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30 de mar de 2010

Estudo do Tabernáculo

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23 de mar de 2010

Solenes advertências pastorais – 1

INTRODUÇÃO
Com esta aula concluímos o estudo da 2ª carta do apóstolo Paulo aos corintios. É a sua carta mais pessoal. Nela, ele abriu o coração e falou de suas experiências mais íntimas, de suas dores mais profundas e de seu amor mais puro. De todas as igrejas que Paulo plantou, nenhuma recebeu tanto cuidado pastoral, conselhos e visitas quanto a igreja de Corinto. Também nenhuma igreja significava tanto para ele do que a dificultosa comunidade de Corinto. Por outro lado, nenhuma lhe fez sofrer tanto. Ele experimentou grande sofrimento, perseguição e oposição em seu ministério. Agora, Paulo se prepara para a terceira visita àquela igreja. Não será uma visita amistosa, mas confrontadora, conciliadora e, ao mesmo tempo, disciplinar(13:1,2). Sua responsabilidade pastoral era muito grande, por isso, esforçava-se para consolidar a fé dos santos que viviam em Corinto. Caso não haja arrependimento terá de disciplinar os faltosos. Contudo, antes de viajar para Corinto, ora a Deus para que a igreja emende seus caminhos e busque uma vida de perfeição.
I. PREOCUPAÇÕES PASTORAIS DE PAULO (12.19-21)
1. Preocupação com o estado espiritual dos crentes (12:19). “ Cuidais que ainda nos desculpamos convosco? Falamos em Cristo perante Deus, e tudo isto, ó amados, para vossa edificação”.

Aqui é demonstrado que o motivo evidente de Paulo não era obter a aprovação dos corintios, mas possibilitar sua edificação espiritual. Diz o apóstolo:”tudo isto, ó amados, para vossa edificação”. Quando afirma que tudo fora feito “para vossa edificação”, Paulo se refere possivelmente a tudo quando já disse, fez e escreveu(de modo particular a carta que ora estudamos), que os corintios poderiam erroneamente ter interpretado como mera autodefesa. Ele reitera, também, com essas palavras, o propósito do ministério apostólico: edificar a igreja(cf 10:8; 13:10). Deve-se notar que depois de todas aquelas palavras fortes, toda aquela ironia dos caps. 10 –12, o verdadeiro sentimento de Paulo pelos cristãos de Corinto emerge de novo no vocativo “ó amados”(cf 11:11;12:15). Era o amor de Paulo pela igreja coríntia, bem como seu desânimo, porque um evangelho falso estava sendo proclamado. O apóstolo desejava fortalecê-los na vida cristã e adverti-los acerca dos perigos que os cercavam. Estava mais interessado em ajudá-los do que em defender sua própria reputação.
2. O temor de Paulo em relação à igreja de Corinto. Ao visitar Corinto, Paulo teme encontrar os crentes despreparados espiritualmente. Havia duas áreas vulneráveis na vida daqueles crentes:
a) A área dos relacionamentos(12:20). “Temo, pois ,que, indo ter convosco, não vos encontre na forma em que vos quero, e que também vós me acheis diferente do que esperáveis, e que haja entre vós contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos”.
Paulo teme que haja entre os crentes: contendas, isto é, rivalidade e competição, discórdia acerca de prestígio; invejas, isto é, o desejo mesquinho de ter o que não lhe pertence; iras, isto é, explosões repentinas que leva a pessoa a fazer coisas das quais se arrependerá amargamente; porfias, isto é, ambição egoísta, centrada em si mesma, que jamais se dispõe a servir o próximo; detrações, isto é, ataque frontal, insultos e acusações lançados em voz alta e em público; intrigas, isto é, campanha de murmurações e maledicência espalhada de ouvido em ouvido, buscando desacreditar a pessoa; orgulho, isto é, conceito elevado ou exagerado de si próprio; amor-próprio demasiado; soberba; e tumulto, isto é, a anarquia.
Todos esses pecados estão ligados à área dos relacionamentos. A igreja de Corinto era um amontoado de gente, mas não uma família unida. Eles não agiam como um corpo, em que cada membro coopera com o outro. Ao contrário, estavam devorando uns aos outros pelas contendas e intrigas. Paulo, então, ciente disso, não podia, como pastor, deixar de tratar esses pecados que haviam comprometido a qualidade espiritual daquele rebanho. Portanto, ele toma atitudes disciplinares severas, a fim de que por ocasião de seu retorno à igreja de Corinto não encontrasse os mesmos problemas.
b) A área da pureza sexual(12:21). “Receio que, indo outra vez, o meu Deus me humilhe no meio de vós, e eu venha a chorar por muitos que, outrora, pecaram e não se arrependeram da impureza, prostituição e lascívia que cometeram”.
Paulo temia encontrar muitos crentes ainda prisioneiros dos mesmos pecados e aberrações sexuais que caracterizaram sua vida pagã. Esses pecados listados revelavam uma completa decadência moral. Lendo essa lista, nem parece tratar-se de uma igreja com tantos dons. Contudo, isso significa que a espiritualidade de uma igreja não pode ser avaliada pela quantidade de dons, mas pelo seu caráter e amor a Deus e ao próximo.
Impureza é tudo aquilo que impede que um homem tenha comunhão com Deus. É o oposto de pureza.
Prostituição é a promiscuidade no relacionamento sexual.

Lascívia indica o desacato deliberado da decência em público. É a atitude da alma que desconhece os limites da disciplina. Trata-se de pessoas que não aceitam restrições nem tem compromisso com a decência. Não se importa com a opinião pública, tampouco com sua própria reputação.
Tais pecados estavam corrompendo os bons costumes, anulando a ética cristã e promovendo dissensões e divisões entre os crentes de Corinto.
II. O PROPÓSITO DA DISCIPLINA DA IGREJA POR PAULO (12.21; 13.2-4)
Havia na igreja de Corinto um grupo que dava guarida ao ensino dos falsos apóstolos. Não apenas a teologia deles estava errada, mas também a vida deles estava em descompasso com a verdade. Havia não apenas oposição a Paulo(13:3), mas também relacionamentos quebrados(12:20) e imoralidade na vida desses membros(12:21).
Paulo está indo a Corinto com o propósito de instaurar um tribunal e disciplinar aos que insistem na prática do erro. Na sua primeira visita a Corinto, Paulo implantou a igreja. Sua segunda visita foi dolorosa e precisou sair da cidade sem solucionar os graves problemas que a atacavam; porém, enviou à igreja Tito, para pôr em ordem a situação pendente. Mas, agora, está pronto a ir à igreja pela terceira vez e dessa feita não poupará aqueles que de forma contumaz permanecem no erro. Ele poderia: (a) confrontar e denunciar publicamente o comportamento deles; (b) exercer a disciplina, chamando-os à presença dos líderes da igreja; ou c) excluí-los da igreja.
1. Promover a paz e o arrependimento dos pecadores (12.21; 13.2). Para levar os pecadores ao arrependimento, Paulo teria de ser rigoroso em sua repreensão. Os problemas de ordem moral exigiam uma postura firme do apóstolo. Caso contrário, as ações diabólicas para destruir a igreja não seriam neutralizadas. A disciplina deveria ser imposta de maneira firme e exemplar. Com respeito à isso duas coisas devem ser ressaltadas:
a) A acusação contra os pecadores precisa ser fundamentada(13:1). “É esta a terceira vez que vou ter convosco. Por boca de duas ou três testemunhas, será confirmada toda palavra”.
Aqui, Paulo está aplicando um princípio da lei mosaica de que nenhuma acusação deve ser recebida contra alguém sem ser consubstanciada por duas ou três testemunhas(Dt 19:15). Este mesmo princípio foi referendado por Jesus(Mt 18:16; João 8:17). Agora, Paulo está dizendo que aplicará o mesmo critério para disciplinar os faltosos(1Tm 5:19). Ao tratar do pecado na igreja devemos saber dos fatos, não apenas dos boatos.
b) A disciplina precisa ser aplicada(13:2). ”Já anteriormente o disse e segunda vez o digo, como quando estava presente; mas agora, estando ausente, o digo aos que antes pecaram e a todos os mais que, se outra vez for, não lhes perdoarei”.

Considerando que seu apostolado tinha sido concedido pelo Senhor Jesus e que este era seu modelo de líder-servidor, nada mais coerente do que a postura rígida de Paulo contra os pecadores impenitentes. Depois de alertar os coríntios algumas vezes, Paulo está disposto a não mais retardar a disciplina de alguns membros que estavam vivendo de forma escandalosa, na prática da imoralidade, e se recusavam a emendar seus caminhos, bem como aqueles que aprovavam sua atitude. Ele não pretende inocentar pecadores impenitentes.
O pecado é como fermento na massa. Se não for removido, contamina toda a igreja. A disciplina visa a proteção da igreja e a correção do faltoso. A disciplina, portanto, é um ato responsável de amor, e Paulo está pronto a aplicá-la na sua terceira viagem a Corinto.
2. Afirmar o caráter cristão de seu apostolado (13.3). “visto que buscais uma prova de Cristo que fala em mim, o qual não é fraco para convosco; antes, é poderoso entre vós”.
Influenciados pelos falsos apóstolos, alguns crentes de Corinto que teimavam em viver na prática do pecado buscavam provas contra Paulo, argumentando que Cristo não falava por intermédio dele. Como Paulo podia comprovar que Cristo falava mesmo por seu intermédio? O apóstolo começa sua réplica citando o pedido impertinente: “visto que buscais uma prova de Cristo que fala em mim…”. Na verdade, esses crentes queriam ser confrontados em seu estilo de vida. Em vez de corrigir sua conduta errada, procuraram desqualificar aquele que os exortava.
Então, Paulo lembra que Cristo se havia revelado aos coríntios por meio dele de modo poderoso. Quando creram na mensagem do evangelho, não havia nada de fraco na revolução que eles haviam experimentado em sua vida. Portanto, ao rejeitarem a Paulo, na verdade, estavam rejeitando o próprio Cristo.
Ao usar os termos “fraco” e “poderoso”, Paulo se recorda do paradoxo de força e fraqueza observada na vida do Salvador e de seus servos. Nosso Senhor foi “crucificado por fraqueza; contudo, vive pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos com ele pelo poder de Deus em vós”(13:4). Quando Paulo diz que “viveremos com ele pelo poder de Deus em vós”, não está fazendo uma referência à ressurreição. Está falando que, ao visitá-los, demonstrará o grande poder de Deus ao tratar de quem estava vivendo em pecado. Consideravam-no fraco e desprezível, mas Paulo mostraria que podia ser forte no exercício da disciplina.
III. ALGUMAS RECOMENDAÇÕES FINAIS (13:5-11)
1. Paulo encerra sua carta com uma advertência (13.5). “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis, quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados”.
Paulo sai agora da defesa do seu ministério e apostolado e resolve testar os cristãos coríntios, ao admoestá-los que realizem um autoexame. Ele inverte a situação. Ele diz a esses crentes rebeldes que em vez de eles o examinarem, eles deveriam examinar a si mesmos. Em vez de buscarem provas contra ele, deveriam investigar a si mesmos. Em vez de olharem para fora, deveriam olhar para dentro.

Há pessoas que estão na igreja, mas não são convertidas, e são essas a que dão mais trabalho. Tem seu nome no rol de membros da igreja, mas não no livro da vida. São contundentes na disposição de acusar os outros, mas são incapazes de examinarem seu próprio coração. Enxergam um cisco no olho do outro, mas não vêem a trave que está no seu próprio.
Esta exortação de Paulo nos alerta que, da mesma maneira que fazemos exames físicos periódicos, devemos fazer exames espirituais periódicos. Devemos procurar ter uma consciência crescente da presença e do poder de Cristo em nossa vida. Assim saberemos se somos verdadeiros cristãos ou meros impostores. Se não estivermos procurando nos aproximar de Deus, podemos ter certeza de que estaremos nos afastando dEle.
2. Paulo encerra sua carta com um desejo (13.7-9). Ele deseja que aqueles cristãos pratiquem o que é certo; e que sejam aperfeiçoados(13:7-9) – “Ora, eu rogo a Deus que não façais mal algum, não para que sejamos achados aprovados, mas para que vós façais o bem, embora nós sejamos como reprovados. Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. Porque nos regozijamos de estar fracos, quando vós estais fortes; e o que desejamos é a vossa perfeição”.
Havia muitos pecados na Igreja de Corinto: divisões(1Co 1:10-12); imoralidade(1Co 5:1); contendas(1Co 6:7); uso abusivo da liberdade cristã(1Co 8:10; 10:24-28); atitudes inadequadas com respeito à ceia do Senhor(1Co 11:17-22), ao culto(1Co 12:3), aos dons(1Co 12:16-21) e à ressurreição(1Co 15:12). Alguns desses pecados não haviam sido ainda superados por alguns membros da igreja(12:20,21). Por influência dos falsos apóstolos, alguns crentes lideravam uma frente de oposição ao próprio ministério de Paulo(13:3).
Mas, em vez de condenar seus opositores, Paulo ora por eles. E ora para que pratiquem o bem. Sua preocupação não é com a sua reputação, muito menos com sua superioridade pessoal, mas o com aperfeiçoamento dos crentes, pois diz: “ Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade”. Paulo está afirmando que jamais poderia agir de modo que fosse contrário ao evangelho ou às suas implicações”. Paulo quer apenas a obediência, a pureza e a unidade da igreja.
Paulo deseja a perfeição dos coríntios – “e o que desejamos é a vossa perfeição”(13:9). Há falhas em nossa vida que precisam ser reparados. Há brechas que precisam ser tapadas. Paulo ora para que essas deficiências sejam tratadas e que os crentes sejam aperfeiçoados para o serviço divino.
3. Últimas recomendações (13.11,12). “Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, aperfeiçoai-vos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam”.
Paulo encerra de forma repentina e enérgica essa epístola. Antes, porém, tem uma série de recomendações à igreja:
a) “regozijai-vos”. É a mesma expressão que aparece em 1Tessalonicenses 5:16: “Regozijai-vos sempre”. A alegria deve ser a marca do crente. Isso porque o evangelho é a boa nova de grande alegria. O reino de Deus é alegria. O fruto do Espírito é alegria, e a ordem de Deus é:”Alegrai-vos”.

b) “ aperfeiçoai-vos”. O crente não pode ficar estagnado. Ele precisa ser santificado na verdade. Ele precisa crescer na graça e no conhecimento de Cristo. Sua vida precisa ser transformada de glória em glória na imagem de Cristo. Para alcançar esse propósito, os coríntios precisariam abandonar os ensinos errados dos falsos apóstolos, acertarem seus relacionamentos uns com os outros e romperem com as práticas imorais.
c) “sede consolados”. Na vida cristã enfrentamos mares revoltos, desertos inóspitos e estradas juncadas de espinhos. Precisamos ser bálsamo de Deus na vida uns dos outros nessa jornada. Precisamos ser aliviadores de tensão, tornando o fardo dos irmãos mais leve.
d) “sede de um mesmo parecer”. Essa frase também pode ser traduzida por “tenham um só pensamento”(NVI). Os coríntios só poderiam pensar da mesma forma se tivessem a mente de Cristo. Ter a mente de Cristo significa pensar como Ele e sujeitar-lhe todo pensamento e raciocínio.
A igreja é um corpo, e todos os membros devem trabalhar sob a direção da mesma cabeça. Uma igreja onde os crentes vivem em conflito, alimentando suas vaidades pessoais, brigando por opiniões pessoais, o testemunho da igreja é prejudicado.
e) “vivei em paz”. Como está claro em 1Co 12:20, havia discórdias e contendas entre os coríntios; uma consequencia comum da infiltração do legalismo. Assim, Paulo os exorta a disciplinar os ofensores e a se entender com seus irmãos em Cristo.
Os crentes não são rivais, são parceiros. Devem viver em harmonia, e não em guerra. Onde há união entre o povo de Deus, ali Deus ordena a vida e a bênção(Sl 133:1-3). Quando os crentes vivem em harmonia, o Deus de amor e de paz será com eles – “E o Deus de amor e de paz será convosco”.
f) “ Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo”(13:12). O ósculo santo era uma forma de cumprimento característica dos cristãos no tempo dos apóstolos. O fato de ser santo indica que não devia ser um símbolo de afeição artificial, mas de sentimento puro e sincero.
Os crentes devem cumprimentar uns aos outros com alegria, com graça e com fervor. Os crentes devem ter santas, sinceras e intensas afeições uns pelos outros. Não há espaço na igreja para indiferença, frieza e preconceito. Devemos acolher a todos com desvelo e carinho.
CONCLUSÃO

Após tantas defesas, advertências e recomendações severas, Paulo conclui sua carta com uma bênção trinitariana: ”A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém!”(13:13). Essa é a única bênção do Novo Testamento que abrange todos os membros da Trindade. Essa bênção é uma síntese da mensagem do evangelho. É um resumo precioso de tudo aquilo que Paulo ensinou até aqui.
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo nos traz à memória seu nascimento, quando Ele se fez pobre a fim de nos tornar ricos(2Co 8:9). O amor de Deus nos leva ao Calvário, onde Deus deu seu Filho como sacrifício por nossos pecados(João 3:16). A comunhão do Espírito Santo nos lembra o Pentecostes, quando o Espírito de Deus veio e revestiu a igreja de poder(At 2:1-47).
Que esta segunda carta aos coríntios possa produzir em cada crente uma reflexão a respeito de seu ministério, a fim de que possamos declarar como Paulo: “Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas” (2 Co12.15).
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br, e no Blog: http://luloure.blogspot.com/
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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. Bíblia de estudo DAKE. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 2Corintios. 2Corintios – Rev. Hernandes Dias Lopes. Comentário Bíblico Popular do Novo Testamento – William Macdnald. II Corintios – Colin Kruse.

16 de mar de 2010

A Bíblia e a Ciência

BÍBLIA, CIÊNCIA, HARMONIA, EXATIDÃO, ESTUDO BÍBLICO, TEOLOGICO
“No princípio Deus criou os céus e a terra.” — Gên. 1:1. O livro God and the Astronomers [Deus e os Astrônomos], página 14, diz: “Vemos agora como a evidência astronômica conduz a um conceito bíblico sobre a origem do mundo.”

“Ele . . . suspende a terra sobre o nada.” — Jó 26:7. Os egípcios diziam que era sustentada por pilares; os gregos diziam que era por Atlas; outros diziam que era sustentada por um elefante em pé numa tartaruga que nadava num oceano cósmico. Mas o livro de Jó, do século 15 A.E.C., estava cientificamente correto.

No oitavo século A.E.C. Isaías escreveu que Jahweh “mora acima do círculo da terra”. O hebraico “hhug”, traduzido “círculo”, pode também significar “esfera”, conforme mostra a “Concordância” de Davidson e os “Estudos das Palavras do Velho Testamento”, de Wilson [ambos em inglês]. Assim, a tradução de Isaías 40:22 do Pontifício Instituto Bíblico reza: “Aquele que está sentado sobre o globo da terra.”

A Bíblia declara: “Estrela difere de estrela em glória.” A ciência sabe agora que existem estrelas azuis, amarelas, estrelas anãs brancas e muitas outras diferenças. — 1 Cor. 15:41.

Séculos antes de os naturalistas estarem a par da migração, Jeremias escreveu (sétimo século A.E.C.): “Até a cegonha conhece no céu a sua estação; a rola, a andorinha e o grou conhecem o tempo da sua migração.” — Jer. 8:7, “PIB”.

Mil anos antes de Cristo, Salomão escreveu a respeito da circulação do sangue, em linguagem figurada. (Ecl. 12:6) A ciência médica não conhecia o assunto até o século 15 depois de Cristo, quando foram feitos os estudos do Dr. Harvey.

A lei mosaica (século 16 A.E.C.) refletia conhecimento da existência de germes nocivos milhares de anos antes de Pasteur. A lei continha preceitos para proteção contra o contágio. — Lev. caps. 13, 14.

Em 1907 a ciência médica descobriu que os roedores causam epidemia. Durante uma epidemia, 1 Samuel 6:5 referiu-se a “ratos que devastam o país”. (“PIB”) Isto foi no século 11 A.E.C.

O relato da criação em Gênesis é biologia exata — confirmada pela documentação dos fósseis e pela genética moderna — quando diz que cada espécie de família se reproduziria “segundo a sua espécie”. — Gên. 1:12, 21, 25.

“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; . . . tem recolhido seus alimentos na própria colheita.” (Pro. 6:6-8) Os críticos escarneciam dizendo que nenhuma formiga faz isso, mas em 1871 um naturalista britânico descobriu formigas que mantinham celeiros. São chamadas de formigas-ceifeiras. A Bíblia já sabia a respeito delas centenas de anos antes de Cristo.

O esquema genético no óvulo humano fecundado contém programas para todas as partes do corpo, antes de haver qualquer indício da presença delas. Compare com o Salmo 139:16: “Teus olhos [de Jahweh] viram até mesmo meu embrião, e todas as suas partes estavam assentadas por escrito no teu livro, referente aos dias em que foram formadas, e ainda não havia nem sequer uma entre elas.”

A Bíblia não é um livro de ciência, mas quando toca no assunto, ela é cientificamente correta.

13 de mar de 2010

OLHAI PARA ABRAÃO


"Olhai para Abraão, vosso pai e para Sara que vos deu 'a luz; porque sendo ele só, eu o chamei, e o abençoei, e o multipliquei." (Isaías 51:2)

Introdução:
Nossa tendencia com o passar dos anos, é nos esquecermos de quem é Deus e dos seus feitos poderosos.
Aquele que fez nascer de Abraão e Sara uma grande nação, Aquele que através da linhagem abraãmica trouxe ao mundo o Salvador, Aquele que fez maravilhas no passado como Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó - É o mesmo Deus que servimos (Hb 13:8).
O texto bíblico em pauta, fala de um divino lembrete para o povo de Israel. A exortação tinha por objetivo, tornar outra vez viva na memória de seu povo - Seis Verdades a respeito do Senhor.

1. OLHAI PARA ABRAÃO

a) Considerem o que fiz a Abraão e através dele - Gn 12:1-3
b) Notem como cumpri todas as promessas que fiz a Abraão - Gn 15:5,6; 17:1-8

2. OLHAI PARA SARA QUE VOS DEU A LUZ

a) Não esqueçam que Sou o Deus que age na impossibilidade humana - Gn 18:9-14
b) Para Deus tudo é possível - Jó 42:1,2; Lc 1:37

3. PORQUE SENDO ELE SÓ

a) O nosso Deus é o Deus que não despreza o dia das coisas pequenas - Zc 4:10
b) Perde-se a conta através da História, quantas vezes Deus obrou livramentos, trouxe Avivamento - através de um homem. Quantas vezes na dura lide do Evangelho, nos sentimos sós (o que produz em nós, abatimento); mas, que mensagem maravilhosa: ABRAÃO, SENDO ELE SÓ...e Deus de um só homem, fez grandiosas coisas.

4. EU O CHAMEI

a) Vemos aqui - O Deus que convoca, que elege, que chama - Gn 12:1-3
b) Este é a maior honra para um homem nesta Terra; ser chamado por Deus - Hb 5:4

5. EU O ABENÇOEI

a) Deus se revela também ao seu povo como o Deus da Benção - Gn 12:2
b) O Deus que abençoou a Abraão, também nos abençoa - Sl 119:68; Pv 10:22; Ef 1:3

6. E O MULTIPLIQUEI

a) Abraão conheceu o Deus da Multiplicação - Gn 15:5 "Olha agora para os céus e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua semente." (Veja - Dt 1:10; Hb 6:13,14)
b) Ele é o mesmo e não mudou: Ele multiplica as nossas forças (Is 40:29), Ele multiplica o número de salvos (At 6:7), Ele multiplica sua Igreja (At 9:31), Ele multiplica nossa oferta de amor (Lc 6:38), Ele multiplica o nosso pão (Mt 14:17-21)

Pastor Marcos Antonio

5 de mar de 2010

A verdade sobre a Páscoa

A verdade sobre a Páscoa
Nós, os servos de Deus, fomos alcançados pela Sua misericórdia e libertos da escravidão do pecado. (“Mas cordeiro receba cópia damos graças a Deus porque vocês, que antes eram escravos do pecado, agora já obedecem de todo o coração às verdades que estão nos ensinamentos que receberam.” Rm 6:17) Vivemos nesta terra como retirantes estrangeiros, aguardando o momento de partimos em definitivo para a pátria celestial e estarmos eternamente com o Rei dos reis. Nesta jornada em direção aos céus é de suma importância manter-nos isentos das práticas e costumes comuns ao homem natural e firme na obediência à vontade de Deus; superando as muitas lutas, tentações e provações. O Senhor afirma: “... o mundo inteiro está debaixo do poder do diabo.”(1Jo 5.19) O diabo é o imperador deste mundo e dita as regras, os resultados comprova-se na falta de amor e nas barbaridades que os homens cometem entre si; nas loucuras praticadas contra Senhor; e na igreja que aos poucos vai assimilando e cristianizando práticas pagãs, é o inimigo minando as forças, afastando o homem do Senhor.
A Páscoa é uma comemoração muito importante na vida do crente, ela é sinônima de libertação (Ex 12:17, 42; Dt 16.3) entende-se também como início de novos rumos, da nova caminhada em direção a uma vida santa e segundo o coração de Deus. Sua instituição foi ordenada por Deus (Ex 12.1,2 e Jo 2.23), a observação pelos filhos de Deus deve ser contínua (Ex 12.28,50), a exemplo do Senhor Jesus, que junto a seus discípulos a comeu (Mt 26,17-20).
Usurpar-se da glória de Deus é a luta constante do diabo e, para tal, usa dos mais diversos meios. Em relação ao mover libertador de Deus (páscoa), o inimigo apresentou à igreja uma série de costumes e práticas pagãs, que imediatamente foram cristianizadas e incorporadas. Para comemorar a Páscoa, Coelhos e ovos de chocolate! Muitos desconhecem ou desconsideram a simbologia que os sustentam; são várias lendas, todas apontam para o fato de serem instituídos para louvor de determinada divindade; isto é o suficiente para que sejam eliminadas do arraial dos santos. O diabo chegou ao extremo de colocar um coelho (animal listado entre os impuros, lado a lado com os porcos e outros. Ver: Lv 11.6 e Dt 14.7,8), como representação do Senhor Jesus (o cordeiro). E todos concordam! É lamentável ver esta tradição extremamente viva no meio de muitas denominações.
Igreja do Senhor Jesus Cristo é tempo de acordar para a voz do Espírito Santo e permitir a sua ação, limpando o acampamento, destruindo os “deuses do lar” (Is 31.7) e objetos amaldiçoados; para que haja paz no meio do arraial. Fechar as porta para o diabo e suas estratégia é uma ordem do Senhor Deus.
Como comemorar a Páscoa do Senhor?
“Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.” Ex 12.14
A igreja na qual sirvo o Senhor, foi instruída por Ele a comer à páscoa nos termos descritos por Moisés em Êxodo 12. Amado, você que é um líder do Senhor nesta terra é tempo de tirar os fardos da sabedoria de sobre os ombros e colocar-se em exclusiva sintonia com o Espírito de Deus, ouvindo a Sua vontade, materializando-a. Prepare o cordeiro, assado com ervas amargas e reunidos na presença do Senhor, coma para a honra e glória de nosso Deus.
“O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito... naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão... Por sete dias, não se ache nenhum fermento nas vossas casas... Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações, comereis pães asmos.” Ex 12.5,8,19 e 20
E assim é feito em nosso meio. Um cordeiro é preparado, assado no fogo e comido com pães asmos e ervas. Oh graças! É a exteriorização de nossa alegria, de nosso amor pelo Senhor Jesus Cristo. Que nos amou primeiro e deu-Se em sacrifício por nós.
Alguns aspectos que devem ser observados na celebração desta páscoa:
a) Purificação:
“Porque havia muitos na congregação que não se tinham santificado; pelo que os levitas estavam encarregados de imolar os cordeiros da Páscoa por todo aquele que não estava limpo, para o santificarem ao SENHOR.” 2Cr 30.17 (veja também: Jo 11.55):
A santificação e purificação da vida é uma ordem, que deve ser observada por todos. Seja sacerdotes (pastores e autoridades da igreja) ou a congregação. Era preciso estar limpo para participar da celebração e comer do cordeiro pascal. O Impuro jamais participava da mesa. A preparação requerida era muito séria, incluía: orações, jejuns e outras formas de purificação. Santificação é uma palavra quase em desuso no meio cristão. Notadamente, a igreja tem andado de mãos dadas com o mundo, afinal tudo é natural e normal, costumes e práticas são adaptadas e inserida. Infelizmente, a Palavra de Deus é encaixada nas muitas doutrinas, moldada segundo o interesse de casa denominação. Quando, a ordem correta, seria, encaixar-se na Palavra santa.
“Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o SENHOR, vosso Deus.” Lv 20:7
“Porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” 1Pd 1:16
b) Excluíam o fermento:
“...não comerás levedado; sete dias, nela, comerás pães asmos... Fermento não se achará contigo por sete dias, em todo o teu território...” Dt 16.3,4 (veja também: Ex 12.19,20)
Nesta fase preparatória, de purificação, o fermento era totalmente excluído da alimentação, devido a sua significação (pecado). É perfeitamente válida esta palavra e na semana que antecede a esta tão importante celebração, todos os produtos que levam fermento em sua composição são excluídos da dieta diária. É provável que você questione tal posicionamento, talvez até evocando o fato de não mais estarmos sujeitos à lei. Não o julgo, de forma alguma. Eu aprendi do Senhor que a fé é primordial. Se você crer que Deus fala em tua igreja, não há porque questionar a vontade dEle. E assim tenho agido e nestas coisas, tenho visto o poder do Eterno.
c) Ofertar:
“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, e segardes a sua messe, então, trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote.” Lv 23.10,14
Quando os israelitas iam comer a páscoa, era costume trazer uma oferta ao Senhor, naquela época geralmente produtos da terra. Trazer oferta voluntária ao Senhor ainda precisa ser praticado. Mas, além da oferta material, seja você uma oferta viva ao Senhor, entregando-se como instrumento, santo, puro e cheio do Espírito Santo nas mãos do Senhor, para que Ele o use segundo o seu querer.
O diabo ao longo dos séculos vem travando uma luta extremamente violenta contra o reino dos céus, faz uso de todas as suas armas para implantar o seu reino, e tem conseguido êxito. Em algumas oportunidades a sua forma de agir é explícita, todos olham e vêem; outras, as estratégias estão camufladas, e apenas os que “têm olhos” (espirituais) podem ver a ação devastadora do maligno. Em relação à páscoa a estratégia é camuflar o mal, desvirtuar o objetivo principal tomando para si a glória do Senhor Deus. Para alcançar este fim usa de meios “inofensivos” e com grande apelo visual e emocional (ovos e coelhos). Somente aqueles que tem os “olhos abertos” conseguem ficar isentos, não se deixam envolver pela artimanha maligna.
Embora o nome "Páscoa" semanticamente derive do termo “Pessach” (do hebraico ‘passagem’), a festa cristã da Páscoa está muito longe do Pessach descrito na Bíblia. Apenas para facilitar a identificação, chamaremos de “Páscoa romana” a festa cristã, e manteremos o nome “Pessach” para o festival bíblico. O objetivo deste artigo é verificar se a “Páscoa” cristã é uma festa aprovada pelo Eterno Deus das Escrituras/Bíblia.
1 – ORIGEM DA PÁSCOA ROMANA
Sabemos que atualmente a “Páscoa romana” sofre alterações a cada ano. Tal fenômeno é explicado assim, em Schaff-Herzog Ency. O conhecimento religioso, Vol. 2, p. 682:
“A presente variação de tempo foi estabelecida pelo Romanismo primitivo misturado com um festival pagão muito antigo da primavera para a deusa da primavera. Esta data foi fixada no domingo imediatamente após o 14º dia da lua pascal que aconteceu sobre ou primeiramente após o equinócio vernal.”
No Concílio de Nicéia, mais uma vez vemos Roma adulterando as datas das Festas do Eterno Deus de Israel, para se distanciarem dos judeus, e coincidirem com os cultos aos deuses venerados pelo rei Constantino e sua turma.
2 – A “DEUSA” DA PRIMAVERA
A Babilônia "rainha dos céus," Semeramis, esposa de Nimrod, é a precursora de uma série de “divindades” de diferentes culturas: Astarte e da Vênus dos gregos, Juno do latin, Ashtoreth dos Sidonianos, Ishtar dos Babilônios, e de Eostre, deusa da primavera, dos primitivos Anglo-Saxões. Os druidas possuíam festivais religiosos em sua honra e ao deus-sol em Abril, chamando de a “Easter Monath”. É desta expressão que vem a palavra “Pascoa”, que vergonhosamente foi colocada como tradução de “Pessach” em algumas traduções populares da Bíblia para o Inglês chama-se ‘Easter’ (como a King James, por exemplo).
A deusa Ishtar, ou Eostre, foi adorada como sendo a deusa do amor e da fertilidade, e como a vida da natureza. Na mitologia babilônica esta " rainha dos céus " foi adorada como a deusa do impulso sexual. Na Enciclopédia Hastings de Ética Religiosa, p. 117, nós lemos sobre essas " antigas páscoas":
“Um banquete de primavera com celebração, festa. Estas ocasiões eram marcadas com uma grande liberação sexual.” Esta é a maligna adoração fálica à qual o Eterno Deus de Israel se refere em Isaias 57:5-8 e Ezequiel 16:17. Os " bosques" mencionados como os "lugares altos" onde Israel freqüentemente se prostituia em idolatria (Salmos 106:28-39) eram as imagens e os lugares onde aconteciam esses festivais para a "rainha dos céus”. A palavra " bosques," encontrada quarenta vezes na versão King James em inglês vem da palavra hebraica “asherah” e é associada sempre com a adoração de Astarote, aliás Ishtar, Eostre, Easter, a deusa da primavera.
3 – ORIGEM DA “QUARESMA”
A chamada "quaresma” é uma prática de origem puramente babilônica. No inglês, esta época é chamada de “Lent Season”, e vem da palavra saxônica "Lenct", significando "primavera. " As religiões pagãs primitivas do México também comemoram quarenta dias em abril. A origem desta comemoração está nos quarenta dias no equinócio vernal em Abril, celebrados pelos adoradores do demônio do Curdistão, em honra ao deus-sol. Esta prática foi trazida da Babilônia em 2000 AC. Sua origem está no “lamento por” Tamuz. O deus-pagão Tamuz era supostamente a reencarnação do marido de Ishtar/Semíramis, chamado Nimrode. Na primavera, celebrava-se o renascimento dos mortos. Era um tempo de lamentação seguido por um dia de alegria. O Eterno Deus condenou Israel por tomar parte nessa celebração como vemos em Ezequiel. 8:13-14: Ele me disse, " Ainda tornarás a ver maiores abominações, que estes fazem. " Então trouxe-me à porta da casa do SENHOR que estava para o norte, e estavam ali mulheres sentadas chorando a Tamuz.
4 - COSTUMES MODERNOS DE PÁSCOA
Uma boa pergunta: que conexão tem colombas pascais, ovos, coelhos e roupas novas com a ressurreição de Yeshua HaMashiach/Jesus o Messias? Obviamente que a resposta é: Absolutamente nada! A origem moderna da "Colomba pascal", um bolo feito em forma de cruz, é suficientemente explicada em Jer. 7:18; 44:17-19:
“As crianças recolhem a madeira e os pais acendem o fogo e as mulheres preparão sua massa de pão, para fazer bolos à rainha dos céus e para derramar as oferendas de bebida a outros deuses, isto eles fazem para provocar Minha ira, diz o SENHOR”
A ira de DEUS está certamente sendo provocada quando os que se dizem seus seguidores praticam costumes pagãos em relação à ressurreição de Seu filho amado Jesus Cristo.
4.1 – OVOS DE CHOCOLATE
O costume de dar ovos em Abril provavelmente vem da teologia e dos costumes encontrados entre os egípcios, persas, gauleses, gregos e romanos, entre os quais o ovo era um símbolo do universo — o trabalho do ser supremo. Tingir os ovos pode ser proveniente dos Chineses. Os ovos eram o símbolo sacrificial dos druidas. Roma, mais uma vez fazendo adições à Palavra do Eterno, consagrou o ovo como sendo o símbolo da ressurreição do Messias. O papa Paulo V ensinou os povos a orar a seguinte abominável “oração” na “Páscoa romana”: “Abençoa Senhor, nós te pedimos, a criatura deste ovo, que possa se transformar em sustento completo aos teus servos, que comem em memória do nosso Senhor Jesus Cristo.”
Os antigos babilônios acreditavam que um ovo caiu do céu no rio de Eufrates e os peixes o rolaram à costa onde as pombas o fizeram chocar e de onde saiu "a rainha dos céus", Ishtar. Desta forma, o ovo transformou-se num símbolo de Ishtar, deusa muito adorada pelos antigos, e é usado hoje por cristãos que a chamam ‘ a mãe de Deus’, enganados e iludidos pensam que estão celebrando uma festa santa! Não é à toa que as Escrituras dizem que Satanás se transforma até em anjo de luz quando se trata de tentar enganar as pessoas!
5 – O COELHO
A moda do coelho na Páscoa pode ter sua origem num paganismo antigo originário da região onde hoje fica a Alemanha. Às crianças eram dito que se fossem boas, um coelho branco colocaria dentro de suas casas enquanto elas estivessem dormindo, e em segredo, o maior número de lindos ovos coloridos, em cantos ímpares da casa. Assim, aparentemente teve inicio a inocente "caça aos ovos de Páscoa" das crianças. O coelho, para os antigos, era um símbolo da lua (a ligação entre o sol Venus ou Ishtar), ele que é um animal noturno. A lebre é o único coelho que nasce com seus olhos abertos. A palavra egipcia para lebre é "un", que significa " abrir ". Assim a lebre foi associada com a abertura de uma estação nova, a primavera, em Abril, no equinócio vernal. As lebres e os ovos eram também usados como simbolismo no Egito na abertura de seu ano novo, em que os ovos eram quebrados cerimonialmente.
6 – MISSA DO GALO
Por fim, e os serviços religiosos ao nascer do sol na “Páscoa romana”? Ser condenação divina ? á que Deus aprova? Vejamos o que diz a Bíblia. Quando Israel desejou fazer "serviços ao nascer do sol", o Eterno Deus expressou Sua desaprovação em Ezequiel. 8:15-18:
" Ainda tornarás a ver maiores abominações, que estas que fazem. ". E levou-me para o átrio interior da casa de DEUS, e eis que estavam à entrada do Templo de DEUS, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o Templo de DEUS, e com os rostos para o oriente; e eles, virados para o oriente adoravam o sol...... ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, contudo não os ouvirei.”
Lendo isto na Bíblia e sabendo que o deus-sol, Ba’al, ou Tamuz, o " marido-filho " de Semíramis (Ishtar) e o seu culto idólatra estão por trás do princípio da adoração a praticamente todos os deuses pagãos, o seguidor sincero de DEUS não pode tomar nenhuma parte em rituais de “Páscoa” feitos por um mundo que rejeita o Messias/Jesus, pois o Eterno Deus nos proibiu de misturarmos sagrado com profano, e sabemos sem sombra de dúvida da origem pagã desses costumes:
"não tenha comunhão alguma com os trabalhos infrutíferos da escuridão, mas antes reprove-os . " (Ef. 5:11). A Bíblia nos lembra:
"Não seguirás uma multidão para fazeres o mal;" (Êxodo 23:2). E o próprio Jesus disse: "porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação" (Lucas 16:15). Lembremo-nos das palavras de Paulo, de que não devemos misturar o que é pagão às coisas de Deus: "Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre o Messias e Belial/demonio? ou que parte tem o crente com o incrédulo? E que consenso tem o santuário de Deus com demônios? Pois nós somos santuário do Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo." (2 Coríntios 6:14-16)
E ainda : "E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2)
Ed Stevens e James Trimm
www casaisrael.com

Segundo o Novo Testamento, Cristo é o sacrifício da Páscoa. Isso pode ser visto como uma profecia de João Batista, no Evangelho de João: "Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo" (Jo 1:29) e uma constatação de Paulo "Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado." (1Co 5:7).
Jesus Cristo, desse modo, é tido pelos cristãos como o Cordeiro de Deus que foi imolado para salvação e libertação de todos do pecado. Para isso Deus teria designado sua morte exatamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio Jesus imolado.
Como Jesus ressuscitou num Domingo, surgiu a prática de os Cristãos se reunirem aos domingos (literalmente, Dia do Senhor), e não aos sábados, como fazem os judeus (sabbath).
Origem dos Símbolos da Páscoa
É sugerido por alguns historiadores que muitos dos atuais símbolos ligados à Páscoa (especialmente os ovos de chocolate, ovos coloridos e o coelhinho da Páscoa) são resquícios culturais da festividade de primavera em honra de Eostre que, depois, foram assimilados às celebrações cristãs do Pessach, depois da cristianização dos pagãos germânicos. Contudo, já os persas, romanos, judeus e armênios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época.
Ishtar tinha alguns rituais de caráter sexual, uma vez que era a deusa da fertilidade, outros rituais tinham a ver com libações e outras ofertas corporais.
Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pela Igreja Católica no principio do 1º milênio depois de Cristo, fundindo-a com outra festa popular da altura chamada de Páscoa. Mesmo assim, o ritual da decoração dos ovos de Páscoa mantém-se um pouco por todo o mundo nesta festa, quando ocorre o equinócio da primavera.

Ovo de Páscoa

O hábito de dar ovos de verdade vem da tradição pagã. O hábito de trocar ovos de chocolate surgiu na França. Antes disso, eram usados ovos de galinha para celebrar a data.
A tradição de presentear com ovos - de verdade mesmo - é muito, muito antiga. Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes de era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza - lá eles têm até nome, pêssanka - em celebração à chegada da primavera.
Os chineses e os povos do Mediterrâneo também tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a estação do ano. Para deixá-los coloridos, cozinhavam-nos com beterrabas.
Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa.
Eles celebravam Ostera, a deusa da primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés.
Os cristãos se apropriaram da imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus - o Concílio de Nicéia, realizado em 325, estabeleceu o culto à data. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria.
Na Inglaterra do século X, os ovos ficaram ainda mais sofisticados. O rei Eduardo I (900-924) costumava presentear a realeza e seus súditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas na Páscoa. Não é difícil imaginar por que esse hábito não teve muito futuro.
Foram necessários mais 800 anos para que, no século XVIII, confeiteiros franceses tivessem a idéia de fazer os ovos com chocolate - iguaria que aparecera apenas dois séculos antes na Europa, vinda da então recém-descoberta América. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maia e Asteca. A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole.

A data da Páscoa Cristã

A data da Páscoa foi fixada no primeiro concílio de Nicéia, no ano de 325.
Assim, a Páscoa cristã é comemorada (segundo o costume da Idade Média e da Europa) no primeiro domingo após a primeira Lua cheia da Primavera (no Hemisfério Sul, Outono).: a data ocorre entre os dias 22 de Março e 25 de Abril.
A decisão equalizava todas as correntes cristãs, mas é bem provável que nenhum método de cálculo da data tenha sido explicitamente indicado.
Essa decisão não foi sem discussão. Havia o problema da coincidência da data da Páscoa com as festas pagãs do início da Primavera. As igrejas da Ásia, principalmente, acreditavam que devia ser seguida a data do sacrifício do cordeiro em Pessach (14 de Nissan), que seria a data exata da morte de Cristo.

Cálculo

Como o calendário judeu é baseado na Lua, a Páscoa cristã passa a ser móvel no calendário cristão, assim como as demais datas referentes a Páscoa, tanto na Igreja Católica como nas Igrejas Protestantes e Igrejas Ortodoxas:
A Páscoa é um feriado móvel que serve de referência para outras datas. É calculado como sendo o primeiro domingo após a lua cheia seguinte à entrada do equinócio de outono no hemisfério sul ou o equinócio de primavera no hemisfério norte, podendo ocorrer entre 22 de março e 25 de abril.
As datas móveis que dependem da Páscoa são:
1) Terça-feira de Carnaval - quarenta e sete dias antes da Páscoa
(A Terça-feira gorda (ou Mardi Gras, em francês) é o dia que precede a quarta-feira de cinzas. Por extensão é um sinônimo de Carnaval.
A terça-feira gorda se tornou o dia em que os cristãos se despediam da carne, pois, nos quarenta dias seguintes, tinham de jejuar, fazer penitência e não podiam comer carne. Tudo isso em preparação à Páscoa.)
2) Quaresma - Inicia na quarta-feira de cinzas e termina no domingo de Ramos:
(A Quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja Católica, a Igreja Anglicana e algumas protestantes marcam para preparar os crentes para a grande festa da Páscoa. Durante este período, os seus fiéis são convidados a um período de penitência e meditação, por meio da prática do jejum, da esmola e da oração.
Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na tarde de quinta-feira santa, antes a Missa da Ceia do Senhor, que inicia o Tríduo Pascal. Ao longo deste período, sobretudo na liturgia do domingo, é feito um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que pretendem viver como filhos de Deus.
A Quaresma dura 47 dias, embora para o calendário litúrgico os domingos não contem, perfazendo então 40 dias. A duração da Quaresma está baseada no simbolismo do número quarenta na Bíblia que significa provação. Nesta, fala-se dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.
A Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista justiça, a paz e o amor em toda a humanidade. Os cristãos devem então recolher-se para a reflexão para se aproximar de Deus. Esta busca inclui a oração, a penitência e a caridade, esta última como uma conseqüência da penitência.)
3) Sexta-feira Santa - a sexta-feira imediatamente anterior:
(A Sexta-feira Santa, ou Sexta-feira da Paixão, é a Sexta-feira antes do Domingo de Páscoa. É a data em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos.
Segundo a tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu no domingo seguinte ao dia 14 de Nisã, no calendário hebraico. A mesma tradição refere ser esse o terceiro dia desde a morte. Assim, contando a partir do domingo, e sabendo que o costume judaico, tal como o romano, contava o primeiro e o último dia, chega-se à sexta-feira como dia da morte de Cristo.)
4) Sábado da Solene Vigília Pascal - o sábado de véspera
(O Sábado Santo, também chamado Sábado de Aleluia, é o dia antes da Páscoa no calendário de feriados religiosos do calendário Cristão. Nas Filipinas, uma nação notoriamente católica, este dia se chama de Sábado Negro. O Sábado de Aleluia é o último dia da Semana Santa.
Na tradição católica, é costume os altares serem desnudados, pois neste dia, tal como na Sexta-Feira Santa, não se celebra a Eucaristia. As únicas celebrações litúrgicas deste dia são as que fazem parte da Liturgia das Horas. Além da Eucaristia, é proibido celebrar qualquer outro sacramento, exceto o da Confissão. São permitidas as exéquias, mas sem celebração da missa. A distribuição da comunhão eucarística só é permitida sob a forma de viático, isto é, em caso de morte.)
5) Pentecostes - o oitavo domingo após a Páscoa
(Pentecostes é o símbolo do Cenáculo, onde os Apóstolos se reuniram, pela primeira vez, à espera do Espírito Santo, inspirador de todos os seus trabalhos na Igreja. No Cenáculo, desde a sua fundação, a comunidade cristã aí se reúne, para ser conduzida pelo Sopro Inspirador, compartilhando o amor em Cristo. Atualmente o 50º dia após a Páscoa é considerado pelos cristãos o dia de Pentecostes.)
6) Corpus Christi ou Corpo de Deus - a quinta-feira imediatamente após o Pentecostes.
(Corpus Christi (latim para Corpo de Cristo) é uma festa móvel da Igreja Católica que celebra a presença de Cristo na Eucaristia.
É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade ou Pentecostes. É uma festa de 'preceito', isto é, para os católicos é de comparecimento obrigatório assistir à Missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do país respectivo.)
Tópicos compilados de: wikipedia. org

Palavra de Elias R. Oliveira
Nós, os servos de Deus, fomos alcançados pela Sua misericórdia e libertos da escravidão do pecado. (“Mas damos graças a Deus porque vocês, que antes eram escravos do pecado, agora já obedecem de todo o coração às verdades que estão nos ensinamentos que receberam.” Rm 6:17) Vivemos nesta terra como retirantes estrangeiros, aguardando o momento de partimos em definitivo para a pátria celestial e estarmos eternamente com o Rei dos reis. Nesta jornada em direção aos céus é de suma importância manter-nos isentos das práticas e costumes comuns ao homem natural e firme na obediência à vontade de Deus; superando as muitas lutas, tentações e provações. O Senhor afirma: “... o mundo inteiro está debaixo do poder do diabo.”(1Jo 5.19) O diabo é o imperador deste mundo e dita as regras, os resultados comprova-se na falta de amor e nas barbaridades que os homens cometem entre si; nas loucuras praticadas contra Senhor; e na igreja que aos poucos vai assimilando e cristianizando práticas pagãs, é o inimigo minando as forças, afastando o homem do Senhor.
A Páscoa é uma comemoração muito importante na vida do crente, ela é sinônima de libertação (Ex 12:17, 42; Dt 16.3) entende-se também como início de novos rumos, da nova caminhada em direção a uma vida santa e segundo o coração de Deus. Sua instituição foi ordenada por Deus (Ex 12.1,2 e Jo 2.23), a observação pelos filhos de Deus deve ser contínua (Ex 12.28,50), a exemplo do Senhor Jesus, que junto a seus discípulos a comeu (Mt 26,17-20).
Usurpar-se da glória de Deus é a luta constante do diabo e, para tal, usa dos mais diversos meios. Em relação ao mover libertador de Deus (páscoa), o inimigo apresentou à igreja uma série de costumes e práticas pagãs, que imediatamente foram cristianizadas e incorporadas. Para comemorar a Páscoa, Coelhos e ovos de chocolate! Muitos desconhecem ou desconsideram a simbologia que os sustentam; são várias lendas, todas apontam para o fato de serem instituídos para louvor de determinada divindade; isto é o suficiente para que sejam eliminadas do arraial dos santos. O diabo chegou ao extremo de colocar um coelho (animal listado entre os impuros, lado a lado com os porcos e outros. Ver: Lv 11.6 e Dt 14.7,8), como representação do Senhor Jesus (o cordeiro). E todos concordam! É lamentável ver esta tradição extremamente viva no meio de muitas denominações.
Igreja do Senhor Jesus Cristo é tempo de acordar para a voz do Espírito Santo e permitir a sua ação, limpando o acampamento, destruindo os “deuses do lar” (Is 31.7) e objetos amaldiçoados; para que haja paz no meio do arraial. Fechar as porta para o diabo e suas estratégia é uma ordem do Senhor Deus.
O diabo ao longo dos séculos vem travando uma luta extremamente violenta contra o reino dos céus, faz uso de todas as suas armas para implantar o seu reino, e tem conseguido êxito. Em algumas oportunidades a sua forma de agir é explícita, todos olham e vêem; outras, as estratégias estão camufladas, e apenas os que “têm olhos” (espirituais) podem ver a ação devastadora do maligno. Em relação à páscoa a estratégia é camuflar o mal, desvirtuar o objetivo principal tomando para si a glória do Senhor Deus. Para alcançar este fim usa de meios “inofensivos” e com grande apelo visual e emocional (ovos e coelhos). Somente aqueles que tem os “olhos abertos” conseguem ficar isentos, não se deixam envolver pela artimanha maligna.
Feliz Páscoa do Senhor Jesus!
Elias R. de Oliveira
Fonte: Vivos

27 de fev de 2010

LIÇÃO Nº 10 - 07/03/2010 - "A DEFESA DA AUTORIDADE APOSTÓLICA DE PAULO"

LIÇÃO 10 - DIA 07/03/2010
TÍTULO: “A DEFESA DA AUTORIDADE APOSTÓLICA DE PAULO”
TEXTO ÁUREO – II Cor 1:1
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 10:1-8, 17-18
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br

I – INTRODUÇÃO:

· Jo 8:44; Apc 12:10 cf At 17:5-6 - Satanás não respeita qualquer princípio ético; não tem escrúpulos em mentir; acusar é um de seus papéis. O que ele precisa é de instrumentos humanos que se deixem usar, pois isto facilita o trabalho dele contra os servos do Senhor.


· Para um Homem de Deus os atentados contra sua honra podem representar uma dor mais doída do que o ser espancado com vara numa praça pública. A vara fere o corpo; a ofensa à honra, fere a alma. Não é sem razão que a honra de um homem de Deus, de um homem decente, honesto, correto tem sido um dos alvos prediletos de Satanás. Na maioria das vezes é de difícil defesa e espalha-se como fogo em palha seca. Mesmo diante de tal quadro O HOMEM DE DEUS PRECISA ESTAR PREPARADO PARA SUPORTAR CALÚNIAS, INJÚRIAS e DIFAMAÇÕES

II - SIGNIFICADOS DA PALAVRA “AUTORIDADE”:

· A maneira como a palavra “autoridade” é empregada na Bíblia normalmente significa o direito conferido a uma pessoa para fazer determinadas coisas, em função do cargo ou da posição que ocupa; significa PODER OU DIREITO DE AGIR, PARTICULARMENTE DE DAR ORDENS E DE SE FAZER OBEDECER.


· TIPOS DE AUTORIDADE: Há duas formas básicas de autoridade:

· (1) – AUTORIDADE INTRÍNSECA – Aquela inerente à natureza ou à essência de algo. Por exemplo: A autoridade de Deus, que é absoluta e incondicional – Sl 19:10; Is 40; e
· (2) – AUTORIDADE DELEGADA – Aquela concedida, derivada ou outorgada a alguém, proveniente de outra fonte de autoridade. Por exemplo: dos governos civis (Rm 13:1-7); dos pais (Ef 6:1-4); dos pastores e líderes (Hb 13:7, 17).

III – AUTORIDADE APOSTÓLICA:

· A autoridade apostólica é a AUTORIDADE DELEGADA por Jesus, pois os apóstolos:
· (A) – Eram testemunhas comissionadas por Cristo e Seus representantes – Mt 10:40; Jo 17:18; 20:21; At 1:8; II Cor 5:20);
· (B) – Receberam autoridade para fundar, edificar e regular Sua Igreja Universal – II Cor 10:8; 13:10;


· (C) – Deram ordens e prescreveram disciplina em nome de Cristo, demonstrando serem porta-vozes de Deus e possuírem autoridade divina – I Cor 5:4; II Ts 3:6
· (D) – Apontavam diáconos e presbíteros – At 6:3, 6; 14:23;
· (E) – Apresentavam ensinamentos como as verdades de Cristo, tanto quanto ao conteúdo como quanto à forma de expressão (I Cor 2:9-13 cf I Ts 2:13), a norma da fé (II Ts 2:15 cf Gl 1:8) e do comportamento (II Ts 3:4-6, 14); e
· (F) – Esperavam que suas regulamentações fossem recebidas como “mandamentos do Senhor” – I Cor 14:37.
· Assim, a autoridade que Cristo conferiu aos apóstolos era única. Não poderia ser transmitida a outros. Os apóstolos poderiam investir pessoas nas funções de presbíteros, líderes ou mestres nas Igrejas, dando-lhes autoridade para assumir determinadas responsabilidades. No entanto, a autoridade apostólica não chegou até nós através de seus sucessores, mas, sim, por seus escritos encontrados no Novo Testamento.

· Por isso, transcrevemos aqui as palavras do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard: “NÃO SOU OBRIGADO A OBEDECER A PAULO PORQUE ELE ERA EXEPCIONALMENTE INTELIGENTE; DEVO SUBMETER-ME A PAULO PORQUE ELE TEM AUTORIDADE DIVINA.”

IV – A PALAVRA “APÓSTOLO”:

· Algumas vezes a palavra APÓSTOLO é usada no N.T. em uma acepção genérica, com o significado de MENSAGEIRO. Exemplo: Jo 13:16 (enviado = apóstolo); II Cor 8:23 (mensageiros = apóstolos das Igrejas). O próprio Jesus é chamado O APÓSTOLO, em uma alusão Sua função como enviado especial de Deus ao mundo – Hb 3:1

· No entanto, a palavra APÓSTOLO assume um sentido mais amplo nas Epístolas Paulinas. Abrange as pessoas que, assim como Paulo, não estavam entre os doze apóstolos, mas que haviam visto o Cristo ressurreto e foram especialmente enviadas por Ele.

· Isto exposto, APÓSTOLO significa enviado especial de Jesus Cristo; uma pessoa a quem Jesus conferiu autoridade para realizar determinadas tarefas (Mc 3:14; 6:30).

V – A DEFESA DA AUTORIDADE APOSTÓLICA:

· Paulo tinha opositores: eram os falsos mestres, tanto internos como externos, legalistas judeus e, por isso, chamados de judaizantes; viviam como judeus, de acordo com as normas religiosas dos judeus (II Cor 11:26; Gl 2:14); agora ingressos no Cristianismo, queriam que os gentios observassem a lei de Moisés (At 15:1). Esses homens saíram de Jerusalém por sua própria conta; Tiago disse que nãos os enviara, portanto não podiam representar a Igreja de Jerusalém (At 15:24).
· A alegação de Paulo de que era um apóstolo foi contestada pelos opositores. Entretanto, Paulo considerava que as bases para a sua condição de apóstolo eram:
· (1) - O chamado direto do Senhor glorificado, que havia lhe aparecido na estrada para Damasco; e
· (2) - A graça de Deus sobre o seu ministério de alcançar pessoas para o Evangelho e plantar Igrejas – I Cor 15:10.
· Havendo Paulo sido um perseguidor da Igreja antes de sua conversão, os opositores tentavam excluí-lo da lista dos apóstolos! Os opositores pareciam levar vantagem, por não ser Paulo um dos doze que conviveram com Jesus. Eles sabiam dos requisitos apresentados pelo apóstolo Pedro! – At 1:21-25 - mas ignoravam o que está escrito na Palavra do Senhor acerca dos apóstolos que Deus constitui sobre a Sua Igreja – I Cor 12:18; Ef 4:11. Desta forma a Igreja de Corinto estava correndo o perigo de ser persuadida pelos opositores de Paulo.

· Paulo rebateu veementemente as acusações sofridas. A ênfase que ele dá à origem de seu apostolado mostra que o único que tem autoridade de constituir apóstolos é o Senhor Jesus. Além disso, ele afirma quatro vezes ter visto o Senhor (I Cor 9:1; 15:8; II Cor 4:6; Gl 1:15-16); o Livro de Atos dos Apóstolos apresenta Paulo como apóstolo (At 14:14).

· Paulo venceu seus opositores, não com armas carnais, tais como, eloqüência, organização, propaganda e coisas semelhantes, que são por si mesmas neutras, mas que podem ser usadas para o mal, por serem subservientes ao egoísmo, artimanhas e violência caracteristicamente humanas; Paulo os venceu com as armas espirituais, que são poderosas em Deus para destruição ou demolição de fortalezas – II Cor 10:4-5.

VI - A DEFESA DA AUTORIDADE MINISTERIAL:

· Parece que é tendência ainda hoje ser mais fácil induzir alguém ao erro do que levá-lo à verdade. Tais pessoas conhecem o seu pastor, sua história, sua origem, sua família, seu trabalho, sua dedicação à Igreja e seu cuidado com o rebanho. Porém, trocam esse homem de Deus por estranhos que sequer conhecem sua origem!
· A melhor defesa para um homem de Deus contra qualquer tipo de acusação feita ao Seu Ministério está no fato de ter uma consciência tranqüila diante do povo e diante do seu Deus.
· Paulo tinha - I Ts 2:1-8 - Um homem de Deus que prega e ensina a Palavra do Senhor, não procura induzir o povo ao erro, a fim de tirar proveito pessoal; tem sua consciência tranqüila diante de Deus. Paulo podia dizer – “...não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados” - Um homem de Deus que não busca sua própria glória, que não faz a Obra de Deus para ser louvado pelos homens, que abre mão até mesmo de direitos que lhe são conferidos em virtudes do cargo que ocupa, tem sua consciência tranqüila diante de Deus (II Ts 3:6-10; At 20:17-21, 36-38)
· Moisés tinha – Nm 16:1-3 - Quando seu Ministério foi contestado, ele pode declarar sua integridade moral. Moisés era um homem que tinha as mãos limpas. Não era uma simples, mas uma rebelião de “peso”. Os Ministérios de Moisés e de Arão estavam sendo postos em dúvidas! (Nm 16:12-13). Contudo, não houve troca de acusações, escândalo, brigas! Moisés tinha sua consciência tranqüila diante de Deus; ele tinha consciência de que não havia dado causa àquela rebelião. Ele era um homem íntegro diante de Deus (Nm 16:15). Quando o homem de Deus tem sua consciência tranqüila e a certeza de estar com suas mãos limpas, ele pode entregar a Defesa de Seu Ministério nas mãos de seu Deus! Moisés fez isto e Deus tomou as providências necessárias, sem prejuízo para a integridade do povo, consumindo os rebeldes (Nm 16:32-33) - A melhor defesa para um homem de Deus contra qualquer tipo de acusação feita ao Seu Ministério está no fato de ter uma consciência tranqüila diante do povo e diante de Deus.
· Samuel tinha - No final de Seu Ministério ele desafiou a qualquer do povo para que apresentasse uma só mancha em seu Ministério (I Sm 12:1-5).
· Paulo – Moisés – Samuel - Três homens de Deus! Três Ministérios diferentes! Três homens que tinham suas consciências tranqüilas diante do povo e diante de Deus! Três homens de “mãos limpas”! Três exemplos para todos os Obreiros de hoje! Aconteceu no passado! Acontece hoje! Qualquer homem de Deus, mesmo sem causa, poderá ter Seu Ministério contestado e até colocado em dúvidas. Mas, nos três exemplos citados, aqueles homens não vacilaram em invocar o testemunho de Deus sobre seus Ministérios e não tiveram medo de desafiar o povo a apontar qualquer mancha em suas vidas e desempenho Ministerial.
· Daí voltamos a afirmar que a melhor defesa para um homem de Deus contra qualquer tipo de acusação feita ao Seu Ministério está no fato de ter uma consciência tranqüila diante do povo e diante de Deus (I Pe 3:16-17; 4:15-16).

VII - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

· Lc 22:26-27 - O uso mais nobre da autoridade envolve a atitude de servir ao próximo. O cristão que procura seguir o exemplo de Cristo aprenderá a usar sua autoridade com as pessoas e não sobre elas. No mais, o cristão, que deve ser sábio, não se esquece de que toda forma delegada de autoridade irá um dia retornar a Deus, que a concedeu (I Cor 15:24-28). No entanto, as recompensas pela fidelidade irão durar por toda a eternidade (I Jo 2:17).

FONTES DE CONSULTA:


· Comentário Bíblico Broadman - JUERP
· Lições Bíblicas CPAD – 2º Trimestre de 1999 – Comentarista: Esequias Soares
· Lições Bíblicas CPAD – 3º Trimestre de 1993 – Comentarista: Eurico Bergstén
· Enciclopédia da Bíblia – Editora Cultura Cristã
· Dicionário Ilustrado da Bíblia – Edições Vida Nova
· O Novo Dicionário da Bíblia – Edições Vida Nova

21 de fev de 2010

O PRINCÍPIO BÍBLICO DA GENEROSIDA

Texto Áureo: II Co. 9.7 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 8.1-5; 9,6,7,10,11.
Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Destacar a importância da generosidade enquanto princípio que deve ser manifestado pelo cristão na graça de Deus.

INTRODUÇÃO
Após fazer as pazes com os crentes de Corinto, Paulo sente-se a vontade para tratar de um assunto espiritual: a contribuição cristã. A questão do dinheiro não é um assunto menos espiritual para o cristão. Por isso, deve ser tratado com sabedoria, principalmente com respaldo bíblico. Na aula de hoje estudaremos a respeito da iniciativa de Paulo quanto a coleta para os pobres. Em seguida, veremos que a generosidade deva ser uma prática do cristão. Ao final, apontaremos alguns princípios que orientam a coleta das ofertas na igreja.

1. A COLETA CRISTÃ PARA OS POBRES
As igrejas gentílicas, atingidas por grande privação durante o império de Cláudio (41 a 54 d. C.), carecia da assistência das igrejas. A igreja de Antioquia deu o exemplo inicial, enviando ajuda pelas mãos de Paulo e Barnabé (At. 11.27-30). Paulo deu continuidade a campanha de arrecadação na Galácia, mostrando preocupação com os pobres (Gl. 2.10). A igreja de Corinto também demonstrou interesse na participação dessa coleta (I Co. 16.1-4). O Apóstolo aproveita a solicitude dos irmãos de Corinto e os direciona para que demonstrem generosidade aos irmãos necessitados (II Co. 8.1-7). A princípio, destaca a generosidade das igrejas da Macedônica como um resultado da graça de Deus em suas vidas (Rm. 5.6-8; Fp. 2.4-11; Cl. 3.12,13; I Jo. 4.7-12). Aquela igreja, ainda que fosse pobre, superabundou em grande riqueza da sua generosidade (II Co. 8.1,2). A grandeza do ato generoso desses irmãos se revelou na disposição em contribuir para além de suas posses, voluntariamente. Eles agiram assim porque entendiam que mais bem-aventurado é dar que receber (At. 20.35). O princípio da contribuição, segundo relata Paulo em II Co. 8.5, esta na disposição de antes de entregar a oferta, entregar-se a si mesmo, assumindo a vontade de Deus. Diante da disposição generosa dos crentes, Paulo instrui Tito para que esse complete a obra da coleta que ele havia iniciado (II Co. 5.6). Como os crentes dos tempos antigos, a graça de Deus derramada em nossos corações em Cristo também deva nos constranger a exercitar a generosidade. Faz-se necessário romper com o paradigma moderno de tirar vantagem em tudo. O cristão precisa aprender a viver com desprendimento. Abençoado não é aquele que retém mais, mas o que entrega com alegria e liberalidade (II Co. 9.7).

2. A GENEROSIDADE CRISTÃ
A igreja de Corinto era imperfeita, mas Paulo não deixa de reconhecer a abundância da fé, do amor e do cuidado daqueles irmãos. Eles eram excelentes na palavra e no conhecimento (I Co. 1.4-7), mas é principalmente na fé e no amor que se destacavam (II Co. 8.7). A demonstração dessa fé e amor é revelada no interesse dos irmãos coríntios em participar da coleta em prol dos pobres da igreja. O amor genuíno não fica apenas em palavras, mas é expresso em atos (Lc. 19.1-10; I Jo. 3.16-18). A preocupação com a pobreza dos irmãos se fundamenta no fato de que Jesus também foi pobre (Lc. 2.7; Lc. 2.24; Lv. 12.6-8); Lc. 9.58). Não podemos esquecer que a pobreza de Cristo nos tornou ricos. A riqueza do cristão tem uma dimensão escatológica, pois o dinheiro, na revelação do evangelho, não deve ser entesourado e pode causar a ruína do crente (Mt. 6.19-24). Na teologia do Antigo Testamento há espaço para uma crença no acúmulo de riqueza, mas não no Novo Testamento, que motiva o ser humano à generosidade (At. 20.35). Essa é uma direção divina para o cristão que, diferentemente do Israel do Antigo Testamento, não vive pelo que ver, mas pela fé no Deus da providência, e que nos dá o pão nosso de cada de dia (II Co. 5.7; Mt. 6.11). Para que o dinheiro não se torne um Deus, é preciso agir, não depois, mas agora, contribuindo com os mais necessitados (II Co. 8.10,11). O evangelho de cristo não exige que doemos mais do que temos, e orienta para que sejamos cautelosos em relação àqueles que querem tirar proveito do evangelho, antes que contribuamos de acordo com as possibilidades (II Co. 8.12). Existem casos extremos de fé, destacados por Jesus, em relação à oferta da viúva, que deu todo seu sustento (Lc. 21.2,3), mas essa é uma atitude individual, que partiu do íntimo do coração, não foi forçada ou constrangida. A mensagem de Paulo nesse texto difere da de algumas “pregações” que visam tirar dos irmãos mais do que eles podem dar. Determinadas igrejas evangélicas incitam os crentes a dar o que não têm, mas a igreja amadurecida na palavra instrui os irmãos que contribuam com os dízimos (Mt. 23.23) e ofertas, princípio que leva em consideração a proporcionalidade (II Co. 8.13-15; I Co. 16.2).

3. INSTRUÇOES PARA A COLETA DA OFERTAS
Do mesmo modo que Deus motivou Tito para levantar as ofertas em Corinto pelos irmãos necessitados, nos dias atuais, o mesmo Senhor, através da Palavra e do Seu Espírito, direciona pessoas para se sensibilizarem com a causa dos pobres (II Co. 8.16). Essas pessoas agem com o coração voluntarioso, são desprendidas de interesses materiais, ajudam graciosamente, não porque pretendam tirar alguma vantagem, seja financeira ou eleitoreira (II Co. 8.17). Esses irmãos precisam ter o aval da igreja a fim de atuarem no ministério da coleta, a fim de que o dinheiro não seja desviado, resultando em escândalo para o evangelho. A igreja precisa ser cuidadosa quando se trata da coleta, todo esforço deva ser empreendido para dar transparência e evitar falatórios infundados (II Co. 8.18,19). Devemos lembrar que Paulo tinha opositores que queriam tirar vantagem de qualquer brecha no seu ministério para acusá-lo de ilicitude. Por esse motivo, o Apóstolo demonstra cuidado na administração da oferta a fim de evitar críticas. Ele instrui os irmãos para que ajam com honestidade, não só perante os homens, mas, principalmente, perante o Senhor (II Co. 8.20,21). A coleta não estava na direção de apenas uma pessoa, por isso Paulo envia, com Tito, dois irmãos zelosos para auxilia-lo (II Co. 8.22,23). Depois de credenciá-los e recomendá-los para a tarefa, orienta os irmãos coríntios para que demonstrem amor pelos pobres, referindo-se, certamente, à contribuição generosa que fariam perante eles (II Co. 8.24).

CONCLUSÃO
A prática da generosidade cristã deve ser cultivada na igreja cristã. Para tanto, é preciso que haja desprendimento, que a cultura mundana do acúmulo, denominada, em algumas ingrejas, de "bençãos", seja reavaliada. Alguns cristãos se acostumaram de tal modo com a riqueza, que denominam aos que nada têm de amaldiçoados. Bem-aventurados não são aqueles que têm muito, mas os que estão dispostos a doar do que têm. Para ilustrar, contramos a estória de um mendigo que passou na porta de um espírita, um católico e um evangélico. Cada um deles tinha apenas um pão: o espírita refletiu a respeito do desprendimento para o aperfeiçoamento espiritual e doou todo o pão, preferiu ficar com fome; o católico, na dúvida a respeito da salvação pela fé ou pelas obras, dividiu o pão ao meio, cada um comeu a metade; e o evangélico, pensou, bem sou salvo pela graça, por meio da fé, não das obras, resolveu comer o pão sozinho e se prontificou a orar pelo mendigo. O cristão, de fato, é salvo pela graça, por meio da fé, não das obras, mas porque é salvo, deva praticar boas obras (Ef. 2.8-10).

BIBLIOGRAFIA
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.
HORTON, S. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

15 de fev de 2010

EXORTAÇÃO À SANTIFICAÇÃO

EXORTAÇÃO À SANTIFICAÇÃO

Texto Áureo: II Co. 7.1 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 6.14-18; 7.1,8-10.

Pb. José Roberto A. Barbosa
http://www.subsidioebd.blogspot.com/

Objetivo: Mostrar que através de uma vida de santificação o crente separa-se das paixões mundanas, dedicando-se sacrificialmente ao serviço do nosso Senhor Jesus Cristo.

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje meditaremos a respeito da importância da santificação para a vida do crente. De acordo com o autor da Epístola ao Hebreus, é preciso buscar a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb. 12.14). Nessa mesma perspectiva, veremos, na lição, que Paulo admoesta os crentes de Corinto para que vivam em santificação. Em seguida, o Apóstolo se alegra pelas boas notícias que recebe dos crentes daquela cidade. A razão dessa alegria, conforme estudaremos ao final, é a restauração do seu relacionamento com os crentes coríntios.

1. APELO À SANTIFICAÇÃO
Paulo apela aos crentes para que vivam em santidade, e a base desse proceder é o temor ao Senhor (II Co. 7.1). Não podemos esquecer que o Senhor, o Nosso Deus, é santo e demanda, dos crentes, santificação (Lv. 11.44; 22.32). Em seguida, adverte os irmãos para que o acolham em seus corações. O Apóstolo acreditava que havia ainda alguma reticência dos coríntios em relação a ele. Em seguida justifica: a ninguém tratamos com injustiça, a ninguém corrompemos e a ninguém exploramos (II Co. 7.2). Essa mensagem serve de instrução para muitos obreiros que se aproveitam dos membros da igreja para explorá-los em benefício próprio. Nessa passagem Paulo aborda, explicitamente, a questão do dinheiro. O obreiro do Senhor não pode ser amante do dinheiro. Essa instrução está clara em II Tm. 6.3-10 e, por não atentar para ela, muitos se desviaram da verdade e trouxeram dores para si. O interesse maior de Paulo não é o dinheiro, mas o desenvolvimento espiritual dos crentes, que já estavam no coração dele, por eles o Apóstolo tanto estaria disposto a viver ou a morrer (II Co. 7.3). Com essa expressão “morrer e viver”, Paulo está revelando sua disposição de entregar a própria vida para o bem do rebanho, haja vista sua certeza da glória eterna (Rm. 8.18; II Co. 4.17). Apesar dos momentos de tribulação, principalmente das incompreensões dos coríntios, Paulo reage com alegria ao saber que os irmãos daquela cidade finalmente haviam compreendido seus propósitos (II Co. 7.4).

2. NOTÍCIAS AGRADÁVEIS DE CORINTO
A tristeza de Paulo, por causa da oposição dos crentes coríntios, começa a se dissipar. A causa dessa mudança é a carta escrita pelo Apóstolo (II Co. 7.8-13). As portas se abriram para ele. Tito, além de ter sido usado por Deus nessa empreitada, também lhe traz boas notícias. Os crentes passaram a compreendendo as motivações reais de Paulo. Ele lembra das tribulações pelas quais passou, algumas delas de dentro e outras de fora (II Co. 7.5). Isso aconteceu nos momentos que antecedaram a vinda de Tito. Instantes de muitas expectativas, em que Paulo estava na Macedônia, aguardando-o. Ele não se desesperou, pois conhecia ao Senhor, que conforta aos abatidos, e que lhe provia a graça necessária para que ele suportasse as aflições (II Co. 12.7-10). A concretização desse consolo se deu, de modo mais evidente, quando Tito chegou, para lhe trazer alívio (II Co. 7.13-16). Os crentes de Corinto haviam sido contristados por causa da carta severa de Paulo. Ele mesmo diz que não se arrepende de tê-la escrito, pois ainda que fosse uma carta “dolorosa”, possibilitou que os crentes se voltassem para Deus (II Co. 7.8,9). A tristeza segundo Deus não conduz o crente à perdição, antes ao arrependimento, e a salvação, como aconteceram com Davi (II Sm. 12.13; Sl. 51), Pedro (Mc. 1472) e o próprio Paulo (At. 9.1-22). Essa tristeza propicia o temor ao Senhor, pois faz com que o pecador veja a sua condição com vergonha e busca a imediata restauração. A palavra de Deus pode ser um remédio amargo, mas é necessário para que o crente ter a saúde espiritual restabelecida (II Co. 7.11).

3. CONSOLO E RESTAURAÇÃO
Paulo diz que não escreveu a epístola “severa” para afrontar o ofensor que estava semeando contenda a seu respeito. Com essa declaração o Apóstolo destaca que seu motivo maior não era a vingança. Apelar para que seu ofensor fosse disciplinado não era um interesse pessoal. Sua meta principal era favorecer o arrependimento, tanto do ofensor quanto da igreja de Corinto (II Co. 4.12,13). O cristão amoroso não se alegra com a queda de um irmão, sua atitude primária é buscar a restauração, ainda que ele seja a parte vitimada. Paulo tomou as medidas cabíveis para que Tito fosse até Corinto, para atuar no processo de restauração. Os crentes daquela cidade não decepcionaram o apóstolo perante Tito (II Co. 7.14). Na verdade, responderam com presteza, recebendo Tito como autoridade representativa de Paulo (II Co. 7.15). Nos dias atuais, deparamo-nos, como já nos dias de Paulo, de uma acirrada crise de autoridade. Há membros das igrejas que são bastante críticos em relação aos seus líderes. Em alguns casos, principalmente onde há excessos, tais atitudes são compreensíveis. Mas não quando esse é um obreiro dedicado ao serviço do Senhor. Quando um obreiro do Senhor, que se pauta pela Palavra de Deus, for alvo de críticas injustas, a igreja deve assumir as dores do seu pastor, e defendê-lo diante dos ofensores. A alegria de Paulo estava no consolo provido pelos irmãos de Corinto, ele sabia que podia confiar neles (II Co. 7.16).

CONCLUSÃO
A santificação deva ser o alvo primordial da vida de todo crente que serve ao Senhor. Essa mensagem, porém, é bastante impopular. Por esse motivo, os pregadores que querem mercadejar o evangelho, evitam tais temas em seus sermões. O obreiro comprometido com as verdades exaradas na Palavra de Deus não pode fazer concessões, ainda que seja mal-compreendido. Quando o pastor estiver sofrendo ameaças por defender o evangelho genuíno de Cristo, a igreja deve posicionar-se, a fim de protegê-lo das ofensas e consolá-lo para que não fique entristecido.

BIBLIOGRAFIA
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.
HORTON, S. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

3 de fev de 2010

O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO

O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO
Texto Áureo: II Co. 5.18 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 5.14,15,17-21


Objetivo: Mostrar que o ministério consiste, fundamentalmente, na proclamação da obra expiatória do Senhor Jesus Cristo.

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos sobre o ministério da reconciliação em Cristo Jesus. Inicialmente, meditaremos a respeito da habitação celestial dos crentes. Em seguida, sobre a atuação do amor de Cristo que nos constrange e nos transforma. Ao final, trataremos a respeito do ministério da reconciliação propriamente dito, concretizado na obra expiatória do Senhor Jesus Cristo.

1. A HABITAÇÃO CELESTIAL DOS CRENTES
Nossa leve e momentânea tribulação não pode ser comparada com a glória que em nós haverá de ser revelada. Paulo tem essa certeza porque sabe que quando essa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, receberá, da parte de Deus, um edifício, casa não feita por mãos humanas, perenes, mas eternas, nos céus (II Co. 5.1; Jo. 2.21,22). Em Rm. 8.18-24 o Apóstolo reafirma essa verdade, dizendo que os crentes terão, no futuro, a redenção do corpo, o edifício prometido para os que crêem. Enquanto estamos neste corpo, gememos, na expectativa da redenção, quando seremos revestidos da nova habilitação celestial (II Co. 5.2). Ainda que as adversidades nos causem opressão, podemos ter a convicção de que Deus cumprirá o que prometeu, a vida eterna (Jo. 3.16). A concretização plena dessa vida se dará por ocasião da ressurreição. Os gregos menosprezavam o corpo, mas Paulo, com base na revelação cristã, ensina que essa é uma realidade (I Co. 15.53,54). Quando isso acontecer, receberemos, de Cristo, um corpo de glória (Fp. 3.2), incorruptível (I Co. 15.42-49). A transformação do corpo será repentina, momento em que seremos revestidos de uma roupagem de glória (II Co. 5.3,4). Esse evento se dará por ocasião da volta de Cristo para arrebatar a Sua igreja (I Ts. 4.13-18). Por causa dessa promessa, podemos viver na bendita esperança, e sempre ter bom ânimo, mas esse fundamento não está no que vemos, mas na fé, na convicção da Palavra de Deus, pois a fé vem pelo ouvir (Rm. 10.17; II Co. 5.5; Hb. 11.1). O Espírito Santo é penhor, o pagamento antecipado, que garante Sua propriedade sobre nós, de sorte que agora temos plena confiança (II Co. 5.7,8). Por amor a obra de Deus Paulo prefere ficar no corpo, mas reconhece que partir e estar com Cristo é incomparavelmente melhor (II Co. 5.6; Fp. 1.23). Quer na vida ou na morte, o Apóstolo decidiu agradar ao Senhor e fazer disso o objetivo da sua vida (II Co. 5.9), pois chegará o dia no qual todos comparecerão perante o tribunal de Cristo (Rm. 14.10). Naquele dia cada um receberá segundo o bem ou o mal que tiverem feito por meio do corpo, em tal ocasião os ministérios serão julgados pelo Senhor (II Co. 5.10).

2. O AMOR DE CRISTO NOS CONTRANGE
Por isso, com base no temor do Senhor, Paulo persuade aos homens para que reconheçam a integridade do seu ministério (II Co. 5.11). Essa persuasão é feita com bastante sutileza, pois o Apóstolo espera que os crentes de coríntios respondam às acusações dos ofensores (II Co. 5.12). Diferentemente desses, Paulo não se gloria na aparência e não depende de artifícios externos para causar convencimento. Mais importante que tais exterioridades é o estado espiritual do coração, esse sim é mais relevante para Deus. Mas tal opção pode ser percebida, para aqueles que valorizam o exterior, como loucura (Mc. 3.21; At. 26.22-25). Mesmo assim, essa é uma loucura necessária, pois aprouve a Deus salvar os pecadores pela loucura da pregação da cruz de Cristo (II Co. 5.13). É o amor de Cristo que o constrange para que esse dedique a sua vida a Ele, com zelo e fidelidade (II Co. 5.14; Rm. 5.5; Jo. 3.16). Com base nessa verdade, o Apóstolo admite que, por causa da morte de Cristo, os que vivem não mais podem viver para si, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou (II Co. 5.15; Gl. 2.20; 6.14). A partir desse fundamento, Paulo não se eximiu da responsabilidade de buscar a reconciliação com os irmãos de coríntios. O amor do Apóstolo pela obra de Cristo o conduziu a tomar iniciativa em prol da comunhão. Ele, porém, não pode se gloriar disso, pois não age segundo a opinião humana, mas segundo o espírito (Fp. 3.4-8; II Co. 5.16). Como resultado dessa comunhão, do crente com Cristo, e entre os próprios crentes, um novo relacionamento é construído, de modo que os que estão em Cristo são novas criaturas, as coisas velhas ficaram para trás, tudo se fez novo (II Co. 5.17; Rm. 8.21; I Co. 6.9-11; Rm. 8.19-23).

3. O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO
Essa novidade de vida tem início com Deus, que nos reconciliou consigo mesmo. A iniciativa é do Senhor que executa a reconciliação por meio do sacrifício vicário de Cristo, que soluciona o problema da ira de Deus, revelada desde os céus contra toda iniqüidade humana (II Co. 5.18; Rm. 1.18; 5.9-11). Deus estava com Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões (II Co. 5.19). Em Rm. 4.8, tratando do mesmo tema, Paulo cita Sl. 32.2, dizendo: “bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniqüidade”. Esse “todos”, no versículo 19, é um recurso estilístico, pois Paulo, em outra passagens, deixa implícito que os pecados dos incrédulos lhes serão imputados (Rm. 1.18-32; 2.5-11; Ef. 5.3-6; Cl. 3.5-6). Agora, reconciliados com Deus em Cristo, somos embaixadores em nome de Cristo, isto é, emissários de Deus em prol da reconciliação dos pecadores. Por esse motivo, rogamos a esses que se reconciliem com Deus (II Co. 5.20). O fundamento da reconciliação é a Pessoa de Cristo, que não conheceu pecado, mas se fez pecado por nós (Jô. 8.46; I Co. 5.21; Hb. 4.15; I Pe. 1.19; 2.22). Nele fomos feitos justiça de Deus, pois Jesus morreu em nosso lugar, portanto, a nós não mais é imputado pecado (Rm. 3.21-26; Fp. 3.7-9). Jesus se tornou maldição por nós (Dt. 21.23; Gl. 3.13), pagando inteiramente o preço da redenção (Cl. 2.14).

CONCLUSÃODeus estava em Cristo reconciliando o mundo (II Co. 5.19). Essa é uma das mais sublimes mensagens bíblicas. A obra de Cristo na cruz do calvário é a manifestação do supremo amor de Deus (Jo. 3.16). O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo (Rm. 3.13; 6.23). Essa verdade nos impulsiona a cantar: “Rude cruz se erigiu, dela o dia fugiu, como emblema de vergonha e dor; mas contemplo esta cruz, porque nela Jesus, deu a vida por mim, pecador. Sim, eu amo a mensagem da cruz, te morrer eu a vou proclamar; levarei eu também minha cruz, te por uma cora trocar” (HP. 291).

BIBLIOGRAFIA
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.
HORTON, S. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

12 de jan de 2010

A GLÓRIA DO MINISTÉRIO CRISTÃO

Lição 03
A GLÓRIA DO MINISTÉRIO CRISTÃO
Texto Áureo: II Co. 2.14 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 1.12-14,21,22; 2.4,14-17.


Objetivo: Mostrar que a glória do ministério cristão está na simplicidade e sinceridade com que se prega o evangelho e na salvação e edificação dos fiéis.

INTRODUÇÃO
Apesar dos descalabros evangélicos que tentam ofuscar o brilho do ministério cristão, esse, uma vez desenvolvido em conformidade com a Palavra de Deus, continua sendo glorioso. Paulo escreveu a Timóteo, jovem pastor de Éfeso, ressaltando a sublimidade do ministério (I Tm. 3.1). O Apóstolo dos gentios é um grande exemplo de alguém que desenvolveu o ministério cristão com a dignidade e a sinceridade que lhe é devida. Na lição de hoje refletiremos a respeito do seu ministério apostólico, suas atitudes perante a igreja, bem como sua resposta aos falsificadores da mensagem evangélica.

1. O MINISTÉRIO APÓSTÓLICO DE PAULO
Paulo ressalta a glória do seu ministério apostólico apelando para o testemunho da sua consciência (II Co. 1.12). O Apóstolo dos gentios é cônscio do desenvolvimento das tarefas para as quais o Senhor lhe capacitou (Rm. 15.17-19). É evidente que a consciência de Paulo estava tranqüila porque esse conhecia e observava a Palavra de Deus. A consciência humana não é infalível como defendiam os gregos e romanos, pois essa precisa estar respaldada pela Palavra de Deus (I Co. 4.2-5). Mas deixar de atentar para a consciência significa incorrer no risco de perder-se espiritualmente (I Tm. 1.19). Os obreiros de Deus que atuam com a consciência fundamentada na Palavra são motivos de glória (II Tm. 2.16,16). Os que seguem as diretrizes da Palavra se alegrarão na eternidade ao verem o fruto do seu trabalho (Fp. 4.1; I Ts. 2.19). Como Paulo, podemos nos gloriar na obra do Senhor, contanto que isso não seja feito com orgulho ou auto-exaltação, mas com o coração comprometido com a igreja e com a causa do evangelho de Cristo (II Co. 10.17; I Co. 15.10). Paulo, diferentemente de alguns obreiros dos dias atuais, fundamentou seu ministério não em palavras de persuasão humana, mas na simplicidade, no escândalo e loucura da mensagem da cruz de Cristo (I Co. 2.1-5). Por esse motivo, sua consciência sossegava na certeza de estar cumprindo a meta para a qual o Senhor o separara. A meta de Paulo não era obter a aprovação dos outros, antes viver em sinceridade – eilikrineia em grego – termo que, literalmente, diz respeito a algo que é capaz de suportar a luz do sol e pode ser mirado com o sol brilhando através dele. O objetivo primordial do obreiro de Deus não é alcançar popularidade, mas pregar e viver a Palavra de Deus (II Tm. 2.15; 4.12).

2. A ATITUDE DE PAULO PERANTE A IGREJA
Os acusadores de Paulo diziam que ele não agia com leviandade e que não eram íntegros em suas palavras (II Co. 1.17,18). Essa acusação deu-se por causa da mudança de planos do apóstolo em relação à viagem pretendida. Eles pretendiam denegrir a imagem do Apóstolo, criticando-o por seguir a sabedoria humana, agindo segundo a carne (II Co. 1.12) e por ignorar a vontade de Deus (II Co. 1.17). Paulo responde aos críticos afirmando que resolveu mudar os planos da viagem – de Corinto para a Macedônia para da Macedônia para Corinto – por reconhecer uma necessidade premente naquela igreja. Com essa atitude ele pretende mostrar-se sensível às carências das igrejas e que a mudança de percurso revelava diligência na resolução de uma causa urgente. Com essa viagem os coríntios seriam beneficiados, esse seria um segundo benefício (II Co. 1.15), haja vista que o primeiro teria sido o período de dezoito meses em que esteve entre eles (At. 18.11) e os havia ganhado para o Senhor, tornando-se pai espiritual deles (I Co. 4.15). Ainda no intuito de defender-se da acusação de leviandade, Paulo faz referência à fidelidade de Deus. E, do mesmo modo, diz que suas palavras são verdadeiras, sinceras e coerentes (Mt. 5.37). Com essas palavras o Apóstolo argumenta em favor da sua sinceridade, e principalmente, das motivações corretas, fundamentadas no amor a Cristo e a Igreja para a glória de Deus (II Co. 1.19,20).

3. CONTRA OS FALSIFICADORES DA PALAVRA
Os falsificadores da Palavra eram aqueles que transformavam o evangelho de Cristo numa mercadoria a ser vendida. Em nossos dias nos deparamos com exemplos dessa mesma natureza, falsos obreiros que pregam um evangelho adulterado, descompromissado com a Palavra de Deus. Como não há compromisso com a Verdade, pregam aquilo que as pessoas desejam ouvir, não o que precisam ouvir (II Tm. 4.3). Tais profissionais utilizam estratégias de marketing com vistas à autopromoção. Igrejas incautas, por não se voltarem à Palavra, são fontes de lucro fácil para esses negociantes do evangelho de Cristo (II Co. 4.2; 11.20). Há até os que vendem pacotes para eventos evangélicos e têm a audácia de cobrar de acordo com a quantidade dos “milagres” que serão realizados. Cobram quantias vultosas para ir às igrejas, exploram os irmãos pobres a fim de satisfazer suas vaidades e para suplantar seus complexos de inferioridade. Investem exageradamente na aparência pessoal, usam gravatas importadas com custos vultosos, ternos luxuosos e sapatos com preços exorbitantes, tudo isso para causar impacto nos ouvintes. Paulo, diferentemente de tais falsificadores, não estava mercadejando a Palavra de Deus, não pretendia transformar o evangelho em um produto (II Co. 2.17a). O Apóstolo estava comprometido com a mensagem do evangelho, sabendo que essa procedia não de homens, mas de Deus (II Co. 2.17b). Também não fazia uso de malabarismos e subterfúgios para ludibriar as pessoas. Como Pedro, sabia que não importava agradar os homens e não agradar a Deus (At. 5.29). Por esse motivo pautava seu ministério na sinceridade, falava com honestidade aos seus ouvintes, fundamentava seu ensinamento não na ganância, mas na sinceridade a Deus.

CONCLUSÃO
Duas palavras resumem o ministério de Paulo e servem de critério para os obreiros de Deus: simplicidade e sinceridade. O Apóstolo não vivia de ostentações, não buscava glória própria, não camuflava a Palavra a fim de obter lucro e aprovação humana. A expansão do evangelho era a sua motivação central, mas sabia que essa somente seria alcançada caso estivesse de acordo com os parâmetros divinos. Quando o obreiro se encontra no centro da vontade de Deus, ele pode dormir com a consciência tranqüila. Mais que isso, tem autoridade espiritual para se opor aos falsificadores da Palavra que distorcem o evangelho de Cristo a fim de ludibriar o povo de Deus (II Co. 4.2).

BIBLIOGRAFIA
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.
LOPES, H. D. II Coríntios. São Paulo: Hagnos, 2008.

Pb. José Roberto A. Barbosa
www.subsidioebd.blogspot.com

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