OLHAI PARA ABRAÃO


"Olhai para Abraão, vosso pai e para Sara que vos deu 'a luz; porque sendo ele só, eu o chamei, e o abençoei, e o multipliquei." (Isaías 51:2)

Introdução:
Nossa tendencia com o passar dos anos, é nos esquecermos de quem é Deus e dos seus feitos poderosos.
Aquele que fez nascer de Abraão e Sara uma grande nação, Aquele que através da linhagem abraãmica trouxe ao mundo o Salvador, Aquele que fez maravilhas no passado como Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó - É o mesmo Deus que servimos (Hb 13:8).
O texto bíblico em pauta, fala de um divino lembrete para o povo de Israel. A exortação tinha por objetivo, tornar outra vez viva na memória de seu povo - Seis Verdades a respeito do Senhor.

1. OLHAI PARA ABRAÃO

a) Considerem o que fiz a Abraão e através dele - Gn 12:1-3
b) Notem como cumpri todas as promessas que fiz a Abraão - Gn 15:5,6; 17:1-8

2. OLHAI PARA SARA QUE VOS DEU A LUZ

a) Não esqueçam que Sou o Deus que age na impossibilidade humana - Gn 18:9-14
b) Para Deus tudo é possível - Jó 42:1,2; Lc 1:37

3. PORQUE SENDO ELE SÓ

a) O nosso Deus é o Deus que não despreza o dia das coisas pequenas - Zc 4:10
b) Perde-se a conta através da História, quantas vezes Deus obrou livramentos, trouxe Avivamento - através de um homem. Quantas vezes na dura lide do Evangelho, nos sentimos sós (o que produz em nós, abatimento); mas, que mensagem maravilhosa: ABRAÃO, SENDO ELE SÓ...e Deus de um só homem, fez grandiosas coisas.

4. EU O CHAMEI

a) Vemos aqui - O Deus que convoca, que elege, que chama - Gn 12:1-3
b) Este é a maior honra para um homem nesta Terra; ser chamado por Deus - Hb 5:4

5. EU O ABENÇOEI

a) Deus se revela também ao seu povo como o Deus da Benção - Gn 12:2
b) O Deus que abençoou a Abraão, também nos abençoa - Sl 119:68; Pv 10:22; Ef 1:3

6. E O MULTIPLIQUEI

a) Abraão conheceu o Deus da Multiplicação - Gn 15:5 "Olha agora para os céus e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua semente." (Veja - Dt 1:10; Hb 6:13,14)
b) Ele é o mesmo e não mudou: Ele multiplica as nossas forças (Is 40:29), Ele multiplica o número de salvos (At 6:7), Ele multiplica sua Igreja (At 9:31), Ele multiplica nossa oferta de amor (Lc 6:38), Ele multiplica o nosso pão (Mt 14:17-21)

Pastor Marcos Antonio

LIÇÃO Nº 12 - 21/03/2010 - "VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR"



ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DA
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS
LIÇÃO 12 - DIA 21/03/2010
TÍTULO: “VISÕES E REVELAÇÕES DO SENHOR”
TEXTO ÁUREO – II Cor 12:1
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 12:1-4, 7-10, 12


I – INTRODUÇÃO:


· Existem muitos por aí dizendo que estão recebendo determinadas revelações, que tiveram sonhos, visões, profecias e até contatos especiais com seres superiores. São indivíduos que dizem que estão entrando no mundo das coisas invisíveis, enxergando imagens e ouvindo diferentes sons, tendo assim experiências místicas.

· Outros há que falam em revelações de um modo exagerado. Para eles, tudo é entendido da seguinte maneira:

· (1) – “Deus me revela”;
· (2) – “Eu não fui revelado”;
· (3) – “Estou aguardando uma revelação”; e etc.
· São pessoas que acham que para tudo o que se vai fazer ou deixar de fazer é preciso “ser revelado”.

· Percebe-se que estas supostas revelações acabam gerando atitudes extremadas e pouco racionais, pois criam seitas, geram suicídios e mergulho num fanatismo sem precedentes, onde diversas decisões equivocadas são tomadas.

· Dito isto, procuraremos mostrar neste subsídio que tudo aquilo que acontece no viver do cristão precisa conferir com a vontade de Deus e ter respaldo nos ensinamentos de Jesus – Rm 16:25-27; Cl 1:23; Gl 1:8.

II – UM MOVIMENTO DE REVELAÇÕES:


· Jl 2:28 – “Profetizarão”, “terão visões”, “sonharão” – O movimento do Espírito Santo é um movimento de revelações do infinito. É uma das funções do Espírito Santo revelar aos homens as coisas de Deus de várias maneiras, inclusive quanto ao futuro distante, visando a edificação da Igreja de Jesus.

II.1 – PROFECIA:


· Falar na própria língua, sob a inteira unção do Espírito Santo. Constitui-se de vários elementos e tem a função de edificar, exortar e consolar – I Cor 14:3.


II.1.1. – ORIGEM DA FALSA PROFECIA:


· Via de regra, a falsa profecia tem duas origens:

· (A) – HUMANA – Jr 23:16, 21, 26 – Leva o homem a falar da sua própria mente ou coração (Jr 17:9). Exemplo: II Sm 7:1-7 (Natã e Davi).

· (B) – DIABÓLICA – Através de espíritos de mentira e de demônios que imitam os verdadeiros servos de Deus (I Rs 22:21-23; Dt 18:20-22; Jr 5:31; 14:14-16).

II.1.2 - MOTIVO DA FALSA PROFECIA:

· Enganar o homem para que este se rebele e se distancie de seu Criador. É por isso que surgem os falsos profetas – Jr 23:26-27; At 13:8.

II.1.3 - CARACTERÍSTICAS DA FALSA PROFECIA:


· (1) - Introduz heresias (II Pe 2:1-3);
· (2) - Defende as paixões humanas (II Tm 3:3-4);
· (3) - Engana, pois leva o homem a amar as concupiscências e o pecado (II Pe 2:18; Jd 4);
· (4) - Tem por fundamento a imitação (At 16:16-18);
· (5) - Tem por fundamento a falsificação (II Cor 2:17; Jr 23:26).

II.1.4 - CONSEQUENCIAS DA FALSA PROFECIA:

· (1) - Mensagens que defendem pecados e a desobediência a Deus (II Tm 4:3-4);
· (2) - Apostasia, por meio de fábulas e mentiras (II Tm 4:4);
· (3) - Induzem às tentações (Jr 23:14; Ez 13:22);
· (4) - Faz o povo de Deus naufragar na fé (I Tm 1:19);
· (5) - Faz Deus abandonar o Seu povo (Jr 23:32-33);
· (6) - Traz cegueira espiritual (At 13:11);
· (7) - Traz morte espiritual (Dt 13:5).

II.2 – SONHOS:


· Conjunto de imagens que se apresentam ao homem durante o sono. Nem todo sonho provém de Deus. À luz da Bíblia, entretanto, há sonhos que são preciosas revelações do Senhor, prevenindo, advertindo e orientando. Uns são simples sonhos e outros são a Palavra de Deus comunicada pelo Espírito Santo.

II.2.1 – ORIGEM DOS SONHOS:

· Sua origem pode ser:

· (A) – Divina – Jó 33:14-15;
· (B) – Humana – Ec 5:3, 7;
· (C) – Maligna – Jr 23:27, 32;

II.2.2 - FINALIDADES DOS SONHOS:

· (A) – Nenhuma – Ec 5:3, 7;
· (B) – Direção – Mt 1:20; 2:12-13, 19, 22;
· (C) – Advertência – Gn 20:3; Mt 27:19;
· (D) – Encorajamento – I Rs 3:5; Jz 7:13;
· (E) – Propósito profético – Gn 41:1, 5; 37:5-11.

II.3 – VISÕES:

· Algo que o homem vê, estando acordado. Muitas vezes, quadros do Infinito tem sido produzido pelo Espírito Santo e colocados à vista dos servos de Deus, através de maravilhosas visões – At 10:9-16; 16:9-10; 22:18.

II.3.1 – ORIGEM DAS VISÕES:

· Sua origem pode ser:

· (A) – Divina – Sl 89:18-19;
· (B) – Humana – Cl 2:18, 23;
· (C) – Maligna – Ez 13:7; Jr 23:16;

II.3.2 – FINALIDADE DAS VISÕES:

· (A) – Mensagem profética – Hc 2:2-3;
· (B) – Situação pecaminosa do povo – Ex 8:1-3, 7-18;
· (C) – Direção e confronto – At 16:9-10; 18:9-10; 23:11; 27:23-24.

III – AS REVELAÇÕES NÃO TEM AUTORIDADE DOUTRINÁRIA:

· NENHUMA DOUTRINA OU PROCEDIMENTO PODE TER BASE EM PROFECIAS, SONHOS ou VISÕES, PORQUE ESTES NÃO PODEM SER IGUALADOS À REVELAÇÃO ENCONTRADA NA SANTA BÍBLIA. 

· As profecias podem ser julgadas; os sonhos e visões precisam ser provados! 
· Até mesmo aqueles sonhos, profecias e visões originados em Deus não tem nenhuma autoridade para acrescentar ou tirar algo da doutrina já revelada nas Sagradas Escrituras.
· Isto pelas seguintes razões:

· (A) – SELEÇÃO E INSPIRAÇÃO DIVINA – II Pe 1:21 - Todas as revelações mencionadas na Bíblia foram selecionadas e nela inseridas pela inspiração do Espírito Santo, com a finalidade de servir como pedra de toque a todas as manifestações que surgissem ao longo dos tempos – I Pe 1:10-12; Jo 20:30-31.
· (B) – AUTORIDADE SUPREMA – Mt 5:17-19; Jo 14:21; 15:10; II Tm 3:15-17 – Tudo o que está escrito na Bíblia deve ser aceito, crido e obedecido, pois é a autoridade suprema em todas as coisas pertinentes à vida e à piedade cristãs. Portanto, nenhuma profecia, nenhum sonho ou visão podem ser igualados à Bíblia; devem ser aferidos por ela. Qualquer coisa contrária à Palavra  do Senhor está errada e tem de ser rejeitada.

IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

· Toda e qualquer manifestação, seja através de palavras faladas, escritas, ou por meio de atos, precisa ser examinada. A única coisa que dispensa qualquer comentário é a Palavra de Deus, pois:

· (1) – Ela é refinada – II Sm 22:31;
· (2) – Ela é provada – Sl 18:30;
· (3) – Ela é perfeita – Sl 19:7;
· (4) – Ela é muito pura – Sl 119:140; Pv 30:5.

· Assim, toda manifestação contrária à Palavra de Deus é inaceitável. Deus não se contradiz; Sua palavra é a revelação completa; não aceita nenhum acréscimo – Pv 30:6; Apc 22:18-19.

· PODE SER ATÉ MESMO A MENSAGEM DE UM ANJO! O QUE NÃO ESTIVER DE ACORDO COM A PALAVRA DE DEUS, DEVE SER REJEITADO – II Cor 11:4; Gl 1:8; Cl 2:18-23.
· Por isso, em nome de Jesus: - “EXAMINAI TUDO. RETENDE O BEM” – I Ts 5:21.


FONTES DE CONSULTA:

· Estudos Bíblicos Didaquê – Vol. XXXIII – Didaquê a Serviço do Reino;
· Lições Bíblicas CPAD – 4º Trimestre de 1989 – Comentarista: Estêvam Ângelo de Souza;
· Lições Bíblicas CPAD – 1º Trimestre de 1998 – Comentarista: Valdir Nunes Bícego

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br
 

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CARACTERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO LÍDER

CARACTERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO LÍDER
Texto Áureo: II Co. 11.2 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 10.12-16; 11.2,3,5,6.

Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Mostrar que uma liderança cristã autêntica é aquela que tem por objetivo maior servir a Deus e à sua Igreja.

INTRODUÇÃO
Muitos querem ocupar posição de liderança, mas não se dispõem a permanecer sob a direção divina. Na lição de hoje, estudaremos a respeito do valor da liderança cristã autêntica. Os falsos apóstolos dos tempos de Paulo eram também falsos líderes. Veremos que Paulo, na demonstração do seu amor e dedicação à igreja, sem interesses financeiros, é um exemplo de líder autêntico. Ao final, denunciaremos, a partir da epístola em foco, os falsos líderes que se aproveitam, como aqueles, da igreja do Senhor.

1. AINDA SOBRE OS FALSOS APÓSTOLOS
O evangelho de Jesus Cristo, para aqueles dados à mera racionalidade, não passa de loucura. Os falsos apóstolos queriam transformar o evangelho numa espécie de filosofia, um sistema racional, que fizesse sentido para os intelectuais. Em oposição a esses, Paulo pede aos irmãos que suportem mais sua loucura (II Co. 11.1). É nessa loucura que o Apóstolo demonstra seu zelo, não dele mesmo, mas de Deus, que o capacita a desejar apresentar a igreja como virgem pura ao esposo, a saber, Jesus Cristo (II Co. 11.2). Mas é preciso ter cuidado para que a igreja não seja enganada, com as falácias humanas e satânicas, com as quais Eva fora ludibriada (II Co. 11.3; Gn. 3.1-7,13). A mente cristã precisa estar alicerçada no evangelho de Cristo, para não ouvir outro evangelho, diferente daquele que os apóstolos pregaram (II Co. 11.4; Gl. 1.6-9). Tais evangelhos estão bastante em voga no tempo presente, haja vista as pregações e ensinamentos que enfatizam apenas a glória, e deixam de lado a crucificação de Cristo. Algumas igrejas evangélicas parecem ter vergonha da mensagem da cruz, Paulo, ao contrário, não se glória de outra revelação, senão esta, a de que Jesus morreu pelos pecadores. A esse respeito, ele não tinha motivo de se considerar inferior aos falsos apóstolos que pregavam doutrinas enganadoras entre os coríntios (II Co. 11.5). Isso porque o conhecimento de Paulo não advinha do raciocínio humano, mas do mistério de Deus revelado em Cristo (Cl. 1.26,27; Ef. 1.9; 3.1-6), os adversários de Paulo não tinham essa compreensão (II Co. 11.6; I Co. 1.2.10-13; At. 20.27).

2. A LIDERANÇA APOSTÓLICA DE PAULO
Como líder, Paulo tomou a decisão de viver humildemente, fez questão de não se tornar fardo financeiro para os crentes de Corinto. Em At. 18.1-4 está escrito que o Apóstolo trabalhava como fazedor de tendas, a fim de prover seu sustento. Para os gregos, os trabalhos manuais eram tidos como desonrosos. Enquanto isso, preferiam pagar aos seus pensadores para expressarem sua falsa retórica. Mas Paulo optou por anunciar o evangelho de Cristo gratuitamente, em condição de humilhação, para a exaltação do coríntios, pois seu interesse não era financeiro (II Co. 11.7,8). O Apóstolo não quis ser pesado a ninguém, por isso, chegou mesmo a passar por privações. Isso não quer dizer que Paulo nunca tenha recebido sustento financeiro das igrejas, na verdade, os filipenses ajudaram-no, contribuindo com seu sustento (Fp. 1.5; 4.10,14-18). Quando escreveu aos filipenses, ele se encontrava preso, por isso, estava inviabilizado de trabalhar. O ensinamento claro, nessa passagem, é que Paulo evitava se transformar em peso para os irmãos. Contraditoriamente, líderes de algumas igrejas evangélicas, especialmente os da Teologia da Ganância, e adeptos dos movimentos pós-pentecostais (que nada têm de neo-pentecostais), exploram o rebanho de Deus, a fim de satisfazerem suas vaidades pessoais. Paulo pregava por obrigação, e, por opção pessoal, por essa razão, preferia não receber sustento financeiro das igrejas (I Co. 9.15-18; II Co. 11.10-12). Ainda que essa era uma possibilidade aceitável, haja vista que o próprio Paulo defendeu a legitimidade do obreiro receber sustento (I Co. 9.3-14). Diante do contexto coríntio, para não ser confundido com os falsos apóstolos, Paulo preferiu não agir como aqueles obreiros fraudulentos, os quais, aparentavam ser apóstolos de Cristo. Esses, como Satanás, se transforma em anjo de luz, e, tal como este, terão o mesmo fim (II Co. 11.13-15; Rm. 2.6,8,9).

3. DENÚNCIA CONTRA OS FALSOS LÍDERES
Em sua denúncia contra os falsos lideres, Paulo pede aos irmãos, ironicamente, que “um pouco mais” o suportem, ainda que, para alguns, ele seja considerado insensato, isto é, louco. Mas, se assim for, o Apóstolo não tem receios de ser tachado desse modo, pois, de fato, os seguidores de Cristo somente podem se gloriar dessa loucura (II Co. 11.16,17). Os oponentes de Paulo se gloriavam de suas credenciais, do seu poder e prestígio. Para ele, tudo isso não passava de insensatez, ainda que, para defender-se perante os coríntios, precisou faz-lo (II Co. 11.18). Com essa afirmação, Paulo esta preparando os crentes coríntios para ouvirem seus testemunhos pessoais a respeito das suas credenciais apostólicas (II Co. 11.19). Ele considera uma pena ter de tomar essa atitude, pois era assim que os falsos apóstolos faziam a fim de escravizarem os irmãos. Os crentes coríntios toleravam, de bom grado, a opressão de tais que, metaforicamente, devoravam e esbofeteavam os irmãos, e que, além de tudo, chamavam Paulo de fraco por não agir do mesmo modo (II Co. 11.20,21). Em resposta a tudo isso, Paulo inicia uma “conversa insensata”, a fim de continuar sua defesa. Apresenta, para seus opositores, algumas das suas credenciais: como eles, também era hebreu (Fp. 3.5), descendente de Abraão Rm. 9.4,5; Gl. 3.6-18) e ministro de Cristo (At. 9.16), e reconhece que, para fazer essas declarações, está agindo como louco (II Co. 11.21-23; I Co. 1.11-16; 3.4-9, 21-22; 4.1). Nessa mesma linha, destaca: seus muitos trabalhos, prisões, açoites, perigos de mortes (II Co. 11.24,25; At. 16.19-40; At. 14.19), passando por inúmeras tribulações, especialmente as perseguições dos falsos irmãos, que se opunham ao evangelho (II Co. 11.26,27; Gl. 2.4). Além dessas circunstâncias adversas, pesava ainda sobre o Paulo a preocupação com todas as igrejas, isto é, o Apóstolo, em contraponto com os falsos líderes, se dispõe a sofrer pelos irmãos, e, a esse respeito, fala a verdade (II Co. 11.28-33), detalhando, historicamente, o que aconteceu em At. 9.23-25.

CONCLUSÃO
Para se defender das acusações dos falsos mestres, Paulo, como líder sincero do Senhor, apresenta suas credenciais. Ele considera que esse tipo de argumento, necessário nesse momento, não passa de insensatez, por essa razão, revela insatisfação no detalhamento de suas experiências apostólicas. Isso, porém, não deva ser tomado como regra, pois, para o Apóstolo, o orgulho e a auto-exaltação para nada servem, senão para a exposição da vaidade pessoal. O líder comprometido com o evangelho de Cristo se porta com amor perante as ovelhas, sabe que não é um mero administrador de uma empresa, mas um pastor do rebanho, do qual prestará contas ao Senhor (At. 20.17-38).

BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

LIÇÃO Nº 11 - 14/03/2010 - "CARACTERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO LÍDER

LIÇÃO 11 - DIA 14/03/2010

TÍTULO: “CARACTERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO LÍDER”
TEXTO ÁUREO – II Cor 11:2
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 10:12-16; 11:2-3, 4-5
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br



I – INTRODUÇÃO:

• A liderança exige seguidores de confiança. A fé, no bom juízo e visão do cabeça de uma organização, durará somente enquanto o líder estiver dando à seus seguidores razões para nele confiar. A confiança tem suas raízes no caráter. É por isso que o caráter é central na liderança efetiva e autêntica. Os líderes autênticos que apresentam os mais nobres traços de caráter não precisam se manter no poder por força bruta ou engano.

II - TRAÇOS DO CARÁTER NO QUE DIZ RESPEITO A UM LÍDER AUTÊNTICO:

• Inicialmente, vejamos os significados das palavras CARÁTER e COMPORTAMENTO:

• CARÁTER = DISTINTIVO; MARCA. Às vezes, é entendido como a própria personalidade, o conjunto das qualidades (boas ou más) de um indivíduo. Vejamos no caso do cristão (I Pe 2:11-17 cf Mt 5:16).

• COMPORTAMENTO – É o conjunto de ações que identifica o homem com a vontade de Deus e o faz ser reconhecido como uma pessoa que traz benefícios ao seu próximo (I Cor 10:31-33; Cl 3:12-17).

• Posto isto, meditemos em algumas das características de um autêntico líder:

(1) – SANTIDADE:

• Lv 11.44; 19.2 - O alicerce da santidade do líder está no caráter do Deus que ele está representando. Se a descrição "homem de Deus" falha em representar a pessoa em comando, a organização cristã que ele lidera se sentirá mais livre para andar nas trevas.

• Is 6:1-5 - É improvável que Isaías usara uma linguagem mais violenta, impura ou blasfema do que seus contemporâneos. Porém, um sentimento de culpa tomou conta dele no ambiente santo que enchera o templo. Deus preparou Isaías para liderar, fazendo-o completamente miserável diante de sua natureza pecaminosa.

• I Pe 2:12 - A santidade, do ponto de vista humano, coincide com boa reputação. A importância da boa reputação de um líder é algo de conhecimento geral. Confiança é algo tão crucial, especialmente na liderança, que uma reputação manchada criará sérios problemas. Os apóstolos alistaram uma boa reputação como a primeira exigência para aqueles que haveriam de ocupar a função de liderança - At 6.3 cf I Tm 3:2; Tt 1:6 cf At 20.17-35.

• O líder autêntico precisa ser sensível ao pecado que outros possivelmente consideram aceitável, posto que o comportamento não apropriado para um líder torna a nova natureza dos filhos da luz em uma farsa (Ef 5.8).

(2) - CHEIO DO ESPÍRITO SANTO:

• At 6:3 – Este foi o segundo traço de caráter que os apóstolos solicitaram dos líderes que cuidavam da distribuição diária.

• Há alguma controvérsia com relação ao significado dessa frase: "Cheio do Espírito Santo". Mas é razoavelmente claro que significa três coisas:

• (A) – O LÍDER TORNOU-SE CORAJOSO E VALENTE – At 2 cf 4:8, 31; 7:54-60 - Liderança e um "espírito de medo" não se casam; timidez em um líder não é um sinal saudável – II Tm 1.7.

• (B) – O LÍDER TORNOU-SE ZELOSO E COM PODER EVANGELÍSTICO – At 8:6-7 - Filipe proclamava o nome Cristo com unção; demônios eram expulsos e milagres de curas eram realizados.

• Atualmente, não precisamos exigir dos líderes que realizem milagres, mas que tenham zelo por Deus, que é evidência clara da presença do Espírito.

• (C) – O LÍDER NÃO ESTÁ SOZINHO; TEM UM “ASSISTENTE DIVINO” – At 8:26-31; 13:7-10 - Sem o Espírito, será que Filipe deixaria o ministério frutífero em Samaria e viajaria à Gaza para falar de Cristo a uma só pessoa?! Ou será que Paulo teria exercido a coragem e o entendimento de desafiar Elimas para que o procônsul cresse no Senhor? Permanece de importância máxima que o líder saiba a mente do Senhor, antes de tomar decisões que afetem sua vida e a de outras pessoas.

(3) – SABEDORIA:

• At 6:1 - Os apóstolos reconheceram a importância de manter o amor mútuo e a unidade na Igreja. Consequentemente, eles formaram a base para um segundo nível de liderança: a "diaconia”. A sabedoria é a chave virtuosa entre as qualidades que os sete homens precisavam.

• Sabedoria significa mais do que mera inteligência. Enquanto esta refere-se à habilidade de resolver problemas de forma correta pelo uso da razão e experiência, aquela refere-se à inteligência divina.

• Isso explica a descrição de "sabedoria” que Tiago chama de terrena e natural - Tg 3.15 - que produz um "sentimento faccioso", o qual normalmente cria "inveja amargurada”.

Tg 3.17 cf I Cor 1:19-25 - A sabedoria lá do alto, por outro lado,...

• (1) - é "pura”, livre de contaminação facciosa; 

(2) - produz paz, em vez de contenda e disputa; 

• (3) - é "gentil", ou seja, preocupada com o sentimento dos outros; 

• (4) - é "razoável", disposta a ceder e a negociar. 

•  (5) - é "plena de misericórdia", mostrando seu amor a outros. 

•  (6) - "Bons frutos" caracterizam o resultado dessa sabedoria em ação. 

Enfim, sabedoria significa prontidão e perseverança, além da ausência de hipocrisia. Onde a "sabedoria" é usada, ações generosas e boas serão certamente encontradas.

• Um líder autêntico certamente demonstrará a sabedoria lá do alto, concedida pelo Espírito Santo de Deus àqueles que a buscam para si.

(4) – FÉ:

• At 6:5 – A "fé" não é alistada entre as qualidades daqueles que cuidariam do fundo de distribuição das viúvas. Porém, Estêvão é descrito como um "homem cheio de fé".

• At 7 - A fé de Estêvão excedera na forma que interpretou a história da salvação de Israel. Cada evento é entendido à luz da intervenção e do soberano controle do Senhor sobre os eventos passados; ele pode ver a glória de Deus independentemente dos planos assassinos dos judeus . Ele também pode ver Jesus assentado à direita de Deus e ter certeza que derrotas na Terra são vitórias no Céu.

• II Cor 1:8-9 - Paulo também não interpreta os eventos recentes em sua vida como marcas dos golpes vencedores do diabo. O apóstolo via a realidade pela lente da fé.

• Hb 11:6 - Deus nunca pode agradar-se de um líder que exerce autoridade em Seu Reino que não seja um homem de fé.


(5) – AMOR:

• Lc 9:23-24 - O "salvar a vida” por meio de “perdê-la” por Cristo e pelos necessitados não é mais algo popular, embora seja o ponto central daquilo que Jesus exige de Seus seguidores. O amor é mais importante no Novo Testamento do que os dons espirituais ou o conhecimento – I Cor 8:1; 13.

• Uma liderança sem amor é como um corpo sem o coração: Morta e sem sentido; ela promove vaidade, em vez de maturidade cristã – II Cor 5.14.

(6) – SERVILISMO:

• At 6:2 - Lembremos que para liberar os apóstolos para exercerem somente o trabalho espiritual, direcionou-se a busca por homens para "servirem às mesas".

• Um termo que Paulo usa constantemente para descrever sua própria função é "diácono" (servo). Em suas cartas, nenhum de seus companheiros é chamado de profeta, professor ou pastor, muito menos, ancião ou bispo. 

I Cor 3.5, 9; 16:15-16; II Cor 6.1, 4 - As designações mais usadas são: "cooperador", "irmão", "servo" e "apóstolo". Paulo usa diáconos (servos) em próxima relação à "obreiros" e "ministros". Paulo usa o termo "ministro (servo)" para enfatizar essa atitude humilde (I Cor 4:1).  Desta forma, os obreiros e os ministros são aqueles que tem se dedicado ao serviço dos santos.

Ef 4:11-12 - Os dons de apostolado, profecia, evangelista, pastor e mestre são distribuídos para a promoção e o treinamento de cristãos para o trabalho do ministério. Isso significa que nenhuma função na Igreja deve ser exercida sem um "espírito de serventia".


Esse é o tipo de liderança que precisamos hoje mais do que nunca: Um líder-servidor!

III - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• Apc 2:5 - Os efésios perderam seu primeiro amor devido à liderança defeituosa;

• Apc 3:1-3 - O estado moribundo da Igreja de Sardes foi a conseqüência da liderança pobre;

• Apc 3:13-20 - A condição morna da Igreja de Laodicéia foi o efeito natural de líderes orgulhosos e auto-suficientes que contagiaram a Igreja com o vírus mortal do mundanismo

• O caráter carnal da igreja de Corinto pode ser facilmente explicado pelo orgulho dos líderes da Igreja que substituíram Paulo, um servo humilde do Senhor. Seu exemplo e alertas foram insuficientes para implantar naquele lugar um espírito servil.

• Assim, nenhuma virtude bíblica deve ser premiada mais em um líder autêntico do que a vida santa, a sabedoria com discernimento, a plenitude do Espírito, o amor e um senso de servilidade equilibrado. Deus usa homens com esses perfis. Igrejas e organizações que notam que essas qualidades estão em falta em seu meio, necessitam clamar ao Senhor por avivamento.


FONTES DE CONSULTA:


• Kessler, Pr. Nemuel - “O que é liderança” – apostila
• Shedd, Russell Philip – “O líder que Deus usa: resgatando a liderança bíblica para a Igreja no novo milênio” - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova

Sexo virtual: entre e desfrute!

Sexo virtual: entre e desfrute!

Por Márcio de Souza

É impressionante o número de cristãos sinceros que são atingidos pela febre digital de consumo de sexo. Já perdi a conta de quantos relatos ouvi e de quantas pessoas tiveram sua vida sexual destruída por conta disso. Tudo começa como uma diversão, olha um site aqui, vê um filme ali, até que se entra em salas de bate papo e se começa a assumir uma outra identidade, a de prostituto(a) virtual.

As pessoas começam a liberar seus instintos mais primitivos e colocar para fora suas fantasias mais bizarras. Quando você para pra olhar ao redor, não sobrou mais nada, virou vício, e o camarada está trocando uma boa noite de amor com sua mulher por um momento de masturbação em frente ao monitor.

Deus pode e quer mudar esse quadro na sua vida, Ele tem poder para isso. Mas é necessário entrega total dos pontos, colocar as cartas na mesa e assumir o fundo do poço. Só assim, arrependendo-se dia a dia das práticas sexuais virtuais é que alcançaremos a libertação total. Se por um acaso, você recair, saiba que você tem um advogado no céu junto ao pai, Jesus Cristo, o justo! Não desista, ore apesar da vergonha, não aceite a culpa que o diabo quer impor a você, apenas prossiga, Deus tem a cura para esse vício!

E
no mais, tudo na mais santa paz!


***
Postou Márcio de Souza, no Púlpito Cristão

CARACTERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO LÍDER

Lição 11
CARACTERÍSTICAS DE UM AUTÊNTICO LÍDER
Texto Áureo: II Co. 11.2 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 10.12-16; 11.2,3,5,6.

Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Mostrar que uma liderança cristã autêntica é aquela que tem por objetivo maior servir a Deus e à sua Igreja.

INTRODUÇÃO
Muitos querem ocupar posição de liderança, mas não se dispõem a permanecer sob a direção divina. Na lição de hoje, estudaremos a respeito do valor da liderança cristã autêntica. Os falsos apóstolos dos tempos de Paulo eram também falsos líderes. Veremos que Paulo, na demonstração do seu amor e dedicação à igreja, sem interesses financeiros, é um exemplo de líder autêntico. Ao final, denunciaremos, a partir da epístola em foco, os falsos líderes que se aproveitam, como aqueles, da igreja do Senhor.

1. AINDA SOBRE OS FALSOS APÓSTOLOS
O evangelho de Jesus Cristo, para aqueles dados à mera racionalidade, não passa de loucura. Os falsos apóstolos queriam transformar o evangelho numa espécie de filosofia, um sistema racional, que fizesse sentido para os intelectuais. Em oposição a esses, Paulo pede aos irmãos que suportem mais sua loucura (II Co. 11.1). É nessa loucura que o Apóstolo demonstra seu zelo, não dele mesmo, mas de Deus, que o capacita a desejar apresentar a igreja como virgem pura ao esposo, a saber, Jesus Cristo (II Co. 11.2). Mas é preciso ter cuidado para que a igreja não seja enganada, com as falácias humanas e satânicas, com as quais Eva fora ludibriada (II Co. 11.3; Gn. 3.1-7,13). A mente cristã precisa estar alicerçada no evangelho de Cristo, para não ouvir outro evangelho, diferente daquele que os apóstolos pregaram (II Co. 11.4; Gl. 1.6-9). Tais evangelhos estão bastante em voga no tempo presente, haja vista as pregações e ensinamentos que enfatizam apenas a glória, e deixam de lado a crucificação de Cristo. Algumas igrejas evangélicas parecem ter vergonha da mensagem da cruz, Paulo, ao contrário, não se glória de outra revelação, senão esta, a de que Jesus morreu pelos pecadores. A esse respeito, ele não tinha motivo de se considerar inferior aos falsos apóstolos que pregavam doutrinas enganadoras entre os coríntios (II Co. 11.5). Isso porque o conhecimento de Paulo não advinha do raciocínio humano, mas do mistério de Deus revelado em Cristo (Cl. 1.26,27; Ef. 1.9; 3.1-6), os adversários de Paulo não tinham essa compreensão (II Co. 11.6; I Co. 1.2.10-13; At. 20.27).

2. A LIDERANÇA APOSTÓLICA DE PAULO
Como líder, Paulo tomou a decisão de viver humildemente, fez questão de não se tornar fardo financeiro para os crentes de Corinto. Em At. 18.1-4 está escrito que o Apóstolo trabalhava como fazedor de tendas, a fim de prover seu sustento. Para os gregos, os trabalhos manuais eram tidos como desonrosos. Enquanto isso, preferiam pagar aos seus pensadores para expressarem sua falsa retórica. Mas Paulo optou por anunciar o evangelho de Cristo gratuitamente, em condição de humilhação, para a exaltação do coríntios, pois seu interesse não era financeiro (II Co. 11.7,8). O Apóstolo não quis ser pesado a ninguém, por isso, chegou mesmo a passar por privações. Isso não quer dizer que Paulo nunca tenha recebido sustento financeiro das igrejas, na verdade, os filipenses ajudaram-no, contribuindo com seu sustento (Fp. 1.5; 4.10,14-18). Quando escreveu aos filipenses, ele se encontrava preso, por isso, estava inviabilizado de trabalhar. O ensinamento claro, nessa passagem, é que Paulo evitava se transformar em peso para os irmãos. Contraditoriamente, líderes de algumas igrejas evangélicas, especialmente os da Teologia da Ganância, e adeptos dos movimentos pós-pentecostais (que nada têm de neo-pentecostais), exploram o rebanho de Deus, a fim de satisfazerem suas vaidades pessoais. Paulo pregava por obrigação, e, por opção pessoal, por essa razão, preferia não receber sustento financeiro das igrejas (I Co. 9.15-18; II Co. 11.10-12). Ainda que essa era uma possibilidade aceitável, haja vista que o próprio Paulo defendeu a legitimidade do obreiro receber sustento (I Co. 9.3-14). Diante do contexto coríntio, para não ser confundido com os falsos apóstolos, Paulo preferiu não agir como aqueles obreiros fraudulentos, os quais, aparentavam ser apóstolos de Cristo. Esses, como Satanás, se transforma em anjo de luz, e, tal como este, terão o mesmo fim (II Co. 11.13-15; Rm. 2.6,8,9).

3. DENÚNCIA CONTRA OS FALSOS LÍDERES
Em sua denúncia contra os falsos lideres, Paulo pede aos irmãos, ironicamente, que “um pouco mais” o suportem, ainda que, para alguns, ele seja considerado insensato, isto é, louco. Mas, se assim for, o Apóstolo não tem receios de ser tachado desse modo, pois, de fato, os seguidores de Cristo somente podem se gloriar dessa loucura (II Co. 11.16,17). Os oponentes de Paulo se gloriavam de suas credenciais, do seu poder e prestígio. Para ele, tudo isso não passava de insensatez, ainda que, para defender-se perante os coríntios, precisou faz-lo (II Co. 11.18). Com essa afirmação, Paulo esta preparando os crentes coríntios para ouvirem seus testemunhos pessoais a respeito das suas credenciais apostólicas (II Co. 11.19). Ele considera uma pena ter de tomar essa atitude, pois era assim que os falsos apóstolos faziam a fim de escravizarem os irmãos. Os crentes coríntios toleravam, de bom grado, a opressão de tais que, metaforicamente, devoravam e esbofeteavam os irmãos, e que, além de tudo, chamavam Paulo de fraco por não agir do mesmo modo (II Co. 11.20,21). Em resposta a tudo isso, Paulo inicia uma “conversa insensata”, a fim de continuar sua defesa. Apresenta, para seus opositores, algumas das suas credenciais: como eles, também era hebreu (Fp. 3.5), descendente de Abraão Rm. 9.4,5; Gl. 3.6-18) e ministro de Cristo (At. 9.16), e reconhece que, para fazer essas declarações, está agindo como louco (II Co. 11.21-23; I Co. 1.11-16; 3.4-9, 21-22; 4.1). Nessa mesma linha, destaca: seus muitos trabalhos, prisões, açoites, perigos de mortes (II Co. 11.24,25; At. 16.19-40; At. 14.19), passando por inúmeras tribulações, especialmente as perseguições dos falsos irmãos, que se opunham ao evangelho (II Co. 11.26,27; Gl. 2.4). Além dessas circunstâncias adversas, pesava ainda sobre o Paulo a preocupação com todas as igrejas, isto é, o Apóstolo, em contraponto com os falsos líderes, se dispõe a sofrer pelos irmãos, e, a esse respeito, fala a verdade (II Co. 11.28-33), detalhando, historicamente, o que aconteceu em At. 9.23-25.

CONCLUSÃO
Para se defender das acusações dos falsos mestres, Paulo, como líder sincero do Senhor, apresenta suas credenciais. Ele considera que esse tipo de argumento, necessário nesse momento, não passa de insensatez, por essa razão, revela insatisfação no detalhamento de suas experiências apostólicas. Isso, porém, não deva ser tomado como regra, pois, para o Apóstolo, o orgulho e a auto-exaltação para nada servem, senão para a exposição da vaidade pessoal. O líder comprometido com o evangelho de Cristo se porta com amor perante as ovelhas, sabe que não é um mero administrador de uma empresa, mas um pastor do rebanho, do qual prestará contas ao Senhor (At. 20.17-38).

BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

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