18 de jun de 2010

A Opção pelo Povo de Deus - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Ailton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 12 - A OPÇÃO PELO POVO DE DEUS

INTRODUÇÃO

As profecias anunciadas por Jeremias cumpriram-se no território Judeu: o povo estava cativo, a cidade saqueada e destruída; o próprio profeta agora era um prisioneiro de guerra de Nabucodonosor (Jr. 40.1) No entanto, a Jeremias foi dado o direito de escolher se queria ir para Babilônia onde seria bem tratado ou se queria fica em Jerusalém. O profeta fez uma opção: escolheu estar entre os remanescentes de Judá (Jr. 40.6). Esta atitude do servo do Senhor, mostra-nos a fidelidade que ele tinha para com Deus e o amor ao seu povo por quem chorou e lamentou tantas vezes (Jr. 9.1). É interessante notar que no capítulo 40 não vemos Jeremias falando ou fazendo um longo discurso para esclarecer sua opção de ficar em Judá; vemos somente a sua atitude de querer ficar, e isso fala mais alto do que muitas palavras.

I - AS PROFECIAS DE JEREMIAS SE CUMPREM

Diante de uma nação pecaminosa, o profeta Jeremias foi rejeitado, perseguido e preso porque suas profecias não correspondiam aos anseios do povo (Jr. 6.13). Enquanto os falsos profetas anunciavam paz (Jr. 6:18), ele anunciava o juízo de Deus que seria derramado naquela nação, em virtude dos pecados do povo. O que autenticou Jeremias diante de todos, como um verdadeiro profeta do Senhor, foi o cumprimento, na íntegra, de suas profecias, em relação ao cativeiro Babilônico. Vejamos as profecias e seus respectivos cumprimentos:
1.1 A invasão dos babilônica e a destruição de Israel. “Arvorai a bandeira rumo a
Sião, fugi, não vos detenhais; porque eu trago do norte um mal, e uma grande destruição.” (Jr.4.6). No décimo mês do nono ano de Zedequias, os exércitos de Nabucodonosor invadiu Jerusalém. “No ano nono de Zedequias, rei de Judá, no décimo mês, veio Nabucodonosor, rei de Babilônia, e todo o seu exército, contra Jerusalém, e a cercaram” (Jr.39.1).
1.2 A execução do juízo Divino. “E farei esta cidade objeto de espanto e de assobio; todo aquele que passar por ela se espantará, e assobiará por causa de todas as suas pragas.” (Jr.19.8). A fúria com que as tropas babilônicas atacaram Jerusalém foi terrível; atos brutais foram praticados, um exemplo disso, está registrado em Jr.39.7 onde diz que os olhos do rei Zedequias foram vazados. Judá não foi dizimada completamente da terra porque Deus não permitiu.
1.3 A duração do cativeiro babilônico. “E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos” (Jr.25.11). O profeta Hananias havia profetizado diante do povo que o cativeiro seria de dois anos (Jr. 2811), isto na tentativa de agradar e ganhar prestígio do povo judeu à frente de Jeremias, que estava com um jugo de madeira no pescoço que o próprio Hananias quebrou posteriormente (Jr. 28.12). Em (Jr.28.16) o Senhor condena a Hananias por ele ter falado falsamente. O que Deus determinou foi 70 anos de cativeiro e isto se concretizou na
íntegra. “Para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram” (II Cr 36.21).
1.4 O retorno do cativeiro. “Porque eis que vêm dias, diz o Senhor, em que farei voltar do cativeiro o meu povo Israel, e de Judá, diz o Senhor” (Jr. 30.3). Muitos anos antes do rei Ciro nascer, Deus havia determinado que por ele o cativeiro do povo judeu teria fim (Is.45.1). “No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias” (Ed.1.1).

II - A OPÇÃO DE JEREMIAS

Antes do exílio babilônico, o povo de Judá estava livre e aproveitava essa liberdade para dar vazão a todo tipo de pecado. O nível de pecaminosidade do povo chegou a pontos tão altos que o Senhor resolveu expulsa-los da terra de Israel (Jr. 7:20; 9:11). “Eis que desta vez arrojarei como se fora com uma funda aos moradores da terra..” (Jr.10.18).
O Senhor usa um termo muito forte “arrojarei” que significa “lançar para longe de si”, isto mostra a indignação de Deus contra o pecado. Neste período pré exílio, Jeremias foi preso pelos seus compatriotas (Jr. 38.6), com a invasão do exército babilônico na região de Judá, Jeremias foi liberto, honrado e foi lhe facultado o direito de escolher onde queria ficar. Deus muda situação!
Como deveria agir o profeta, ir para Babilônia ou ficar com os remanescente de Judá? A lógica poderia impulsiona-lo a ir para o império caldeu, já que estaria sob os cuidados de Nabuzaradã; mas, a fidelidade a Deus e o amor ao povo fez com que ele optasse em ficar na Judeia. Vejamos de forma mais detalhada os motivos que levaram Jeremias a rejeitar o convite do capitão de Nabucodonosor a residir com os cativos em Babilônia.
2.1 O amor ao povo de Deus. A rejeição do povo por Jeremias não diminui o amor que ele tinha pelos seus irmãos. O Profeta expressa a sua dor por saber que o castigo era inevitável com as seguintes palavras: “Ah, entranhas minhas, entranhas minhas! Estou com dores no meu coração! O meu coração se agita em mim. Não posso me calar; porque
tu, ó minha alma, ouviste o som da trombeta e o alarido da guerra.” (Jr.4.19). Era a sua cidade amada que seria destruída. Foi esse mesmo amor que o motivou a ficar com o restante do povo.
2.2 A fidelidade a Deus. Jeremias não omitiu nenhuma profecia, foi fiel na hora de entregar a mensagem de Deus tanto ao rei como ao cidadão judeu comum. Nunca negociou o seu caráter em favor dos seus irmãos (Jr. 37.17-18). O Senhor nunca falou que ele deveria ir a Babilônia. O livramento do profeta foi resultado de sua confiança irrestrita em Deus: “…e não cairás à espada; mas a tua alma terás por despojo, porquanto confiaste em mim, diz o Senhor” (Jr.40.18). É esta fidelidade inegociável que o levou a optar pelos remanescentes judeus.
2.3 A esperança. Jeremias profetizou a restauração do seu povo: “Porque eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que farei voltar do cativeiro o meu povo Israel, e de Judá, diz o Senhor; e tornarei a trazê-los à terra que dei a seus pais, e a possuirão” (Jr.30.3). A esperança no Senhor é a certeza de que Deus cumpre o que promete. Isto levou o profeta a rejeitar os cuidados de Nabuzaradã e preferir ficar com os pobres que sobraram na terra.
III - COMO OS HERÓIS DA FÉ FIZERAM SUAS OPÇÕES
Muitos homens de Deus, relacionados entre os heróis da fé, fizeram em momentos críticos e decisivos, uma opção pelo povo de Deus. Vejamos em quais circunstâncias eles tomaram essa decisão.
3.1 Abraão optou pela obediência. Ele estava na terra de Ur dos Caldeus, tinha somente da parte de Deus uma promessa: de ser uma grande nação. Para alcança-la tinha que ser peregrino na terra que o Senhor lhe mostraria. Ele poderia decidir ficar em Ur, ali ele tinha o que precisava, mas optou pela obediência. Era dele que o Senhor formaria o
seu povo, Israel (Hb 11.8-12).
3.2 José optou pela vontade de Deus. Foi vendido como escravo, preso de forma injusta, esquecidos pelo copeiro do rei do Egito - aproximadamente 13 anos de sofrimentos que começou a partir do momento que foi vendido pelos seus irmãos (Gn 37.28). Aparentemente, ele tinha toda razão de optar por si mesmo quando as coisas mudaram a seu favor (Gn.41.38-40). Mas, durante esse período de sofrimento, ele compreendeu que foi o Senhor Deus que o conduziu até ali para preservar a vida do povo de Deus “…porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face” (Gn 45:5).
3.3 Jesus optou pela cruz para se tornar o salvador do mundo. Não havia nenhum justo sobre a face da terra (Rm.323), as justiças humanas foram comparadas a trapos de imundícias (Is. 64.6), logo, qual dos homens teriam condições de optar pela cruz para salvar o mundo? Só Jesus tinha autonomia para isso “…que, sendo em forma de Deus,
não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens..” (Fl.2: 6-7).

CONCLUSÃO

Durante o cativeiro, o profeta Jeremias teve a opção de ir para a Babilônia e ficar sob a proteção do capitão de Nabucodonosor “….Se te apraz vir comigo para Babilônia, vem, e eu cuidarei de ti, mas se não te apraz vir comigo para Babilônia, deixa de vir…” (Jr.40.4). Com certeza, ali ele seria tratado de forma diferenciada dos demais cativos.
Fazer uma opção nestas circunstâncias requereria dele uma renúncia - toda opção feita a favor do povo de querer renúncia, e foi isto que Jeremias fez. Com esta atitude ele releva a sua fidelidade, amor e esperança em Deus.

REFERÊNCIAS
· Bíblia de Estudo N.V.I.
· Jeremias e Lamentações, Introdução e Comentário. R. K. Harrison. VIDA NOVA.

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Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação
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