamento ao entrar em Canaã; portanto, a cidade tinha um significado especial para ele. Também era uma resposta à sua oração, em Betel, de voltar em segurança à sua terra natal.



Jacó comprou algumas terras dos filhos de Hamor. Ali montou suas tendas e construiu um altar para o sacrifício da manhã e da tarde. Também cavou um poço para ter água (ver João 4.14). A família vivia praticamente isolada, para não se misturar com os idólatras cananeus. Aquela era uma recomendação divina que não devia ser desprezada.




Em Gênesis 34, vemos a história de Diná, a filha caçula de Léia e Jacó, que devia estar com uns quinze anos de idade nesse tempo. Como é próprio dos adolescentes, sua curiosidade foi despertada para o que havia sido proibido. Tinha tanta vontade de conhecer os hábitos e costumes dos vizinhos que um dia saiu sozinha e sem autorização para ver como eram as festas deles. Talvez tivesse sido convidada por uma amiga.


Aconteceu que um dos homens da cidade se engraçou com ela. Se isso não bastasse, forçou-a a ter relações sexuais com ele. Aquela era uma situação comum em Canaã, para se ter uma ideia de quão baixos eram os tais "costumes". O homem notou, porém, que aquela mocinha era diferente das outras e acabou se apaixonando por ela. Não podia deixá-la ir embora. Teria que tomar providências para tê-la como esposa.



Enquanto isso, todos começaram a sentir falta de Dina em casa. O que teria acontecido? A notícia correu rapidamente e chegou aos ouvidos de Jacó. Ele ficou angustiado. Como resolveria a situação? Se recusasse o pedido de casamento, seria malvisto pelos siquemitas; se concordasse, estaria desobedecendo a uma ordem clara de Deus. Era necessário encontrar uma solução; afinal, a moça estava detida na casa do filho de Hamor, um dos homens mais importantes da cidade.


Quando estive meditando na passagem bíblica que conta essa história, eu lembrei como muitas adolescentes cristãs têm se parecido com Diná.


Posso relacionar dois pontos cruciais que identificam a filha de Jacó com muitas jovens crentes de hoje:


(v. 1) - "Saiu Diná a ver as filhas da terra"



Segundo Flavio Josefo, havia um grande festival em Siquém, e Diná foi lá para ver de que maneira as mulheres daquele país se vestiam. Diná teve interesse por aquilo que não podia. Ir a Siquém foi fundamental para que Diná atraísse o interesse de Hamor, príncipe de Siquém. Da mesma forma, muitas adolescentes têm tido amizade (Tg 4.4) e até amor (1 Jo 2.15) pelos atrativos mundanos.


Conheço algumas adolescentes que passaram a ter grandes afinidades com amigos não cristãos. Muitas tinham um caráter cristão dentro da igreja e um mundano nos colégios. Depois se saírem para festas e diverimentos seculares, algumas chegaram a engravidar dos garotos. Outras, saíram da igreja e não voltaram mais. Com isso, não quero dizer que não se pode ter relações sociais com as pessoas não crentes, mas o problema está quando se age como Diná, "sair para ver as filhas da terra". Jovens, mantenham-se firmes na casa do Senhor (Hb 10.25)!


(v. 2) As atitudes do príncipe Hamor



Hamor era um príncipe heveu na terra de Siquém. Seu status lhe dava a ousadia de ter quantas mulheres ele quisesse. Se, porventura, ele não tivesse esse cargo tão alto, provavelmente não atrairia a mesma atenção feminina. Para conquistar Diná, o processo começou na curiosidade até chegar à violação e ao aliciamento. Os estágios foram:


- Viu-a (atração): Ele viu Diná em suas terras e ficou atraído por ela.


- Tomou (ação): Assim como aconteceu com Sansão (Jz 14.1) e Davi (2 Sm 11.2), Hamor também tomou a iniciativa contrária aos princípios divinos.




- Deitou-se com ela (possessão): Diná, então, passou a ser escrava dele.


- Humilhou-a ou estuprou-a (obsessão e compulsão): Por fim, passou a dominá-la e mantê-la como prisioneira.


Dessa mesma forma, os jovens descrentes nunca começam a "orar para saber se a irmã é da vontade de Deus". A primeira ação é perguntar aos amigos se conhecem aquela adolescente crente. Depois, não esperam muito tempo e já partem pra cima. Como as moças se sentem atraídas (já que - assim como Hamor - dificilmente os jovens não crentes não são atraentes e bonitos, na visão delas), eles - sem princípios de pureza e moralidade - partem logo para as relações sexuais. Daí pra frente, surge a gravidez, o fim da vida juvenil, o afastamento de Deus....


A história de Diná e Hamor se segue ao longo do capítulo 34 de Gênesis. No fim das contas, os irmãos de Diná se vingam contra Hamor pelo abuso contra ela e matam-no.


Tudo isso começou pelo simples fato de Diná sair da sua terra para conhecer outra que não podia. A recomendação de Deus para os adolescentes é que meditem sobre a história da filha de Jacó e analisem seu comportamento. Tenho visto muitas adolescentes reclamarem que "na igreja, não tem nenhum menino interessante" (e vice-versa). Mas o propósito divino é que cada jovem mantenha-se firme, bebendo da própria fonte (Pv 5.15-17; Jr 2.13). 
Muitos adolescentes descrentes veem que a saída tem sido se infiltrar no meio evangélico para poderem namorar as jovens da igreja. Assim como Hamor, que topou as exigentes propostas de Jacó só para ter Diná, alguns lobos estão dispostos a ceder às leis denominacionais por puro interesse afetivo, ou seja, estão entre nós apenas para ter o aval legal de se relacionarem com as meninas crentes.




Então, que as adolescentes e jovens cristãs mantenham-se vigilantes (Mt 26.41) e fujam do julgo desigual (2 Co 6.14-17). Se o mundo é interessante e tem seus atrativos, ele não deixa de ser maléfico, maligno e destruidor, além de ir ao encontro do que Deus quer para as nossas vidas.


"... tornem-se eles para ti, mas não voltes tu para eles." (Jr 15.19)


A-BD

196-Um flor gloriosa - Cantado por: DANIEL BERG


Cantado por: DANIEL BERG

"Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales"
(Cânticos 2:1)
Autor e Compositor: Desconhecido
Tradutora: Frida Vingren

1
Já achei uma flor gloriosa,
E quem deseja a mesma terá;
A rosa de Saron preciosa
Entre mil mais beleza terá;
No vale de sombra e morte,
Nas alturas de glória e luz,
Esta rosa será a minha sorte,
Precioso p’ra mim é Jesus!

Coro
Precioso pra mim é Jesus!
Precioso pra mim é Jesus!
Eu confesso na vida e na morte
Que tudo pra mim é Jesus!

2
Já de muitos foi achada a rosa
E provado o excelente odor
E o poder desta flor gloriosa
Que dá vida ao vil pecador.
Mui zeloso pela lei foi Saulo,
Perseguia o povo de Deus,
Mas transformado foi em um Paulo.
Pois achou ele a rosa dos céus.

3
Vai buscar a Jesus precioso,
Vai depressa, a noite já vem,
E, se perdes o amor glorioso,
Será triste pra ti o além;
Esta flor hoje é ofertada
A quem humildemente a buscar;
Será logo da terra tirada,
Para brilhar em outro lugar.


HISTÓRIA

O hino 196 "Uma flor gloriosa" foi traduzido pela missionária Frida Vingren, com base no hinário sueco Lovsangstoner (hino Nº 298) e já constava das edições da Harpa Cristã da década de 30. Tendo em vista a escassez de exemplares do hinário sueco Lovsangstoner, não há como obter uma cópia para comparar.

Na Harpa Cristã, este hino já fazia parte das edições da década de 30, sob o número 393.

Em junho de 1931 Gunnar Vingren publicou o hinário Psaltério Pentecostal, para suprir a carência de Harpa Cristã. Neste hinário, "Uma flor gloriosa" aparece sob o número 44.

A versão em inglês ROSE OF SHARON, provavelmente foi uma tradução a partir do sueco. Em vários sites encontramos o hino "Rose of Sharon" como sendo de autoria de Alfred B. Smith (1916-2001) e John Peterson (1921-2006), além de constar o ano de Copyright: 1959.

Apenas para esclarecer este detalhe, vamos tecer aguns comentários sobre isto:

1) John Willard Peterson (1921-2006), nasceu no dia 1 de novembro de 1921 em Lindsborg, Kansas. Faleceu no dia 20 de setembro de 2006. Era de origem sueca. Em 1930, como já vimos, "Uma flor gloriosa" já fazia parte da Harpa Cristã. Peterson, nesta época, tinha apenas 9 anos de idade. Converteu-se aos 12 anos. Portanto, em 1933!





2) Alfred Barney Smith (1916-2001), nasceu no dia 8 de novembro de 1916 em Nova Jersey e faleceu no dia 9 de agosto de 2001 em Greenville, Carolina do Sul, E.U.A. Em 1930 Smith tinha apenas 14 anos de idade e, de acordo com a sua biografia, ele se converteu exatamente com 14 anos! Portanto, em 1930!



3) O site The Cyberhymnal (http://www.hymntime.com/tch/index.htm), reconhecido no mundo todo pela idoneidade, seriedade e honestidade com que trata os assuntos referentes aos hinos, consta a biografia de John Willard Peterson. Porém, podemos constatar que este hino: Rose of Sharon, não faz parte do elenco de hinos compostos por ele.

4) Neste site: http://www.the-synergy.com/lyrics/rosharon.html (atualmente desativado), constava uma observação muito interessante sobre os autores:

"A devotional song, quite different than the usual John Peterson or Alfred B. Smith style."
(Um cântico devocional completamente diferente do estilo usual de John Peterson or Alfred B. Smith).

5) Pesquisando os arquivos de Copyright do ano de 1959, estranhamente verificamos que tanto nos copyrights emitidos no primeiro semestre quanto no segundo semestre, não aparecem nem os nomes de Alfred Barney Smith, nem de John Willard Peterson nem ainda o título do hino "Rose of Sharon".

Nossa opinião é que John Willard Peterson, por ser de origem sueca, ter nascido nos Estados Unidos, possivelmente elaborou a tradução do sueco para o inglês e divulgou o hino "Rose of Sharon" na década de 50.

Toda esta explicação torna-se necessária para não haver dúvidas que este hino não foi traduzido do inglês para o português, mas sim do sueco para o português, pela missionária Frida Vingren.

FONTE:
1) CPAD - Pr. Isael de Araujo (Via email)
2) The Cyberhymnal (http://www.hymntime.com/tch/index.htm)
3) Harpa Cristã (década de 1930) - CPAD
4) Psaltério Pentecostal, 1931 – CPAD

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harpadigital@gmail.com

O PRINCÍPIO BÍBLICO DA GENEROSIDA

Texto Áureo: II Co. 9.7 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 8.1-5; 9,6,7,10,11.
Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Destacar a importância da generosidade enquanto princípio que deve ser manifestado pelo cristão na graça de Deus.

INTRODUÇÃO
Após fazer as pazes com os crentes de Corinto, Paulo sente-se a vontade para tratar de um assunto espiritual: a contribuição cristã. A questão do dinheiro não é um assunto menos espiritual para o cristão. Por isso, deve ser tratado com sabedoria, principalmente com respaldo bíblico. Na aula de hoje estudaremos a respeito da iniciativa de Paulo quanto a coleta para os pobres. Em seguida, veremos que a generosidade deva ser uma prática do cristão. Ao final, apontaremos alguns princípios que orientam a coleta das ofertas na igreja.

1. A COLETA CRISTÃ PARA OS POBRES
As igrejas gentílicas, atingidas por grande privação durante o império de Cláudio (41 a 54 d. C.), carecia da assistência das igrejas. A igreja de Antioquia deu o exemplo inicial, enviando ajuda pelas mãos de Paulo e Barnabé (At. 11.27-30). Paulo deu continuidade a campanha de arrecadação na Galácia, mostrando preocupação com os pobres (Gl. 2.10). A igreja de Corinto também demonstrou interesse na participação dessa coleta (I Co. 16.1-4). O Apóstolo aproveita a solicitude dos irmãos de Corinto e os direciona para que demonstrem generosidade aos irmãos necessitados (II Co. 8.1-7). A princípio, destaca a generosidade das igrejas da Macedônica como um resultado da graça de Deus em suas vidas (Rm. 5.6-8; Fp. 2.4-11; Cl. 3.12,13; I Jo. 4.7-12). Aquela igreja, ainda que fosse pobre, superabundou em grande riqueza da sua generosidade (II Co. 8.1,2). A grandeza do ato generoso desses irmãos se revelou na disposição em contribuir para além de suas posses, voluntariamente. Eles agiram assim porque entendiam que mais bem-aventurado é dar que receber (At. 20.35). O princípio da contribuição, segundo relata Paulo em II Co. 8.5, esta na disposição de antes de entregar a oferta, entregar-se a si mesmo, assumindo a vontade de Deus. Diante da disposição generosa dos crentes, Paulo instrui Tito para que esse complete a obra da coleta que ele havia iniciado (II Co. 5.6). Como os crentes dos tempos antigos, a graça de Deus derramada em nossos corações em Cristo também deva nos constranger a exercitar a generosidade. Faz-se necessário romper com o paradigma moderno de tirar vantagem em tudo. O cristão precisa aprender a viver com desprendimento. Abençoado não é aquele que retém mais, mas o que entrega com alegria e liberalidade (II Co. 9.7).

2. A GENEROSIDADE CRISTÃ
A igreja de Corinto era imperfeita, mas Paulo não deixa de reconhecer a abundância da fé, do amor e do cuidado daqueles irmãos. Eles eram excelentes na palavra e no conhecimento (I Co. 1.4-7), mas é principalmente na fé e no amor que se destacavam (II Co. 8.7). A demonstração dessa fé e amor é revelada no interesse dos irmãos coríntios em participar da coleta em prol dos pobres da igreja. O amor genuíno não fica apenas em palavras, mas é expresso em atos (Lc. 19.1-10; I Jo. 3.16-18). A preocupação com a pobreza dos irmãos se fundamenta no fato de que Jesus também foi pobre (Lc. 2.7; Lc. 2.24; Lv. 12.6-8); Lc. 9.58). Não podemos esquecer que a pobreza de Cristo nos tornou ricos. A riqueza do cristão tem uma dimensão escatológica, pois o dinheiro, na revelação do evangelho, não deve ser entesourado e pode causar a ruína do crente (Mt. 6.19-24). Na teologia do Antigo Testamento há espaço para uma crença no acúmulo de riqueza, mas não no Novo Testamento, que motiva o ser humano à generosidade (At. 20.35). Essa é uma direção divina para o cristão que, diferentemente do Israel do Antigo Testamento, não vive pelo que ver, mas pela fé no Deus da providência, e que nos dá o pão nosso de cada de dia (II Co. 5.7; Mt. 6.11). Para que o dinheiro não se torne um Deus, é preciso agir, não depois, mas agora, contribuindo com os mais necessitados (II Co. 8.10,11). O evangelho de cristo não exige que doemos mais do que temos, e orienta para que sejamos cautelosos em relação àqueles que querem tirar proveito do evangelho, antes que contribuamos de acordo com as possibilidades (II Co. 8.12). Existem casos extremos de fé, destacados por Jesus, em relação à oferta da viúva, que deu todo seu sustento (Lc. 21.2,3), mas essa é uma atitude individual, que partiu do íntimo do coração, não foi forçada ou constrangida. A mensagem de Paulo nesse texto difere da de algumas “pregações” que visam tirar dos irmãos mais do que eles podem dar. Determinadas igrejas evangélicas incitam os crentes a dar o que não têm, mas a igreja amadurecida na palavra instrui os irmãos que contribuam com os dízimos (Mt. 23.23) e ofertas, princípio que leva em consideração a proporcionalidade (II Co. 8.13-15; I Co. 16.2).

3. INSTRUÇOES PARA A COLETA DA OFERTAS
Do mesmo modo que Deus motivou Tito para levantar as ofertas em Corinto pelos irmãos necessitados, nos dias atuais, o mesmo Senhor, através da Palavra e do Seu Espírito, direciona pessoas para se sensibilizarem com a causa dos pobres (II Co. 8.16). Essas pessoas agem com o coração voluntarioso, são desprendidas de interesses materiais, ajudam graciosamente, não porque pretendam tirar alguma vantagem, seja financeira ou eleitoreira (II Co. 8.17). Esses irmãos precisam ter o aval da igreja a fim de atuarem no ministério da coleta, a fim de que o dinheiro não seja desviado, resultando em escândalo para o evangelho. A igreja precisa ser cuidadosa quando se trata da coleta, todo esforço deva ser empreendido para dar transparência e evitar falatórios infundados (II Co. 8.18,19). Devemos lembrar que Paulo tinha opositores que queriam tirar vantagem de qualquer brecha no seu ministério para acusá-lo de ilicitude. Por esse motivo, o Apóstolo demonstra cuidado na administração da oferta a fim de evitar críticas. Ele instrui os irmãos para que ajam com honestidade, não só perante os homens, mas, principalmente, perante o Senhor (II Co. 8.20,21). A coleta não estava na direção de apenas uma pessoa, por isso Paulo envia, com Tito, dois irmãos zelosos para auxilia-lo (II Co. 8.22,23). Depois de credenciá-los e recomendá-los para a tarefa, orienta os irmãos coríntios para que demonstrem amor pelos pobres, referindo-se, certamente, à contribuição generosa que fariam perante eles (II Co. 8.24).

CONCLUSÃO
A prática da generosidade cristã deve ser cultivada na igreja cristã. Para tanto, é preciso que haja desprendimento, que a cultura mundana do acúmulo, denominada, em algumas ingrejas, de "bençãos", seja reavaliada. Alguns cristãos se acostumaram de tal modo com a riqueza, que denominam aos que nada têm de amaldiçoados. Bem-aventurados não são aqueles que têm muito, mas os que estão dispostos a doar do que têm. Para ilustrar, contramos a estória de um mendigo que passou na porta de um espírita, um católico e um evangélico. Cada um deles tinha apenas um pão: o espírita refletiu a respeito do desprendimento para o aperfeiçoamento espiritual e doou todo o pão, preferiu ficar com fome; o católico, na dúvida a respeito da salvação pela fé ou pelas obras, dividiu o pão ao meio, cada um comeu a metade; e o evangélico, pensou, bem sou salvo pela graça, por meio da fé, não das obras, resolveu comer o pão sozinho e se prontificou a orar pelo mendigo. O cristão, de fato, é salvo pela graça, por meio da fé, não das obras, mas porque é salvo, deva praticar boas obras (Ef. 2.8-10).

BIBLIOGRAFIA
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.
HORTON, S. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
Nossa igreja se reuniu no dia 17 de Fevereiro - Quarta Feira pela manha com uma belissima alvoradas as 04:00 hs. para comemorar e homenagear com muita alegria  pela passagem do nosso aniversário.
No dia 17 de Fevereiro - Quarta-Feira, dia do aniversário do nosso aniverssario , realizou-se um café da manhã de ação de graças no nosso templo Matriz  e todos os demais obreiros responsáveis pelos setores da nossa Igreja.
Deixamos aqui nossas felicitações e o nosso agradecimento a Deus pela vida de nossoa queridos Irmãos e suas famílias que têm construído uma história de sucesso e bênçãos para nossa igreja.
Muito obrigado Queridos e amados Irmãos, Deus o abençoe continuamente!

Vejam algumas fotos da alvorada e do culto a noite.


Família proíbe que filhos usem o computador, TV e celulares para viverem melhor


Família proíbe que filhos usem o computador, TV e celulares para viverem melhor


Notícia interessante publicada na Revista Crescer.
Uma casa sem televisão, computador e celulares ligados. Já pensou? Foi assim, desse jeito um tanto radical, que um casal de britânicos junto com seus seis filhos diz ter encontrado a felicidade da família. Tudo começou há seis anos, quando os pais das crianças, Miranda e Richard Jones, perceberam que, enquanto por um lado as crianças durante um passeio ficavam ansiosas para voltar logo para casa e jogar no computador, um dos filhos demonstrava mais bom humor quando estava longe da tela.
Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Miranda diz que gostaria que as crianças tivessem uma infância bacana e, no lugar dos gadgets, deveria entrar mais tempo livre para brincar, ler livros, pintar e… conversar! A regra inclui todos os filhos da família Jones, desde o Nestor, de 1 ano, até Joshua, de 17, que já trabalha meio período e estuda na Universidade de Cambridge.
Miranda afirmou que o maior problema foi lidar com as escolas que insistiam que as crianças não poderiam deixar de ter acesso à internet para fazer seus deveres em casa. No ambiente escolar, no entanto, o computador está liberado, mas em casas, as lições são feitas com ajuda de livros. Tudo indica que isso não foi nenhum trauma, pelo que diz Joshua, o filho mais velho. “Isso não interferiu na minha vida escolar e [com a proibição do computador] eu realmente comecei a ver mais meus amigos em vez de apenas falar com eles pela internet.”
Se na sua casa o computador, a televisão e o celular são um problema, saiba que uma decisão radical como essa não é o que vai melhorar o convívio da sua família. Propor mais programas junto com as crianças, ainda que seja um jogo de tabuleiro, assistir a um DVD e reservar um tempinho para uma simples conversa são algumas dicas que vão deixar vocês mais unidos e que valerão muito a pena.
[Nota do Editor: A notícia revela que é possível viver (bem) mesmo sem computador, TV e celulares. Isso parece algo radical em meio à chamada Geração Y, que privilegia o relacionamento virtual em detrimento do real. Sem perceber, vamos nos tornando dependentes da mídia e de uma imensa parafernália tecnológica. Como resultado,  esquecemos de desfrutar de coisas simples e boas da vida. Alguns sintomas dessa dependência podem ser percebidos no fato de não conseguirmos passar o dia sem olharmos nossa caixa de e-mails ou uma semana sem postar algo em nossos blogs pessoais.]

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Matriculas sempre abertas

Escola Bíblica Dominical enfrenta crise, mas ainda é vista como elemento fundamental da Igreja Evangélica.
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Domingo é dia de escola! Pelo menos, para milhões de crentes que saem de suas casas no chamado dia de descanso a fim de aprender a Palavra de Deus.

A Escola Bíblica Dominical (EBD) é a maior e mais democrática instituição de ensino do mundo. Ela abre suas portas a qualquer pessoa, independentemente de idade, classe social ou nível de instrução. Gratuita, oferece a todos a oportunidade de ampliar seus horizontes de conhecimento e espiritualidade. É ali que muita gente senta-se pela primeira vez em um banco escolar, e é nela que pessoas sem qualquer instrução formal podem tornar-se mestres. Além disso, a EBD está diretamente ligada à história das igrejas evangélicas no Brasil, já que foi implantada ainda em meados do século 19, época em que as primeiras denominações protestantes de missão chegaram ao país. Pode-se dizer que a Igreja Evangélica, por aqui, nasceu de mãos dadas com a Escola Dominical.
Até o início da década de 1980, quando a liturgia das igrejas históricas ainda predominava, a EBD era tão fundamental ao domingo quanto o próprio culto público, a ponto de se apropriar naturalmente da nomenclatura “dominical”. Em inúmeras congregações, as atividades matinais concentram-se no estudo bíblico, conferindo à Palavra de Deus um papel de centralidade na vida dos crentes. Sempre houve discussões quanto à pedagogia e ao conteúdo, é verdade; mas, apesar do formato e das metodologias aplicadas, matricular-se em uma das classes era o que se esperava de todo e qualquer membro da congregação, fosse veterano ou novo convertido.
Todavia, por volta de trinta anos atrás, teve início uma espécie de crise. Algumas denominações mais novas, notadamente as de linha neopentecostal, acharam por bem substituir a boa e velha Escola Dominical por outras atividades, ou simplesmente aboli-la. A justificativa, correta em parte, era de que o modelo estava desgastado. Em muitas igrejas, de fato, as manhãs de domingo transformaram-se em enfadonhos encontros, onde temas com pouca conexão com a realidade e a vida dos crentes eram abordados. Mas a pergunta é: por mais que a EBD precise de renovação e dinamismo, alguém conseguiu inventar coisa melhor? Se depender das igrejas mais tradicionais, a resposta é a mesma – ou seja, um retumbante “não”. Muitas denominações continuam adeptas do modelo tradicional de Escola Dominical e reiteram que seus frutos são benéficos aos cristãos, mesmo em pleno século 21, época de tantas modernidades. “Acredito que ela é a mais importante agência de aprendizado bíblico e de evangelização da Igreja”, afirma Rute Bertoldo Vieira Moraes, pastora, redatora e coordenadora do Departamento Nacional de Escola Dominical da Igreja Metodista. “Muitas igrejas surgiram a partir da EBD, especialmente através do trabalho com crianças”, confirma.
Material abundante – Não existem estatísticas oficiais, nem mesmo denominacionais, para indicar se a frequência à Escola Dominical está mesmo em queda, como se queixam tantos pastores e educadores cristãos. Mas ninguém tem dúvidas de que a instituição está longe da extinção. E, mesmo não sendo uma unanimidade, ela continua contando com forte apoio entre os evangélicos. Segundo a teóloga Lilia Dias Marianno, mestre em ciências da religião e assessora do Departamento de Educação da Convenção Batista Brasileira (CBB), as pessoas podem estar desacreditadas da igreja, mas não das Escrituras. “O amor pela Bíblia está aumentando nesses últimos dias”, entusiasma-se. “Mas há muitas igrejas que não estão vivendo a Palavra de Deus e, por isso, também não conseguem suprir a necessidade das pessoas”, opina. Por essa razão, variados ministérios seguem investindo na EBD como principal ferramenta de discipulado. Uma das maneiras encontradas para se fazer isso tem sido através das editoras das próprias denominações, as quais têm colaborado com a publicação de materiais e organização de eventos para formação de professores.
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A Assembleia de Deus, maior confissão evangélica do país, constitui o melhor exemplo. A Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), sediada no Rio de Janeiro, não apenas produz vasto material para alunos e professores das mais diferentes classes, como também promove encontros nacionais para educadores. Esses congressos, de grande porte, atraem professores e dirigentes de ensino bíblico de diversas denominações, interessados no know-how de uma igreja que já caminha para 100 anos de fidelidade às Escrituras. Outras instituições eclesiásticas fazem o mesmo, elaborando e publicando o próprio material educativo. As igrejas batistas contam com a Junta de Educação Religiosa e Publicações (Juerp); já a Editora Cultura Cristã é responsável pelas lições dos presbiterianos; e as igrejas metodistas e congregacionais também dispõem de material próprio de EBD. Em todos os casos, os currículos são elaborados de acordo com a ortodoxia da doutrina cristã e as particularidades teológicas de cada grupo.
“Preparamos uma matriz que apresenta a divisão dos temas, sua distribuição e seu detalhamento ao longo dos anos”, explica Cláudio Antônio Batista Marra, teólogo, jornalista e editor da Editora Cultura Cristã, de São Paulo. A casa edita e distribui material eclesiástico, respeitando cada fase do desenvolvimento etário e espiritual de seus fiéis, de modo que os alunos possam aprender e aplicar os ensinamentos na vida prática. “As idades são agrupadas em faixas para viabilizar a criação do material, sua comercialização e uso”, diz o editor. Hoje em dia, a diversidade de bons materiais é tanta que, mesmo entre as igrejas históricas, congregações locais muitas vezes optam por trocar o material da casa publicadora denominacional por lições de outras editoras, por entender que é mais adequado àquele momento – isso, quando não o produzem internamente.
Quem oferece essas lições sem traços teológicos ou eclesiológicos específicos de uma denominação precisa manter duas preocupações: com o preço final – as publicadoras independentes não contam com subsídios de igrejas, e por isso precisam produzir lucro para continuar funcionando – e com a qualidade do conteúdo. “Isso exige uma postura de vida tanto corporativa quanto individual orientada pelo paradigma da grande missão da Igreja”, afirma André de Souza Lima, editor assistente da Editora Cristã Evangélica. “Ou seja, existimos para ensinar os discípulos de Cristo a guardar todas as coisas.”


“Alimento nutritivo” – “Se a Escola Dominical fosse mais promovida, teríamos uma Igre­­­ja quatro vezes maior”, pontifica o pastor e professor Antônio Gilberto, da Assembleia de Deus, um dos mais respeitados educadores cristãos do país. Formado em psicologia, teologia, pedagogia e letras, Gilberto tem 56 anos de experiência na área e é autor de sete livros, entre eles o Manual de Escola Dominical (CPAD), considerada obra de referência. No entender de Gilberto, muitas igrejas têm sofrido com problemas devido à pouca importância que dão ao estudo da Palavra. Defensor intransigente da EBD clássica – aquela que se realiza ao menos uma vez por semana, envolvendo toda a igreja, com métodos de ensino e conteúdo –, o veterano mestre anda preocupado com o que vê no cenário evangélico brasileiro. “As igrejas precisam se conscientizar de que a educação bíblica é um investimento que merece lugar entre as prioridades da igreja”, sentencia.
Algumas denominações de surgimento mais recente, no entanto, parecem dispostas a quebrar o modelo clássico e oferecer a seus fiéis algo que entendem mais contextualizado como prática educacional e de discipulado. É o caso da Igreja Renascer em Cristo, com a sua Escola de Profetas, mais voltada para a formação de liderança. Já a Igreja Bola de Neve – denominação criada por surfistas evangélicos e que tem membresia predominantemente jovem –, por sua vez, mantém um ministério voltado para o estudo da Bíblia chamado Mergulhando na Palavra, de natureza mais informal.
De maneira geral, são duas as principais críticas às iniciativas que diferem da EBD convencional: a primeira diz respeito à confiabilidade do conteúdo ministrado; e a outra se concentra na falta de uma estrutura que contemple as necessidades específicas de cada grupo dentro da igreja. O modelo em células, por exemplo, é rejeitado por muitos especialistas religiosos no que se refere ao discipulado. Para Lilia Dias Marianno, esse modelo muitas vezes se limita a reproduzir aquilo que é dito pelo pastor nos cultos durante as reuniões na semana. “O modelo de células não produz conhecimento bíblico. Nele não há estudos consistentes das Escrituras”, critica.
Há ainda as denominações que nem mesmo possuem algo que substitua a EBD, limitando a transmissão do conhecimento bíblico às pregações nos cultos. É o caso, por exemplo, das igrejas de linha neopentecostal, como Universal do Reino de Deus, Mundial do Poder de Deus e a Internacional da Graça. Procuradas pela reportagem de CRISTIANISMO HOJE para dar informações a respeito do assunto, seus representantes não haviam se pronunciado até o fechamento desta edição. Como investem fortemente em mídia, principalmente em rádio e televisão, igrejas dessa linha atraem milhares de pessoas a seus templos, promovendo cultos todos os dias da semana. Mas muita gente discorda que tais ajuntamentos constituam uma forma de discipulado. “O culto é celebração, não ensinamento. O espaço de ensino bíblico é outro momento. Na Escola Bíblica Dominical, são formados discípulos; é o momento de o povo leigo sentar, estudar e buscar conhecimento”, opina Lilia.
A questão não se resume à consistência do alimento espiritual; ela passa também pela maneira como esse conteúdo é apresentado. A concorrência pela atenção do membro da igreja é forte. “Hoje em dia, as igrejas sofrem com a falta de interesse dos membros pelo estudo da Bíblia, pois existem outros atrativos mais interessantes, como louvor, festas e confraternização, sem falar na ênfase nos milagres e na solução rápida de problemas, elementos com alto apelo sensorial”, afirma Silas Davi Santos, professor de EBD dos jovens da Igreja Metodista em Itaberaba (SP). No seu entender, o verdadeiro estudo da Palavra segue na contramão disso, pois exige tempo, disciplina e dedicação. “A Escola Dominical pode e deve ajudar o cristão e aluno a manter o foco na Palavra, fomentando os ensinamentos de Jesus para que não se desvie por caminhos errados.”
Escola para a vida
A Escola Bíblica Dominical tem certidão de nascimento. Ela surgiu em 1780, na cidade inglesa de Gloucester. O jornalista evangélico Robert Raikes percebeu que muitas crianças da cidade estavam envolvidas com furtos, vícios e outros delitos. Resolvido a tentar mudar aquele quadro de perigo social, saiu pelas ruas e convidou os pequenos que encontrou a participar de uma reunião aos domingos, na qual seriam oferecidas aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática e religião. As crianças ficaram muito empolgadas e a participação foi crescendo. Em pouco tempo, os alunos não aprenderam lições apenas sobre a Bíblia, mas também acerca de moral e ética com princípios cristãos. O próprio Robert Raikes jamais poderia imaginar que aquela pequena semente se tornaria um ministério importante e estratégico para a Igreja de Cristo, oferecendo a cada crente a oportunidade de – como recomenda a própria Bíblia – conhecer e prosseguir em conhecer as Sagradas Escrituras.

Nos Estados Unidos, um dos maiores entusiastas do ensino bíblico era o editor e evangelista Dwight L.Moody. A escola dominical que montou em Chicago foi a maior de sua época, com frequência média de 650 pessoas e sessenta professores. Assim como Raikes, Moody deu especial atenção à formação cristã das crianças. Sua EBD infantil atendia a quase mil meninos e meninas, além de suas famílias. Como sinal do prestígio de seu trabalho, até o presidente americano Abraham Lincoln visitou suas instalações e falou aos alunos. O trabalho do evangelista deu origem a respeitados estabelecimentos de ensino de orientação cristã, como o Instituto Bíblico Moody e Escola Monte Hermon.
dominical
Já no Brasil, a Escola Dominical surgiu em meados do século 19. O casal de missionários congregacionais escoceses Robert e Sarah Kalley instalou-se em Petrópolis, na Região Serrana fluminense, buscando ali um clima mais parecido com o deixado para trás na Europa. Erudito e bem articulado, o médico Kalley logo tornou-se interlocutor do imperador D.Pedro II. Graças às suas boas relações com o monarca, o missionário conseguiu que, pouco a pouco, as restrições à fé protestante no Império fossem abrandadas. Uma delas impedia que os grupos evangélicos se reunissem em construções com aspecto de templo, a fim de que não fossem confundidos com as igrejas católicas. Outra discriminação – a que proibia o sepultamento de protestantes em cemitérios gerais – também foi abolida. No dia 19 de agosto de 1855, a casa dos Kalley abriu-se para cinco crianças da região. Naquele dia, Sarah, que já dominava o português, deu uma aula baseada na história do profeta Jonas – aquele que fugiu de Deus e foi engolido por um peixe –, enfatizando a necessidade da obediência ao Senhor. Nascia ali a EBD em território nacional.
Tatiana Piva
(Colaboração: Carlos Fernandes)

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