23 de mar de 2010

Solenes advertências pastorais – 1

INTRODUÇÃO
Com esta aula concluímos o estudo da 2ª carta do apóstolo Paulo aos corintios. É a sua carta mais pessoal. Nela, ele abriu o coração e falou de suas experiências mais íntimas, de suas dores mais profundas e de seu amor mais puro. De todas as igrejas que Paulo plantou, nenhuma recebeu tanto cuidado pastoral, conselhos e visitas quanto a igreja de Corinto. Também nenhuma igreja significava tanto para ele do que a dificultosa comunidade de Corinto. Por outro lado, nenhuma lhe fez sofrer tanto. Ele experimentou grande sofrimento, perseguição e oposição em seu ministério. Agora, Paulo se prepara para a terceira visita àquela igreja. Não será uma visita amistosa, mas confrontadora, conciliadora e, ao mesmo tempo, disciplinar(13:1,2). Sua responsabilidade pastoral era muito grande, por isso, esforçava-se para consolidar a fé dos santos que viviam em Corinto. Caso não haja arrependimento terá de disciplinar os faltosos. Contudo, antes de viajar para Corinto, ora a Deus para que a igreja emende seus caminhos e busque uma vida de perfeição.
I. PREOCUPAÇÕES PASTORAIS DE PAULO (12.19-21)
1. Preocupação com o estado espiritual dos crentes (12:19). “ Cuidais que ainda nos desculpamos convosco? Falamos em Cristo perante Deus, e tudo isto, ó amados, para vossa edificação”.

Aqui é demonstrado que o motivo evidente de Paulo não era obter a aprovação dos corintios, mas possibilitar sua edificação espiritual. Diz o apóstolo:”tudo isto, ó amados, para vossa edificação”. Quando afirma que tudo fora feito “para vossa edificação”, Paulo se refere possivelmente a tudo quando já disse, fez e escreveu(de modo particular a carta que ora estudamos), que os corintios poderiam erroneamente ter interpretado como mera autodefesa. Ele reitera, também, com essas palavras, o propósito do ministério apostólico: edificar a igreja(cf 10:8; 13:10). Deve-se notar que depois de todas aquelas palavras fortes, toda aquela ironia dos caps. 10 –12, o verdadeiro sentimento de Paulo pelos cristãos de Corinto emerge de novo no vocativo “ó amados”(cf 11:11;12:15). Era o amor de Paulo pela igreja coríntia, bem como seu desânimo, porque um evangelho falso estava sendo proclamado. O apóstolo desejava fortalecê-los na vida cristã e adverti-los acerca dos perigos que os cercavam. Estava mais interessado em ajudá-los do que em defender sua própria reputação.
2. O temor de Paulo em relação à igreja de Corinto. Ao visitar Corinto, Paulo teme encontrar os crentes despreparados espiritualmente. Havia duas áreas vulneráveis na vida daqueles crentes:
a) A área dos relacionamentos(12:20). “Temo, pois ,que, indo ter convosco, não vos encontre na forma em que vos quero, e que também vós me acheis diferente do que esperáveis, e que haja entre vós contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos”.
Paulo teme que haja entre os crentes: contendas, isto é, rivalidade e competição, discórdia acerca de prestígio; invejas, isto é, o desejo mesquinho de ter o que não lhe pertence; iras, isto é, explosões repentinas que leva a pessoa a fazer coisas das quais se arrependerá amargamente; porfias, isto é, ambição egoísta, centrada em si mesma, que jamais se dispõe a servir o próximo; detrações, isto é, ataque frontal, insultos e acusações lançados em voz alta e em público; intrigas, isto é, campanha de murmurações e maledicência espalhada de ouvido em ouvido, buscando desacreditar a pessoa; orgulho, isto é, conceito elevado ou exagerado de si próprio; amor-próprio demasiado; soberba; e tumulto, isto é, a anarquia.
Todos esses pecados estão ligados à área dos relacionamentos. A igreja de Corinto era um amontoado de gente, mas não uma família unida. Eles não agiam como um corpo, em que cada membro coopera com o outro. Ao contrário, estavam devorando uns aos outros pelas contendas e intrigas. Paulo, então, ciente disso, não podia, como pastor, deixar de tratar esses pecados que haviam comprometido a qualidade espiritual daquele rebanho. Portanto, ele toma atitudes disciplinares severas, a fim de que por ocasião de seu retorno à igreja de Corinto não encontrasse os mesmos problemas.
b) A área da pureza sexual(12:21). “Receio que, indo outra vez, o meu Deus me humilhe no meio de vós, e eu venha a chorar por muitos que, outrora, pecaram e não se arrependeram da impureza, prostituição e lascívia que cometeram”.
Paulo temia encontrar muitos crentes ainda prisioneiros dos mesmos pecados e aberrações sexuais que caracterizaram sua vida pagã. Esses pecados listados revelavam uma completa decadência moral. Lendo essa lista, nem parece tratar-se de uma igreja com tantos dons. Contudo, isso significa que a espiritualidade de uma igreja não pode ser avaliada pela quantidade de dons, mas pelo seu caráter e amor a Deus e ao próximo.
Impureza é tudo aquilo que impede que um homem tenha comunhão com Deus. É o oposto de pureza.
Prostituição é a promiscuidade no relacionamento sexual.

Lascívia indica o desacato deliberado da decência em público. É a atitude da alma que desconhece os limites da disciplina. Trata-se de pessoas que não aceitam restrições nem tem compromisso com a decência. Não se importa com a opinião pública, tampouco com sua própria reputação.
Tais pecados estavam corrompendo os bons costumes, anulando a ética cristã e promovendo dissensões e divisões entre os crentes de Corinto.
II. O PROPÓSITO DA DISCIPLINA DA IGREJA POR PAULO (12.21; 13.2-4)
Havia na igreja de Corinto um grupo que dava guarida ao ensino dos falsos apóstolos. Não apenas a teologia deles estava errada, mas também a vida deles estava em descompasso com a verdade. Havia não apenas oposição a Paulo(13:3), mas também relacionamentos quebrados(12:20) e imoralidade na vida desses membros(12:21).
Paulo está indo a Corinto com o propósito de instaurar um tribunal e disciplinar aos que insistem na prática do erro. Na sua primeira visita a Corinto, Paulo implantou a igreja. Sua segunda visita foi dolorosa e precisou sair da cidade sem solucionar os graves problemas que a atacavam; porém, enviou à igreja Tito, para pôr em ordem a situação pendente. Mas, agora, está pronto a ir à igreja pela terceira vez e dessa feita não poupará aqueles que de forma contumaz permanecem no erro. Ele poderia: (a) confrontar e denunciar publicamente o comportamento deles; (b) exercer a disciplina, chamando-os à presença dos líderes da igreja; ou c) excluí-los da igreja.
1. Promover a paz e o arrependimento dos pecadores (12.21; 13.2). Para levar os pecadores ao arrependimento, Paulo teria de ser rigoroso em sua repreensão. Os problemas de ordem moral exigiam uma postura firme do apóstolo. Caso contrário, as ações diabólicas para destruir a igreja não seriam neutralizadas. A disciplina deveria ser imposta de maneira firme e exemplar. Com respeito à isso duas coisas devem ser ressaltadas:
a) A acusação contra os pecadores precisa ser fundamentada(13:1). “É esta a terceira vez que vou ter convosco. Por boca de duas ou três testemunhas, será confirmada toda palavra”.
Aqui, Paulo está aplicando um princípio da lei mosaica de que nenhuma acusação deve ser recebida contra alguém sem ser consubstanciada por duas ou três testemunhas(Dt 19:15). Este mesmo princípio foi referendado por Jesus(Mt 18:16; João 8:17). Agora, Paulo está dizendo que aplicará o mesmo critério para disciplinar os faltosos(1Tm 5:19). Ao tratar do pecado na igreja devemos saber dos fatos, não apenas dos boatos.
b) A disciplina precisa ser aplicada(13:2). ”Já anteriormente o disse e segunda vez o digo, como quando estava presente; mas agora, estando ausente, o digo aos que antes pecaram e a todos os mais que, se outra vez for, não lhes perdoarei”.

Considerando que seu apostolado tinha sido concedido pelo Senhor Jesus e que este era seu modelo de líder-servidor, nada mais coerente do que a postura rígida de Paulo contra os pecadores impenitentes. Depois de alertar os coríntios algumas vezes, Paulo está disposto a não mais retardar a disciplina de alguns membros que estavam vivendo de forma escandalosa, na prática da imoralidade, e se recusavam a emendar seus caminhos, bem como aqueles que aprovavam sua atitude. Ele não pretende inocentar pecadores impenitentes.
O pecado é como fermento na massa. Se não for removido, contamina toda a igreja. A disciplina visa a proteção da igreja e a correção do faltoso. A disciplina, portanto, é um ato responsável de amor, e Paulo está pronto a aplicá-la na sua terceira viagem a Corinto.
2. Afirmar o caráter cristão de seu apostolado (13.3). “visto que buscais uma prova de Cristo que fala em mim, o qual não é fraco para convosco; antes, é poderoso entre vós”.
Influenciados pelos falsos apóstolos, alguns crentes de Corinto que teimavam em viver na prática do pecado buscavam provas contra Paulo, argumentando que Cristo não falava por intermédio dele. Como Paulo podia comprovar que Cristo falava mesmo por seu intermédio? O apóstolo começa sua réplica citando o pedido impertinente: “visto que buscais uma prova de Cristo que fala em mim…”. Na verdade, esses crentes queriam ser confrontados em seu estilo de vida. Em vez de corrigir sua conduta errada, procuraram desqualificar aquele que os exortava.
Então, Paulo lembra que Cristo se havia revelado aos coríntios por meio dele de modo poderoso. Quando creram na mensagem do evangelho, não havia nada de fraco na revolução que eles haviam experimentado em sua vida. Portanto, ao rejeitarem a Paulo, na verdade, estavam rejeitando o próprio Cristo.
Ao usar os termos “fraco” e “poderoso”, Paulo se recorda do paradoxo de força e fraqueza observada na vida do Salvador e de seus servos. Nosso Senhor foi “crucificado por fraqueza; contudo, vive pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos com ele pelo poder de Deus em vós”(13:4). Quando Paulo diz que “viveremos com ele pelo poder de Deus em vós”, não está fazendo uma referência à ressurreição. Está falando que, ao visitá-los, demonstrará o grande poder de Deus ao tratar de quem estava vivendo em pecado. Consideravam-no fraco e desprezível, mas Paulo mostraria que podia ser forte no exercício da disciplina.
III. ALGUMAS RECOMENDAÇÕES FINAIS (13:5-11)
1. Paulo encerra sua carta com uma advertência (13.5). “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis, quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados”.
Paulo sai agora da defesa do seu ministério e apostolado e resolve testar os cristãos coríntios, ao admoestá-los que realizem um autoexame. Ele inverte a situação. Ele diz a esses crentes rebeldes que em vez de eles o examinarem, eles deveriam examinar a si mesmos. Em vez de buscarem provas contra ele, deveriam investigar a si mesmos. Em vez de olharem para fora, deveriam olhar para dentro.

Há pessoas que estão na igreja, mas não são convertidas, e são essas a que dão mais trabalho. Tem seu nome no rol de membros da igreja, mas não no livro da vida. São contundentes na disposição de acusar os outros, mas são incapazes de examinarem seu próprio coração. Enxergam um cisco no olho do outro, mas não vêem a trave que está no seu próprio.
Esta exortação de Paulo nos alerta que, da mesma maneira que fazemos exames físicos periódicos, devemos fazer exames espirituais periódicos. Devemos procurar ter uma consciência crescente da presença e do poder de Cristo em nossa vida. Assim saberemos se somos verdadeiros cristãos ou meros impostores. Se não estivermos procurando nos aproximar de Deus, podemos ter certeza de que estaremos nos afastando dEle.
2. Paulo encerra sua carta com um desejo (13.7-9). Ele deseja que aqueles cristãos pratiquem o que é certo; e que sejam aperfeiçoados(13:7-9) – “Ora, eu rogo a Deus que não façais mal algum, não para que sejamos achados aprovados, mas para que vós façais o bem, embora nós sejamos como reprovados. Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. Porque nos regozijamos de estar fracos, quando vós estais fortes; e o que desejamos é a vossa perfeição”.
Havia muitos pecados na Igreja de Corinto: divisões(1Co 1:10-12); imoralidade(1Co 5:1); contendas(1Co 6:7); uso abusivo da liberdade cristã(1Co 8:10; 10:24-28); atitudes inadequadas com respeito à ceia do Senhor(1Co 11:17-22), ao culto(1Co 12:3), aos dons(1Co 12:16-21) e à ressurreição(1Co 15:12). Alguns desses pecados não haviam sido ainda superados por alguns membros da igreja(12:20,21). Por influência dos falsos apóstolos, alguns crentes lideravam uma frente de oposição ao próprio ministério de Paulo(13:3).
Mas, em vez de condenar seus opositores, Paulo ora por eles. E ora para que pratiquem o bem. Sua preocupação não é com a sua reputação, muito menos com sua superioridade pessoal, mas o com aperfeiçoamento dos crentes, pois diz: “ Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade”. Paulo está afirmando que jamais poderia agir de modo que fosse contrário ao evangelho ou às suas implicações”. Paulo quer apenas a obediência, a pureza e a unidade da igreja.
Paulo deseja a perfeição dos coríntios – “e o que desejamos é a vossa perfeição”(13:9). Há falhas em nossa vida que precisam ser reparados. Há brechas que precisam ser tapadas. Paulo ora para que essas deficiências sejam tratadas e que os crentes sejam aperfeiçoados para o serviço divino.
3. Últimas recomendações (13.11,12). “Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, aperfeiçoai-vos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam”.
Paulo encerra de forma repentina e enérgica essa epístola. Antes, porém, tem uma série de recomendações à igreja:
a) “regozijai-vos”. É a mesma expressão que aparece em 1Tessalonicenses 5:16: “Regozijai-vos sempre”. A alegria deve ser a marca do crente. Isso porque o evangelho é a boa nova de grande alegria. O reino de Deus é alegria. O fruto do Espírito é alegria, e a ordem de Deus é:”Alegrai-vos”.

b) “ aperfeiçoai-vos”. O crente não pode ficar estagnado. Ele precisa ser santificado na verdade. Ele precisa crescer na graça e no conhecimento de Cristo. Sua vida precisa ser transformada de glória em glória na imagem de Cristo. Para alcançar esse propósito, os coríntios precisariam abandonar os ensinos errados dos falsos apóstolos, acertarem seus relacionamentos uns com os outros e romperem com as práticas imorais.
c) “sede consolados”. Na vida cristã enfrentamos mares revoltos, desertos inóspitos e estradas juncadas de espinhos. Precisamos ser bálsamo de Deus na vida uns dos outros nessa jornada. Precisamos ser aliviadores de tensão, tornando o fardo dos irmãos mais leve.
d) “sede de um mesmo parecer”. Essa frase também pode ser traduzida por “tenham um só pensamento”(NVI). Os coríntios só poderiam pensar da mesma forma se tivessem a mente de Cristo. Ter a mente de Cristo significa pensar como Ele e sujeitar-lhe todo pensamento e raciocínio.
A igreja é um corpo, e todos os membros devem trabalhar sob a direção da mesma cabeça. Uma igreja onde os crentes vivem em conflito, alimentando suas vaidades pessoais, brigando por opiniões pessoais, o testemunho da igreja é prejudicado.
e) “vivei em paz”. Como está claro em 1Co 12:20, havia discórdias e contendas entre os coríntios; uma consequencia comum da infiltração do legalismo. Assim, Paulo os exorta a disciplinar os ofensores e a se entender com seus irmãos em Cristo.
Os crentes não são rivais, são parceiros. Devem viver em harmonia, e não em guerra. Onde há união entre o povo de Deus, ali Deus ordena a vida e a bênção(Sl 133:1-3). Quando os crentes vivem em harmonia, o Deus de amor e de paz será com eles – “E o Deus de amor e de paz será convosco”.
f) “ Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo”(13:12). O ósculo santo era uma forma de cumprimento característica dos cristãos no tempo dos apóstolos. O fato de ser santo indica que não devia ser um símbolo de afeição artificial, mas de sentimento puro e sincero.
Os crentes devem cumprimentar uns aos outros com alegria, com graça e com fervor. Os crentes devem ter santas, sinceras e intensas afeições uns pelos outros. Não há espaço na igreja para indiferença, frieza e preconceito. Devemos acolher a todos com desvelo e carinho.
CONCLUSÃO

Após tantas defesas, advertências e recomendações severas, Paulo conclui sua carta com uma bênção trinitariana: ”A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém!”(13:13). Essa é a única bênção do Novo Testamento que abrange todos os membros da Trindade. Essa bênção é uma síntese da mensagem do evangelho. É um resumo precioso de tudo aquilo que Paulo ensinou até aqui.
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo nos traz à memória seu nascimento, quando Ele se fez pobre a fim de nos tornar ricos(2Co 8:9). O amor de Deus nos leva ao Calvário, onde Deus deu seu Filho como sacrifício por nossos pecados(João 3:16). A comunhão do Espírito Santo nos lembra o Pentecostes, quando o Espírito de Deus veio e revestiu a igreja de poder(At 2:1-47).
Que esta segunda carta aos coríntios possa produzir em cada crente uma reflexão a respeito de seu ministério, a fim de que possamos declarar como Paulo: “Eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas” (2 Co12.15).
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br, e no Blog: http://luloure.blogspot.com/
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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. Bíblia de estudo DAKE. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 2Corintios. 2Corintios – Rev. Hernandes Dias Lopes. Comentário Bíblico Popular do Novo Testamento – William Macdnald. II Corintios – Colin Kruse.
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